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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Menina que via Filmes: No Fim do Túnel [Crítica]


🎬🎬🎬🎬🎬 Título Original: Al final del túnel Título no Brasil: No fim do túnel Data de lançamento 6 de outubro de 2016 (2h 00min) Direção: Rodrigo Grande Elenco: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri mais Gêneros Policial, Suspense Nacionalidades Argentina, Espanha Formato visto: netflix
#181
*Filme revisto, crítica publicada sem spoilers em 2016

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Menina que via Filmes: No Fim do Túnel [Crítica]

Título Original: Al Final Del Túnel 
Título no Brasil: No Fim do Túnel
Data de lançamento 6 de outubro de 2016 (2h 00min)
Direção: Rodrigo Grande
Elenco: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri mais
Gêneros Policial, Suspense

Nacionalidade Espanha/ Argentina 







Amo o cinema argentino. Ok, se você acompanha o blog já está exausto de me ver falando isso, certo? Mas preciso mostrar a todos que um dos melhores cinemas que temos é feito nas terras de Maradona. 
Dessa vez Leonardo Sbaraglia ( sim, o mesmo ator de O silêncio do céu e Relatos Selvagens) vive Joaquín, um cadeirante que vive em uma casa de dois andares bem grande com um cão que não anda mais chamado Casimiro. Seu passado é um mistério, vemos fotos dele com a esposa e uma filha mas não sabemos o que aconteceu com elas.
Um belo dia toca sua campainha e entram uma mãe e sua filha. Berta ( Clara Lago) e  Betty se aboletam na casa sem que ele confirme se vai alugar de fato o segundo andar para as duas. Cheia de mistérios Berta tem uma filha que não fala e conta histórias que não encaixam no quebra-cabeça. Mas o que impressiona é que Joaquín mesmo descobrindo a verdade que está em todas as sinopses -ela é namorada no assaltante que está na casa ao lado fazendo um túnel para roubarem um banco- não entrega os bandidos e vive perigosamente os enfrentando. Entendo que o roteiro queira manter o suspense, mas as vezes Joaquín parece o personagem McGyver, com suas invenções meio surreais.
 A tensão é gigante, porque a cada conversa ouvida, temos a plena certeza de que ele levará a pior. Pablo Echarri faz o papel do namorado de Berta que faz um strip para Joaquín em uma cena pra lá de sensual. 














Vale destacar a atuação da menina que mesmo calada atua muito, a razão dela não falar quando desvendada nos deixa inquietos. E esse é só um dos ótimos motivos para assistir esse filme. 

domingo, 19 de abril de 2015

Menina que via Filmes : O Método - O que você faria? [Crítica]

Título Original : El Método
Título no Brasil: O Método - o que você faria?
Dirigido por Marcelo Pineyro
Com Eduardo Noriega, Najwa Nimri, Eduard Fernàndez mais
Gênero Suspense

Nacionalidade Espanha , Itália , Argentina
Duração : 1h 55 min

ano : 2005
Formato visto : dvd 



















Você certamente já participou de um processo seletivo, certo? A sensação que temos não é das melhores, muitas das vezes quando achamos que fomos muito bem nas entrevistas nunca mais nos chamam para nada. Aí ficamos com aquela dúvida, de o que será mesmo que fizemos de errado? Trabalho hoje em dia com RH ( Recursos Humanos) mas não faço parte de recrutamento. Tenho um certo trauma de dinâmicas, de entrevistas seguidas, daquela apreensão que ficamos pela resposta se conseguimos o emprego ou não. 
É aproveitando a crise da Espanha, da alta taxa de desempregos, da incerteza de todo um país acostumado com não saber o que é recessão que o filme se passa, gravado em 2005 o filme poderia ser rodado em São Paulo, nesse exato momento que estamos vivendo. Filas de seguro desemprego, país em crise...estamos vendo o filme e talvez por esse motivo a história tenha me encantado tanto.

















O filme começa mostrando alguns dos candidatos se arrumando para irem na entrevista de emprego. No mesmo dia há protestos por toda Madri pela onda de desempregos e pela política externa do FMI. Ao chegarem no local uma secretária esquisita lhes pede que preencham pela enésima vez uma ficha que todos eles já haviam preenchido, acompanhamos um deles que entra na sala quando outros cinco já estão por lá, sentados cada um na frente de um computador eles se analisam e aceitam colocar mais uma vez as mesmas informações no formulário. Carlos ( Eduardo Noriega) reconhece uma ex namorada e com ela trava um flerte enquanto os demais olham. Um último candidato chega por último e se recusa a preencher mais uma vez informações que já havia passado. Começam aí as cenas que nos impressionam , de como o ser humano é mesquinho. Há , claro, uma caga em jogo, onde todos os presentes devem lutar por ela. Não se fala em momento algum o valor do salário em questão mas o espectador imagina que seja alto já que todos os sete são executivos.
Eles não sabem exatamente o que será o trabalho, e colocá-los em uma mesma sala em um método bizarro parece mais jogos vorazes do que qualquer outro filme.
Não, não há mortes, mas ali se vota por aquele que se quer excluir, as palavras são duras, um candidato que está sendo um herói do nada na próxima pode ser eliminado, de acordo com a secretária há psicólogos vendo as filmagens, quando se é excluído o computador apaga.
Sabemos que um deles é um impostor já trabalha para empresa, não entendemos muito porque lutam tanto por algo que mal sabem o que e como será caso passem. Há poucas informações sobre o trabalho,há muitas intrigas por todos os lados e nos vemos relembrando situações de trabalho onde muitos vão recordar daquela colega que amava passar a perna para você se dar mal. 













Sobram olhares e maldades, falta amor ao próximo. Ali é matar ou morrer, a desculpa é a de que está difícil conseguir um bom emprego, então se acabou de sacanear um coleguinha somos dignos de perdão. 
Cruel, realista e atual, " El Método" é muito brasileiro, se colocassem atores daqui poderia se passar no Centro da Cidade. 
O diretor faz pensarmos em como somos egoístas e em como métodos para se contratar nem sempre são os mais corretos. Na telona ganham ares de vilões da Disney, e o final é digno de aplausos, vejam.