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segunda-feira, 18 de julho de 2016

[Resenha] A Cadeira da Sereia @EditoraParalela

Título Original: The Mermaid Chair
Título no Brasil: A Cadeira da Sereia
Autora: Sue Monk Kidd
Editora Paralela
Número de págs: 244











Depois do sensacional A Invenção das Asas da mesma autora,criei uma expectativa imensa nesse livro que não me agradou em muitas coisas.
A protagonista se chama Jessie Sullivan e no alto de seus 42 anos - ou seja, não é nenhuma garotinha - opta por se reinventar sem avisar aos envolvidos de sua decisão. Não entenderam? Eu esclareço....Jessie tem uma marido médico Hugh, estão casados há muitos anos e claro que como todo relacionamento a chama do casal não anda mais tão acesa, ele é um bom homem, e bom pai, como em muitas casas americanas, o momento em que a única filha saiu de casa para viver mais próximo da faculdade foi um momento crucial na vida de ambos, para muitos casais é a hora de reviverem o amor adormecido e de pensarem mais em si. Para outros é a carta branca para se separarem. 
Jessie não me parecia infeliz, ou, vai ver não sabia que era. Moradora de Atlanta ela não se dá muito bem com sua mãe que mora na mesma ilha de Garça onde cresceu. Um dia, porque sua mãe se acidenta ela é quase que obrigada a retornar ao local, de onde não tem boas recordações. 
Ainda ressentida com a mãe, ela nunca conseguiu aceitar ser vizinha de um monastério, sua mãe super religiosa sempre deixou que os monges frequentassem sua casa. Jessie acredita que ninguém pode sair sem traumas desses momentos. 
Há também uma parte mística que dá título ao livro, a grande atração da cidade é uma cadeira antiga -ou a réplica de uma - com braços de corpo de sereia. Os locais acreditam que encostando nelas são realizados desejos.
Ao mesmo tempo que a protagonista parece não ter amadurecido nada durante esses anos, assim é o monge que com ela se relacionará. Não, vocês não leram errado, e talvez agora tenham entendido porque não curti nada esse livro. Se trata de uma traição tola, não se é dada segunda chance no relacionamento dela com Hugh, o marido nem sabe o que a esposa anda aprontando. Por outro lado um monge de 44 anos Thomas, também age como se estivesse no High School escolhendo que faculdade fazer, o cara não sabe se quer seguis os votos ou se entregar a essa paixão.

Se falta reflexão de todos os personagens, a mim me restou a certeza de que a autora perdeu a mão nesse livro e de que a história poderia ter tomado rumos muito melhores. O final é decepcionante. Assim como boa parte dessa história. Uma pena, porque imaginei que os segredos familiares me animassem com a leitura, mas não passou de um livro raso, com uma história de traição sem necessidade e o final da autora só comprova tudo isso.

segunda-feira, 3 de março de 2014

[Resenha] A invenção das asas

Título Original : The invention of wings
Título no Brasil : A invenção das asas
Autora : Sue Monk Kidd
Editora : Paralela
Número de págs : 324








Quando um livro te prende de tal forma que você para de ler mas continua pensando nele, já vale a pena. No meu caso, mesmo já tendo lido muitos livros até mesmo com histórias verídicas sobre o tema de escravatura, esse me ganhou por muitas razões e pareceu tão verdade que por alguns momentos sofria junto com as personagens.
O livro que começa em novembro de 1803 com a menina de 11 anos Sarah ganhando uma escrava _ Encrenca - de aniversário para ser sua companhia . Contra a escravatura a menina se nega mas logo seus pais a proíbem de negar o presente. Em casa onde sua mãe teve muitos filhos, sobra pouco tempo para Sarah, que tem como obrigação costurar, tocar piano e ter todas as prendas para ser uma boa esposa.
Com cada capítulo narrado uma vez por Sarah e outra por Encrenca o livro ganha facilmente o leitor mas como o tema é delicado também sofremos quando a mãe de Encrena ou ela mesma sofrem nas mãos da mãe de Sarah, que diga-se de passagem não tem nada de boazinha.
Entre uma vida infeliz de escravo e uma vida infeliz de uma pessoa livre a autora nos mostra como nem sempre a felicidade dos livres é garantida, Sarah é exageradamente azarada no campo do amor.
Apesar de ser uma boa pessoa, ela recua quando vê que seus esforços de se tornar jurista como seu pai e seu irmão não dariam em nada.
Acompanhamos o crescimento das duas até os trinta e poucos anos, onde não se casar depois dos dezoito anos já era considerada velha.
Vibramos e lamentamos com as duas que aprendem que a vida é dura em diversos aspectos e palmas para autora que cria um cenário intenso mas com justificativas para amizade e rancor que cresce entre as duas.
Com vidas diferentes mas ligadas por uma casa , Encrenca e Sarah são contagiantes, não pela alegria mas pelo jeito que nos faz querer saber a todo tempo o que irá acontecer com elas.

Um livro maravilhoso do início ao fim.