Título Original : Suffragette
Título no Brasil : As Sufragistas
Lançamento 24 de dezembro de 2015 (1h46min)
Dirigido por Sarah Gavron
Com Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep mais
Gênero Drama , Histórico
Nacionalidade Reino Unido
Antes de mais nada vale a pena avisar duas coisas : quem vai ao cinema querendo ver Meryl Streel vai se decepcionar , a atriz aparece durante 5 minutos do longa! Outro ponto importante é que o filme foca no direito ao voto feminino como pontapé inicial para que as mulheres obtenham outros direitos e isso é uma lição para todos - por favor, não achem isso ultrapassado, a Arábia Saudita somente permitiu que as mulheres votassem esse ano! - seja você homem ou mulher que reclama de quando tem que levantar no domingo para exercer seu direito.
Vamos ao filme : Maud Watts ( Carey Mulligan) é uma lavadeira de apenas 24 anos, mãe de um menino e casada com Sonny que também trabalha na mesma lavanderia . Ela cresceu no local após a morte prematura da mãe, foi criada por ali e abusada constantemente pelo patrão.
Hoje, casada, ele não a cobiça mais, ela tem uma vida pacata com seu marido que não a agride, mas também não entende porque em pleno 1912 as mulheres precisam votar. E é exatamente em um simples diálogo com o marido antes de se deitar que ela acorda para a vida, literalmente . Com algumas amigas da fábrica se rebelando contra o governo que não as permite votar, ela vai cada vez mais participando das reuniões e querendo lutar pelos seus direitos. Para o espectador, claro que fica óbvio o quanto votar é um direito essencial, mas a diretora coloca em cena questões familiares e aí fica complicado para o público querer que ela continue na luta.
O exemplo maior é que ela perde a guarda do filho , que era mais um direito exclusivo dos homens, sim, ela se separa do marido que não a quer mais metida nessa luta. Não fica portanto para ele o papel de vilão, já que ele parece mais é um fraco diante da pressão da sociedade que nem querem mais que eles morem na casa naquela rua.
Também temos a sempre maravilhosa Helena Bonham Carter no papel da médica Edith, chefe das Sufragistas ( atrás apenas da toda poderosa Meryl Streep em uma ponta de luxo) , ela dedica sua vida à causa.
Alguns pontos me intrigaram. Uma das mais fiéis donas da causa, não percebe que a filha mais velha é abusada, enquanto luta pelos direitos das mulheres, sua filha sofre nas mãos do patrão. Essas cenas, sinceramente, me fizeram perguntar se realmente vale a pena lutar por algo e esquecer da família? Claro que para o meu próprio bem hoje e de todas as mulheres isso fez uma tremenda diferença, mas elas abdicaram de seus filhos, e isso me deixou um pouco chocada se esses filhos não ficaram com raiva de suas mães e entenderam o como elas foram importantes para a causa?
No papel de vilão temos o excelente ator Brendan Gleeson como o Inspetor Arthur, ele dá medo só de olhar, como um investigador que não mede as palavras o que ele diz à Maud é de querer entrar na tela e dar uns bons socos nele.
O filme é bem parado , requer atenção mas a mensagem é super importante, não somos nada sem escolher quem nos governa, nós então sabemos bem o como uma escolha errada nos afeta, veja a atual governante, o direito ao voto também permitiu que mulheres se candidatassem, talvez nossa presidente precisasse ver esse filme e aprender que a confiança que a maioria depositou nela vem de toda uma luta para que ela pudesse votar e virar a mais importante figura política do Brasil.
Tem cheiro de indicação para Carey Mullingan, mas posso estar errada.