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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Menina que via filmes: PIG - uma comédia matadora

 


Título Original: The pig

Título no Brasil: Pig: uma comédia matadora

País: Irã

Ano: 2021

Direção: Mani Haghighi

Roteiro: Mani Haghighi

Elenco: Hasan majuni, Leila Hatami, Leili Rashidi

por Giselle Magno

nota 3/ 5

Hasan se considera o melhor diretor de seu país. O que ele não entende é porque um serial killer que está matando os melhores diretores iranianos ainda não o escolheu como vítima. Porém é só uma questão de tempo ou assim espera Hasan.  Além de se frustrar com a falta de interesse do serial Killer, o cineasta está furioso com sua atriz/musa que está trabalhando com outros profissionais e também com sua carreira que atualmente inclui comerciais de inseticidas. “Pig” é uma comédia que entrega essa premissa super intrigante.

No início você fica bem preso com essa narrativa querendo entender as relações que o protagonista tem com os demais personagens. Porém logo fica claro que o personagem que devemos seguir é ele próprio, assim como ele mesmo acredita.Tudo que acontece gira em torno de suas decisões. Os outros personagens tem pouco desenvolvimento e estão ali só como ponte para ele.

Apesar de gostar muito da premissa e o longa ter um início cheio de acontecimentos, o restante do filme é bem mais lento. O que ajuda a ambientar e estabelecer a real situação da carreira de Hasan.

Sempre acho bem interessante assistir a um filme de uma cultura diferente da nossa, porém ficou bem claro que apesar das diferenças, a motivação de Hasan é muito parecida com a nossa. O diretor vive atrás de aprovação. Ele quer provar que é o melhor profissional, apesar de vermos bem pouco esse seu lado. Já que fica claro que ele não está em seus melhores dias.

Acredito que achar ou não uma comédia engraçada é algo muito relativo e pessoal. Por isso creio que Pig não seja o tipo ideal de comédia para todos. Porém é inegável que o filme tem as situações mais estranhas e inusitadas e que com sua estranheza consegue causar um certo humor.

O final é algo ao mesmo tempo frustrante e surpreendente. Mostrando até onde uma pessoa pode ir para buscar o reconhecimento e adoração do público. Senso assim, Pig pode ser um filme que não irá atender ao gosto de todos, mas é um filme provocador, inusitado e criativo.

 

*Filme assistido em cabine on-line à convite do Cinema Virtual 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Menina que via filmes: The Night (2020) 🎬 longa de terror iraniano com alguns bons sustos ⚠️spoilers

 


⚠️⚠️⚠️ Vídeo com Spoilers 🎬🎬 Título Original: The Night Título no Brasil: The Night País: Irã/ EUA Ano: 2020 Formato visto: HBO MAX Direção: Kourosh Ahari Roteiro: Kourosh Ahari e Milad Jarmooz Elenco: Shahab Hosseini, Niousha Noor gênero: terror
#08

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Menina que via filmes: Yalda - Uma noite de perdão 🎬filme sensacional sobre um "você decide" dos crimes

 


🎬🎬🎬🎬🎬 Título Original: Yalda Título no Brasil: Yalda - Uma noite de perdão País: Irã Direção: Massoud Bakhshi Roteiro: Massoud Bakhshi Produção: Jacques Bidou, Marianne Dumoulin Fotografia: Julian Atanassov Edição: Jacques Comets Direção de arte: Massoud Bakhshi, Leila Naghdi Pari Gênero: Drama País: França, Alemanha, Suíça, Luxemburgo, Líbano, Irã Ano: 2020 Cor Duração: 89 min Classificação: 12 anos Contém: Violência, Drogas Lícitas e Temas Sensíveis Elenco: Sadaf Asgari, Behnaz Jafari, Babak Karimi, Fereshteh Sadre Orafaee, Forough Ghojabagli, Arman Darvish, Fereshteh Hosseini Estreia nos cinemas brasileiros em 9 de dezembro de 2021
#466

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Menina que via Filmes: Sem Data, Sem Assinatura [Crítica]


Título Original: Bedoune Tarikh, Bedoune Emza Título no Brasil: Sem data, sem assinatura Data de lançamento 20 de setembro de 2018 (1h 44min) Direção: Vahid Jalilvand Elenco: Navid Mohammadzadeh, Amir Aghaei, Zakieh Behbahani mais Gênero Drama Nacionalidade Irã
#168
por Raffa Fustagno

sexta-feira, 31 de março de 2017

Menina que via Filmes: Sob as Sombras [Crítica]

Titulo Original: Under the Shadow
Título no Brasil: Sob a Sombra
elenco:  Narges Rashidi, Avin Manshadi, Bobby Naderi 
Direção: Babak Anvari
Ano: 2016
Gênero: Terror
País: Irã
#53assistido
#54criticado
Formato visto: Netflix










Criar expectativas é péssimo, depois de terem anunciado tanto que  o Irã tinha feito um filme de terror maravilhoso, festejei quando vi que ele estava disponível no Netflix. 
Para quem não sabe eu amo filmes iranianos, mas todos que vi até hoje tratavam de temáticas sérias. Em Sob as Sombras o diretor acerta em muitas cenas mas desanima em outras.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Menina que via Filmes: O Apartamento [Crítica]
























Título Original: Le Client
Título no Brasil: O Apartamento
Data de lançamento 5 de janeiro de 2017 (2h 03min)
Direção: Asghar Farhadi
Elenco: Shahab Hosseini, Taraneh Alidoosti, Babak Karimi mais
Gênero Drama

Nacionalidades Irã, França
#6 criticado
#4 assistido

Para quem conhece o trabalho desse incrível diretor com filmes como A separação ( ganhador do Oscar de Melhor Filme estrangeiro) e O passado  já espera que o final seja de mais dúvidas do que de explicações. E foi incrível o como assistindo a esse filme eu me portei de uma forma como a protagonista sem notar detalhes que faziam toda a diferença, mas foi lendo outras críticas que percebi o quão errada eu estava.
Vamos aos pontos, Emad ( Shahab Hosseini) é um professor de ensino médio casado com Rana ( Tanareh Alidoosti), sem filhos, ela é uma dona de casa que nas horas vagas atua na peça que seu marido também trabalha, não fica claro se ganham algo com a peça ou se a fazem por amor à arte.
O filme começa com eles tendo que abandonar o apartamento grande onde vivem porque o prédio está com risco de desabamento, desesperados ele saem do local ajudando os vizinhos.
Emad tenta vender o carro que tem para conseguir um lugar para se mudarem, aparentemente os pais deles não moram perto, em nenhum momento são citados ou outros familiares. 
O dono do teatro e também ator da peça Babak ( Babak Karimi) oferece então sem custos ao casal um apartamento que tem no qual a antiga inquilina acabou de sair, o apartamento está em condições medianas mas é melhor do que nada, o casal avalia e agradece ficando no lugar.
Tudo é bem velho  e a vizinhança apesar de acolhedora faz muitas persguntas ao casal, o que dá margem para pensarmos logo mais os motivos de tantos questionamentos.




nande acontecimento que dá nome ao filme vai acontecer quando ela achando que é seu marido que está subindo aperta o botão para o portão abrir e deixa com que um desconhecido suba em sua casa.
A cena não é mostrada, mas a impressão que dá é de que ela foi estuprada, muito machucada ela vai parar no hospital sendo ajudada pelos vizinhos. 
Dali para frente o marido não tem um momento de carinho com a esposa para saber o que de fato houve, sua preocupação é com sua honra ferida, no momento do filme cheguei a culpá-la, porque na minha opinião ela tinha que ter ido à polícia, mas depois entendi que na cultura machista do país ela seria humilhada e mal vista  o homem pode ser que nada ocorresse com ele.
O marido passa então a procurar desesperadamente pelo carro do agressor e por ele, e aí devo dizer que o momento que descobrimos quem é, fica ainda mais chocante.
A antiga moradora era prostituta e recebia muitos homens, não era de fato atrás de Rana que o tal homem estava, mas agiu covardemente. 
A identidade quando revelada cria momentos de tensão, envolve quem gosta do tal monstro e o vê como uma pessoa do bem.
Tem que ver para sentir o quão cruel e necessário é o diretor em desconstruir imagens, em nos mostrar a verdade de seu país.
Palmas para esse filme.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Menina que via Filmes: Nahid -Amor e Liberdade [Crítica]

Título Original: Nahid
Título no Brasil: Nahid - Amor e Liberdade
Data de lançamento 28 de julho de 2016 (1h 44min)
Direção: Ida Panahandeh
Elenco: Sareh Bayat, Pejman Bazeghi, Navid Mohammadzadeh mais
Gênero Drama

Nacionalidade Irã
Ano:2016







O cinema iraniano tem trazido ótimos filmes. País que recentemente li o maravilhoso Persépolis, e que já tinha visto filmes marcantes e ganhadores do Oscar como Separação agora nos traz a história de uma linda mulher na faixa dos 30 anos chamada Nahid ( a ótima atriz Sareh Bayat, a cara da Juliana Paes) recém separada. No Irã um país muçulmano com leis rígidas que tenta se adaptar à modernidade, o casamento pode ser finalizado se o marido permitir. E é o pai quem decide com quem ficará  a criança, esse direito não é da mãe. ´É também o homem quem decide se a ex esposa poderá se casar novamente, e é exatamente esse drama que vive a protagonista.
Nahid se casou por imposição dos pais aos 18 anos com um homem que não amava. O tal homem sempre foi viciado em drogas e eles acabaram se separando, sem trabalho fixo e ainda usando drogas o ex deixa que Nahid fique com o filho do casal desde que ela não se case novamente.
É aí que entra um amor que só mães devem entender. Para poder ficar com a criança ela passa a morar sozinha e tem que se sustentar. Seu pai falece, sua mãe está bem doente e voltar para casa do seus pais onde agora seu irmão intolerante dá as ordens não é vista como uma opção.

Para nós a criança já aparece com uns 12 anos e é insuportavelmente chata. Não respeita a mãe, tem uma tara por quebrar as regras e nem vai á escola que a mãe se mata de trabalhar para pagar.
Para o azar de Nahid ela se apaixona por Mahoud ( Pejman) um viúvo bem bonito que vive com a única filha de apenas 4 anos e que quer casar com ela.
Ela não pode casar, mas o que irrita no filme são duas coisas:
1- Ela mente demais para ele;
2- O filho por quem ela faz esses sacrifícios  a trata mal e só  a decepciona.
Eu sinceramente já teria entregue o filho ao pai infeliz que dá golpes e mal sabe o que fazer da vida. 
Mas Nahid ama o filho  e esta´disposta a tudo para continuar com a guarda dele. 
Parece mentira, mas acontece. E talvez Nahid seja exatamente uma mulher que nós não compreendemos por estarmos acostumadas com a liberdade.

Ela não, ela está acostumada a ter que obedecer e ficar à mercê da escolha de homens de sua vida como o ex marido, o irmão e o marido que casou de mentira e terá que fazer uma escolha. Assim como em Separação que tem a mesma atriz no papel principal, a diretora opta por nos dar o benefício da dúvida, inclusive envolvendo que é certo e o que é errado fazer nesse momento.
Filme espetacular. Assistam. 

domingo, 9 de agosto de 2015

Menina que via Filmes : O Último poema do Rinoceronte [Crítica]

Título Original : Fasle Kargadan
Título no Brasil : O Último poema do Rinoceronte
Dirigido por Bahman Ghobadi
Com Behrouz Vossoughi, Monica Bellucci, Yılmaz Erdoğan mais
Gênero Drama
Nacionalidade Irã , Iraque , Turquia
Ano : 2012
Censura : 16 anos




















Foi certamente uma escolha errada para um péssimo dia. Fã do cinema internacional - fora do circuito hollywoodiano - me animei em ver O Último Poema do Rinoceronte porque pensei que fosse apesar de entender o drama uma história bonita de reencontros. Mas errei feio. Se já estava deprimida, acreditem, fiquei muito pior!
Falado em persa boa parte do filme, o longa conta a história verídica do poeta iraniano Sadegh Kamangar, que na década de 70 foi vítima do governo de Aiatolá Khomeini e preso acusado de ser contra o islã. Passado entre o presente e os tempos de prisão, o motivo maior pode estar escondido na paixão de um ex motorista da família de sua esposa Mina ( a estonteante atriz italiana Monica Bellucci) que tinha um pai militar que apoiava o governo anterior e que demite o cara e o espanca. Esse mesmo motorista vingativo sentia raiva de Mina nunca ter lhe dado bola e com isso entrega seu marido Sahel ( o verdadeiro nome de Sadegh) que é escritor.
Claro que ficamos com raiva das injustiças, mas o filme apesar da bela fotografia nos leva ao pior lugar do ser humano : o mau caratismo, a maldade e a depressão causada por um passado que não volta atrás. 
Mina que também é presa com ele, fica na cadeia pouco tempo já que o tal motorista do mal a solta acreditando que ela vá ficar com ele. 

Acontece que o governo mente que matou Sahel e entrega atestado de óbito  e faz enterro para a viúva que fica desesperada, além do que ela tem agora gêmeos para criar ( e não vou mais tocar nas crianças porque estragaria na história!) . O motorista fica em cima... e claro que como a vida real é muito injusta, quando o pobre do homem sai da cadeia com quem ela está?
Por ser tão cruel e carregado de infelicidade o filme é muito real; Sahel vira um senhor estranho, pouco fala, age escondido, não tenta se aproximar da esposa e dos filhos...quando o faz não diz quem é.
Há silêncios demais e explicações de menos, espera-se ali que somente com o olhar o espectador entenda mas confesso que entendi algumas coisas que minha mãe não pensou como eu.
A tristeza nas atuações é de bater palmas, mas eu que precisava me animar inventei de ver o filme errado, tão ou mais depressivo quanto eu estava.
Por sabermos que tudo aquilo aconteceu é ainda mais assustador. E saímos da sala estarrecidos, em silêncio, como o protagonista o fez boa parte do filme.

Obs : O filme somente agora chegou aos cinemas do Brasil, mas foi filmado em 2012.