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segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Menina que via filmes: O festival do amor 🎬Woody Allen está de volta em filme dentro do esperado⚠️spoiler

 


⚠️SPOILERS 🎬🎬🎬/5 Título Original: Rifkin’s Festival Título no Brasil: O Festival do Amor País: Estados Unidos Ano: 2020 Direção: Woody Allen Roteiro: Woody Allen Elenco: Wallace Shawn, Gina Gershon, Louis Garrel, Elena Anaya Formato visto: Cinema
#05

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Menina que via Filmes: O Futuro Adiante [Crítica]


Título Original: El Futuro que Viene Título no Brasil: O Futuro Adiante Data de lançamento 4 de outubro de 2018 (1h 24min) Direção: Constanza Novick Elenco: Pilar Gamboa, Dolores Fonzi, José Maria Yazpik mais Gênero Drama Nacionalidade Argentina
#175
por Raffa Fustagno

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Menina que via Filmes: O Protetor 2 [Crítica]






















Título Original: The Equalizer 2
Título no Brasil: O Protetor 2
Data de lançamento 16 de agosto de 2018 (2h 01min)
Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Denzel Washington, Pedro Pascal, Bill Pullman mais
Gêneros Ação, Drama
Nacionalidade EUA
#144
por Raffa Fustagno

Se um filme tem Denzel Washington eu já compro o ingresso. Foi isso que fiz na semana de estreia de O Protetor 2, ainda que pouco lembrasse do 1 que passou em 2014. O título de "protetor" na verdade não faz muito jus, já que o personagem de Denzel, Robert McCall protege somente a si mesmo.
Nessa história ele é um oficial que foge de seu passado mas que é justiceiro, atende como motorista de UBER e quando escuta ou vê alguma injustiça ele a corrige. É filme mentirada e amamos isso, se tem Denzel então eu nem reclamarei.
Confesso que me deliciei com as caras e bocas dele, adoro quando ele faz o papel de enfezado, e fazendo suas justiças foi ainda mais interessante.
O roteiro não é nenhuma grande novidade, mas nos prende a atenção ainda que seja um filme extremamente violento, temos cenas contra mulheres  e homens sendo mortos e machucados e o sangue é lugar comum em diversas cenas.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Em breve nos cinemas: A Vida em Si ganha pôsteres individuais e novo trailer

DIRIGIDO POR DAN FOGELMAN, CRIADOR DA SÉRIE “THIS IS US”, LONGA TEM ESTREIA NACIONAL AGENDADA PARA DEZEMBRO

















Dan Fogelman, criador de “This Is Us”, uma das séries mais populares dos últimos anos, agora transfere seu talento para o Cinema e assina o roteiro e a direção de “A Vida Em Si” (Life Itself), lançamento da Paris Filmes, que chega aos cinemas brasileiros dia 13 de dezembro e promete derreter até o mais frio dos corações.

domingo, 25 de junho de 2017

Menina que via Filmes: Tudo e Todas as Coisas [Crítica]

Título Original: Everything Everything
Título no Brasil: Tudo e todas as coisas
Baseado na obra de Nicola Yoon
Data de lançamento 15 de junho de 2017 (1h 36min)
Direção: Stella Meghie
Elenco: Amandla Stenberg, Nick Robinson, Ana de la Reguera mais
Gêneros Romance, Drama
Nacionalidade EUA

#74assistido
#75criticado



 O livro já foi resenhado aqui anteriormente e o como é bom um filme que não perde a essência dele, que eu considero muito importante. 
Maddie ( Amandla Stenberg) acabou de completar 18 anos e nunca saiu de sua prisão domiciliar. Não, aqui não estamos lidando com nenhuma dispotopia mas com uma moça que nasceu com uma doença raríssima e que qualquer bactéria que ela pegue o sistema dela não combate, o que pode levá-la a morte.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Menina que via Filmes: Paris Pode Esperar [Crítica]

Título Original: Paris Can Wait
Título no Brasil: Paris Pode Esperar
Data de lançamento 8 de junho de 2017 (1h 33min)
Direção: Eleanor Coppola
Elenco: Diane Lane, Arnaud Viard, Alec Baldwin mais
Gêneros Comédia , Romance
Nacionalidade EUA
#73assistido #74criticado





 Certamente você já deve ter percebido pela avaliação aí de cima que esse filme não foi nada prazeroso de assistir. E faço questão de enumerar todas as razões. E sim, pode ser que tenha spoilers, então de você ainda não assistiu ou se incomoda com spoilers pule essa postagem.
Avisado isso vamos à sinopse: Anne ( Diane Lane) é casada há 20 anos com Michael ( Alec Baldwin), um importante produtor de teatro cujo celular não para de chamar nem por um minuto. 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Menina que via Filmes: Piratas do Caribe e a Vingança de Salazar [Crítica]

Título Original: Pirates of the Caribbean : Salazar´s Revenge
Título no Brasil: Piratas do Caribe e a Vingança de Salazar
Diretores Joachim Rønning, Espen Sandberg
Roteiro: Jeff Nathanson , Jeff Nathanson 

Elenco: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Javier Bardem , Orlando Bloom
País: EUA
#67assistido
#68criticado




Existem franquias que são tão bem feitas que valem a pena serem vistas, é o caso de Piratas do Caribe. No quinto longa da série boa parte do elenco original aparece na telona e garante a diversão de todos.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Menina que via Filmes: Fragmentado [Crítica]

Título Original: Split
Título no Brasil: Fragmentado
Data de lançamento 23 de março de 2017 (1h 57min)
Direção: M. Night Shyamalan
Elenco: James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley mais
Gêneros Suspense, Fantasia, Terror
Nacionalidade EUA

#52assistido
#53criticado






 Atenção: essa crítica pode conter SPOILERS!!! Caso não tenha visto o filme volte aqui para lê-la após assisti-lo. 

Até que enfim M. Night Shyamalan volta ao estilo que o consagrou e nos dá um ótimo filme. Entendam que se você não gostou de nenhum filme dele dificilmente vai se encantar com esse. Mas caso e principalmente tenha amado Corpo Fechado pode ter certeza que ficará com vontade de bater palmas quando o filme acabar.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Menina que via Filmes: Insubstituível [Crítica]

Título Original: Médicin de Campagne
Título no Brasil: Insubstituível
Data de lançamento 9 de março de 2017 (1h 42min)
Direção: Thomas Lilti
Elenco: François Cluzet, Marianne Denicourt, Isabelle Sadoyan mais
Gênero Comédia dramática
Nacionalidade França

#51 assistido
#52 criticado
 Sim, você conhece  o ato principal, ele lembra Dustin Hoffman mas é François Cluzet, o mesmo de Intocáveis. Mais uma vez ele faz um papel sofrido, um médico solitário que se separou da esposa, o filho foi morar com ela em outra cidade e ele só tem espaço em sua vida para visitar sua mãe e atender as centenas  de moradores de um pequeno povoado na França. Ele é o  médico mais conhecido, o hospital fica um pouco longe dali e na cidade todos se consultam com ele. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Menina que via filmes: Aliados [Crítica]

Título Original: Allied
Título no Brasil: Aliados
Data de lançamento 16 de fevereiro de 2017 (2h 05min)
Direção: Robert Zemeckis
Elenco: Brad Pitt, Marion Cotillard, Jared Harris mais
Gêneros Suspense, Romance, Histórico
Nacionalidade EUA
#37assistido

#38criticado






 Max ( Brad Pitt) é um espião que nunca viu sua esposa Marianne ( Marion Cotillard). Isso em 1942 em Casablanca no Marrocos, onde os dois tem uma missão: exterminar um embaixador nazista. Apesar da crítica especializada ter metido o pau no filme, eu vi muitas qualidade.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Menina que via Filmes: A Qualquer Custo [Crítica]

Título Original: Hell Or High Water
Título no Brasil: A Qualquer Custo
Data de lançamento 2 de fevereiro de 2017 (1h 42min)
Direção: David Mackenzie
Elenco: Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges , Gil Birmingham,
Gêneros: Suspense, Drama
Nacionalidade EUA

#32visto #33criticado

 É uma verdade que Jeff Bridges nunca mais perdeu os trejeitos de seu personagem no excelente Bravura Indômita mas nesse filme o sotaque justifica e a boca torta forçada também. Não por acaso ele concorre mais uma vez ao Oscar por sua atuação como o xerife prestes a se aposentar Marcus Hamilton.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Menina que via Filmes: Até o último homem [Crítica]

Título Original: Hacksaw Ridge
Título no Brasil: Até o último homem
Data de lançamento 26 de janeiro de 2017 (2h 20min)
Direção: Mel Gibson
Elenco: Andrew Garfield, Vince Vaughn, Teresa Palmer mais
Gêneros Drama, Guerra, Biografia
Nacionalidades Austrália, EUA

#27assistido
#28criticado




 O filme chega aos cinemas brasileiros com 6 indicações ao Oscar, como se não bastasse ainda é a volta de Mel Gibson como diretor depois de um hiato de 10 anos. E vale mesmo todas as críticas positivas, um dos melhores filmes que já assisti sobre guerra, com um protagonista que achamos que nos causará sono durante o longa mas que nos impressiona e vai ganhando força e empatia com o espectador  a cada cena que passa. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Menina que via Filmes: Manchester à Beira-Mar [Crítica]

Título Original: Manchester by the Sea
Título no Brasil: Manchester à Beira-Mar
 Data de lançamento 19 de janeiro de 2017 (2h 18min)
Direção: Kenneth Lonergan
Elenco: Casey Affleck, Michelle Williams, Kyle Chandler mais
Gênero Drama
Nacionalidade EUA

#15 assistido
#16 criticado





 Lee Chandler ( Casey Affleck) é um homem morto por dentro, mas isso o espectador só terá certeza quando a trama chegar ao fim.  E não é um spoiler, mas sim uma constatação e um mérito para o ator conseguir fazer tão bem alguém tão cheio de raiva do mundo, com zero de pena dos outros  e por muitas vezes agressivo. 
Logo de início sabemos que ele trabalha como zelador em um condomínio, nos Estados Unidos quer dizer que ele não é porteiro, ele tem um pequeno quarto onde mora e passa os dias ouvindo reclamações dos moradores com problemas para encanadores.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Menina que via Filmes: Assassin's Creed [Crítica]

Título Original: Assassin's Creed
Título no Brasil: o mesmo
Data de lançamento 12 de janeiro de 2017 (1h 56min)
Direção: Justin Kurzel
Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons mais
Gêneros Ação, Ficção científica
Nacionalidades Eua, França

#12assistido #13criticado

 Entendam 2 coisas: 1- Nunca joguei esse game; 2- Nunca li o livro. Pronto, antes de me crucificarem porque amei esse filme, lhes aviso que minha visão é de alguém que foi ao cinema procurando diversão, ação...e encontrou muita. 
Michael Fassbender aqui faz 2 papéis o de Cal Lynch e o do passado de Aguila de Nerha. Logo no início sabemos que ele é a criança que ficou obviamente super traumatizada ao entrar em casa e encontrar sua mãe morta, assassinada por seu próprio pai. O menino revoltado sai correndo e o que sabemos é que agora ele está condenado à morte, levará uma injeção letal por ter matado alguém.
Ele acordará em um lugar estranho, parecido com um hospital - isso não é spoiler pois é mostrado no trailer - e ao seu lado conhecerá a  cientista Sofia ( Marion Cottilard) que tentará lhe explicar o que está acontecendo mas a príncipio o moiçolo evitará entender o que está fazendo ali.
Depois a nós mesmos é melhor explicado as cenas iniciais onde na antiga Espanha existiam os Assassinos, com cenas em espanhol eles fazem um pacto, e aí corta para o que a cientista vai explicar à ele, de que Cal é um descendente direto e que está ali para ajuda-la na cura da violência, parece piada para ele, mas ela acha que é verdade e investe todo seu tempo e trabalho em descobrir a cura da violência. Ela assim usará Cal para experimentos de ida e volta ao tempo em que nem sempre as pessoas voltam bem de saúde. 
 Ele logo notará que não está sozinho e que escapar dali não é muito uma opção. Cabe destacar que as atuações são maravilhosas e o filme ganha um reforço de peso quando entra em cena o maravilhoso Jeremy Irons como pai de Sofia no papel de Sr. Rikkin. 
Sem muitas escolhas e com a promessa de que será liberado após os experimentos com a tal máquina de viagem do tempo, a Animus, ele topa e é aí que toda a ação começa de verdade com batalhas e saltos já esperados pelos fãs e pelos que descobriram a história no filme, o que é o meu caso.  
Com cara de continuação o filme é um prato cheio para quem gosta de histórias de muita emoção com atores do primeiro escalão, unindo uma produção bacana e um diretor que não deixa as cenas ficarem mornas, temos um excelente filme. Já quero o segundo.  

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Menina que via Filmes: Estrelas Além do Tempo [Crítica]

Título Original: Hidden Figures
Título no Brasil: Estrelas Além do Tempo
Baseado no livro de Margot Lee Shetterly
Data de lançamento 2 de fevereiro de 2017 (2h 07min)
Direção: Theodore Melfi
Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe mais
Gêneros Drama, Biografia

Nacionalidade EUA
#9assistido
#10criticado





Infelizmente por um lado e felizmente por outro a história contada em Estrelas Além do Tempo é verídica. No auge da Guerra Fria, os Estados Unidos e a antiga União Soviética lutavam pelo posto de terem o primeiro astronauta a pisar na lua. Nesse cenário na terra de Obama - e agora de Donald Trump- existia uma grande segregação racial, uma das piores já vistas, onde negros em plena década de 60 tinham locais exclusivos para não se misturarem com os brancos. Parece algo tão surreal saído de uma distopia ou de um filme de terror mas acontecia, e esse longa retrata exatamente o que 3 mulheres empoderadas e negras fizeram para que seus sonhos se tornassem realidade.
Katherine Johnson ( Taraji P. Henson) sempre foi uma prodígio, ganhou bolsas de estudo e foi a primeira da sua sala a se formar, uma verdadeira calculadora quando lhe entregavam um papel e um lápis. Mas sua carreira demorou para deslanchar porque era negra, então ter conseguido ao lado de suas amigas com histórias bem parecidas como Dorothy Vaugh ( a ótima Octavia Spencer) e Mary Jackson ( a agora atriz mas antes cantora Janelle Monàe) um emprego na NASA, era um grande orgulho para suas famílias. Todas elas ainda conseguiram conciliar a carreira com ser mãe de mais de 2 filhos cada uma. Do grupo apenas Katherine era viúva, então fora darem um duro diário nos empregos, enfrentarem preconceitos absurdos pelo caminho elas ainda eram mães. Entreguem logo um Nobel e um Oscar para cada uma, mundo!
Nesse ambiente hostil da NASA onde as salas eram separadas de seus colegas de trabalho brancos, seus banheiros eram em prédios muito distantes e o café tinha que ser tomado em garrafas diferentes, elas passaram por cima de tudo, engoliram o choro e fizeram seus nomes no famoso centro espacial.
Tão cheias de garra quanto inteligentes, a capacidade de cada uma ajudou e muito a provar para os brancos que desacreditavam nelas pela cor da pele e ainda por serem mulheres de que não eram capazes de ajudar muito no que tinham dúvidas. A cada cena onde provavam que eram ainda mais espertas e capazes do que colegas e chefes como Al Harrison ( Kevins Costner), Vivian Michael ( Kirsten Dunst) dentre outros, a vontade do espectador é levantar no meio da sala de exibição e bater palmas. 
Com diálogos tão impactantes quanto necessários, o filme é um aprendizado sobre uma época onde ser negro era quase um crime e apesar de mutos brancos não concordarem com as separações, nada faziam, por isso que há uma cena onde o chefe vivido por Kevin Costner me representa, ele é exatamente o que eu gostaria de ter feito se vivesse naquele tempo e/ou naquele país. O Brasil apesar de ainda ter preconceitos ridículos, não viveu uma segregação tão forte. 
O filme é muito mais do que mulheres negras provando do que são capazes, é um filme sobre reflexão de porque depois da evolução temos regredido tanto? São inúmeros episódios racistas registrados, isso já não era para ter saído de moda?
Eu por mim premiava esse filme com muitas estatuetas, não sei se entrará na disputa, mas todas as 3 atrizes estão desconcertantes atuando. Que filme, que história!

* Esse filme foi visto na cabine de imprensa no dia 10 de janeiro no Cinemark Praia Shopping a convite da Fox Film Brasil. Agradecimentos à Aliança de Blogueiros RJ pela oportunidade. 



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Menina que via Filmes: O Apartamento [Crítica]
























Título Original: Le Client
Título no Brasil: O Apartamento
Data de lançamento 5 de janeiro de 2017 (2h 03min)
Direção: Asghar Farhadi
Elenco: Shahab Hosseini, Taraneh Alidoosti, Babak Karimi mais
Gênero Drama

Nacionalidades Irã, França
#6 criticado
#4 assistido

Para quem conhece o trabalho desse incrível diretor com filmes como A separação ( ganhador do Oscar de Melhor Filme estrangeiro) e O passado  já espera que o final seja de mais dúvidas do que de explicações. E foi incrível o como assistindo a esse filme eu me portei de uma forma como a protagonista sem notar detalhes que faziam toda a diferença, mas foi lendo outras críticas que percebi o quão errada eu estava.
Vamos aos pontos, Emad ( Shahab Hosseini) é um professor de ensino médio casado com Rana ( Tanareh Alidoosti), sem filhos, ela é uma dona de casa que nas horas vagas atua na peça que seu marido também trabalha, não fica claro se ganham algo com a peça ou se a fazem por amor à arte.
O filme começa com eles tendo que abandonar o apartamento grande onde vivem porque o prédio está com risco de desabamento, desesperados ele saem do local ajudando os vizinhos.
Emad tenta vender o carro que tem para conseguir um lugar para se mudarem, aparentemente os pais deles não moram perto, em nenhum momento são citados ou outros familiares. 
O dono do teatro e também ator da peça Babak ( Babak Karimi) oferece então sem custos ao casal um apartamento que tem no qual a antiga inquilina acabou de sair, o apartamento está em condições medianas mas é melhor do que nada, o casal avalia e agradece ficando no lugar.
Tudo é bem velho  e a vizinhança apesar de acolhedora faz muitas persguntas ao casal, o que dá margem para pensarmos logo mais os motivos de tantos questionamentos.




nande acontecimento que dá nome ao filme vai acontecer quando ela achando que é seu marido que está subindo aperta o botão para o portão abrir e deixa com que um desconhecido suba em sua casa.
A cena não é mostrada, mas a impressão que dá é de que ela foi estuprada, muito machucada ela vai parar no hospital sendo ajudada pelos vizinhos. 
Dali para frente o marido não tem um momento de carinho com a esposa para saber o que de fato houve, sua preocupação é com sua honra ferida, no momento do filme cheguei a culpá-la, porque na minha opinião ela tinha que ter ido à polícia, mas depois entendi que na cultura machista do país ela seria humilhada e mal vista  o homem pode ser que nada ocorresse com ele.
O marido passa então a procurar desesperadamente pelo carro do agressor e por ele, e aí devo dizer que o momento que descobrimos quem é, fica ainda mais chocante.
A antiga moradora era prostituta e recebia muitos homens, não era de fato atrás de Rana que o tal homem estava, mas agiu covardemente. 
A identidade quando revelada cria momentos de tensão, envolve quem gosta do tal monstro e o vê como uma pessoa do bem.
Tem que ver para sentir o quão cruel e necessário é o diretor em desconstruir imagens, em nos mostrar a verdade de seu país.
Palmas para esse filme.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Menina que via filmes: Capitão Fantástico [Crítica]

Título Original: Captain Fantastic
Título no Brasil: Capitão Fantástico
Data de lançamento 22 de dezembro de 2016 (1h 58min)
Direção: Matt Ross
Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, George Mackay mais
Gênero Comédia dramática

Nacionalidade EUA
#2 crítica













Comecei vendo esse filme no avião vindo de Atlanta mas infelizmente acabei caindo no sono, quando acordei já era hora do café e fiquei sem assistir o restante. Como o trailer passou inúmeras vezes quis muito assistir.
Ben ( o maravilhoso Viggo Mortensen) é um homem que optou por criar seus 6 filhos no meio do mato, vivendo uma vida bem atípica da americana. Com metodologia própria, as crianças por exemplo nunca frequentaram uma escola. Se parece absurdo é ainda mais uma das primeiras cenas onde a iniciação de seu filho mais velho Bo ( George MacCay) é no meio da floresta matando um animal e comendo seu fígado - ou coração, eu fechei os olhos porque achei tenso!- depois eles voltam para preparar o animal para consumo. A filha menor aparenta ter 5 anos e faz tudo isso junto com os mais velhos.
Logo de início percebemos que a esposa não está presente, moradores de uma casa que nem televisão tem, os filhos perguntam sobre a mãe mas ouvem desculpas esfarrapadas do pai e tem nele um mestre, pois dificilmente discutem sobre a verdade.
Nesse cenário vamos descobrir que nenhum deles sabe o que é namorar, nunca tiveram amigos da mesma idade e seu pai ganha a vida vendendo coisas da natureza a um comerciante,  mas em uma cena que me deixou totalmente contra o personagem ele finge passar mal em um local para saquear o mesmo. Spolier? Pode ser, mas o método dele de ensino aos filhos começou a me irritar lá pela metade do filme. Extremamente teimoso, ele não permite que comemorem o Natal, os filhos estão zero preparados para vida e quando a mãe se mata - sim, porque casada com aquele homem mala eu também me mataria!- as coisas pioram, as crianças querem ir no velório, mas o avô ( o sensacional Frank Langella de A Caixa ) tem pavor do marido da filha, disse que o prenderá se ele aparecer.
Claro que eles não aceitarão isso, lógico que o pai maluco vai fazer de tudo para enterrar a esposa como ela gostaria, e que não era a forma como a religião dos pais dela aceita.















Por mais que as atuações sejam ótimas - a filha dele mais nova é uma graça- o filme pesa para o lado do racional. Por mais que o pai tenha uma filosofia diferente, porque não deixar que os filhos conheçam a vida como ela é e façam suas próprias escolhas? O que se percebe é que ele faz com que eles só aceitem o que ele acredita ser o correto, como as crianças nada mais conhecem não tem nada para medir com o que querem para vida delas e acabam defendendo um pai que pra mim está bem errado em afastá-las do convívio com o restante da humanidade.
Vale dizer que há uma cena de nudez frontaldo galã, nosso eterno Aragorn, nessa hora agradeci por não ter levado meu marido. 
Vejam o filme e me contem o que acharam. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Menina que via filmes: Minha mãe é uma peça 2 [Crítica]

Título Original: Minha mãe é uma peça 2
Data de lançamento 22 de dezembro de 2016 (1h 36min)
Direção: César Rodrigues
Elenco: Paulo Gustavo, Rodrigo Pandolfo, Mariana Xavier mais
Gênero Comédia

Nacionalidade Brasil
#1 crítica



















Assisti ao filme em 2016, mas no Ano Novo ouvi um amigo dizendo que não iria nesse filme de jeito nenhum, afinal não aguentava mais ouvir o Paulo Gustavo sempre no mesmo papel.
Engraçado como é o gosto das pessoas, o meu por exemplo adora esse papel dele, rio muito com as cenas e não acho que tenha saturado, pelo contrário, quem é mãe sempre se identifica.
No segundo filme Dona Hermínia (Paulo Gustavo) está desesperada para arrumar emprego para Marcelina ( Mariana Xavier) e Juliano ( Rodrigo Pandolfo) os filhos mais novos que só querem dormir depois da hora. Marcelina continua comendo mais do que pode e deve e Juliano está infeliz porque após formado não consegue um trabalho no Rio de Janeiro,
Dona Hermínia melhorou muito seu padrão de vida graças ao programa de tv, sua casa é maior, sua empregada ( Samantha Schmutz)  até reclama que dobrou o tamanho mas não seu salário, mas ela reclama muito de seus filhos, até mesmo com o ex marido ( Herson Capri).
O jeito dela é o que faz a diferença para quem acha graça de suas verdade sobre ser mãe, ela acusa os filhos de não ajudarem em nada, mas ao mesmo tempo vai sofrer quando eles arrumarem trabalho em SP e ela ficar sozinha.


Se você não for mãe - assim como eu - pode lembrar daquele irmão ou primo que se acomodou com a crise e não conseguir nada e fica esperando que batam em sua porta, mas o desespero de Hermínia apesar de justificado é exagerado quando ela percebe que precisa mais dos filhos por perto do que eles, dela.
Há também cenas dela com o netinho que são muito boas, mas a melhor delas infelizmente já é dado o spoiler no trailer do filme.
O filme já arrecadou muito e passou até estreias como Star Wars, alguém duvida que teremos uma parte 3?


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Menina que via Filmes: A Última Ressaca do Ano [Crítica]

Título Original: Office Christmas Party
Título no Brasil: A Última ressaca do ano
Data de lançamento 8 de dezembro de 2016 (1h 46min)
Direção: Will Speck, Josh Gordon
Elenco: Jennifer Aniston, Jason Bateman, Olivia Munn mais
Gênero Comédia

Nacionalidade EUA









Tem filme que a gente já sabe exatamente o que esperar e que vamos no cinema só por causa de um ator que gostamos muito, já sentiram isso? A Última Ressaca do Ano se enquadra nesse quesito, amo a atriz Jennifer Aniston, mas de todos os filmes besteirol que ela já fez, esse é um dos mais sem graça e só a presença dela salva.
Uma empresa de tecnologia é comandada em uma de suas filiais maiores pelo filho do dono que morreu há pouco tempo, Clay ( T.J Miller), um típico loser, que cresceu protegido pelo pai e que agora mesmo tendo um ótimo coração não consegue salvar os prejuízos da empresa. Sua irmã mais velha tem mágoa das preferências do pai com seu irmão mais novo, hoje é CEO e é o papel de ninguém menos do que Jennifer Aniston como Carol, uma mulher durona, que luta Krav-Magá e que não tem pena de ninguém, só quer cortas gastos e demitir pessoas.
Quando ela avisa que irá fechar a filial do irmão os empregados se desesperam, o mais importante deles é um engenheiro que acabou de se separar, Josh ( Jason Bateman, mais uma vez fazendo um filme com Aniston) mas que apesar de brilhante como profissional parece meio perdido com as trapalhadas de seu amigo Clay e quer assim como ele salvar o local.
Essa história é motivo para que as brincadeiras, muitas vezes sem nenhuma graça, comecem. Isso inclui os biotipos que odiamos mas que eles acham que terão graça no filme. O indiano que é ótimo em TI mas que para namorar precisa contratar uma prostituta, uma mulher de RH que não tem um namorado, sola flatulências e vive vigiando todo mundo para ser infeliz como ela, uma mulher linda ( Olivia Munn) para fazer par com Josh e ele nunca tê-la notado mesmo ficando sozinho em uma sala com ela o dia inteiro...difícil de acreditar, né?
Algumas cenas até tem graça, quando Aniston entra em ação com Bateman são poucas mas boas vezes, os dois são maravilhosos juntos, mas o diretor optou por colocá-los com poucos diálogos, então temos que agradecer pelas poucas cenas em que nos alegram. Para quem não lembra dentre outros filmes o mais famoso com os dois é Quero Matar Meu Chefe eu amo esse filme!















Mas o pior do filme é ver que a ideia maravilhosa para salvarem a empresa é darem uma festa de arromba- Carol já havia cortado as festas de fim de ano por causa dos gastos extras- com o intuito de convencer um chefão de um empresa a escolher eles como fornecedores. Pronto, aí está feito o estrago, bebidas em excesso, piadas sem graça e a destruição de todo o escritório são para causar risos, mas não animam nada.
O "Bom" desse filme é realmente a presença de Aniston, linda como sempre, insuportável como sabe ser no papel de chefe mal amada, ela sempre vale a entrada do cinema.





sábado, 24 de dezembro de 2016

Menina que via Filmes: Animais Noturnos [Crítica]

Título Original: Nocturnal Animals
Título no Brasil: Animais Noturnos
Baseado no livro de Austin Wright
Roteiro adaptado de Tom Ford
Data de lançamento 29 de dezembro de 2016 (1h 57min)
Direção: Tom Ford
Elenco: Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon mais
Gêneros Drama, Suspense

Nacionalidade EUA










Começo esse primeiro parágrafo já avisando que apesar do ano estar acabando foi um dos melhores filmes que assisti em 2016. 
Lamentei muito não ter lido o livro Tony & Susan no qual o roteiro é adaptado, já tive o livro mas acabei sorteando em algum evento da Menina.
Agora vamos ao filme, vale avisar que o início é incômodo, mulheres totalmente nuas com roupas de cheerleaders - para gente lembrar paquitas na terceira idade- aparecem dançando, a cena leva um bom tempo, todas são acima do peso, mas aqui cabe lembrar que eu não curto cenas com muitos nus, tirando as horas de relações sexuais que tem contexto para nudez, as demais me incomodam, mas é isso que se quer, elas dançam em uma galeria de arte onde a protagonista Susan ( Amy Adams, esplendorosa como sempre!) é uma especialista em arte e vive em uma casa super luxuosa, rodeada de empregados. Seu marido quando aparece é tão lindo quanto ela, interpretado por Armie Hammer, representa o homem que está mais preocupado com os negócios do que com a família, ou seria somente com a esposa?
Nesse contexto somos inseridos à vida dela antes de se casar com o atual marido e isso tudo começa quando ela recebe uma caixa com o manuscrito de um livro que será lançado em breve pelo ex marido Edward ( Jake Gylhenhaal). Enquanto Susan lê  a história o diretor Tom Ford - ele mesmo um dos maiores estilistas do mundo que lindamente agora é diretor deixando ótimas impressões - nos coloca agora no livro, Tony ( também interpretado por Jake) é um pai de família que só quer chegar com sua esposa ( Isla Fisher) e a filha adolescente até outra cidade, no meio do caminho eles esbarrarão com uma gangue liderada por Ray Marcus e a partir daí a tensão começa. Enquanto Susan lê o livro cujo a esposa tem seu nome, ela vê um Edward no papel do protagonista sofrido Tony, a cada página lida o espectador sente a tensão que existe e leva sustos quando ela parar de ler, porque então a cena "congela".
Intenso e cruel, Animais Noturnos é sobre vingança, sobre sofrer e sobre o mundo dar voltas. Ao conhecermos a história escrita por Edward também conhecemos o como Susan e ele se conheceram e se casaram e como foi o término.
Não há muito tempo para pensar, em um elenco composto de excelentes atores assim como os principais, há destaque para uma ótima Laura Linney em uma participação especial como a mãe de Susan e um xerife que sabe que está prestes a morrer e não tem nada a temer vivido por Michael Shannon ( o Zod de Batman vs Superman, visivelmente mais magro para o papel). 
Não há limites para maldade e para cobiça, para traição e pro retorno, e não que seja nessa ordem mas o filme é de uma realidade que assusta, como seres humanos somos extremamente egoístas e muitas vezes maus. Pode chocar os mais sensíveis mas é um soco na boca do estômago as cenas finais.
Animais Noturnos merece todas as estrelas do mundo e digo mais: a atuação de Jake é digna de Oscar. 
Assistam e me contem o que acharam. Agora vou querer ler o livro com certeza!

*Esse filme foi assistido em cabine de imprensa no Kinoplez São Luiz em dezembro de 2016 um oferecimento da Universal Pictures. Agradecimentos à Aliança de Blogueiros RJ.