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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Menina que via filmes: Capitão Fantástico [Crítica]

Título Original: Captain Fantastic
Título no Brasil: Capitão Fantástico
Data de lançamento 22 de dezembro de 2016 (1h 58min)
Direção: Matt Ross
Elenco: Viggo Mortensen, Frank Langella, George Mackay mais
Gênero Comédia dramática

Nacionalidade EUA
#2 crítica













Comecei vendo esse filme no avião vindo de Atlanta mas infelizmente acabei caindo no sono, quando acordei já era hora do café e fiquei sem assistir o restante. Como o trailer passou inúmeras vezes quis muito assistir.
Ben ( o maravilhoso Viggo Mortensen) é um homem que optou por criar seus 6 filhos no meio do mato, vivendo uma vida bem atípica da americana. Com metodologia própria, as crianças por exemplo nunca frequentaram uma escola. Se parece absurdo é ainda mais uma das primeiras cenas onde a iniciação de seu filho mais velho Bo ( George MacCay) é no meio da floresta matando um animal e comendo seu fígado - ou coração, eu fechei os olhos porque achei tenso!- depois eles voltam para preparar o animal para consumo. A filha menor aparenta ter 5 anos e faz tudo isso junto com os mais velhos.
Logo de início percebemos que a esposa não está presente, moradores de uma casa que nem televisão tem, os filhos perguntam sobre a mãe mas ouvem desculpas esfarrapadas do pai e tem nele um mestre, pois dificilmente discutem sobre a verdade.
Nesse cenário vamos descobrir que nenhum deles sabe o que é namorar, nunca tiveram amigos da mesma idade e seu pai ganha a vida vendendo coisas da natureza a um comerciante,  mas em uma cena que me deixou totalmente contra o personagem ele finge passar mal em um local para saquear o mesmo. Spolier? Pode ser, mas o método dele de ensino aos filhos começou a me irritar lá pela metade do filme. Extremamente teimoso, ele não permite que comemorem o Natal, os filhos estão zero preparados para vida e quando a mãe se mata - sim, porque casada com aquele homem mala eu também me mataria!- as coisas pioram, as crianças querem ir no velório, mas o avô ( o sensacional Frank Langella de A Caixa ) tem pavor do marido da filha, disse que o prenderá se ele aparecer.
Claro que eles não aceitarão isso, lógico que o pai maluco vai fazer de tudo para enterrar a esposa como ela gostaria, e que não era a forma como a religião dos pais dela aceita.















Por mais que as atuações sejam ótimas - a filha dele mais nova é uma graça- o filme pesa para o lado do racional. Por mais que o pai tenha uma filosofia diferente, porque não deixar que os filhos conheçam a vida como ela é e façam suas próprias escolhas? O que se percebe é que ele faz com que eles só aceitem o que ele acredita ser o correto, como as crianças nada mais conhecem não tem nada para medir com o que querem para vida delas e acabam defendendo um pai que pra mim está bem errado em afastá-las do convívio com o restante da humanidade.
Vale dizer que há uma cena de nudez frontaldo galã, nosso eterno Aragorn, nessa hora agradeci por não ter levado meu marido. 
Vejam o filme e me contem o que acharam.