Mostrando postagens com marcador Marcus Majella. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcus Majella. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Menina que Via Filmes : Vai que Cola - o Filme [Crítica]

Título Original : Vai que Cola - O filme
Dirigido por César Rodrigues
Com Paulo Gustavo, Marcus Majella, Catarina Abdalla mais
Gênero Comédia

Nacionalidade Brasil





























Por incrível que pareça nunca vi o seriado no qual o filme é baseado. Muita gente me indicou a ver o filme porque adoro Paulo Gustavo e claro que eu iria logo na primeira semana porque sou fã do cara mesmo.
De certa forma achei o filme bom mas falho em muitos momentos. Valdomiro ( Paulo Gustavo ) é um milionário dono de uma empresa de engenharia quando é usado como laranja para crimes de seu sócio Andrada ( Márcio Kieling, nem sabia que esse cara ainda era ator , lembro dele em novelas teens) . Da cobertura no Leblon ele vai morar no Méier sem nada, é acolhido por Dona Jô ( Catarina Abdalla, sempre fantástica atuando) em sua pensão mas tem horror de tudo e todos do lugar. Para sobreviver entrega as quentinhas dela e é aí que começa o humor lotado de preconceitos do filme.
Sempre lembro que Miguel Falabella em suas peças e diversos papéis debochou da Tijuca por anos. Nunca morei na Tijuca mas Falabella também não, quando escrevia seus roteiros o fazia de uma super apartamento em Copacabana, bairro que moro.

Por esse motivo não sei se veria com tanta graça as piadas como se o Méier fosse um inferno e o Leblon o paraíso. Paulo Gustavo também não mora no bairro, e as esquetes metendo o malho nele são seguidas. O humor e o preconceito andam lado a lado, longe de mim ser politicamente correta mas acho difícil moradores do bairro acharem graça nessas partes. É quando brasileiro fala mal do Brasil e a gente se junta com conhecimento de causa para falar também. Mas aí chega um estrangeiro e você se ofende dele falar mal do seu país, e se pergunta porque ele não volta pro dele?
Ok, passado isso, temos um elenco de apoio, e dele somente alguns se destacam. Ferdinando ( Marcus Majella) faz um gay exagerado mas que arranca risos do público sempre que aparece. Terezinha ( Cacau Protásio) faz piada de seus quilos a mais, suas roupas são embaladas a vácuo e ela é muito espalhafatosa. Também temos Fiorella no papel de Velna, acho que ela entrou no filme só para enfeitar, seu papel nada acrescenta mas a menina é linda demais e passa o filme todo de biquíni , talvez aí esteja mo motivo.
Para completar temos Jéssica ( Samantha Schmutz) como a filha de Dona Jô , uma piriguete que trai o namorado Máicol ( Emiliano D´ávila) toda hora e sonha ficar famosa pegando o Kleber Toledo (que faz participação especial como ele mesmo!) . 
Esse circo dos horrores é todo levado para o Leblon quando a pensão é interditada pela defesa civil. Como em um bloco de Carnaval eles se mudam para o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro não deixando ninguém não perceber suas presenças. 

A trama é fraca e arranca risos somente quando Paulo Gustavo aparece, ainda bem que ele é o principal! Porque ele volta para o Leblon? Porque o tal ex sócio aparece e daí para frente nada faz muito sentido, ainda mais a presença de Wilson ( Fernando Caruso) no filme, ele não tem nenhuma graça e para piorar tem o pior final que um roteirista poderia ter escrito.
Há também Oscar Magrini como o síndico machão e Werner Schunemman como o vizinho que vai se apaixonar pela Dona Jô. Mais previsível impossível, certo?
Eu tiraria uns 3 personagens e aumentaria o tempo dos mais engraçados na tela. Filme médio.