Título no Brasil : Filha Distante
Direção > Carlos Sorín
Elenco : Alejandro Awada , Victoria Almeida
País : Argentina
Idioma : Espanhol
Ano : 2013
Gênero : Drama
Duração : 1h 18 min
Censura : 12 anos
Um homem de 50 anos de idade e ex-alcoólatra decide que chegou o momento de mudar de vida. Ele quer restabelecer os vínculos com sua filha Ana (Victoria Almeida) e para isso viaja até a Patagônia argentina para procurá-la, só que ele não sabe onde ela mora. Além de viajar para ganhar a filha de volta, ele quer pescar, fazer um pouco de turismo, e é claro, mudar de vida.
Fiquei muito impressionada quando soube que Filha Distante era composto por um elenco majoritário de amadores. Somente Alejandro Awada e Victoria Almeida são atores de verdade. O que me espantou é que se não tivesse lido jamais saberia porque o elenco inteiro é afinado e o filme é excelente.
Marco Tucci ( Alejandro Awada inspirado!) é um homem de mais de 50 anos que resolve tirar férias onde sua única filha reside. Ana ( Victoria Almeida) não tem boas recordações do pai e nem informa a ele quando se muda. O filme já começa mostrando todo o entusiasmo de Marco em curtir essa viagem, o título no original tem muito a ver com o filme, metade dele o pai fica tentando ir em uma viagem de barco para pescar tubarões e nas horas vagas luta para achar a filha e o neto que sabe que tem.
O bacana do filme é que por mais que seja sim um drama e que não fique bem claro o que Marco fez para a filha o odiar tanto as cenas de Marco com outros personagens são carregadas de um humor muito legal. Destaco a amizade dele por um treinador de pugilistas que até lembra um pouco Diego Maradona quando jogava e que ele conhece em um restaurante de beira de estrada. As amizades que Marco faz são assim, estranhas, ele se envolve com andarilhos colombianos e come mexilhões e fuma maconha com eles mas deixa claro a todos que não pode de jeito nenhum beber pois já teve problemas com isso.
Ao finalmente ver a filha o que parece que será um revival se torna em um lamento tanto da parte de Marco quanto do espectador que torce pelo selar das pazes da família mas que vê que Ana não está disposta a ceder tão fácil.
Incrível como o diretor consegue arrancar risos da plateia e lamentos em um mesmo filme.
Filha Distante é muito bom, para sair do cinema pensando nas relações que temos com os familiares e em como é importante viver a vida até o último segundo.