sábado, 4 de novembro de 2017

Menina que via Filmes: Borg Vs McEnroe [Crítica]

Título Original: Borg vs McEnroe
Título no Brasil: Borg vs McEnroe
Data de lançamento 9 de novembro de 2017 (1h 48min)
Direção: Janus Metz Pedersen
Elenco: Shia LaBeouf, Sverrir Gudnason, Stellan Skarsgård mais
Gêneros Biografia, Drama

Nacionalidades Dinamarca, Suécia, Finlândia






por Reinaldo Barros
Não se trata apenas de uma grande partida de tênis, ou uma sequência delas, a maior parte da narrativa aborda os bastidores e a história por trás da final e dos atletas. Foi uma agradável surpresa para quem esperava cenas mal construídas e artificiais de uma partida de tênis. Sim, confesso que me surpreendi e até fiquei um pouco apreensivo para saber o resultado.

    Uma iniciativa bacana foi a contextualização logo no começo para não deixar ninguém perdido durante o longa. Afinal não é somente o fã desse esporte que irá assistir, curiosos e simpatizantes como eu sempre podem aparecer. Dito isso, vamos ao filme!
    Borg vs. McEnroe vai nos apresentando aos poucos cada personagem, como eles vão se preparando e como chegam até a véspera daquele torneio de Wimbledon de 1980. Não estranhe se tiver a impressão de que se fala mais sobre o tenista sueco Björn Borg (Sverrir Gudnason), pois apesar de parecer uma produção típica de Hollywood, esse é um filme nórdico. Inclusive boa parte dos diálogos entre os personagens do núcleo de Borg é em sueco. Mas a abordagem do tenista estadunidense não fica prejudicada, o essencial para entendermos quem foi John McEnroe nos é passado pela brilhante atuação de Shia LaBeouf.

A frieza em quadra e a repressão dos sentimentos parecem algo tão natural que rendem apelidos ao sueco como IceBorg e Máquina, no entanto não passava de uma estratégia para domar um temperamento explosivo e assim ter condições de chegar ao tão desejado topo do ranking. Suportar toda a pressão de ser o melhor do mundo e manter as aparências não era fácil e gerava um desconforto fora das quadras e atritos em seus relacionamentos mais íntimos.
Diferente do europeu, o tenista estadunidense não continha seus sentimentos, não reprimia nada, tudo era externado dentro e fora das quadras. A fama de Bad Boy era sempre o destaque do noticiário quando se tratava de John McEnroe, o tenista tinha um talento notório que era ofuscado pelo seu temperamento.
Ao ver uma biografia, seja livro ou filme, sempre me pergunto o quão fiel ela é aos fatos. O quanto de “homenagem” foi embutido ali para dar ou realçar o brilho do conjunto da obra. Depois do filme eu fui atrás da resposta e mais uma vez me surpreendi positivamente, pois não houve exageros, muito pelo contrário, retratação do homenageado Björn Borg e de seu adversário John McEnroe foi bastante respeitosa.

*Filme assistido na cabine de imprensa à convite da  da Aliança de Blogueiros do RJ. 

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2 comentários:

  1. Oi Raffa!
    Uma pena eu não curtir mto o gênero, mas o maridão adora, vou anotar a dica pra ele que com toda ctz vai qrer conferir.
    Bjs!

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  2. Raffa!
    A questão é justamente essa: quanto uma biografia é fiela aos fatos?
    Acompanhei o Borg dos anos 80, gostava de assistir as partidas de tênis e ainda assisto hoje nos canais fechados da vida...
    Mas não dá para acompanhar os bastidores, né?kkkk
    Desejo um mês repleto de realizações e um final de semana de luz e paz!!
    “O que mais me interessa saber, não é se falhaste mas se soubeste aceitar o desaire.” (Abraham Lincoln)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

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