Título Original: Nymphomaniac - Volume 1
Título em português : Ninfomaníaca - Volume 1
Direção : Lars Von Trier
Elenco : Charlotte Rainsbourg, Stellan Skarsgard, Uma Thurman, Shia Labeouf
Ano : 2013
gênero: Erótico, Drama
Censura : 18 anos
País : Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica
Idioma : Inglês
Duração : 1h 58 min
Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é
encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que
lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se
recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para
Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma,
uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou
para justificar o porquê de sua auto avaliação.
Fiquei muito em dúvida se veria esse filme ou não, mas fui vencida pela curiosidade. Lars Von Trier tem um currículo ótimo de filmes que a crítica ama e alguns espectadores idem. Eu, particularmente só havia visto Anti Cristo (2007), filme que detestei tanto que quase fui embora do cinema e o maravilhoso O amante da rainha (2013). Resolvi me render a outro filme dele e o resultado foi positivo, mas já aviso que não é filme para ir com amiga puritana ou levar os pais ao cinema.
Ninfomaníaca por mais incrível que pareça tem história, o papel que seria da linda Nicole Kidman ficou com a pouco conhecida Charlotte Rainsbourg que interpreta a protagonista Joe. Ela logo no início do filme é encontrada por um senhor Seligman ( o espetacular ator Stellan Skarsgard) que a ajuda pois a mesma está toda machucada, ao ser socorrida ela avisa que não é digna de pena que pecou a vida toda e na casa do homem ela conta sua vida.
Desde pequena ela tinha tara por masturbação e perdeu a virgindade de um jeito duvidoso com o personagem de Shia Labeouf ( Jerome). Seu pai no filme é um ator que um dia já foi galã chamado Christian Slater mas que hoje duvido que os mais novos lembrem dele com os cabelos já ficando grisalhos.
Se a cada relato nos impressionamos com a necessidade dela de ter sexo sem nenhum envolvimento, ainda poed chocar os mais sensíveis a quantidade de orgãos sexuais que aparecem no filme.
Não é nem de longe um filme comum, a intenção de Lars é clara, é chocar e pode ser até que consiga mas eu sinceramente já vi filmes europeus que me chocaram bem mais.
Imaginei que não tivesse muita história mas a tara de Joe em pênis é tão grande que algumas cenas geram risos na sala de exibição.
O pior é ainda ter amigas que sejam da mesma forma que ela, e em nunca pensar no amor ela destrói famílias e sentimentos em homens que mal lembra o nome e tem encontros semanais em sua casa.
Uma das melhores partes do filme é quando aparece Uma Thurman no papel da esposa traída e que leva os filhos para conhecerem a amante do pai. Não tem como não bater palmas para a interpretação dramática mas ao mesmo tempo cômica de Uma!
O as vezes sem sal Shia Labeouf também está ótimo como Jerome o primeiro amor de Joe , as cenas de bad boy com ele e a atriz Stacy Martin ( Joe, quando jovem) são muito boas.
O filme passa rapidamente, não é chato e diferente de Anti Cristo não olhei para o relógio nenhuma vez, a sala lotada de idosos me espantou mas reparei que todos saíram falando bem do filme mas alguns chocados com tanta nudez.
Nesse caso, com esse roteiro, todas as cenas se fazem necessárias e não acho que tenhamos nenhum exagero do diretor que conseguiu reunir um time de primeira no filme.
O cartaz com todos do filme 1 e 2 tendo orgasmos foi proibido em alguns países. No Brasil ele ganhou 2 versões que aparecem nessa postagem acima.
Roteiro bacana, cenas intensas e claro muito sexo, fazem desse filme o que já esperamos de uma ninfo, um exagero daquilo que a consome mas sem prejudicar o resultado final. Bem, não tão final assim, já que o filme foi dividido em 2 e ainda esse ano estreia a segunda parte nos cinemas, como fã de William Dafoe, não vejo a hora de ver a parte 2!