segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Menina que via Filmes; Em Busca de Fellini [Crítica]

Título Original: In Search of Fellini
Título no Brasil: Em Busca de Fellini
Data de lançamento 7 de dezembro de 2017 (1h 33min)
Direção: Taron Lexton
Elenco: Ksenia Solo, Maria Bello, Mary Lynn Rajskub mais
Gênero Drama

Nacionalidade EUA








por Bianca Silveira


Não sou uma conhecedora de seu trabalho, mas reconheço sua
importância para o cinema. Ganhador de quatro Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e mais Honorário por sua obra, Fellini foi um grande cineasta italiano.
Em Busca de Fellini apresenta a história de Lucy (Ksenia Solo), uma jovem de 20 anos, que age como se tivesse 13. Sua mãe Claire (Maria Bello) sempre a super protegeu criando um mundo de sonhos e deixando a menina despreparada para a vida.

Vivendo num mundo de fantasias Lucy não conhecia o sentimento da perda de alguém, já que sua mãe, sempre enviava cartões postais para simular uma partida quando alguém ou até um bichinho de estimação morria. No entanto quando Claire adoece ela se preocupa em como Lucy irá se virar sem ela, visto que a jovem vive praticamente num país das maravilhas e não saberá se virar sozinha. Fruto de uma relação de dependência criada por sua mãe super protetora.
Lucy herdou de Claire a paixão pelo cinema vendo e revendo diversos clássicos. Quando Lucy vai procurar um emprego e já começa a se deparar com a vida real ela acaba parando em um festival de filmes de Fellini por quem se apaixona. E essa paixão a faz tomar uma decisão. Incentivada pela tia Kerri (Mary Lynn Rajskub), a única pessoa sensata na casa) Lucy decide ir para Roma para tentar encontrar com Fellini. Já em Roma Lucy conhece um novo mundo, um mundo que sua mãe sempre tentou esconder, um
mundo diferente de tudo o que a mãe a protegeu, tudo aquilo que a mãe sempre a afastou. Um mundo de Fellini.
Durante o filme vamos fazendo uma deliciosa viagem pela Itália junto com a personagem. Passamos pelas mais belas cidades italianas e vamos acompanhando Lucy em sua busca de autoconhecimento. Acompanhamos também sua evolução, menina ingênua que vai crescendo em sua viagem, vai conhecendo pessoas, recebendo conselhos, conselhos esses que deveriam ter vindo de sua mãe. Ela passa por diversas situações, tanto perigosas como também vive romances em que a transformam em uma nova mulher. Apesar de a atriz parecer mais velha (Ela tem 30 anos na vida real), ela consegue transparecer a ingenuidade de uma menina de 15 no corpo de 20 que está apenas descobrindo a vida.

Com cenas misturando realidade com ilusão temos a sensação de
estarmos assistindo a um filme de Fellini. Usando de várias referências de clássicos do diretor, como “Noites de Cabíria”, “A Doce Vida” e “8 ½” Lucy vai interagindo com vários personagens que foram vividos por atores que trabalharam com Fellini como Mariano Aprea que faz o papel de Fellini.
Para assistir ao filme não precisa ser um conhecedor das obras de
Fellini. O filme é interessante para qualquer pessoa que goste de cinema e que busque autoconhecimento. Você precisa viajar para longe para encontrar o que está perto de você.


*Filme assistido por nossa colunista à convite da Sinny assessoria e Cineart Filmes. 

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4 comentários:

  1. Também não sou uma grande entendedora da obra de Felline, mas claro que todos nós que amamos cinema, já ouvimos ao menos, falar sobre este grande ícone da história cinematográfica!
    Não conhecia o filme, mas parece ser muito poético e com um cenário assim, fica impossível não desejar ver!
    Espero ter a oportunidade de ver em breve!
    Beijo

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  2. Oii!
    Não assisto mto o gênero, mas achei bem interessante, vou procurar saber mais sobre o filme...
    Bjs

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  3. Parece bem interessante, quero ver ^_^

    Beijos :)

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  4. Não gosto muito desse tipo de filme, acho vazio e de verdade nunca tinha ouvido falar nesse Fellini e nem de seus filmes (me sentindo super sem cultura agora kkkk), mas que bom que existe outras pessoas para apreciá - lo. Bjs!

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