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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Menina que via Filmes; Em Busca de Fellini [Crítica]

Título Original: In Search of Fellini
Título no Brasil: Em Busca de Fellini
Data de lançamento 7 de dezembro de 2017 (1h 33min)
Direção: Taron Lexton
Elenco: Ksenia Solo, Maria Bello, Mary Lynn Rajskub mais
Gênero Drama

Nacionalidade EUA








por Bianca Silveira


Não sou uma conhecedora de seu trabalho, mas reconheço sua
importância para o cinema. Ganhador de quatro Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e mais Honorário por sua obra, Fellini foi um grande cineasta italiano.
Em Busca de Fellini apresenta a história de Lucy (Ksenia Solo), uma jovem de 20 anos, que age como se tivesse 13. Sua mãe Claire (Maria Bello) sempre a super protegeu criando um mundo de sonhos e deixando a menina despreparada para a vida.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Menina que via filmes: Quando as Luzes se Apagam [Crítica]

Título Original: Lights Out
Título no Brasil: Quando as Luzes se Apagam
Data de lançamento 18 de agosto de 2016 (1h 21min)
Direção: David F. Sandberg
Elenco: Teresa Palmer, Maria Bello, Billy Burke mais
Gênero Terror

Nacionalidade Reino Unido









Desde criança que amo filmes de terror. Mas morro de medo. Sim, quando morava com meus pais - há bem pouco tempo- eu só dormia de luz acesa. Hoje, morando com meu marido só apago a luz se ele já tiver deitado.
Sabe-se lá porque, mas eu tenho pavor de escuridão, é como se algo fosse me atacar no meio da noite se o quarto estiver todo escuro.
Para piorar esse meu drama eu resolvi assistir Quando as Luzes se Apagam e que nervoso. Eu tinha assistido um tempo atrás um vídeo curto que viralizou e que mostrava uma pessoa acendendo as luzes de um lugar, quando ela apagava um vulto se formava, ela acendia novamente e a " pessoa " sumia. 
Depois disso fiquei dois dias com celular na mão jogando luz em tudo que passava. Então vi esse filme, e meu Deus, que medo!

 A história já diz ao que veio logo no início, um filho desesperado , Martin ( Gabriel Bateman) pede ajuda ao pai pelo celular porque a mãe ( Maria Bello, no papel de Sophie) está piorando a cada dia. O pai diz que vai para casa em instantes e que a mãe irá melhorar. O cenário é uma fábrica de roupas, lotadas de manequins daqueles de vitrine que eu sempre imagino quando as lojas fecham se eles não tem vida própria ( ok, parei!). 
A assistente de Paul ( Billy Burke, o eterno pai de Bella Swan) desconfia de um vulto na fábrica e acende e apaga a luz a todo instante. Ela o alerta, mas claro que ele não liga para o que ela avisa. Ele morrerá logo, isso é óbvio e se tratando de um filme de terror não é spoiler.
Então ficamos sabendo o que está se passando. Sophie é mãe de Martin de seu casamento com Paul e tem uma filha mais velha que não morre de amores por ela e já saiu de casa, Rebecca (Teresa Palmer, aquela atriz que é a cara de Kristen Stewart) vive seu drama de pai sumido e mãe surtada e desconta no namorado que é doido por ela.
Martin sofre com a mãe que fala sozinha e com a presença da figura bizarra em sua casa.  Logo, ele vai apresentar seus medos na escola e envolver a irmã que é chamada pelo conselho tutelar.
Os sustos são a todo instante, ao sabermos que a tal figura é ligada com a mãe desde a infância e que foi ela um dos motivos de Rebecca ter saído de casa, entendemos que não será tão simples se livrar dela.

A tal criatura não existe na luz, e para isso o diretor utiliza desde as luzes de celulares até as de letreiros luminosos para que com a presença destes ela não apareça, mas basta que a luz se apague para que ela volte ainda mais forte.
Difícil não se imaginar no lugar dos personagens, como viver somente na luz? Há sempre um canto escuro na casa, seja dentro de um armário, seja debaixo da cama... e isso é aterrorizador.
Boas atuações - destaque para o menino Gabriel- e um roteiro que seguram os sustos até o final fazem desse filme um dos melhores do gênero lançados ultimamente. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Menina que via Filmes : A 5ª Onda [Crítica]

Título Original : The 5th Wave
Título no Brasil : A 5ª onda
Lançamento 21 de janeiro de 2016 (1h57min) 
Dirigido por J Blakeson
Com Chloë Grace Moretz, Nick Robinson, Alex Roe mais
Gênero Ficção científica , Aventura

Nacionalidade EUA








Se você assim como eu não leu o livro mas viu muitas vezes o trailer, então certamente foi atraído pela ficção com a sempre ótima Chloe Grace Moretz no papel principal. Mas nem ela consegue salvar o filme do fiasco que é. 
Em um Estados Unidos devastado por um ataque extra terrestre, conhecemos Cassie ( Chloe Grace Moretz) e sua família. Tudo vai bem até que uma imensa nave fica em cima da cidade onde moram e com isso começam a faltar energia e outros itens, a mãe dela como é médica não abandona a cidade, mas a cada onda diferente há algo que acontece piorando o estado de todos. Até mesmo um vírus causado por pássaros que mata muitos é parte do roteiro bobo que tenta inovar mas acaba virando mais do mesmo, ou seja, em algum filme bom ou ruim você já assistiu uma cena parecida com aquela.
Na fuga e na tentativa de salvar sua família o pai de Cassie vai com ela e o irmão até um acampamento, mas tudo soa tão ingênuo que a gente ri das decisões finais . Aparece como general um Liev Schreiber mal aproveitado que está perdido em um roteiro onde Maria Bello é uma GiJoe com falas mais ridículas ainda.
Perdendo se - ou perdendo mesmo - de toda sua família ela vai atrás da verdade e de onde seu irmão deva estar, outra cena ridícula, ela se separa dele porque ele quer um ursinho!Em um momento de fuga e desespero com seu pai sendo deixado para trás - desculpe pelo spoiler- alguém volta para pegar um urso de pelúcia? Não é um cão, um gato de verdade gente!
Nessa busca pelo irmão ela conhece o lindo Evan ( Alex Roe), talvez a melhor coisa do filme, que vai se apaixonar por ela e  nos fazer torcer pelo casal pouco provável , digo isso porque após o rapaz lindo ter seu segredo desvendado ela não quer mais saber dele e eu não entendi muito bem ainda se o Ben Parrish ( Nick Robinson) que era o carinha que ela amava na  escola mas nunca deu certo é uma outra opção ou não. Ah sim, ele é um dos que é recrutado pelo exército para tentar salvar o planeta, no mesmo local onde Sam, irmão de Cassie , está. 
Querem mais? A 5ª onda mistura o ataque alien -meio Independence Day- com O Nevoeiro, e no final a gente não sabe mais se aquilo era para se levar a sério ou é só mais um filme B Teen. 

Quando finalmente encontra o irmão, a explicação para o que está acontecendo é boba, o motivo mais ainda, mesmo assim o diretor se esforça para dar ao filme algo que faça com o que o espectador deseje uma continuação, acho difícil que isso aconteça.
O filme não faz mal, mas não acrescenta nada também, é um filme para adolescentes com atores bonitos e um final bobo. 

domingo, 5 de abril de 2015

Menina que via Filmes ; A Grande Virada [Crítica]

Título Original : The Company Men
Título no Brasil : A Grande Virada
Dirigido por John Wells
Com Tommy Lee Jones, Ben Affleck, Chris Cooper mais
Gênero Drama

Nacionalidade Reino Unido , EUA
Formato Visto : DVD
Ano : 2010
Duração : 1h 49 min


Certamente quem acompanha o blog deve ter visto que ando vendo filmes e lido sobre o tema : demissão. Por trabalhar em RH e com a atual situação de nosso país me informei a respeito em outras países e o que tenho visto é que países como EUA tem tido crises seguidas mas para nós só passa o lado do " sonho americano!".
A Grande Virada é um filme que merecia estar em todos os cinemas, mas não me lembro dele passando em nenhum, certamente foi mais um daqueles lançados diretamente em dvd. 
Bobby Walker ( Ben Affleck, ótimo como sempre) é um gerente de vendas de uma grande empresa estaleira, tem uma casa linda, um Porsche na garagem e seu assunto pela manhã são as tacadas de golfe sensacionais que deu. Em mais um dia de escritório ele chega empolgado e sai contando a todos sobre sua jogada, mal percebe que por lá o clima é de enterro. Sally ( Maria Bello) é a pessoa do RH responsável por avisar a todos sobre os cortes, dura tarefa, e ela o faz quase que chorando. Bobby não vê outra alternativa senão voltar para casa e contar a sua esposa que é temporário, mas o que ele não imagina é que arrumar outro emprego seja algo bem complicado e que possa levar meses , ou quem sabe anos. 

Ao mesmo tempo conhecemos a história de Gene, um dos diretores da empresa, com mais de 30 anos de casa, sem dívidas, com uma esposa que vive um mundo a parte e amante de Sally que é bem mais nova que ele. Gene é o diretor de coração bom, faz de tudo para que não ocorram mais cortes e briga para que seu melhor amigo Phil ( Chris Cooper) continue na empresa. O que ele não poderia imaginar é que os acionistas lhe demitiriam também. Por mais que a situação de Gene seja confortável, não é confortante para ele saber que seu melhor amigo está muito mal com a demissão.

Phil sai todos os dias para trabalhar não tendo trabalho, isso porque sua ( ridícula) esposa não quer que os vizinhos saibam que ele não tem mais emprego. Na busca por outra posição aos 60 anos ele encontra preconceitos e uma lista de posições nas quais há sempre um motivo dado pelo empregador para não contratá-lo, enquanto isso sua filha exige uma viagem de formatura para Itália.
O que acontece nos EUA e que no Brasil não possuímos , é que a empresa que demite os coloca em um centro de realocação no mercado, os fazendo ter aulas de como preencher melhor seu currículo e com mesas para que liguem diretamente para oportunidades divulgadas. 
No meio de todo esse caos, a empresa manda mais pessoas embora, Phil opta pelo caminho mais fácil - ou não- e Bobby perde tudo que tinha  : do carro a casa.
O diretor opta por nos mostrar que a virada pode demorar muito a vir, Bobby até mesmo aceita trabalhar com o cunhado  Jack ( Costner) que odeia em uma construção porque não vê outra alternativa para sustentar sua família.
O filme é todo bom e realista mas peca no final e no nome dado em português, quem espera finais felizes vai se decepcionar. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Menina que via Filmes : A Casa dos Mortos [Crítica]

Título Original: Demonic
Título no Brasil.: A Casa dos Mortos
Dirigido por Will Canon
Com Maria Bello, Frank Grillo, Cody Horn mais
Gênero Terror , Suspense
Nacionalidade EUA , Reino Unido











Um massacre acontece numa casa abandonada deixando cinco estudantes mortos. Um policial (Frank Grillo) e uma psicóloga (Maria Bello) vão investigar o caso, que ocorreu enquanto os jovens tentavam evocar fantasmas.




Acho uma pena que nem sempre esses filmes cheguem com facilidade aos cinemas do Brasil. A Casa dos Mortos tem muitas qualidades mas a maior delas está no time escalado para fazer o detetive e a psicóloga. Com um currículo extenso de filmes os dois prendem o suspense e ajudam os mais novos até mesmo quando lhes falta talento para cenas de terror.
Claro que o fato de James Wan ser roteirista de filmes famosos de terror como Jogos Mortais e A Invocação do Mal ajuda muito. Ele sabe do que fala e faz e isso é visível em um dos melhores filmes do gênero que vi esse ano.
O filme é dirigido por  Will Canon, mas tem muito de Wan nele. A história central é a de que cinco jovens foram brutalmente assassinados anos atrás após fazerem um ritual satânico. Anos mais tarde outro grupo de jovens tem a brilhante ideia de voltar ao lugar pois um deles está tendo visões da mãe já falecida  na casa . 

O filme começa do final, quando o detetive Mark ( Frank Grillo) vai até a casa após um vizinho ouvir barulhos estranhos, ao entrar na casa ele vai vendo corpos até que um deles não está morto, mas dois sumiram . E é aí que o espectador é chamado a descobrir o que de fato aconteceu naquela casa e onde estão Michelle ( Cody Horn) e Bryan. John ( Dustin Mulligan) é o filho que via a mãe e também a única testemunha do que de fato houve na casa . 

Ao interrogarem John temos momentos de tensão, não sabemos até onde  o que ele fala é verdade , temos muito vídeo sendo mostrado e os sustos vem  a todo minuto . Impossível não se concentrar para saber da onde virá o próximo fantasma.
A Dra. Elizabeth ( Maria Bello) tenta tirar o máximo que pode tudo que John viu mas não se recorda, ao mexer na memória ela acaba vendo que o terreno que anda é muito mais perigoso do que o que poderia imaginar e aí todos passam a correr riscos.
Se a fórmula casa mal assombrada + câmera pode estar por baixo , com A Casa dos Mortos o sentimento é de que acertaram ao usar ambos , não se pode saber o final antes de chegar a ele, e por mais que as atuações dos mais jovens possa  gerar algumas risadas, o roteiro de sustos e surpresas compensa. Assistam , vale muito a pena.