quinta-feira, 11 de abril de 2024

A Paixão Segundo G.H.

 













Título Original: A Paixão Segundo G.H.

Ano: 2018

País: Brasil

Diretor: Luiz Fernando Carvalho

Roteirista: Luiz Fernando Carvalho

Elenco: Maria Fernanda Cândido, Samira Nancassa

Nota: 3,5/5,0

Por Amanda Gomes 


Baseado na obra de CLarice Lispector e ambientado no Rio de Janeiro de 1964, após o fim de uma paixão, G.H., uma consultora de elite, decide arrumar seu apartamento, começando pelo quarto de serviço. No dia anterior, sua empregada doméstica pediu demissão. 


Ao arrumar o quarto, G.H. se depara com uma enorme barata que revela seu próprio horror diante do mundo, reflexo de uma sociedade repleta de preconceitos contra os seres que elegem como subalternos. 



Diante do inseto, G.H. vive sua via-crúcis existencial. A experiência narra a perda de sua identidade e a faz questionar todas as convenções sociais que aprisionam o feminino até os dias de hoje.


Por mais que eu não seja uma grande conhecedora das obras de Clarice Lispector, é um fato incontestável de que sua narrativa é algo atemporal. Esse fato se mostra ainda mais verdadeiro com a bela adaptação de Luiz Fernando Carvalho, já que neste longa ele explora por completo o papel do feminino e toda a sua força. 


Maria Fernanda Cândida é um elemento muito importante para o bom desempenho do longa, eu sempre fui muito fã de seu trabalho, tanto que me senti enganada quando achei que ela estava sendo notada por grandes franquias e não souberam usar todo o seu potencial. No entanto, nesta produção temos ela entregando todo o seu esplendor como G.H., é cativante a forma como ela entrega carisma e talento em sua performance. 


A trama por sua vez me surpreendeu bastante, não conhecia o texto por meio do livro, sendo assim acabei mergulhando quase às cegas, tendo conhecimento apenas da sinopse, essa que em um primeiro momento me fez pensar que seria uma obra completamente simplista e exagerada. No entanto, era aí que estava o meu engano. O filme acabou por entregar muito mais do que eu esperava.


O roteiro flerta com a ideia de um realismo enquanto traz em sua narrativa um fluxo de pensamentos constantes, que é narrado em tom confessional pela protagonista. E apesar de apresentar abordagens que muito me interessam e estimulam, em alguns momentos senti a narrativa um pouco cansativa. Já que ou o telespectador embarca na narrativa ou se sente um pouco cansado atordoado pela quantidade de acontecimentos rápidos. 


Para os fãs de Clarice e do cinema nacional, sem dúvidas essa é uma excelente escolha do qual sairá completamente extasiado. Para outros pode ser uma opção que não agrade tanto. Contudo, num geral é uma experiência que vale ser vivida, pois alguma emoção será despertada pelo longa metragem.


*Cabine à convite da assessoria



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