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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

[Resenha] Amy e o Clube dos 27 @editoraleya

Título Original: Amy Winehouse and the 27 Club
Título no Brasil: Amy e o Clube dos 27
Autor: Howard Sounes
Editora Leya
Número de págs:415
#128





Não estou fazendo nenhum TCC na área, mas tenho sim lido muito a respeito. E acho muito bacana vocês me indicando outras leituras que tratem do tema - morte de ídolos da música- como o livro em questão. Pedi de parceria esse Amy e o Clube dos 27 e mergulhei de cabeça no mundo dessas 5 celebridades que morreram com a mesma idade e cujo alguns deles sou muito fã e vocês já sabem.
Os músicos são Kurt Cobain, Brian Jones, Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix.  Porque eles são chamados de Clube dos 27? Porque todos eles morreram com essa idade.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

[Resenha ] Cartas de amor aos mortos @editoraseguinte

Título Original: Love letters to the deads
Título no Brasil: Carta de Amor aos Mortos
Autora : Ava Dellaira
Editora Seguinte
Número de págs: 337
ISBN: 978-85-65765-41-1






Terminado o livro " Carta de amor aos mortos" ainda me pergunto se gostei do livro . Primeiro que ao ver a capa e saber pouco da sinopse saí comprando o sem pestanejar. Aliás, palmas para Editora Seguinte que fez uma capa linda!
Quando o livro começa a ser lido a impressão que se tem é de que a personagem é super fã de alguns músicos, atores, enfim..pessoas famosas que já se foram e que vai escrever cartas para elas dizendo o como gostaria de tê-las conhecido. É mais ou menos isso, que a professora da protagonista, a as vezes sem sal Laurel , pede aos alunos. A menina de 16 anos realmente o faz, mas se empolga escreve para vários falecidos e nunca entrega as cartas para a professora.
A cada carta endereçada as mais diferentes personalidades ( Kurt Cobain, Amy Winehouse, Judy Garland, Janis Joplin, Jim Morrison , etc) ela nos conta também um pouco da sua história e o que a tal pessoa a quem endereça a carta tem a ver com ela. Tudo, lógico, pretexto para que por exemplo ela conte de Kurt Cobain, líder falecido do Nirvana, que a irmã que também morreu, May, amava a banda . Não é uma nem duas vezes que ela ouve In Utero ( álbum da banda) ou que cita músicas deles. Para quem é fã - como eu!  - claro que rola aquele orgulho de " está falando da banda que amo" ou até mesmo um " claro que isso tudo que ela explica para o leitor eu já sabia", mas mesmo assim por muitas vezes não funcionou comigo. 
Laurel tem uma obsessão pela irmã que beira a insanidade , ela usa as roupas da irmã, pensa na irmã o tempo todo, e quando a irmã estava viva só queria grudar nela. Achei uma chata essa garota, coitada da irmã dela.
Por outro lado, ler em um livro sobre Slash qde quem sou fã com conhecimento de causa me deixou feliz, a autora ou pesquisou muito ou é realmente fã das pessoas com as quais Laurel " envia" as cartas. Dá gosto ver em um livro falar de Morrison mas pode soar bobo imaginar alguém escrevendo cartas ao cantor do The Doors para contar sobre o namorico da escola.
Sky, o namorado de Laurel, é tão confuso quanto ela, por isso combinam. Os pais dela também agem como motivos para anos de análises, o pai pouco fala, a mãe saiu de casa e " abandonou" todos, isso em um momento onde é comum as famílias se unirem.
Laurel sofreu dois traumas referentes a irmã - e isso não posso contar porque estraga a graça de ler o livro - e apesar da autora ter caprichado no quesito " motivos de sobra para enlouquecer" em algumas partes as cartas começam a ficar sem sentido. Seria melhor se ela escrevesse um " Querido diário".
Pontos altos da leitura destaco o casal de amigas que se curte Hannah e Natalie e também adorei Tristan o amigo que ama o Guns n´Roses!

A autora escolheu misturar a vida dos artistas com a da protagonista, e o final ( dela com Sky e com os amigos) é fofo, mas esperava muito mais do livro. 

Quem são os mortos que ela cita? Conheçam alguns deles ;) 

Kurt Cobain
Vocalista da banda Nirvana, Kurt Cobain tinha 27 anos quando se matou com um tiro em 1994, era casado com Courtney Love e deixou uma filha Frances Bean. 



Jim Morrison
Vocalista da banda The Doors, Jim Morrison foi um um grande compositor também. Seu maior sucesso foi Light My Fire .Nascido na Flórida em 1943 , Morrison foi encontrado morto aos 27 anos em Paris. A causa da morte foi overdose. 



Janis Joplin 
Janis Lyn Joplin foi uma cantora e compositora norte-americana. Considerada a "Rainha do Rock and Roll", "a maior cantora de rock dos anos 1960" e "a maior cantora de blues e soul da sua geração, morreu  aos 27 anos em 1970 vítima de uma overdose de heroína ( em Los Angeles). 


Heath Ledger
Heath Andrew Ledger foi um ator australiano. Atuou inicialmente em filmes e na televisão australiana, no início da década de 1990. Em 1998 mudou-se para os Estados Unidos, onde prosseguiu com a carreira e fez filmes de sucesso como O Patriota e Dez coisas que eu odeio em você. Nascido em 1979 ele morreu aos 28 anos vítima de uma overdose de remédios.


River Phoenix
O ator americano irmão de Joaquim Phoenix tinha apenas 23 anos quando passou mal na saída de uma boate na qual Johhny Depp era o dono. Vítima de overdose ele não resistiu . 
O garoto do rosto perfeito encantou muitas meninas na década de 90 em papéis como Conta Comigo e Garotos de Programa



Judy Garland
Certamente você se lembrou na foto ao lado quem foi Judy. Atriz que fez Dorothy em O Mágico de Oz e  mãe de Liza Minelli, morreu aos 47 anos de overdose de remédios controlados.



Amy Winehouse
A cantora inglesa encantou multidões com sua voz perfeita mas também assustou o mundo quando começou a beber e se drogar demais e emagreceu na mesma proporção.
Morreu de overdose aos 27 anos no dia 23 de julho de 2011. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Menina que ia teatro : Jim [ Crítica]

Título : Jim
Texto : Walter Daguerre
Direção : Paulo de Moraes
Elenco : Eriberto Leão, Roberta Guida
Teatro Carlos Gomes
Ingressos : R$ 15 com desconto no Click On
Duração : 1h 20 min













Um homem diante do túmulo de Jim Morrison com uma arma em punho. Um homem que não conheceu o vocalista do The Doors pessoalmente mas que, entretanto, teve sua vida pautada pelas ideias e pelos ideais deste que é considerado um dos maiores ícones do rock de todos os tempos. Este é o mote do espetáculo estrelado por Eriberto Leão. 
Descobri o " The Doors" em 1991 quando o filme sobre eles de Oliver Stone com Val Kilmer sendo Jim Morrison foi parar nos cinemas do país todo. O filme era forte para minha idade, mas entrei com algumas amigas e desde então me apaixonei pelas músicas deles e meu quarto era lotado de trechos de músicas dele escritos em qualquer lugar e um poster no armário!
Claro que me interessei em ver a peça, mas a princípio ela passou no Rio no Teatro Leblon onde até tirei foto com o ator mas tinha ido ver outra peça.
Passado uns 2 meses a peça se mudou para o Teatro Carlos Gomes no Centro do Rio com preços mais bacanas e com uma promoção do site de compras coletivas por R$ 15!
Fui na peça pensando que era sobre a vida do finado cantor que morreu aos 27 anos vítima de overdose. Ledo engano, acabei me frustrando com algumas coisas!
O teatro estava lotado, apesar de estar precisando de uma boa reforma ele tem cadeiras confortáveis e uma ótima visualização do palco.
Apesar da atuação de Eriberto ser digna de bater palmas de pé o texto é um tanto quanto confuso já que é a história de um fã do cantor que nasceu 49 dias após a morte de Jim , ele se sente ligado ao cantor e faz de tudo para se inspirar em tudo que ele fez em vida.
Eriberto pegou todos os trejeitos de Jim, parece que estamos vendo ali no palco, além de cantar igual a ele, sim, o ator parece ter encarnado em Morrison, é impressionante!
Por mais que Roberta Guida se esforce em ser uma espécie de " Pamela" na história, Eriberto engole tudo e todos em cena, é de uma técnica, de um capricho e um talento que fazem a plateia parar para apreciar e ele domina o palco!
A banda no palco também é excelente, os acordes estão ótimos e a acústica do teatro ajuda muito.
Minha ressalva é para a história mesmo, quem vai, assim como eu, esperando ver a história de Jim Morrison se decepciona, por mais que  o fã em cena ame o cantor e conte muito da vida dele, não se trata de uma biografia, mas sim de uma homenagem , onde por mais que o ator seja Morrison em cena , na verdade ele é um fã que se inspira no cantor e que tem suas dúvidas da vida envolvendo atitudes do finado mito.

Para quem pouco sabe da história do The Doors não chega a ser uma aula, com certeza o espectador sairá com dúvidas, tive que explicar muita coisa para minha mãe e para o meu namorado.
Como sempre amei a banda e li duas biografias de Jim, muitas coisas que falam eu remeti aos livros e ao filme o que para mim foi muito bom.
Mas para ser perfeito eu tiraria algumas cenas de histerismo do personagem fã e colocaria uma blusa na Roberta, há uma cena onde fica mais de dez minutos com os seios de fora, desnecessário, não vi motivo algum para isso.
A peça é muito boa sim, mas o texto não é o melhor dela.
No final da peça no momento dos aplausos, o ator ao invés de pedir para recomendarem a peça como é de praxe, falou mal da Praça Tiradentes onde fica o teatro Carlos Gomes .
A praça em frente realmente estava sem policiamento e com muitos cracudos na frente.
Sugiro já entrarem no táxi quando a peça terminar!