Título Original: Amy Winehouse and the 27 Club Título no Brasil: Amy e o Clube dos 27 Autor: Howard Sounes Editora Leya Número de págs:415 #128
Não estou fazendo nenhum TCC na área, mas tenho sim lido muito a respeito. E acho muito bacana vocês me indicando outras leituras que tratem do tema - morte de ídolos da música- como o livro em questão. Pedi de parceria esse Amy e o Clube dos 27 e mergulhei de cabeça no mundo dessas 5 celebridades que morreram com a mesma idade e cujo alguns deles sou muito fã e vocês já sabem.
Os músicos são Kurt Cobain, Brian Jones, Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix. Porque eles são chamados de Clube dos 27? Porque todos eles morreram com essa idade.
Título Original: Here we are Now Título no Brasil: Kurt Cobain- a construção do mito Autor: Charles R. Cross Editora Agir Número de págs: 175 #125
Escrito pelo mesmo jornalista de Mais Pesado que o Céu dessa vez ele abre mão um pouco da vida dele antes do Nirvana para focar no Kurt Cobain pós drogas, e também nos traz umcapítulo com detalhes até mesmo de seu funeral.
Interessante? Muito, para mim que sou fã e que quis finalmente ler esse livro comprado na Bienal de 2015 sim as vezes eu demoro muito para ler um livro que não é de parceria para poder cumprir os prazos ,
tudo porque depois da bio de Dave Ghrol eu quis coo muitos fãs da época
do Nirvana reviver tudo aquilo que eu era com 13 ou 14 anos. E
é impressionante como o autor nos faz mergulhar na década de 90 para
nos sentirmos novamente com a notícia de que o líder de uma das melhores
e mais famosas bandas que já existiram se matou.
Exposição: Nirvana - Taking Punk to the Masses Local: Museu Histórico Nacional RJ Exposição: de 22 de junho a 22 de Agosto Ingressos:R$25,00 de terça a quinta-feira (R$12,50 meia entrada) R$35,00 de sexta a domingo (R$17,50 meia entrada) Horários de visitação: de terça a sexta, das 10h às 17:30h | Sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h Classificação: 16 anos Site: ww.ingressorapido.com.br
Ah, o Nirvana. A banda que conheci em 1992 ou seria 1993 e que naquela época como tudo que vivi era intenso me apaixonei ao primeiro vídeo clipe na MTV, alguns de vocês nem eram nascidos, outros podiam não gostar mas se você viveu a pré adolescência e adolescência grunge sabe exatamente do que estou falando.
As camisas xadrez, as calças rasgadas, os coturnos, a dor intensa da vida expressadas em músicas de bandas que vinham em sua maioria de Seattle.
Título Original.: All Apologies to Kurt Cobain Direção : Jonathan Brewer Duração : 58 min Formato visto : Netflix
Ano : 2008
Essa não é a semana Nirvana no blog, mas poderia ser, depois de assistir ao ótimo Montage The Heck fiquei com muita vontade de ver mais coisas sobre a banda, sobre Kurt...o fato de eu ter amado a a banda e ouvi-la até hoje claro que foi um fator importante mas confesso que a depressão dele me intriga, me identifico e isso faz com que ao vê-lo falar , de certa forma , exista aquela conexão que só quem sente ou já sentiu vontade nenhuma de viver conhece. E não, não é bacana.
Dessa vez o documentário é realizado pela tv britânica BBC, tem suas partes legais e seus depoimentos desnecessários. Gente que realmente fez parte da vida de Cobain - como seu avô e a ex namorada Tracy - mas alguns produtores que nem sequer lidavam muito com ele mas estavam ali para analisar o como ele se tornou famoso, muito do que falaram não serviu de nada e poderia ter sido cortado.
A diferença principal desse - lançado em 2008 - é que não tem nenhum dos ex integrantes falando na atualidade , muito menos a viúva Courtney. Eles só aparecem em vídeos antigos, com ele ainda vivo no palco e algumas entrevistas daquele jeito que ele amava, monossilábico.
Achei fofo o avô dele abrir o álbum - o Sr. Donald é ainda mais bacana quando diz que queria ter ajudado o neto - e ficar recordando de quando ele era criança, os pais não aparecem.
A mesma história é contada : de que ele saiu de casa, de que já havia tentando se matar outras vezes e da paixão que tinha por Courtney , em um programa ele afirma antes de tocarem que ela era o melhor sexo que já teve na vida.
Alguns " especialistas" aparecem para explicar o fenômeno Nirvana em tão pouco tempo, eles fizeram sucesso de 1991 a 1994, ano em que Kurt se matou. O fato dele não gostar da fama mas ao mesmo tempo amar vender tantos discos e fazer sua música, mas ele mesmo diz em certa parte que não entendia as pessoas o endeusarem tanto, que o irritava quando vinham atrás dele ( leia-se pedindo fotos e autógrafos).
O vício em heroína, o dia do suicídio, o enterro, diferente do que vi nos cinemas essa semana, esse vai bem mais a fundo, e é longe de ser melhor , mas acho que se completam de certa forma.
Gostei, e continuo com as músicas deles na cabeça, se bem, que nunca saíram.
Título Original : Kurt Cobain - Montage of Heck Título no Brasil : Cobain - Montage of Heck Dirigido porBrett Morgen ComKurt Cobain, Courtney Love, David Grohl mais GêneroDocumentário
NacionalidadeEUA Ano : 2014
O Nirvana fez parte de minha vida, não desse novo jeito de " ah, eu amava ouvir de vez em quando". Não , desculpem se vou parecer uma tia velha mas a verdade é que sou do tempo em que para amar uma banda era muito mais difícil. Você tinha a MTV em um canal UHF que ninguém conseguia pegar, na minha casa só pegava em cômodo. Tinham revistas importadas caras que eu juntava a grana do lanche para poder levar , na volta da escola eu entrava em livrarias que nem existem mais como Siciliano e Sodiler e comprava todas que tivessem na capa os grupos que gostava, Nirvana era um deles. Nem sei se ainda existem mas no próprio documentário elas aparecem : Rip, Kerrang, etc
As músicas deles embalavam minhas brigas com os pais, o carinha da escola que não queria absolutamente nada comigo e a rebeldia maior era ter comprado ingresso para o Hollywood Rock sem ter avisado meus pais, com a ajuda daquele pai menos careta da minha amiga que super apoiava a gente se vestir de preto o tempo todo e rasgar as calças que comprávamos intactas.
Imenso primeiro parágrafo para explicar para vocês o como ver algo relacionado a Kurt Cobain é como voltar ao passado. Comprei o ingresso no dia que começou a vender e como uma fã desesperada toda vez que ia no cinema e tinha banner, poster eu sacava o celular e tirava uma foto.
Documentário começado era hora de mergulhar na história que eu já havia lido em um livro que amo e já resenhado aqui , o Mais Pesado que o Céu , mas dessa vez era na telona, teriam outras revelações?
O diretor Brett Morgen optou por começar a contar desde a infância do líder do Nirvana, são vídeos dele fofo,muito pequeno comendo biscoito, cantando parabéns...nunca alguém iria imaginar que aquele anjinho se transformaria em um ídolo de uma banda que marcou gerações. O ponto alto do filme para mim foi ouvir as gravações inéditas onde com o áudio dele podemos reviver as cenas com a ajuda de uma animação muito bem feita.
Há depoimentos da mãe e do pai de Kurt que nos mostram um pouco o como a rebeldia dele se formou, ali em frente as câmeras ninguém age como inocente, há culpa para todos, o pai que deixou que a atual esposa o expulsasse de casa - e a própria mulher explica porque o fez - , a mãe que parecia não querer saber muito do filho depois que ele cresceu e que mal sabia com quem ele morava ou andava.
Ouve-se um burburinho na plateia quando uma ex namorada dele aparece, a moça que está bem acima do peso , conta que foi a primeira namorada séria dele, que ela trabalhava e ele ficava em casa escrevendo. Ao aparecer as fotos nota-se que ela era bem diferente o que então atrás de mim alguém fala: " ah, viu, ela não era assim imensa!". Preconceitos a parte, o susto talvez seja porque eu mesma nunca a tinha visto e porque se espera que astros do rock namorem ou se casem com mulheres com corpo de modelo, o que sempre foi muito comum no meio.
Tem muito da vida de Kurt ali, desde sua primeira vez com uma menina que não era muito bem da cabeça, desde quando quis se matar e não conseguiu.
O que se percebe é que cadernos e canetas eram seus companheiros diários, há muitos rabiscos, muitas frases, muitas músicas encontradas nos cadernos que ele tinha. O que descobrimo depois - não saiam da sala antes das luzes se acenderem - na entrevista somente com o diretor de que aquele acervo foi um susto para ele também, Kurt tinha centenas de páginas escritas com seus pensamentos e inícios de músicas famosas.
Ali naquelas quase 3 horas de documentário se foca pouco na banda, os companheiros de Nirvana aparecem em reportagens antigas, somente Krist Novoselic dá o seu depoimento nos dias de hoje, o atual líder do Foo Fighters e ex baterista do Nirvana Dave Grohl não apareceu, achei normal já que ele e Courtney não se falam.
Falta também, apesar de assinar como produtora, a filha de Kurt : Frances Bean. Mas vale lembrar que sobram momentos dela ainda criança com os pais em gravações apresentadas pela primeira vez no documentário . A paixão dos dois, totalmente destrutiva, acontece na tela o tempo todo. Seja através de pessoas dando seu depoimento - até mesmo da própria Courtney com aquele ar de " fora do ar" eterno - ou nas fitas.
As fitas assustam, ali há o dia a dia dos dois, uma casa bagunçada, jeito de drogados e alcoolizados por todo instante , e cenas bizarras onde por exemplo ela pede a ele que deixe um bigode enquanto ela mostra os peitos pro amigo dele que está os filmando.
Com o nascimento de Frances nada muda, há várias pessoas que dizem que ela continuou se drogando mesmo estando grávida, a menina nasceu com indícios da droga no organismo , os pais parecem não ligar para nada. Há mais momentos gravados onde brincam com ela chapados, tiram a roupa da criança e se amam de um jeito que só eles se entendem. Para quem está de fora é digno de pena.
Para Courtney Love - líder do Hole - sobram ofensas dos fãs até mesmo quando eles aparecem em uma revista na época chamada Sassy, ela se sente mal, ele odeia quem a deixa triste. Até hoje muitos fãs a odeiam, eu tenho aquele sentimento de " ela não teve culpa", era tão surtada quanto ele, pode ser insuportável aos olhos de muitos mas do jeito deles, se amavam, e quem sou eu para recriminar algo?
A diferença de tudo é que quando um casal se droga e somente um sobrevive para contar a história ele vira o vilão, já que como ele conseguiu se salvar e não salvou o outro?
Do auge da banda temos os fãs gritando, vemos eles sendo debochados com a mídia, dando poucas entrevistas e isso o próprio diretor cita como uma dificuldade em se fazer algo sobre a banda.
Uma parte dos vídeos mostrados fala dos Guns n´Roses e da eterna briga entre ele e o vocalista da banda Axl, o que fez com eu que na época odiasse Kurt, mas não me impediu de chorar horrores quando fiquei sabendo que ele havia se matado.
Também me fez lembrar de quando ele tomou um monte de remédios e ficou em coma, na época eu não sabia mas hoje Courtney conta que foi porque ela pensou em trai-lo.
FRANCES BEAN, COURTNEY LOVE e o diretor BRETT MORGEN
A morte é outra coisa que não se é focada, o tiro dado, o pós mundo sem o vocalista , tudo vira aquelas legendas de final de filme para contar ao público que fulano agora está vivo ou não...
Prato cheio para quem amava - e ama - a banda, para quem viveu aquela época então será um revival fantástico.
O cara era gênio, pena que morreu tão cedo.
Se você não conhece muito o Nirvana, veja abaixo minhas músicas preferidas da banda :
Título Original: Love letters to the deads Título no Brasil: Carta de Amor aos Mortos Autora : Ava Dellaira Editora Seguinte Número de págs: 337 ISBN: 978-85-65765-41-1
Terminado o livro " Carta de amor aos mortos" ainda me pergunto se gostei do livro . Primeiro que ao ver a capa e saber pouco da sinopse saí comprando o sem pestanejar. Aliás, palmas para Editora Seguinte que fez uma capa linda!
Quando o livro começa a ser lido a impressão que se tem é de que a personagem é super fã de alguns músicos, atores, enfim..pessoas famosas que já se foram e que vai escrever cartas para elas dizendo o como gostaria de tê-las conhecido. É mais ou menos isso, que a professora da protagonista, a as vezes sem sal Laurel , pede aos alunos. A menina de 16 anos realmente o faz, mas se empolga escreve para vários falecidos e nunca entrega as cartas para a professora.
A cada carta endereçada as mais diferentes personalidades ( Kurt Cobain, Amy Winehouse, Judy Garland, Janis Joplin, Jim Morrison , etc) ela nos conta também um pouco da sua história e o que a tal pessoa a quem endereça a carta tem a ver com ela. Tudo, lógico, pretexto para que por exemplo ela conte de Kurt Cobain, líder falecido do Nirvana, que a irmã que também morreu, May, amava a banda . Não é uma nem duas vezes que ela ouve In Utero ( álbum da banda) ou que cita músicas deles. Para quem é fã - como eu! - claro que rola aquele orgulho de " está falando da banda que amo" ou até mesmo um " claro que isso tudo que ela explica para o leitor eu já sabia", mas mesmo assim por muitas vezes não funcionou comigo.
Laurel tem uma obsessão pela irmã que beira a insanidade , ela usa as roupas da irmã, pensa na irmã o tempo todo, e quando a irmã estava viva só queria grudar nela. Achei uma chata essa garota, coitada da irmã dela.
Por outro lado, ler em um livro sobre Slash qde quem sou fã com conhecimento de causa me deixou feliz, a autora ou pesquisou muito ou é realmente fã das pessoas com as quais Laurel " envia" as cartas. Dá gosto ver em um livro falar de Morrison mas pode soar bobo imaginar alguém escrevendo cartas ao cantor do The Doors para contar sobre o namorico da escola.
Sky, o namorado de Laurel, é tão confuso quanto ela, por isso combinam. Os pais dela também agem como motivos para anos de análises, o pai pouco fala, a mãe saiu de casa e " abandonou" todos, isso em um momento onde é comum as famílias se unirem.
Laurel sofreu dois traumas referentes a irmã - e isso não posso contar porque estraga a graça de ler o livro - e apesar da autora ter caprichado no quesito " motivos de sobra para enlouquecer" em algumas partes as cartas começam a ficar sem sentido. Seria melhor se ela escrevesse um " Querido diário".
Pontos altos da leitura destaco o casal de amigas que se curte Hannah e Natalie e também adorei Tristan o amigo que ama o Guns n´Roses!
A autora escolheu misturar a vida dos artistas com a da protagonista, e o final ( dela com Sky e com os amigos) é fofo, mas esperava muito mais do livro.
Quem são os mortos que ela cita? Conheçam alguns deles ;)
Kurt Cobain
Vocalista da banda Nirvana, Kurt Cobain tinha 27 anos quando se matou com um tiro em 1994, era casado com Courtney Love e deixou uma filha Frances Bean.
Jim Morrison
Vocalista da banda The Doors, Jim Morrison foi um um grande compositor também. Seu maior sucesso foi Light My Fire .Nascido na Flórida em 1943 , Morrison foi encontrado morto aos 27 anos em Paris. A causa da morte foi overdose.
Janis Joplin
Janis Lyn Joplin foi uma cantora e compositora norte-americana. Considerada a "Rainha do Rock and Roll", "a maior cantora de rock dos anos 1960" e "a maior cantora de blues e soul da sua geração, morreu aos 27 anos em 1970 vítima de uma overdose de heroína ( em Los Angeles).
Heath Ledger
Heath Andrew Ledger foi um ator australiano. Atuou inicialmente em filmes e na televisão australiana, no início da década de 1990. Em 1998 mudou-se para os Estados Unidos, onde prosseguiu com a carreira e fez filmes de sucesso como O Patriota e Dez coisas que eu odeio em você. Nascido em 1979 ele morreu aos 28 anos vítima de uma overdose de remédios.
River Phoenix
O ator americano irmão de Joaquim Phoenix tinha apenas 23 anos quando passou mal na saída de uma boate na qual Johhny Depp era o dono. Vítima de overdose ele não resistiu .
O garoto do rosto perfeito encantou muitas meninas na década de 90 em papéis como Conta Comigo e Garotos de Programa.
Judy Garland
Certamente você se lembrou na foto ao lado quem foi Judy. Atriz que fez Dorothy em O Mágico de Oz e mãe de Liza Minelli, morreu aos 47 anos de overdose de remédios controlados.
Amy Winehouse
A cantora inglesa encantou multidões com sua voz perfeita mas também assustou o mundo quando começou a beber e se drogar demais e emagreceu na mesma proporção.
Morreu de overdose aos 27 anos no dia 23 de julho de 2011.
Título original : Heavier than heaven Título no Brasil : Mais pesado que o céu Biografia de Kurt Cobain Autor: Charles R. Cross Editora : Globo Formato lido : E-book Aparelho : Kindle Número de págs do livro impresso: 450
Quando o Nirvana começou a estourar nas paradas de sucesso e
consequentemente no Brasil eu tinha 13 anos, era completamente
apaixonada pelos Guns n´Roses, Bon Jovi e Metallica. Mas aí na escola
todo mundo começou a ouvir as bandas de Seattle, era o tal movimento
grunge, as roupas eram quadriculadas, homens usavam saias e quem não
soubesse uma música do Nirvana era um E.T! A MTV tocava " Smell like
teen spirit" a todo vapor, o albúm com o bebê pelado atrás da nota de
dólar na piscina estava em todas as casas, eu gostava tanto da voz de
Kurt Cobain e daquelas letras meio depressivas que logo virei fã.
Comprei todos os cds, revistas que tivessem eles na capa e um imenso
poster. Naquela época não me lembro de falarem muito aqui no Brasil do
vício dele, falavam sim do relacionamento dele com os fãs, com a ´mídia e
com a esposa. Uns a amavam, outros a odiavam, e a comparavam com Yoko
Ono.
Foi então que descobri que meu ídolo maior Axl Rose odiava Kurt, como
boa fã passei a gostar da banda mas não do Kurt, por motivo inexistente,
apenas por imaturidade de apoiar um ídolo .
O livro de Charles Cross para mim foi um revival, eu vivi tudo aquilo,
eu lembro das apresentações nas premiações, lembro das pessoas
comentando no outro dia na escola, já que naquela época não haviam
compartilhamentos de vídeos no Facebook, mas sim a MTV, era o máximo
tudo que aparecia ali, cada clip novo, cada entrevista com Kurt era a
glória, já que ele quase nunca aceitava falar com os jornalistas.
Já li inúmeras biografias de roqueiros, e não lembro de nenhuma que
tenha me impressionado mais que essa. Nâo que as biografias de Slash,
Mick Jagger, Sid Vicious tenham sido light, mas não tinha ideia de como
Kurt sempre foi além de um dependente químico uma pessoa imensamente
perturbada por seus fantasmas do passado.
Ele se droga em todas as páginas, ele tem hábitos estranhos desde
sempre, senti nojo ao saber que ele gostava de ver as pessoas vomitando,
que não escovava nunca os dentes e fiquei impressionada no como a
heroína lhe fez de refém. A droga controlou sua vida, por mais que o
amor por Courtney o tenha dado uma sobrevida, já que de acordo com o
livro ela foi a companheira mesmo louquinha que o amava de verdade e que
lhe deu a filha que ele queria.
Do relacionamento doentio com seus pais, sempre fugindo deles porque se
separaram e ele os achava culpado de seus traumas as loucuras que fazia
nos shows, assim como o desdém com que tratava sua vida obcecado pela
ideia de se matar , tudo está no livro.
Dave Grohl, grande desafeto de Courtney Love hoje em dia quase não é
citado, Novoselic é e está em muitos acontecimentos relatados.
Perdi a conta de quantas vezes ele teve overdose, de quantas vezes ele
quis morrer... e pelo que vimos mesmo que ele não tivesse dado fim a sua
vida com aquele tiro em 1994, ele teria morrido de overdose.
Amo as músicas do Nirvana, adoro as letras de Kurt Cobain e sempre farão parte de uma parte que amo lembrar de minha vida.
Pena que eu não tenha ido no show dele que fez no Brasil e que ele tenha
desperdiçado a vida dele se drogando , um gênio desses merecia um final
mais feliz.