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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Menina que via Filmes: Coringa [Crítica]


Título Original: Joker
Título no Brasil: Coringa
Data de lançamento: 3 de Outubro de 2019
Duração: 2h e 1min
Direção: Todd Phillips
Elenco: Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Frances Conroy, Brett Cullen e Zazie Beetz
País: EUA
Ano: 2019
Gênero: Drama
#205
por Bernardo Freitas


Apresentando uma visão excepcional de um personagem que já foi representado várias vezes no cinema, Coringa apresenta um dos vilões mais famosos dos quadrinhos em seu primeiro filme solo, que consegue ser tão bem desenvolvido por Joaquin Phoenix, quanto as representações impecáveis e eternizadas de Heath Ledger e Jack Nicholson.
O longa acompanha a vida de Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), um aspirante a comediante que tem alguns problemas mentais. Desde pequeno, sua mãe, Penny Fleck (Frances Conroy), o convenceu de que ele veio ao mundo para trazer felicidade para as pessoas. Desde então, ele tem o objetivo de finalmente realizar esse desejo, e fazer com que as pessoas riam de suas piadas. Ao longo do filme, vamos acompanhando alguns de seus problemas mentais, como sua risada patológica e seus instintos violentos, que mais tarde, viriam a serem explicados como resultado de um trauma na infância.
Quando finalmente percebemos que o filme não se trata de uma adaptação de quadrinhos com o intuito de introduzir um mocinho e um vilão, o bem ou mal ou o certo e o errado, e sim uma adaptação humana de um personagem, percebemos que Coringa não é sobre um vilão de um universo de super-heróis, e sim um homem que poderia muito bem estar vivendo entre nós nesse exato momento. Arthur Fleck é uma vítima da violência, uma vítima da sociedade e uma vítima do estado. Negligenciado desde sua infância, ridicularizado por todos que cruzam seu caminho durante toda sua vida, e tendo seus direitos como um cidadão retirados dele, percebemos o quão próximo estamos da vida de Arthur Fleck.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Menina que via Filmes: A pé ele não vai longe [Crítica]


Título Original: Don’t Worry, He Won’t Get Far On Foot Título no Brasil: A pé ele não vai longe Data de lançamento 27 de dezembro de 2018 (1h 53min) Direção: Gus Van Sant Elenco: Joaquin Phoenix, Jonah Hill, Rooney Mara mais Gêneros Drama, Biografia Nacionalidade EUA
#241
por Raffa Fustagno

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Menina que via Filmes : Homem Irracional [Crítica]

Título Original : Irrational Man
Título no Brasil: Homem Irracional
Dirigido por Woody Allen
Com Joaquin Phoenix, Emma Stone, Parker Posey mais
Gênero Drama , Suspense , Romance

Nacionalidade EUA
Ano : 2015
























Quando vou ao cinema ver algo de Woody Allen as expectativas são muito altas. O diretor e roteirista costuma fazer filmes que marcam na memória diálogos impagáveis, e finais surpreendentes. 
Acreditem, por isso mesmo, é uma dor para mim que sou fã informar lhes que esse filme foi bem abaixo do que esperava de Woody.
Abe Lucas ( Joaquin Phoenix, sempre ótimo atuando) é um homem depressivo, bebe sempre que pode não se importando se é conveniente , ele acaba de ser transferido para trabalhar no curso de Filosofia em uma Universidade conceituada. Famoso por ter escrito um livro sobre o tema que foi um sucesso, Abe não vê muita graça nem no que no escreveu.
Ao chegar no local novo praticamente é devorado pela esposa e também professora de um dos docentes , Rita ( Parker Posey) não se intimida em se oferecer a ele tarde da noite e sonha que ele fuja com ela para Espanha. Começa aí a primeira pitada de Allen, um professor que convive com os demais professores e que conhece o marido de Rita mas não se importa de dormir com ela e ir trabalhar tranquilamente no outro dia.
O namoro com Rita não lhe empolga em nada também, é um parto para que ele sinta prazer na cama, chegando a falhar no início.
Na outra ponta da história temos Jill ( Emma Stone) , a personagem mais insuportável de todo o filme. Aqui explico : ela tem um namorado fofo que a ama de verdade, a chatonilda começa a dar em cima do professor mesmo tendo compromisso, quando ele pergunta ela responde que não está pronta para um relacionamento monogâmico. Mas isso o namorado dela que pretende até se mudar com ela para Londres, não faz ideia!
Claro que eles vão ter um caso...mas não achem que os namoricos do professor são o principal do filme, eles levam a uma inversão de valores que chega a aumentar com o tempo.

Abe só se sente bem quando coloca na cabeça que tem que acabar com a vida de um juiz que está fazendo mal a uma mulher que ele mal conhece, mas que ouviu sua conversa em uma restaurante.
Começa aí o mote para o crime....a mocinha chata para caramba termina com o namorado legal para ficar com o professor cheio de problemas e psicopata, mas fica cheia de moral em suas conversas.
O final surpreendente não é definitivamente o que eu queria que fosse, e o filme não tem cenas memoráveis. 
Um dos filmes mais fracos que assisti do diretor. 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Menina que via filmes : Era uma vez em Nova York [Crítica]

Título Original : The Immigrant
Título no Brasil: Era uma vez  em Nova York
Direção : James Gray 
Ano : 2013
Elenco : Marion Cotillard, Joaquin Phoenix, Jeremy Renner
Gênero : Drama
País : EUA
Idioma : Inglês e Polonês
Censura : 14 anos
Duração : 2h 




Em 1921, as irmãs polonesas Magda (Angela Sarafyan) e Ewa Cybulski (Marion Cotillard) partem em direção a Nova Iorque, em busca de uma vida melhor. Mas, assim que chegam, Magda fica doente e Ewa, sem ter a quem recorrer, acaba nas mãos do cafetão Bruno (Joaquin Phoenix), que a explora em uma rede de prostituição. A chegada de Orlando (Jeremy Renner), mágico e primo de Bruno, mostra um novo amor e um novo caminho para Ewa, mas o ciúme do cafetão acaba provocando uma tragédia.









Esse filme foi um ótimo exemplo de que não devemos acreditar na crítica sempre. Todas que li deram nota baixa para o filme e debocharam da atuação de Marion Cotillard e Phoenix. Devo confessar que sou muito fã dos dois - principalmente dela - e que quis ver de perto se realmente a atuação deixava a desejar.
Não deixa, os dois estão perfeitos no papel. Ewa ( Marion ) e sua irmã Magda estão para entrar nos EUA vindas da Polônia durante a Primeira Guerra Mundial, elas perderam os pais que foram mortos por soldados e só tem uma a outra em um país que está destroçado. Em busca de uma nova vida elas encaram dias de uma viagem de navio em condições animalescas para chegarem ao sonho americano . Na entrada Magda é barrada por estar com tuberculose. Ewa também é barrada por estar sozinha e de acordo com o policial por ninguém ter encontrado seus tios que vivem lá.
Desesperada ela encontra em Bruno ( Phoenix) um judeu inescrupuloso , a única chance de conseguir não ser deportada, e se junta a ele em uma ida sem a menor ideia do que verá pela frente. 
Ao chegar no apartamento já temos ideia do que ele é : cafetão. Vive de explorar moças que assim como Ewa estão ilegais nos EUA e que precisam muito do dinheiro.

Na mesma hora o sentimento que nos dá - pelo menos em mim - é para ela voltar atrás e pedir para voltar para Polônia, afinal antes morta do que prostituir-se. Mas Ewa não pensa nela e passamos a entender que tudo que faz é por amor não a si, mas pela irmã que quer libertar do hospital e juntas encontrarem uma nova vida.
Entre a maldade e a inocência, Ewa vai sentir o como uma cidade pode ser cruel e até mesmo sua família lhe virará as costas . O filme conta também com a participação de Jeremy Renner , no papel de Orlando o primo de Bruno que é mágico e vai disputar o amor de Ewa.

Forte e dramático o filme pode parecer um pouco parado para quem curte ação, mas para quem gosta de histórias baseadas em reais ( não somente em uma pessoa que existiu mas em situações que eram muito comuns na época) é uma grande chance de ver um bom filme com atuações maravilhosas. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Menina que via filmes : Ela [Crítica]

Título Original : Her
Título no Brasil : Ela
Direção : Spike Jonze
Elenco : Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson,  Amy Adams
Gênero : Drama, Romance 
Ano : 2013
País : EUA
Idioma : inglês
Censura : 14 anos
duração : 2h 6 min






Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.


"Ela" é um filme para se fazer pensar, em época de tecnologia ao excesso, muitos de nós deixamos de fazer as coisas cara a cara para optarmos por algo digital, algo mais frio. Quantos de nós pararam de ir ao cinema porque tem a facilidade de verem o filme em um Netflix da vida? Para os inseguros, os tímidos, isso é um sonho, para a humanidade um passo atrás no quesito interação.
No filme conhecemos Theodore ( Phoenix) um profissional em escrever cartões pessoais, sim , a profissão dele é fingir que é a pessoa que o contrata e escrever um cartão para a pessoa amada daquela pessoa. Frio? totalmente. Mas nos tempos dele, super comum. 
Recém divorciado da personagem de Rooney Mara ( tão bonita que até estranhei! já que sempre fico com ela em " Os homens que não amavam as mulheres" na cabeça ) ele sofre e não quer assinar o divórcio. No dia a dia ele faz sexo por telefone, nada que não ocorra hoje em dia, no entanto ele testa um novo método de contato, ele contrata um serviço onde " conhece Samantha" um sistema que vai ajudá-lo a resolver problemas.







No início ela lhe dá dicas de como se vestir, do que falar e de como arrumar uma namorada, até que ele se apaixona pela tal voz, a voz no filme é de ninguém menos que Scarlett Johansson, ela não aparece em momento algum, mas dá um show no filme como a mulher robô.
Emoções, dúvidas e situaçõe bizarras vão nos deixar com a pulga atrás de orelha nos perguntando até quando é saudável essa relação com o virtual?
Campeão de melhor roteiro original do ano, o filme é muito bom. Vale a pena ser visto.