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sábado, 24 de dezembro de 2016

Menina que via Filmes: Animais Noturnos [Crítica]

Título Original: Nocturnal Animals
Título no Brasil: Animais Noturnos
Baseado no livro de Austin Wright
Roteiro adaptado de Tom Ford
Data de lançamento 29 de dezembro de 2016 (1h 57min)
Direção: Tom Ford
Elenco: Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon mais
Gêneros Drama, Suspense

Nacionalidade EUA










Começo esse primeiro parágrafo já avisando que apesar do ano estar acabando foi um dos melhores filmes que assisti em 2016. 
Lamentei muito não ter lido o livro Tony & Susan no qual o roteiro é adaptado, já tive o livro mas acabei sorteando em algum evento da Menina.
Agora vamos ao filme, vale avisar que o início é incômodo, mulheres totalmente nuas com roupas de cheerleaders - para gente lembrar paquitas na terceira idade- aparecem dançando, a cena leva um bom tempo, todas são acima do peso, mas aqui cabe lembrar que eu não curto cenas com muitos nus, tirando as horas de relações sexuais que tem contexto para nudez, as demais me incomodam, mas é isso que se quer, elas dançam em uma galeria de arte onde a protagonista Susan ( Amy Adams, esplendorosa como sempre!) é uma especialista em arte e vive em uma casa super luxuosa, rodeada de empregados. Seu marido quando aparece é tão lindo quanto ela, interpretado por Armie Hammer, representa o homem que está mais preocupado com os negócios do que com a família, ou seria somente com a esposa?
Nesse contexto somos inseridos à vida dela antes de se casar com o atual marido e isso tudo começa quando ela recebe uma caixa com o manuscrito de um livro que será lançado em breve pelo ex marido Edward ( Jake Gylhenhaal). Enquanto Susan lê  a história o diretor Tom Ford - ele mesmo um dos maiores estilistas do mundo que lindamente agora é diretor deixando ótimas impressões - nos coloca agora no livro, Tony ( também interpretado por Jake) é um pai de família que só quer chegar com sua esposa ( Isla Fisher) e a filha adolescente até outra cidade, no meio do caminho eles esbarrarão com uma gangue liderada por Ray Marcus e a partir daí a tensão começa. Enquanto Susan lê o livro cujo a esposa tem seu nome, ela vê um Edward no papel do protagonista sofrido Tony, a cada página lida o espectador sente a tensão que existe e leva sustos quando ela parar de ler, porque então a cena "congela".
Intenso e cruel, Animais Noturnos é sobre vingança, sobre sofrer e sobre o mundo dar voltas. Ao conhecermos a história escrita por Edward também conhecemos o como Susan e ele se conheceram e se casaram e como foi o término.
Não há muito tempo para pensar, em um elenco composto de excelentes atores assim como os principais, há destaque para uma ótima Laura Linney em uma participação especial como a mãe de Susan e um xerife que sabe que está prestes a morrer e não tem nada a temer vivido por Michael Shannon ( o Zod de Batman vs Superman, visivelmente mais magro para o papel). 
Não há limites para maldade e para cobiça, para traição e pro retorno, e não que seja nessa ordem mas o filme é de uma realidade que assusta, como seres humanos somos extremamente egoístas e muitas vezes maus. Pode chocar os mais sensíveis mas é um soco na boca do estômago as cenas finais.
Animais Noturnos merece todas as estrelas do mundo e digo mais: a atuação de Jake é digna de Oscar. 
Assistam e me contem o que acharam. Agora vou querer ler o livro com certeza!

*Esse filme foi assistido em cabine de imprensa no Kinoplez São Luiz em dezembro de 2016 um oferecimento da Universal Pictures. Agradecimentos à Aliança de Blogueiros RJ. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Menina que via Filmes: Sully - O Herói do Rio Hudson [Crítica]

Título Original: Sully
Título no Brasil: Sully - O Herói do Rio Hudson
Data de lançamento 1 de dezembro de 2016 (1h 36min)
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney mais
Gêneros Biografia, Drama

Nacionalidade EUA











Em 2009 um avião da U.S Airways que faria um voo de NY até Charllote na Carolina do Norte não chegou a voar muitos minutos, pois teve um pouso forçado no Rio Hudson. Parece conto da carochinha se dissermos que todas as 155 pessoas que estavam nele nada sofreram, além do trauma.
É essa história que tem Tom Hanks no papel do piloto Sully, o homem por trás do pouso heroico e ainda traz Clint Eastwood o dirigindo, o resultado só poderia ser esse mesmo, um filme com cheiro de Oscar, apesar das críticas negativas da sempre chata nata de críticos ( não me enquadro nisso <3!). 
A cena mais esperada por todos demora a acontecer, e isso é uma das melhores tiradas do filme, sabemos que teve o pouso, que ninguém morreu mas agora a companhia quer achar uma falha humana para diminuir a indenização das vítimas, e coloca 3 advogados inescrupulosos para isso, que ao invés de verem o piloto como um herói o acusam de ter optado pousar no rio quando tinha outras opções. 
TOM HANKS ( á esquerda), O AVIÃO POUSADO E OVERDADEIRO SULLY
Um Tom Hanks modesto e calmo até demais dá o tom que precisamos para entender que o piloto só queria cumprir seu dever, carregar pessoas com segurança e fez o melhor que pôde para salvar a vida delas. Foram 40 anos pilotando e ainda queriam jogar a culpa na conta dele. Clint dirige como nunca, é impressionante como as cenas se encaixam de uma maneira magnífica e os atores estão muito bem nos papéis. Caso de Aaron Eckhart como o co -piloto Jeff Skiles.
Toda a emoção do impacto na água, o antes do voo, os passageiros que iam perder o voo mas conseguiram embarcar, criança, idosos, ao espectador fica o nervosismo em saber que aquele voo não chegará ao seu destino, para os que sabem a história tem pelo menos a certeza de que não tivemos mortes, mas há os que não se recordam e ficarão apreensivos em saber se de fato terá vítimas e o que aconteceu com o avião depois.
O sentimentalismo só acontece mais no final quando temos o veredito sobre o caso, e o papel de mulher megera fica para Laura Linney como a esposa do piloto. Não sei se todos tiveram a impressão mas ela só se preocupava com o dinheiro que ele perderia sem voar, não a vi muito como uma mulher que apoiava o marido. Mesmo que a verdadeira apareça no final do filme, e amo isso em filmes baseados em fatos reais, dar cara aos personagens da vida real.
Um filme maravilhoso, que só aumentou meu medo de voar de avião, mas que vale muito à pena ser assistido.

* Esse filme foi assistido na cabine de Imprensa no Kinoplex São Luiz no dia 21 de novembro um oferecimento da Warner Bros. 
Agradecimentos à Aliança de Blogueiros RJ pelo convite. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Menina que via Filmes: O Mestre dos Gênios [Crítica]

Título Original ; Genius
Título no Brasil: O Mestre dos Gênios
Data de lançamento 20 de outubro de 2016 (1h 44min)
Direção: Michael Grandage
Elenco: Colin Firth, Jude Law, Nicole Kidman mais
Gêneros Biografia, Drama

Nacionalidades Reino unido, EUA










Imagina um filme onde conhecemos um dos maiores editores que esse mundo já viu, imaginou? Para fãs de livros como nós é um super presente conhecer mais sobre Max Perkins ( ainda mais quando ele é interpretado pelo crush de uma vida: Colin Firth).
Passado na época de crise de 29, em meio a quebra da bolsa de NY, Max é um homem rico, sua editora está bombando porque ele "só" foi o culpado por descobrir autores talentosos como F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway.  Focado mais em sua experiência intensa com um outro autor que marcou sua vida para sempre: Thomas Wolfe ( interpretado brilhantemente por Jude Law). O jovem que entra em seu escritório pronto para levar outro não se surpreende ao ver que Max acredita em seu talento e irá publica-lo mas a maior barreira de Wolfe era seus comportamento. Intenso em tudo que fazia ele falava demais, amava demais e deixava de amar na mesma proporção. Uma briga eterna era cortar qualquer parte de seus livros, e com isso eu digo que ele queria publicar na íntegra um livro de 5 mil páginas. 

O problema é que da mesma forma que Wolfe era genial e de fato fez muito sucesso de crítica e público com seu primeiro livro publicado Look Homeward. Angel ele também era insuportável com suas manias, o oposto de Max que era um pai de família zeloso e apaixonado pela esposa ( Laura Linney está no filme como a mulher de Max, em ótimo momento) enquanto Wolfe não respeitava nem a mulher que abandonou tudo por ele e o sustentou quando não tinha nada, Aline ( Nicole Kidman, maravilhosa como lhe é habitual).
O processo de edição, o tempo que demorava a ser publicado, tudo está no filme que nos insere de forma magnífica nas dores e delícias da profissão dos dois personagens.
Wolfe como sabemos, faleceu muito jovem aos 38 anos de tuberculose no cérebro. Suas poucas obras publicadas venderam ainda mais após sua morte. Um filme muito interessante para quem ama o mundo de livros incluindo sua publicação.
Apesar de não aparecer no filme, o editor mais famoso do mundo Max Perkins morreu aos 62 anos de pneumonia, ele tem um aneta que é escritora.
Assistam, vocês vão amar. 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Menina que via filmes : Sr. Holmes [Crítica]

Título Original: Mr. Holmes
Título no Brasil : Sr. Holmes
Lançamento 13 janeiro 2016 -  (1h44min) 
Dirigido por Bill Condon
Com Ian McKellen, Laura Linney, Milo Parker mais
Gênero Drama , Policial

Nacionalidade Reino Unido , EUA











O personagem todos conhecemos, afinal o detetive mais famoso do mundo já teve muitos autores excelentes o interpretando. Dessa vez é o gigante inglês Ian McKellen que o interpreta em uma versão vintage, aos 92 anos. O ator tem na vida real 78 anos mas como é ótimo atuando nos convence muito bem nos anos a  mais.
Longe da jovialidade que estamos acostumados, entra em cena um recluso Holmes, que mora em uma casa com apenas a governanta ( a ótima Laura Linney) e seu filho Roger ( Milos Parker). Ele passa os dias tentando finalizar uma história que a memória falha já não lhe ajuda mais, cuidando de um apiário e contando histórias ao interessado Roger que o tem como figura paterna. 
Um pouco parado no começo mas pegando ritmo conforme o filme vai passando, Sr . Holmes encanta não somente pela amizade entre o aposentado e o menino, talvez por terem escolhido o ator certo e um roteiro apropriado para faze-lo brilhar, as percepções de detetive de Holmes estão nas mais simples coisas, até mesmo quando a governanta sempre de mal com a vida mente que foi a um lugar mas foi a outro. 
Há flashblacks sobre um caso que traumatizou Holmes porque ele não percebeu que uma pessoa morreria, e é nele que focam boa parte das lembranças que ele divide com o menino.
Ator de muitas facetas e dominando as cenas como lhe é comum, Ian McKellen não foi indicado ao Oscar por mais uma vez, descaso da Academia que não lhe deu a estatueta merecida até hoje. 
Vale a pena ver esse filme. Me emocionei em pelo menos 2 cenas.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Menina que via Filmes : A Família Savages [Crítica]





























Título Original : The Savages
Título no Brasil : A Família Savage
irigido por Tamara Jenkins
Com Laura Linney, Philip Seymour Hoffman, Philip Bosco 
Gênero Drama , Comédia dramática

Nacionalidade EUA
Ano : 2007
Formato visto : Netflix 

Há filmes que nos deixam pensando depois de assisti-los, e esse certamente é um desses. Ainda não passei por isso com meus pais que estão na casa dos 60 anos, mas meus avós sim. E me comoveu muito ver um filme onde tudo ainda pode acontecer com você e para você.
Em " A Família Savages" dois irmãos que moram cada um em um estado - ela em NY, ele em DC - voltam a se falar todos os dias porque recebem uma ligação de uma vizinha. O pai deles - que em momento  algum nos é relatado exatamente o como ele era , só se deixa a entender -  está velho, tem agido de forma irracional e agora sua esposa morre , os filhos dela chamam os dois irmãos para que o busquem.
Confuso? Nem tanto...Lenny Savage ( Philip Bosco) criou os dois filhos Jon ( Philip Seymour Hoffman) e Wendy ( Laura Linney) depois que a esposa abandonou a todos. Não sabemos exatamente que tipo de pai ele foi,mas os irmãos volta e meia falam o como ele não foi o mais bacana de todos. Vinte anos atrás - quando os irmãos provavelmente já estavam  saindo de casa - ele se juntou com uma senhora viúva que era mãe de dois outros filhos. A casa era dela, ela que tinha um enfermeiro que tomava conta dela... os filhos viviam suas vidas infelizes sem nem visitar o pai.
Wendy ama roubar material de escritório do local que trabalha, conta as horas para ir para casa e tem um caso com um homem 19 anos mais velho, feio e casado! Jon vive como jornalista, em um apartamento abarrotado de livros, dá aulas e é apaixonado por uma moça que não é americana, o visto dela vai vencer e ele prefere vê-la indo embora do que se casar com ela porque não está pronto, palavras dele...
Quando os dois são obrigados a buscarem  o pai - já que a casa não era dele e os filhos da esposa de Lenny não querem vê-lo nem pintado de ouro- começa a história. O pai dá muito trabalho, não aceita usar fraldas, grita, e as vezes mal reconhece os filhos.
Jon arruma um asilo que aceita o seguro saúde do pai mas Wendy se sente culpada de abandoná-lo em um lugar sem amor. 

São dilemas que os filhos passam, mas que sabem que não tem como continuarem trabalhando se o pai não se porta bem ficando em casa sozinho.
Comovente, forte e com atuações espetaculares, é filme para se aplaudir, uma pena que Philip Seymour Hoffman tenha nos deixado tão cedo, que grande ator!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Menina que via filmes : Um final de semana em Hyde Park [Crítica]

Título original : Hyde Park on Hudson 
Título no Brasil : Um final de semana em Hyde Park
Direção : Roger Michell
Elenco  : Bill Murray, Laura Linney Olivia Colman
Ano  de produção > 2012
Gênero : Drama/ Romance
Baseado em uma história verídica
País : Reino Unido
Idioma : Inglês
Censura : 12 anos
Duração : 1h 35 min


  Em junho de 1939, o Rei George VI (Samuel West) e sua esposa, a Rainha Elizabeth (Olivia Colman), fizeram uma visita à propriedade do presidente Franklin D. Roosevelt (Bill Murray) no Hyde Park, Nova York. Enquanto isso, o chefe de estado norte-americano se apaixona cada vez mais de sua prima e amante eventual, Margaret Suckley (Laura Linney). Nenhum monarca britânico havia visitado os EUA antes e Roosevelt espera unir forças com o Reino Unido, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

 Se alguém conseguir me explicar porque a crítica fala tão bem desse filme, me falem. Para vocês verem como eu amei, o filme tem somente 1 hora e 35 minutos e dei algumas cochiladas com meu namorado me acordando eventualmente.
A vontade de ver o filme, veio desde que este foi apresentado no Festival do Rio do ano passado, não sei explicar porque demorou tanto para passar em grande circuito , mas agora acredito que a melhor opção teria sido lançá-lo em dvd!
A história é baseada em um caso verídico, com 100 anos, Margaret morre nos EUA e com elas são encontradas cartas narrando seu romance com o presidente americano Roosevelt ( interpretado muito bem por um irreconhecível Bill Murray) . Dessa história que foi lançada em livro na terra do tio Sam, fizeram esse filme.
Bom, a história não tem nada demais, Margaret ( Laura Linney) era prima afastada do presidente, se torna amante dele que mesmo todo trabalho na doença arruma tempo para mulher oficial, para a prima que é amante e para quem mais quiser. O presidente garanhão tem até um acordo com a imprensa para não ser fotografado por eles quando estiver com ela ou em trajes de banho. Bons tempos aqueles, né Roosevelt? Hoje o beijo na prima iria estampar as capas de jornais e teríamos até vídeo bombando no You Tube.
Mas naquela época por mais que jamais fosse aceito esse comportamento,ainda mais de um homem que antes de segunda guerra tem encontros com o Rei da Inglaterra para se tornar aliado, o pano de fundo passa a ser as questões políticas e o história foca na moça sem graça que viveu uma paixão com o primo casado e famoso.
Filme é chaaaaaaaaaaato! Dá um sono, e sinceramente poderia ser um especial de tv pois nem acho que essa história seja um marco para ser contada e passar no mundo inteiro. Mas americano ama isso, esse lance de presidente ser infiel, de querer saber o que rolava entre ele e a amante, para mim, sinceramente não me interessou, escolhi tanto o filme do final de semana e acabei vendo esse fraquinho.