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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Menina que via Filmes: Operação Final [Cítica com Spoilers]


Título Original: Operation Finale Título no Brasil: Operação Final Direção de Chris Weitz Elenco: Oscar Isaac, Melanie Laurent, Ben Kingsley Original de Netflix
#179
por Raffa Fustagno

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Menina que via Filmes: O Retorno do Herói [Crítica] Festival Varilux 2018

Título Original: Le Retour du Héros
Título no Brasil: O Retorno do Herói
Data de lançamento 20 de setembro de 2018 (1h 30min)
Direção: Laurent Tirard
Elenco: Jean Dujardin, Mélanie Laurent, Noémie Merlant mais
Gêneros Histórico, Comédia

Nacionalidade França
#100







por Raffa Fustagno


O último filme que assisti no Festival Varilux desse ano não poderia ter outra pessoa, senão meu ator favorito francês, ganhador do Oscar: Jean Dujardin.
Famoso por fazer papéis em que é um tremendo canastrão, dando golpes ou dormindo com o máximo de mulheres - e as vezes homens como em Os Infiéis - do elenco, Dujardin volta na pele do Capitão Neuville. Passado no início de 1800, logo na primeira cena ele se prepara para ir até a casa de uma rica família da região, onde pedirá  a mão de Pauline ( Noémie Merlant) em casamento. Acontece que o pilantra é chamado para a guerra e deixa a moça prometendo lhe mandar cartas diárias, passados 3 anos, ele nunca mandou nenhuma. Em depressão a moça não come mais e se arrisca em uma forte chuva onde pega uma pneumonia e o médico avisa que somente ela pode não permitir que morra, já que está sem vontade de viver.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Menina que via Filmes : Respire [Crítica]

Título Original : Breathe
Título mo Brasil : Respire
Dirigido por Mélanie Laurent
Com Joséphine Japy, Lou de Laâge, Isabelle Carré mais
Gênero Drama

Nacionalidade França
Ano : 2014






















Entrei no cinema esperando um novo Azul é a cor mais quente , felizmente me enganei. Assim como o filme citado ele é excelente mas foge do longa de meninas que se apaixonam e querem viver uma paixão.
Ali temos duas personagens de vidas diferentes mas tão atormentadas quanto.  Charlene que no filme é chamada de Charlie ( Joséphine Japy) é uma ótima aluna, vive em sua casa de classe média com sua mãe que volta e meia tem recaídas pelo pai que a agride. Ele é um homem violento com a mãe e carinhoso e liberal com a filha de 17 anos. Tão liberal que a incentiva que beba e fume. Em sua casa não falta nada a não ser respeito da mãe por ela mesma que permite estar nessa relação há anos.
Na escola ela conhece Sarah ( Lou de Laâge) , uma menina bem mais bonita que ela, atraente que ama sair para beber e fazer tudo de errado como fumar tudo que é ilegal. As duas passam a ser unha e carne, dormem juntas na mesma cama, fogem dos meninos e se arriscam à noite. Para o espectador fica o aguardo do momento em que as duas terão um caso, mas a atriz e agora diretora  Melánie Laurent ( a linda moça de Bastardos Inglórios) nos reserva um destino muito melhor aos personagens.

Charlie fica obcecada por Sarah, não se entende muito se a atração é para o sexo ou para a amizade, mas ela não desgruda dela nem mesmo quando a outra a sacaneia o tempo inteiro. Enquanto ela foge do menino fofo da escola que a ama e sempre lhe defende, Sarah espalha os segredos da outra por toda as escola e faz da vida dela um inferno.
Nota-se ali uma diferença básica : a mãe de Charlie não é muito atenta aos sinais de que algo não anda bem com sua filha, ela se preocupa com os ataques de asma mas não conversa com ela para saber o que realmente se passa na cabeça da menina. 
Sarah tem uma mãe problemática e seu maior segredo é esse, mente tanto que até se perde no que é verdade, tem aquela cara de psicopata que dá medo e em certas partes eu já não aguentava mais a inércia de Charlie mediante todas as implicâncias de Sarah, mas depois se nota que nenhuma das duas é muito normal mesmo.

Para o final , não espere nada, porque eu jamais imaginei o que acontece , o título ali faz todo o sentido, como uma cena pode fazer um filme ser tão perfeito? 
Me faltam palavras, mas vibrei tanto com o final que só tenha algo a dizer : vejam!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Menina que via filmes : O homem duplicado [Crítica]

Título Original: Enemy
Título no Brasil : O homem duplicado
Baseado na obra de José Saramago
Diretor: Dennis Villeneuve
Elenco : Jake Gyllenhall, Melánie Laurent, Sarah Gadon, Isabella Rossellini
Ano : 2014
Gênero : Suspense
País : Espanha, Canadá
Idioma : Inglês
Censura : 14 anos
Duração : 1h 30 min




Um pacato professor de história descobre acidentalmente a existência de um sósia seu, um ator, quando assiste a um filme banal. Ele, então, resolve ir atrás de seu duplo, envolvendo sua namorada e a esposa dele, em uma trama de suspense que muda a vida a vida de todos os personagens.







Assistir ao filme O homem duplicado não é tarefa fácil, baseado no livro de José Saramago e publicado em 2002, devo informar que não li o original mas sei que o livro se passa em Portugal, enquanto no filme em questão a ação se muda para Toronto, no Canadá.
A primeira cena do filme já é confusa, Jake Gyllenhall aparece em um local estranho, acompanhado de outros homens , mulheres em roupões de cetim desfilam , depois ficam nuas, uma aranha gigante aparece. Ele senta, coloca as mãos no rosto e vemos uma aliança em uma delas.
Pula para Adam Bell ( Jake) ele mora em um apartamento micro, com poucas coisas e tem uma namorada linda Mary ( a linda atriz francesa Melánie Laurent  de O concerto e Bastardos Inglórios) . Adam é professor universitário , tem um carro velho e é um homem de poucas palavras. Ao conversar com um professor da Universidade o mesmo lhe indica um filme " Querer é poder" que de acordo com ele é um filme muito bom e canadense. Adam aluga o tal filme e se depara com um figurante que é a sua cara em uma das cenas. Ao pesquisar sobre ele descobre que o ator se chama Anthony St. Claire e fica obcecado em ir atrás dele.

Na busca pelo ator que se parece com ele as atitudes de Adam são estranhas demais, a única diferença entre um e o outro é uma barba, mesmo assim quando ele finalmente se encontra com sua cópia percebe que ele também usa uma barba agora e tem uma vida mais rica que a dele, mora em um belo apartamento com sua esposa Helen ( Sarah Godon) que está grávida do primeiro filho do casal.
Helen por sinal é a primeira a ver Adam e a reação dela é mais estranha ainda, o que nos deixa encucados e se perguntando como podem os dois ter a mesma cara, mesmo corpo, mesma voz e uma mesma cicatriz?
O filme não é fácil de lidar, a atuação de Jake é fantástica mas mexe com nosso raciocínio e saímos da sala do cinema com mais dúvidas do que respostas.
Li outras críticas querendo chegar a uma conclusão e a única que vi é que cada um entende de um jeito o conceito que é apresentado no filme, como da dupla personalidade .
Na busca por respostas temos que prestar atenção nos diálogos e o da mãe de Adam ( a sempre diva Isabella Rossellini) pode colocar um ponto final nas interrogações por alguns instantes mas o final é perturbador e bem " a critério do entendimento de cada um".

Não se engane achando que o filme é ruim, porque não é , vale a pena a ida ao cinema mas as dúvidas ficam no ar, e merecem a conversa com outras pessoas que já assistiram.