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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Menina que via Filmes : Joy : O Nome do Sucesso [Crítica]

Título Original : Joy
Título no Brasil : Joy- O Nome do Sucesso
Lançamento 21 de janeiro de 2016 (2h4min) 
Dirigido por David O. Russell
Com Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper mais
Gênero Biografia , Drama , Comédia

Nacionalidade EUA







Joy ( Jennifer Lawrence , maravilhosa e mais uma vez concorrendo ao Oscar!) é uma menina cheia de sonhos, sua mãe passa o dia vendo novelas e mal olha para a cara da filha, sua meia irmã a inveja e implica com ela o tempo todo e seu pai ( Robert De Niro, preciso dizer algo?) se separa da mãe e não para em um casamento que seja. A avó é a única que vê o potencial da moça e acha um absurdo ela ter parado de estudar para cuidar da casa e dos pais. 
Já seu pai acha que ela errou foi quando se casou com Tonny , um cantor falido ( Edgar Ramirez, o ator venezuelano está excelente!). 
A verdade é que agora com 2 filhos para cuidar, o ex marido morando no porão de sua casa, uma mãe que vive um mundo a parte vendo sua televisão e seu pai sendo devolvido pela ex esposa dele, as coisas não poderiam estar piores. Ah sim, podem....Joy ainda trabalha fora e faz todo o serviço de casa. Uma heroína ela.
O filme todo nos compadecemos de como todos que a cercam a exploram de certa forma. E como apesar de ter potencial a sorte não anda do seu lado, ela tem colocado a única casa que moram em mais hipotecas do que imaginou fazer . A razão? Ela é inventora, de um esfregão moderno e como sabe como ninguém como fazer faxina ela crê sem seu produto revolucionário.
O problema é que mesmo conseguindo o patrocínio da nova namorada do pai ( Isabela Rosselini), ela não dá sorte e mesmo convencendo o chefão Neil Walker ( Bradley Cooper) de uma gigante empresa de varejo pela tv, ela se frustra a ver o resultado.
Baseado em fatos reais, Joy é muito mais do que um simples filme, quando se coloca no elenco pessoas que interagem tão bem como o diretor conseguiu. Assim fica fácil para Lawrence se destacar com De Niro duelando na telona em cenas de pai e filha que dão vontade de bater no pai. Dignos de aplausos.
A amizade entre ela e seu ex também é algo considerável no filme, mostrando que nem sempre o apoio vem da família mas de amigos e desconhecidos ( caso de Cooper no filme, ok, que ele tinha interesse ).

Interessante e com uma atuação maravilhosa da nossa eterna Katniss, não tem como não gostar de um filme desses. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Menina que via filmes : O homem duplicado [Crítica]

Título Original: Enemy
Título no Brasil : O homem duplicado
Baseado na obra de José Saramago
Diretor: Dennis Villeneuve
Elenco : Jake Gyllenhall, Melánie Laurent, Sarah Gadon, Isabella Rossellini
Ano : 2014
Gênero : Suspense
País : Espanha, Canadá
Idioma : Inglês
Censura : 14 anos
Duração : 1h 30 min




Um pacato professor de história descobre acidentalmente a existência de um sósia seu, um ator, quando assiste a um filme banal. Ele, então, resolve ir atrás de seu duplo, envolvendo sua namorada e a esposa dele, em uma trama de suspense que muda a vida a vida de todos os personagens.







Assistir ao filme O homem duplicado não é tarefa fácil, baseado no livro de José Saramago e publicado em 2002, devo informar que não li o original mas sei que o livro se passa em Portugal, enquanto no filme em questão a ação se muda para Toronto, no Canadá.
A primeira cena do filme já é confusa, Jake Gyllenhall aparece em um local estranho, acompanhado de outros homens , mulheres em roupões de cetim desfilam , depois ficam nuas, uma aranha gigante aparece. Ele senta, coloca as mãos no rosto e vemos uma aliança em uma delas.
Pula para Adam Bell ( Jake) ele mora em um apartamento micro, com poucas coisas e tem uma namorada linda Mary ( a linda atriz francesa Melánie Laurent  de O concerto e Bastardos Inglórios) . Adam é professor universitário , tem um carro velho e é um homem de poucas palavras. Ao conversar com um professor da Universidade o mesmo lhe indica um filme " Querer é poder" que de acordo com ele é um filme muito bom e canadense. Adam aluga o tal filme e se depara com um figurante que é a sua cara em uma das cenas. Ao pesquisar sobre ele descobre que o ator se chama Anthony St. Claire e fica obcecado em ir atrás dele.

Na busca pelo ator que se parece com ele as atitudes de Adam são estranhas demais, a única diferença entre um e o outro é uma barba, mesmo assim quando ele finalmente se encontra com sua cópia percebe que ele também usa uma barba agora e tem uma vida mais rica que a dele, mora em um belo apartamento com sua esposa Helen ( Sarah Godon) que está grávida do primeiro filho do casal.
Helen por sinal é a primeira a ver Adam e a reação dela é mais estranha ainda, o que nos deixa encucados e se perguntando como podem os dois ter a mesma cara, mesmo corpo, mesma voz e uma mesma cicatriz?
O filme não é fácil de lidar, a atuação de Jake é fantástica mas mexe com nosso raciocínio e saímos da sala do cinema com mais dúvidas do que respostas.
Li outras críticas querendo chegar a uma conclusão e a única que vi é que cada um entende de um jeito o conceito que é apresentado no filme, como da dupla personalidade .
Na busca por respostas temos que prestar atenção nos diálogos e o da mãe de Adam ( a sempre diva Isabella Rossellini) pode colocar um ponto final nas interrogações por alguns instantes mas o final é perturbador e bem " a critério do entendimento de cada um".

Não se engane achando que o filme é ruim, porque não é , vale a pena a ida ao cinema mas as dúvidas ficam no ar, e merecem a conversa com outras pessoas que já assistiram.