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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Menina que via Filmes: Midsommar - O Mal não espera a noite [Crítica]



Título Original: Midsommar
Título no Brasil:  Midsommar – O mal não espera a noite
País: EUA
Ano: 2019
Gênero: terror
Roteiro e Direção: Ari Aster
Distribuidora no Brasil: Paris Filmes
Elenco: Florence Pugh, Jack Reynor, William Jackson Harper, Vilhelm Blomgren, Will Poulter
#199
por Larissa Rumiantzeff

O que você diria se recebesse um convite para passar uma o verão em uma comunidade em um país estrangeiro, cuja língua você não fala e cujos costumes você não conhece?
Normalmente, eu embarcaria feliz. A não ser que a comunidade em questão parecesse saída da novela “A viagem”. De fato, esse filme é uma viagem, e não da variedade escrita por Ivani Ribeiro. Está mais pra ácido mesmo. Uma comunidade regada a substâncias psicotrópicas. 
É o que o filme de terror Midsommar, o mal não espera a noite, propõe. Uma experiência sensorial. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[Resenha] O Regresso @intrinseca + Crítica do Filme

Título Original : The revenant
Título no Brasil : O Regresso
Autor : Michel Punke
Editora Intrínseca
Número de págs : 270
Tradução: Maria Carmelita Dias












O foco de O Regresso poderia ser somente a luta de um homem no século 18 por sobrevivência em um negócio arriscado, enfrentando animais ferozes, índios e outros invasores. Mas o autor fez acertadamente a escolha pelo que move o personagem principal : a vingança.
Mesmo tendo visto o filme antes, me impressionou o como o livro é contado, e obviamente fiz diversas comparações que vocês verão na resenha e na crítica do filme abaixo.
Hugh Glass quando bem novo começa a trabalhar em navios mercantes, mas a embarcação que está é invadida por piratas o que faz com que ele literalmente nade conforme a maré e vire um deles. Quando o lugar onde vivem é todo queimado ele acaba indo viver com índios por um tempo , a contra gosto já que é obrigado a ficar com eles. Mais tarde ele finalmente consegue fugir e agora   ganha a vida matando animais e vendendo suas peles, é famoso na região e seu chefe o adora, que chama de capitão mesmo que na tenha a batente. O livro já nos coloca na situação mais famosa da história, onde Glass luta com uma ursa imensa que querendo defender sua cria o morde em diversos lugares deixando o muito ferido. Começa aí a luta dele pela vida, sem médicos por perto seus companheiros o tratam como podem, então seu amigo e chefe ordena que 2 do grupo cuidem dele até que se recupere , pagando para isso. Um deles será Fitzgerald, o outro será Bringer, um rapaz de apenas 19 anos. O homem na verdade pouco se importa com Glass e o deixa morto -vivo sem nenhuma arma convencendo o covarde rapaz a ir junto com ele. 
Nasce daí uma história de vingança onde ele jura que vai encontrar os que lhe fizeram mal . Revoltado com a traição, a dor que sente dos machucados fica pequena perto de sua ira , ele enfrenta fome, muito frio e outros riscos - humanos e animais  - para chegar atrás de seus agora inimigos.
Baseado em alguns fatos que realmente aconteceram o autor no apresenta um mundo onde era matar ou morrer, e achei bem interessante ele nos explicar o que inventou e o que de fato foi realidade. A intenção dele de contar como era na época do comércio de peles e o que passavam os que trabalhavam para esse mercado é fantástica. Não por acaso o livro virou o filme com um monte de indicações ao Oscar. 
Sugiro que leiam o livro e depois vejam o filme. 


Menina que via Filmes : O Regresso [Crítica]

Título Original : The Revenant
Título no Brasil : O Regresso
Lançamento 4 de fevereiro de 2016 (2h36min) 
Dirigido por Alejandro González Iñárritu
Com Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson mais
Gênero Faroeste , Aventura
Nacionalidade EUA






Como se não bastasse ser uma das melhores atuações de Leonardo Di Caprio, ainda temos de presente uma direção impecável de Iñarritu. Desculpem, mas fica difícil ser neutra quando se trata de um filme sensacional como esse. 
Hugh Glass ( Di Caprio) é um caçador de peles, em pleno ano de 1822 ele tem como ganha pão matar animais e vender suas peles por muita grana. Sempre acompanhado do filho que teve com sua falecida esposa, uma índia, ele tenta se proteger e defender o rapaz que aparenta ter cerca de 16 anos. 
O filme tem uma fotografia belíssima, e por ser filmado em luz natural ganhou ainda mais destaque nas cenas que parecem verdadeiras pinturas. Filmado na Patagônia e no Canadá, o filme mostra o frio que os caçadores passavam para voltarem com algum dinheiro para casa e os perigos que enfrentavam tais como os próprios animais que matavam - e que eu morri de pena o filme todo - , os índios que eram contra eles caçarem e ainda invasores franceses que queriam a grana das peles deles.
Glass se dá mal quando resolve atacar uma ursa com seus filhos, o animal acaba ganhando na luta na cena mais forte - ou pelo menos mais tensa e famosa - do longa. Di Caprio não lutou de fato com um urso , foi tudo feito em computação, mas o diretor como sempre conseguiu fazer com que a cena e sua sequência fossem perfeitas. 
Muito ferido ele ouve do amigo e capitão Andrew Henry ( Domhnall Gleeson) que pede que três pessoas fiquem com ele até que se recupere, ou que se ele falecer que façam um enterro decente. Seu filho é um deles, mais um jovem franzino ( papel de Will Poulter) e o vilão do filme Fitzgerald ( o ótimo Tom Hardy, concorrendo ao Oscar como ator coadjuvante) . 
Sabemos o que irá acontecer, Fitzgerald faz de tudo para que ele seja enterrado o quanto antes e receba o dinheiro prometido, o que vem daí para frente seria muito spoiler e basta informar que a vingança é a maior força dele para sobreviver a lei da " selva".
O DIRETOR IÑARRITU E DI CAPRIO
Há diferenças claras com o livro, a maior delas é que a linda história de amor entre  protagonista e uma índia mãe de seu filho, não existe no livro.  Os relatos da cena do urso e o final também tem bastante diferença. Não sei dizer de qual gostei mais porque na verdade ambos tem suas qualidades e é uma história tão forte que o principal delas é o mesmo : a sede de um homem por vingança e o quanto isso vira combustível até que isso aconteça.
Dos filmes que assisti até o momento dos indicados ao Oscar, esse certamente é meu favorito. A atuação de Di Caprio , a direção de Iñarritu e a fotografia de Emmanuel Lubezki se completam. É para sair da sala de exibição satisfeito, é para não ver o tempo passar e receber muitos Oscars. Assistam, por favor!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Menina que via filmes : Maze Runner- Correr ou Morrer [Crítica]

Título Original : The Maze Runner
Título no Brasil : Maze Runner - Correr ou Morrer
Adaptação da obra de James Dashner
Direção : Wes Ball
Elenco : Dylan O´Brien, Will Poulter, Aml Ameen
Ano  : 2014
Gênero : Ficção, Aventura
País : EUA
Idioma : Inglês
Duração : 1h 54 min





Em um mundo pós-apocalíptico, o jovem Thomas (Dylan O'Brien) é abandonado em uma comunidade isolada formada por garotos após toda sua memória ter sido apagada. Logo ele se vê preso em um labirinto, onde será preciso unir forças com outros jovens para que consiga escapar.






Eu menosprezei Maze Runner, por várias vezes vi o livro a venda e nunca me interessei. Depois de tantas sagas distópicas ruins que me traumatizaram - salvando Jogos Vorazes e O doador de Memórias , é muito difícil eu querer ler um livro do gênero. 
Por esse motivo o filme foi uma grata surpresa e saí do cinema com muita vontade de ler todos os livros.
Em um mundo pós apocalíptico Thomas ( Dylan O´Brien, muito bem no papel) vai parar sabe se lá como em uma caixa, que quando para dá para um mundo surreal só formado por garotos que tiveram assim como ele sua memória apagada. Ele nem lembra quem é ou da onde veio e somente recorda do nome 24 horas depois. Ali, como em todo lugar, tem líderes que explicam como agir, mesmo eles mesmos sendo vítimas das pessoas ou coisas que os colocaram trancados em um lugar onde um labirinto gigante não lhes deixa sair. Muitos já tentaram, todos morreram e alguns treinam há 2 anos um jeito de sair do lugar.

Logo ele vê que suas chances são muito curtas de voltar a ter a vida normal que ele mal lembra como era, então o jeito é trabalhar e conviver com aqueles meninos. 
Gally ( Will Poulter, o britânico excelente de A Família do Bagulho com a diva Jennifer Aniston ) é o malinha da turma, aquele que cria caso com tudo e quer se sua vontade seja cumprida a todo custo.
Entre os riscos do labirinto e uma vida destinada a ficar com aqueles meninos que nem sabem porque estão aqui claro que Thomas vai arriscar tudo com um grupo para sair daquele lugar, o filme tem um ritmo interessante e atuações boas, o final é imprevisível e deixa com vontade de ler os livros todos e aguardar ansiosamente o filme. Recomendo.