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segunda-feira, 7 de março de 2016

[Especial O Regresso] Os Oscars Ganhos @intrinseca

O LIVRO EM QUE O FILME FOI BASEADO
Você certamente acompanhou toda a emoção que foi Leonardo DiCaprio ter ganho o Oscar, certo? E deve estar se perguntando  : Afinal o que essa história tinha de tão especial ?Porque mesmo depois de 5 indicações somente agora ele levou a estatueta?
Para os que não leram o livro e muito menos viram o filme a pergunta pode ficar no ar mesmo, mas assistindo O Regresso a resposta vem em poucos minutos de longa. Leonardo arrasa no papel de Hugh Glass. E sim, nós tínhamos atores fantásticos concorrendo e muitos torciam para que Eddie Redmayne faturasse a estatueta por sua garota dinamarquesa, mas como não dar a DiCaprio um Oscar após ele ter ganho tantos prêmios no papel? E o que mesmo o diferencia dos demais já feitos? 
Quem conhece o ator e acompanha sua histórias sabe que ele já fez papéis memoráveis que a Academia pouco se importou. Foi  o irmão mais novo de Johnny Depp em Gilbert Grape e chamou a atenção de muitos diretores. Um jovem  atormentado em Diário de um adolescente e atuou com grandes nomes como Meryl Streep até o ano de 1997 quando fez seu papel mais conhecido , o de Jack em Titanic . Ganhou fãs no mundo todo e virou o galã que a Academia não curte. Não se intimidou e mesmo assim fez filmes sérios como Gangues de Nova York. Mas foi com O Lobo de Wall Street que o Oscar quase lhe sorriu. Esse ano todos sabiam que DiCaprio tinha feito mais do que poderia pelo papel de Hugh Glass, até mesmo comer carne vermelha que ele não suporta, o ator encarou, tudo para ser o máximo de convincente na atuação. 

Sabemos que a Academia o viu como o melhor dentre os demais, e a meu ver foi muito merecido. DiCaprio tem poucas falas mas seu olhar, gestos e gemidos mostram ao espectador o que um homem é capaz de fazer para se vingar.
Não por acaso o filme também teve 12 indicações, e levou no final 3 Oscars  : Melhor Ator ( Leonardo DiCaprio), Melhor Diretor ( Alejandro Iñarriú) e Melhor Fotografia ( Emmanuel Lubezki) . 
O diretor que já havia ganho em 2015 por Birdman subiu ao palco pelo segundo ano consecutivo , já Emmanuel fez ainda mais bonito, garantindo sua terceira estatueta consecutiva : Em 2014 ganhou por Gravidade, em 2015 por Birdman e agora por O Regresso.
EMMANUEL, DICAPRIO E IÑARRITÚ
Vocês ainda tem alguma dúvida que precisam ler e ver essa história? Uma das ninhas favoritas do ano <3!

terça-feira, 1 de março de 2016

[Oscar 2016] Tudo que rolou no Oscar 2016...

Dia 28 de fevereiro teve Oscar, a torcida por Leonardo DiCaprio mobilizou o mundo inteiro. Para quem não entende a razão, o ator que ficou mais famoso por Titanic, já estava em sua 5ª indicação ao prêmio sem nunca ter ganho, esse ano por O Regresso ele já tinha ganho todos os principais prêmios do cinema ( BAFTA, Globo de Ouro, etc) , mas o Oscar, esse ainda lhe faltava.
Com campanhas nas redes sociais com a hashtag #UnidosporLeo muitos ficaram acordados até duas da manhã para vê-lo receber o sonhado prêmio, e a noite mesmo com algumas injustiças - que são sempre uma marca da Academia - foi linda e emocionante. Confiram o que rolou...














Teve o mito Stallone, nosso eterno Rocky com sua esposa Jennifer Flavin no tapete vermelho. O ator não escondeu sua cara de decepção quando perdeu a estatueta - injustamente, na minha opinião - para Mark Rylance, de Ponte dos Espiões. 
Na internet a opinião era de Sly merecia, ainda mais no Brasil onde ele tem muitos fãs e ficou marcado pelos filmes do Rocky Balboa. Mas não foi dessa vez.














Alicia Vikander, chegou sem Fassbender, muitos falaram mal do vestido dela, mas eu achei lindo e com jeito de Bela ( de A Bela e a Fera) dando um ar romântico a moça que tem traços delicados e faz o tipo mignon. 
Jennifer Lawrence, nossa eterna Katniss Everdeen, parecia desanimada na premiação. Diferente dos outros anos, ela me lembrou eu mesma quando vou a uma festa e só conheço o aniversariante. Sim, ela conhece o Oscar que ganhou por O Lado bom da Vida, mas seus colegas de elenco como Robert De Niro e Bradley Cooper não estavam na cerimônia.
Nem vou falar do vestido que achei que a deixou bem apagada, mas como ela é linda, fica difícil algo deixa-la de verdade feia, não é mesmo?
















Quem estava linda mas com uma roupa que não favorecia seu pouco busto era Saoirse Ronan, a atriz de Brooklyn. Concorrendo na categoria Melhor Atriz ela desfilou sozinha pelo tapete vermelho.
Bom, vamos a alguns prêmios da noite...abaixo vocês terão a lista completa. Alicia Vikander faturou a estatueta por sua atuação em Garota Dinamarquesa, nem ela pareceu acreditar que o Oscar de atriz coadjuvante era dela.
















A gente já pode pular para esse abraço fofo? Essa foi a comemoração de Brie Larsson ao ganhar o Oscar de melhor atriz com sua filho no filme, o Jack, ou melhor o Jacob, fofo demais ele. linda e talentosa ela.














Me desculpem se tirei da ordem, mas também teve uma presentação emocionante de Lady Gaga que no final levou vítimas de abuso sexual ao palco, ela mesma já sofreu com isso e sempre alerta as pessoas, palmas para Gaga.
Uma das maiores injustiças da noite, mas o prêmio de ator coadjuvante foi para Mark Rylance por Ponte dos Espiões, não gostei nada do filme, achei Mark apático, Tom Hanks infinitamente melhor mas não concorrendo, vai entender. Mas achei lindo Spielberg levantar para aplaudir de pé o ator .
Aliás, o próprio diretor não estava concorrendo, somente o filme e o ator coadjuvante, vai entender a Academia, não é mesmo?
Eu queria que fosse para Sly, mas ok, quem sabe outro ano né...






















E aí em cima tem Bri Larsson emocionada e com seu Oscar, e também tem...lógico, vocês já sabem!
tem Iñarritu recebendo Oscar por 2 anos consecutivos como melhor diretor por O Regresso e tem Leonardo DiCaprio sendo aplaudido de pé por todo o teatro por finalmente ganhar seu Oscar.
Leo fez um discurso politicamente correto e importante sobre o aquecimento da Terra, ficou ainda mais lindo ele ter tocado em uma assunto primordial. Palmas em dobro para ele!



















Cenas de uma noite acima. O menino Jacob arrasando, Larsson, e Charlize Theron cujo filme Mad Max que é protagonista papou 6 estatuetas! E claro, Leo de novo, porque ele merece!














Melhor filme ficou com Spotlight, eu adorei o filme mas daria para O Regresso. Se bem que foi lindo ver Mark Ruffalo e Michael Keaton subindo ao palco e comemorando muito.
Mais um ano de Oscar, a lista completa vocês veem abaixo, e ainda estou com sono, mas feliz por DiCaprio ter ganho ;)

Melhor filme
"A grande aposta"
"Ponte dos espiões"
"Brooklyn"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"Perdido em Marte"
"O regresso"
"O quarto de Jack"
"Spotlight: Segredos revelados"



Melhor ator
Bryan Cranston ("Trumbo")
Matt Damon ("Perdido em Marte")
Leonardo DiCaprio ("O regresso")
Michael Fassbender ("Steve Jobs")
Eddie Redmayne ("A garota dinamarquesa")

Melhor atriz
Cate Blanchett ("Carol")
Brie Larson ("O quarto de Jack")
Jennifer Lawrence (“Joy”)
Charlotte Rampling (“45 anos”)
Saoirse Ronan ("Brooklyn")

Melhor diretor
Alejandro G. Iñárritu ("O regresso")
Tom McCarthy ("Spotlight: Segredos revelados")
George Miller ("Mad Max: Estrada da fúria")
Adam McKay ("A grande aposta")
Lenny Abrahamson ("O quarto de Jack")

Melhor canção original
"Earned it", The Weeknd ("Cinquenta tons de cinza")
"Manta Ray", J. Ralph & Antony ("Racing extinction")
"Simple song #3", Sumi Jo e Viktoria Mullova ("Youth")
"Writing's on the wall", Sam Smith ("007 contra Spectre")
"Til it happens to you", Lady Gaga ("The hunting ground")

Melhor trilha sonora
"Ponte dos espiões"
"Carol"
"Os 8 odiados"
"Sicario"
"Star Wars: O despertar da força"

Melhor filme estrangeiro
"O abraço da serpente" (Colômbia)
"Cinco graças" (França)
"O filho de Saul" (Hungria)
"O lobo do deserto" (Jordânia)
"Guerra" (Dinamarca)

Melhor curta de live action
"Ave Maria"
"Day one"
"Everything will be okay (Alles Wird Gut)"
"Shok"
"Stutterer"

Melhor documentário
"Amy"
"Cartel Land"
"The look of silence"
"What happened, Miss Simone?"
"Winter on fire: Ukraine's Fight for Freedom"

Melhor documentário de curta-metragem
"Body team 12"
"Chau, beyond the lines"
"Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah"
"A Girl in the River: The Price of forgiveness"
"Last day of freedom"

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale ("A grande aposta")
Tom Hardy ("O regresso")
Mark Ruffalo ("Spotlight: Segredos revelados")
Mark Rylance ("Ponte dos espiões")
Sylvester Stallone ("Creed")

Melhor animação
"Anomalisa"
"O menino e o mundo"
"Divertida mente"
"Shaun, o carneiro"
"As memórias de Marnie"

Melhor curta de animação
"Bear Story"
"Prologue"
"Sanjay's Super Team"
"We can't live without Cosmos"
"World of tomorrow"

Melhores efeitos visuais
"Ex Machina"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"Perdido em Marte"
"O regresso"
"Star Wars: O despertar da força"

Melhor mixagem de som
"Ponte dos espiões"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"Perdido em Marte"
"O regresso"
"Star Wars: O despertar da força"

Melhor edição de som
"Mad Max: Estrada da fúria"
"Perdido em Marte"
"O regresso"
"Sicario"
"Star Wars: O despertar da força"

Melhor montagem
"A grande aposta"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"O regresso"
"Spotlight: Segredos revelados"
"Star Wars: O despertar da força"

Melhor fotografia
"Carol"
"Os oito odiados"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"O regresso"
"Sicario"

Melhor cabelo e maquiagem
"Mad Max: Estrada da fúria"
"The 100-year-old man who climbed out the window and disappeared"
"O regresso"

Melhor design de produção
"Ponte dos espiões"
"A garota dinamarquesa"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"Perdido em Marte"
"O regresso"

Melhor figurino
"Carol"
"Cinderela"
"A garota dinamarquesa"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"O regresso"

Melhor atriz coadjuvante
Jennifer Jason Leigh ("Os 8 odiados")
Rooney Mara ("Carol")
Rachel McAdams ("Spotlight: Segredos revelados")
Alicia Vikander ("A garota dinamarquesa")
Kate Winslet ("Steve Jobs")

Melhor roteiro adaptado
"A grande aposta"
"Brooklyn"
"Carol"
"Perdido em Marte"
"O quarto de Jack"
Melhor roteiro original
"Ponte dos espiões"
"Ex Machina"
"Divertida mente"
"Spotlight - Segredos revelados"
"Straight Outta Compton"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

[Oscar 2016] Indicados e meus favoritos























Não importa a quantidade de filmes que eu assista durante os 365 dias do ano, certamente os mais marcantes e esperados fazem parte dessa premiação. Claro que já amei filmes que nem sequer foram indicados, e odiei escolhas feitas por eles. Mas no final, todo ano eu corro para ver todos os filmes e vibro com meus favoritos.
Quem acompanha o blog diariamente já sabe de muitos dos filmes que irei mencionar e o que achei deles, mas agora eu informo os indicados e meus favoritos para cada categoria.
Não , não coloquei todas as categorias, mas as que minha torcida é maior. Dia 28 de fevereiro, mais uma vez dormirei bem tarde vendo os premiados pela Academia.

MELHOR FILME


Mad Max: Estrada da Fúria

Meu favorito : O Regresso 
De todos os filmes indicados realmente só não consegui assistir a tempo o Mad Max, deles adorei Perdido em Marte, saí chocada de Spotlight, me emocionei com O Quarto de Jack , e quase dormi em Ponte de Espiões e A Grande Aposta. 
O Regresso me fez pular da cadeira, me fez prestar atenção na fotografia, me encantou com poucas falas mas muitas cenas fortes. Para mim o Oscar deveria ser dele.
















MELHOR ATRIZ

Brie Larson - O Quarto de Jack
Cate Blanchett - Carol
Jennifer Lawrence - Joy: O Nome do Sucesso
Saoirse Ronan - Brooklyn
Charlotte Rampling - 45 Anos

Minha favorita : Brie Larson

Essa realmente foi difícil de escolher, amo Cate Blanchett e acho que mais uma vez ela rouba para si o filme , adoro Jennifer Lawrence e é visível o como essa moça se sai bem em diferentes papéis, gostei da Saoirse , mas sua personagem não ajudou a ter empatia por ela. Por fim, Rampling é estupenda, se desse para dividir com Larson, mas essa última conseguiu ser exatamente tudo que eu espetava da mãe de Jack, e quem ama livros e os imagina como eu me entende. 



Ator
Bryan Cranston - Trumbo - Lista Negra
Matt Damon - Perdido em Marte
Leonardo DiCaprio - O Regresso
Michael Fassbender - Steve Jobs
Eddie Redmayne - A Garota Dinamarquesa
Meu favorito : 
É a vez dele. Achei Michael Fassbender ótimo, Redmayne deu um show, mas esse ano é finalmente dele. E estarei acordada para ver Leonardo DiCaprio ganhando o Oscar!

Atriz coadjuvante
Kate Winslet - Steve Jobs
Alicia Vikander - A Garota Dinamarquesa
Rooney Mara - Carol
Jennifer Jason Leigh - Os Oito Odiados
Rachel McAdams - Spotlight - Segredos Revelados

Meu favorito: Que difícil essa categoria. Eu gostei mais da atuação de Jennifer Jason Leigh, ela arrasa no filme de Tarantino. Mas eu tenho quase certeza de que quem irá ganhar é Kate Winslet. Que apesar de adorar a atriz também não é minha segunda preferida, e sim Alicia Vikander. No final , qualquer umas das atrizes que ganhe ficarei feliz, bem, talvez Rooney Mara eu não fique tão feliz assim. 

Ator coadjuvante
Tom Hardy - O Regresso
Christian Bale - A Grande Aposta
Mark Ruffalo - Spotlight - Segredos Revelados
Mark Rylance - Ponte dos Espiões
Sylvester Stallone - Creed: Nascido para Lutar

Meu favorito : 
Apesar de saber que todos os atores que concorrem fizeram papéis fantásticos nos filmes que concorrem, minha torcida vai para aquele que faz parte da minha vida desde criança e que é sempre bem atacado por críticos por fazer filmes de ação B. Stallone é maravilhoso, e prova isso em Creed, minha torcida vai para ele!

Diretor
Adam McKay - A Grande Aposta
Alejandro G. Iñárritu - O Regresso
Tom McCarthy - Spotlight - Segredos Revelados
George Miller - Mad Max: Estrada da Fúria
Lenny Abrahamson - O Quarto de Jack
Meu favorito : 
Claro que é Iñarritu! O cara fez uma das melhores direções que assisti na vida , merece ganhar novamente ( ele recebeu o Oscar ano passado por Birdman) 

Filme estrangeiro
O Abraço da Serpente (Colômbia)
Cinco Graças (França)
O Filho de Saul (Hungria)
Theeb (Jordânia)
A War (Dinamarca)
Favorito : Esse fica difícil porque por enquanto assisti 2 dos 6 filmes. Gostei muito mais de Cinco Graças do que de O Filho de Saul, mas não assisti todos, o que pretendo fazer assim que chegarem aos cinemas nacionais. 


Domingo acontece o Oscar 2016! Não coloquei as demais categorias por não ter assistido todos os filmes, mas a torcida por Leonardo esse ano é grande!
Claro que logo em seguida - segunda, dia 29! - tem postagem completa com a análise do Oscar para vocês!

Menina que via Filmes : Brooklyn [Crítica]

Título Original : Brooklyn
Título no Brasil : Brooklyn
Lançamento 11 de fevereiro de 2016 (1h53min) 
Dirigido por John Crowley
Com Saoirse Ronan, Domhnall Gleeson, Emory Cohen mais
Gênero Drama , Romance

Nacionalidade Irlanda , Reino Unido , Canadá

Mais um filme que todos morreram de amores, e ok, eu também, mas como odiei a protagonista. E com força ( sim, me envolvo com os filmes que assisto nesse nível!) .
Em 1935 Ellis ( Saoirse Ronan) é uma irlandesa que sonha com viver nos Estados Unidos. Sabemos que boa parte da Irlanda fugiu da pobreza e da escassez de alimentos na época sonhando com uma nova vida , a do sonho americano. Acontece que a protagonista não é pobre, vive em uma casa bem bonita e sua irmã e mãe não passam nenhuma necessidade no local, apenas sentem a falta comum da presença do pai que faleceu.
Na Irlanda ela trabalha em uma padaria e realmente a dona é insuportável. Católicos fervorosos ela consegue um visto de estudo através do Padre amigo que mora no Brooklin agora.
Chegando nos Estados Unidos ela vai morar em uma casa com moça bem assanhadas, Ellis é logo destaque, pela postura e pelos estudos e aí ela nos ganha, há momentos engraçados, há cenas românticas e lindas. Ah sim, as cenas lindas, de quando ela conhece o descendente de italianos Tony Fiorello ( Emory Cohen) que não só é uma graça mas também a ama intensamente e os dois tem cenas fofas para romântico nenhum colocar defeito.
As saudades de casa são compensadas pelo trabalho em uma loja, pelos estudos como escriturária e pelas saídas com o namorado, ela troca cartas com a irmã que ama e com a mãe.
Um belo dia - isso não é spoiler- ela tem que voltar para Irlanda por causa da morte de um familiar e essa segunda parte do filme causa uma raiva generalizada em muitas pessoas, inclusive em mim.
Ellis parece esquecer que inclusive se casou com Tony - oi??- e passa a flertar com um cara que antes dela ir para os Estados Unidos nunca lhe deu bola! Sim, surreal, certo?
Enfim, passei a odiar com força a protagonista, como digo a vocês, somente As Pontes de Madison tem traição e não me fizeram ter raiva, até hoje não entendo ....mas ok. 

O final é aquela coisa...para ganhar Oscar falta muito, é um filme fofo até pela metade, depois a protagonista se torna a pessoa mais idiota que conheci pela telona, e sim, me envolvo com os personagens. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Menina que via Filmes : O Quarto de Jack [Crítica]

Título Original: Room
Título no Brasil: O Quarto de Jack
Lançamento 18 de fevereiro de 2016 (1h58min) 
Baseado no livro de Emma Donaghue
Dirigido por Lenny Abrahamson
Com Brie Larson, Jacob Tremblay, Joan Allen mais
Gênero Drama , Suspense

Nacionalidade Canadá , Irlanda







Você lê um livro, fica impressionada com a história, conhece a autora e vibra quando ela lhe diz que a história que criou virará filme. Tudo isso aconteceu em 2013, mas somente agora em 2016 o filme baseado no livro Quarto de Emma Donaghue chega aos cinemas. E é um prazer imenso fazer essa crítica, porque o filme era exatamente o que eu gostaria que ele fosse e mais um pouco.
Jack ( Jacob Tremblay, maravilhoso, por favor deem um Oscar, um Bafta e um Globo de Ouro para essa criança!) é um menino de 5 anos, de cabelos imensos, sonhador, que dá bom dia para todos os objetos que compõem o seu " quarto". Para o espectador fica claro ali que ele vive com a mãe em um lugar sem muitos recursos. Mas não fica óbvio o que de fato acontece com os dois.
Como já tinha lido o livro e sabia da história, optei por não contar nada a quem me acompanhou no cinema, e ninguém percebeu o que de verdade é " o quarto" até que o segredo fosse totalmente revelado. Não gostaria de estragar a mágica de quem não sabe nada da história, mas acho difícil não tocar em partes cruciais que fazem do filme um diferencial e das atuações do menino e sua mãe exemplos de como podemos ser fortes nas situações mais fora de nosso controle que aparecem.
Joy ( Brie Larson, indicada ao Oscar desse ano de melhor atriz) é a mãe , vemos que ela faz de tudo para ocupar a cabeça do filho com os poucos recursos que tem, pode ser uma televisão, as cascas dos ovos que usam, qualquer objeto ali naquele pequeno espaço pode ser aproveitado. No mundo de Jack as coisas são diferente, existe o quarto e o espaço que é fora da claraboia , o menino não imagina que há vida fora dali. Ele sabe que a mãe recebe todos os dias o Velho Nick, que ele recebe presentes nos domingos mas que não pode ter contato com ele.
Deu para ter ideia do que se passa?
Para quem vê o filme fica claro que o sonho da mãe é escapar, o de Jack é que ela faça suas vontades de criança, ele não sabe o que há lá fora, ele é rebelde quando a mãe tenta lhe contar a verdade. Gente, ele tem apenas 5 anos, e como trabalha esse garoto. O tempo todo ele leva o filme nas costas, não que a mãe não faça um papel intenso e belo ao mesmo tempo, mas é ele quem faz a diferença.
É ele que nos fará rir e chorar , é ele que faz com que o filme tenha um encanto onde só deveria ter tristeza. A inocência e  o jeito único do menino nos são dados de presente pelo diretor que nos insere no  mundo de Jack e no que ele virá a conhecer.

O trauma existe, está sempre ali . Mas ele se desvincula de um jeito que sua mãe adulta não consegue . Quando sofre, é porque quer a mãe , e na sua ingenuidade encantadora ele até pede para voltar ao quarto, onde tinha mais sua atenção.
Vale destacar a atuação concisa de Joan Allen como avó do menino, mas achei um desperdício escalar William H. Macy para avô e ele aparecer tão pouco.
É um filme para se ver, para se perguntar como pode mesmo isso existir no mundo que vivemos e para sair do cinema impressionado  no como um menino tão pequeno tem um talento tão grande.
Assistam. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Menina que via Filmes : A Garota Dinamarquesa [Crítica]

Título Original : The Danish Girl
Título no Brasil : A Garota Dinamarquesa
Lançamento 11 de fevereiro de 2016 (1h59min) 
Dirigido por Tom Hooper
Com Eddie Redmayne, Alicia Vikander, Ben Whishaw mais
Gênero Drama , Biografia

Nacionalidade EUA , Reino Unido , Alemanha








Favorito da maioria do público na disputa do Oscar desse ano, A Garota Dinamarquesa realmente emociona e foca em um tema que anda na moda - ou melhor dizendo, sendo mais aceito e discutido - , o transgênero. 
Desculpem se minha crítica levará mais para pontos pessoais, mas tenho observações que não me permitiram fazer desse filme meu favorito do ano.
Dinamarca, 1926, Einar ( Eddie Redmayne, fantástico como sempre) é um pintor jovem e famoso casado com a charmosa Gerda ( a atriz da vez : Alicia Vikander) , também pintora. Os dois são um casal fofo e apaixonado que andam querendo muito ter um filho e o maior problema é que ela não faz sucesso como ele. Em casa, transam, falam sobre as inspirações e volta e meia se entediam em festas da rica amiga Oola Paulson ( Amber Heard, lindíssima, a atual esposa de Johnny Depp) . Um belo dia a amiga não pode servir de modelo para Gerda que acaba pedindo para o marido colocar as meias e sapatos que ela usaria para ser pintada em quadro, ah sim,o vestido também é colocado por cima , e um nome é criado para quando ele vira sua modelo  : Lili. Pois bem, desperta ali uma mulher adormecida, e a fiel e amorosa esposa verá seu marido cada vez virando uma amiga que admira suas roupas, que as veste e que inclusive vai a uma festa fantasiado de mulher incentivado pela própria esposa. E é aí que entram alguns detalhes que eu, casada, não aceito que uma mulher ache comum. Tenho que entender que era o ano de 1926 e que tudo era um escândalo? Claro. Mas a esposa incentiva ele o tempo inteiro a virar mulher como se fosse uma brincadeira e só percebe que ele realmente está virando uma quando ele não sente mais desejo por ela.
Destaco a maravilhosa atuação de ambos, Redmayne se entrega ao papel e é uma Lili perfeita, um homem com o corpo errado que vai se descobrindo e vendo que está infeliz com o que Deus lhe deu, que dentro dele vive uma mulher adormecida que precisa sair do armário. Entendo ele ter se descoberto? Sim. Entendo a esposa amá-lo tanto que não se separa e fica do lado dele mesmo quando ele não a deseja mais? Acho que não. Gerda é a típica mulher daqueles tempos, submissa, fazendo as vontades de um marido que não quer mais ter esse papel. E talvez eu achasse natural se eles já estivessem separados e ele se descobrisse, mas não é o que ocorre e ele precisa dela tanto quanto ela precisa dele, mesmo sabendo que não o terá mais da forma que deseja. No fundo senti pena de Gerda o filme inteiro enquanto Lili ficava feliz com cada roupa feminina que colocava.
Me coloquei no lugar de Gerda e jamais acharia normal meu marido não me querer mais para virar mulher. Ajudaria e apoiaria um amigo, mas não quem me casei.
Há outras participações tão boas quanto no filme, como a de Ben Whishaw como Henrik, o homossexual que se apaixonará por Lili ( ou por Einar) e o galã belga Matthias Schoenaerts como Hans , o amigo de infância de Einar e agora doido pela esposa do amigo que não quer mais ela, mas ela nem ousa gostar de outro homem, vontade de entrar no filme e dizer " miga , sua loka...como assim?".
Sei que o principal do filme não é a esposa aceitar e apoiar e sim a descoberta de um homem que foi pioneiro em submeter se a cirurgia de mudança de sexo ( tão comum hoje na Tailândia) . Nesse quesito o filme cumpre seu papel , é intenso, é belo e forte ao mesmo tempo. Não saímos do cinema neutros. 

E o que dizer do amor de Gerda por seu marido? Há quem ache lindo e incentivador, eu vi com tristeza ela se anular por causa dele , talvez seja eu a errada que não ache que ela deveria ter ficado tão do lado dele, e sofrido mais . Ponto para o diretor e o roteirista que no final já não me fizeram mais pensar tanto nisso e sair apaixonada por Lili, Gerda e Hans. Filme incrível, assistam. 



domingo, 14 de fevereiro de 2016

Menina que via Filmes : O Filho de Saul [Crítica]

Título Original : Saul Fia
Título no Brasil : O Filho de Saul
Lançamento 4 de fevereiro de 2016 (1h47min) 
Dirigido por László Nemes
Com Géza Röhrig, Sándor Zsótér, Levente Molnár mais
Gênero Drama

Nacionalidade Hungria









As expectativas para o filme vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e favorito do Oscar na mesma categoria eram grandes. A sinopse dizia que o filme era forte, os críticos que ele era inovador mesmo tratando de um tema já tão representado pelo cinema : a Segunda Guerra.
O que eu achei, conto para vocês agora. Saul ( Gezá Rohrig) é um judeu que está preso em um campo de concentração nazista. Ele tem a a " sorte" de ser chamado para ser sonderkommando, ou seja, ele é um dos que separam quem vai para câmara de gás informando que tomarão um banho, que ajuda a limpar e carregar os corpos ... com isso ele ganha uma sobrevida no campo.
O diferencial do filme e o motivo pelo qual ele foi tão elogiado faz jus ao que vi : o longa é filmado focando o tempo todo no rosto do protagonista, vemos muito poucas cenas sem ele estar presente, o tempo inteiro nossa visão é o que ele está vivendo, mesmo que a imagem fique embaçada e em segundo plano. 
Todos os horrores do campo, todo o terror que os judeus sofreram, está ali nos olhos de Saul, que literalmente enlouquece um dia. Li muitas críticas antes de fazer essa com medo de spoiler, mas desculpe informar que o protagonista não me causou nenhuma comoção, e entendo que de certa forma isso é terrível, mas senti o mesmo com as pessoas que fui ao cinema. O personagem sofrido, que de certa forma tem um privilégio mas também um trabalho terrível, o de escolher os que vão morrer em plena segunda guerra contra seu próprio povo, obviamente é alguém que temos uma empatia , que queremos que seu final seja feliz, certo? Aí que está, quando ele surta e acha que um menino é seu filho - mais uma vez peço desculpas, mas não consegui falar do filme sem citar algo que já havia lido em muitas outras críticas - e faz do enterro dele sua razão de viver, irrita o espectador.
Primeiro porque ele está fora de si, claro que é justificável devido as circunstâncias, mas já lemos e vimos tantas histórias de pessoas que superaram seus medos para se salvar ou salvar outras pessoas que um prisioneiro que mais atrapalha do que ajuda seus outros amigos porque cismou de enterrar um filho que não é seu, é no mínimo revoltante . Afinal, temos que nos preocupar primeiro com quem está vivo ainda, certo?

Sendo esse o mote principal, me restou odiar o personagem, por mais que me sentisse culpada por não compreende-lo , mas ali naquele momento seu surto só atrapalhava. 
Se levar o Oscar vai provar que a Academia gosta mesmo de filmes do Holocausto, sinceramente já vi mais de 20 filmes sobre o tema infinitamente melhores que esse. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[Resenha] O Regresso @intrinseca + Crítica do Filme

Título Original : The revenant
Título no Brasil : O Regresso
Autor : Michel Punke
Editora Intrínseca
Número de págs : 270
Tradução: Maria Carmelita Dias












O foco de O Regresso poderia ser somente a luta de um homem no século 18 por sobrevivência em um negócio arriscado, enfrentando animais ferozes, índios e outros invasores. Mas o autor fez acertadamente a escolha pelo que move o personagem principal : a vingança.
Mesmo tendo visto o filme antes, me impressionou o como o livro é contado, e obviamente fiz diversas comparações que vocês verão na resenha e na crítica do filme abaixo.
Hugh Glass quando bem novo começa a trabalhar em navios mercantes, mas a embarcação que está é invadida por piratas o que faz com que ele literalmente nade conforme a maré e vire um deles. Quando o lugar onde vivem é todo queimado ele acaba indo viver com índios por um tempo , a contra gosto já que é obrigado a ficar com eles. Mais tarde ele finalmente consegue fugir e agora   ganha a vida matando animais e vendendo suas peles, é famoso na região e seu chefe o adora, que chama de capitão mesmo que na tenha a batente. O livro já nos coloca na situação mais famosa da história, onde Glass luta com uma ursa imensa que querendo defender sua cria o morde em diversos lugares deixando o muito ferido. Começa aí a luta dele pela vida, sem médicos por perto seus companheiros o tratam como podem, então seu amigo e chefe ordena que 2 do grupo cuidem dele até que se recupere , pagando para isso. Um deles será Fitzgerald, o outro será Bringer, um rapaz de apenas 19 anos. O homem na verdade pouco se importa com Glass e o deixa morto -vivo sem nenhuma arma convencendo o covarde rapaz a ir junto com ele. 
Nasce daí uma história de vingança onde ele jura que vai encontrar os que lhe fizeram mal . Revoltado com a traição, a dor que sente dos machucados fica pequena perto de sua ira , ele enfrenta fome, muito frio e outros riscos - humanos e animais  - para chegar atrás de seus agora inimigos.
Baseado em alguns fatos que realmente aconteceram o autor no apresenta um mundo onde era matar ou morrer, e achei bem interessante ele nos explicar o que inventou e o que de fato foi realidade. A intenção dele de contar como era na época do comércio de peles e o que passavam os que trabalhavam para esse mercado é fantástica. Não por acaso o livro virou o filme com um monte de indicações ao Oscar. 
Sugiro que leiam o livro e depois vejam o filme. 


Menina que via Filmes : O Regresso [Crítica]

Título Original : The Revenant
Título no Brasil : O Regresso
Lançamento 4 de fevereiro de 2016 (2h36min) 
Dirigido por Alejandro González Iñárritu
Com Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson mais
Gênero Faroeste , Aventura
Nacionalidade EUA






Como se não bastasse ser uma das melhores atuações de Leonardo Di Caprio, ainda temos de presente uma direção impecável de Iñarritu. Desculpem, mas fica difícil ser neutra quando se trata de um filme sensacional como esse. 
Hugh Glass ( Di Caprio) é um caçador de peles, em pleno ano de 1822 ele tem como ganha pão matar animais e vender suas peles por muita grana. Sempre acompanhado do filho que teve com sua falecida esposa, uma índia, ele tenta se proteger e defender o rapaz que aparenta ter cerca de 16 anos. 
O filme tem uma fotografia belíssima, e por ser filmado em luz natural ganhou ainda mais destaque nas cenas que parecem verdadeiras pinturas. Filmado na Patagônia e no Canadá, o filme mostra o frio que os caçadores passavam para voltarem com algum dinheiro para casa e os perigos que enfrentavam tais como os próprios animais que matavam - e que eu morri de pena o filme todo - , os índios que eram contra eles caçarem e ainda invasores franceses que queriam a grana das peles deles.
Glass se dá mal quando resolve atacar uma ursa com seus filhos, o animal acaba ganhando na luta na cena mais forte - ou pelo menos mais tensa e famosa - do longa. Di Caprio não lutou de fato com um urso , foi tudo feito em computação, mas o diretor como sempre conseguiu fazer com que a cena e sua sequência fossem perfeitas. 
Muito ferido ele ouve do amigo e capitão Andrew Henry ( Domhnall Gleeson) que pede que três pessoas fiquem com ele até que se recupere, ou que se ele falecer que façam um enterro decente. Seu filho é um deles, mais um jovem franzino ( papel de Will Poulter) e o vilão do filme Fitzgerald ( o ótimo Tom Hardy, concorrendo ao Oscar como ator coadjuvante) . 
Sabemos o que irá acontecer, Fitzgerald faz de tudo para que ele seja enterrado o quanto antes e receba o dinheiro prometido, o que vem daí para frente seria muito spoiler e basta informar que a vingança é a maior força dele para sobreviver a lei da " selva".
O DIRETOR IÑARRITU E DI CAPRIO
Há diferenças claras com o livro, a maior delas é que a linda história de amor entre  protagonista e uma índia mãe de seu filho, não existe no livro.  Os relatos da cena do urso e o final também tem bastante diferença. Não sei dizer de qual gostei mais porque na verdade ambos tem suas qualidades e é uma história tão forte que o principal delas é o mesmo : a sede de um homem por vingança e o quanto isso vira combustível até que isso aconteça.
Dos filmes que assisti até o momento dos indicados ao Oscar, esse certamente é meu favorito. A atuação de Di Caprio , a direção de Iñarritu e a fotografia de Emmanuel Lubezki se completam. É para sair da sala de exibição satisfeito, é para não ver o tempo passar e receber muitos Oscars. Assistam, por favor!