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domingo, 9 de outubro de 2016

Menina que via Filmes: Gênios do Crime [Crítica]

Título Original: MasterMinds
Título no Brasil: Gênios do Crime
Data de lançamento 29 de setembro de 2016 (1h 34min)
Direção: Jared Hess
Elenco: Zach Galifianakis, Kristen Wiig, Owen Wilson mais
Gêneros Comédia , Suspense

Nacionalidade EUA








Eu não sei o que impressiona mais nesse filme: 1- terem gasto dinheiro para filmar algo tão sem sentido ou 2- eu ter aceito pagar para ver isso. 
Que era comédia pelo elenco eu já sabia, mas caí no conto de que poderia ser algo que me animasse, e ando precisando. Mas ao passar 10 minutos de filmes já dava para ver que me meti em uma furada com poucos momentos que valessem a pena a entrada.
David (  Zach Galifianakis)é um segurança de uma agência de carros blindados nos Estados Unidos, noivo de uma  moça muito estranha, mas como ele também não é muito normal, no final ela combinava com ele.
Acontece que ele é apaixonado por sua colega de trabalho, Kelly ( Kristen Wiig) mas ela não o vê como namorado. Então algo acontece que ela pede demissão - ou é demitida, em uma cena que de engraçado não tem absolutamente nada!- e ao morar na casa de amigos sem ter para onde ir, topa seduzir David para roubar um carro forte. 
O amigo dela é Owen Wilson no papel de Steve Chambers. Ele consegue que seu plano mal feito seja executado por David, e ela finge que o ama e que está fazendo tudo isso para ficar com ele mas que precisam de grana.
São 17 milhões de dólares roubados, bizarramente essa história é verídica, e as piadas que contam no filme  são patéticas e preconceituosas.

Quando David foge para onde que ele vai? Pro México, claro. Mas em seguida qual o próximo lugar? Rio! Em um bate-papo ele fala que é ótimo porque as mulheres tem bunda grande.
Tudo isso e muitas outras piadas imbecis fazem o roteiro de um filme e o espectador sente vergonha alheia. 
Eu lamentei bastante ter visto algo tão fraco no cinema.  E se o cartaz dá a entender que os bandidos são amigos, ledo engano. Eles se odeiam, e o papel de Owen Wilson é o mais horrível de todos. 

domingo, 3 de julho de 2016

Menina que via Filmes : Raça [Crítica]

Título Original: Race
Título no Brasil: Raça
Data de lançamento 23 de junho de 2016 (1h 58min)
Direção: Stephen Hopkins
Elenco: Stephan James, Jason Sudeikis, Eli Goree mais
Gêneros Drama, Biografia, Histórico

Nacionalidades Canadá, Alemanha
Ano: 2016








Às vésperas de recebermos os primeiros Jogos Olímpicos no Brasil , Raça deveria estar passando em todo  o país e ser quase que um filme obrigatório para entendermos porque devemos comemorar o que conseguimos hoje e entender a importância de uma Olimpíada para o mundo. É com esse filme que também se deve sair do cinema pensando nos erros que cometemos no passado para nunca mais o repetirmos. 
Jesse Owens ( Stephan James, fantástico) é um negro americano na década de 30 que vive com seus pais e seus muitos irmãos. Teve uma filha com a namorada mas não teve dinheiro para casar com ela, agora está se preparando para ser o 1º da família a ir para uma faculdade e acreditem, por lá seu maior desafio não será estudar mas sim vencer as barreiras do preconceito. 
Em uma época onde negros tinham um lugar especial nos transportes públicos e que não podiam sentar à mesa com os brancos, ir para um local onde noventa e nove por cento das pessoas não são da cor de sua pele e consideram normal olhar para você como uma aberração por causa dessa diferença. Owens pôde entender que o mundo nunca seria fácil para ele. Na faculdade ele logo é " descoberto" pelo treinador Larry Sneider (Jason Sudeikis em um papel sério) que vê no rapaz um potencial atleta para ganhar medalhas nas próximas Olimpíadas.

Começa aí o drama de Owens, sem grana ele precisa estudar, trabalhar em um posto de gasolina e cumprir as duras horas de treino, o que o treinador logo vê que teria que resolver. Aos poucos ele vai vencendo barreiras por seu talento, e quebrando muitos recordes, mas afinal porque fazer um filme dele?
Owens foi importante de diversas formas: vamos entender que o preconceito venceu alguns obstáculos mas não todos. Mesmo sendo reconhecido ele continuava tendo que seguir as regras ridículas de só usar  porta de serviço por exemplo.
Os Jogos Olímpicos seriam a grande chance dele provar que é o melhor do mundo, mas o filme também mostra o que aconteceu antes dos jogos em Berlim no ano de 1936. Com a Alemanha tomada por Hitler e seu braço direito, o Ministro Joseph Goebbels, os Estados Unidos e o comitê olímpico do país ameaçam que o país
não  participe da edição para que não seja visto como compactuando com o pensamento do Partido Nazista. No entanto, um dos membros - que depois viraria presidente - o engenheiro civil e ex atleta Avery Brundage ( Jeremy Irons, maravilhoso como sempre!) é corrompido pelo regime e pela ganância e faz campanha a favor dos atletas irem, já que foi subornado e em sua recente visita ao país e finge não ver que os judeus não estão " só" sendo expulsos do país. 
Owens como sabemos irá aos jogos, mas a reação dele quando vê que pode dividir quartos com brancos e comer na mesma mesa é uma das partes mais emocionantes do filme.
Além de ter ganho 4 medalhas em uma época onde os negros eram considerados inferiores, o atleta também ficou famoso por um fato que é mostrado no filme mas que os historiadores alegam que não foi somente com ele. A razão principal de Hitler e Goebbels quererem tanto que tivesse os Jogos em Berlim era única e exclusivamente para provarem com um filme - contrataram uma diretora famosa que aparece no longa - a supremacia ariana. A partir do momento que Owens ou qualquer outro judeu ou negro, ganhasse uma medalha, aquilo colocaria por água abaixo os planos dos dois. 
Owens faz isso com eles, como Hitler só queria cumprimentar os alemães que ganhassem as medalhas, o comitê internacional disse que ou ele cumprimentava todos ou não faria com nenhum. O que ele acabo fazendo. Mas a lenda diz que ele fez com Owens somente.
Os desafios vencidos, a história de superação e uma mensagem de que há como ter paz e parar com o preconceito sim, basta começar a mudança dentro de cada um de nós, é o que faz desse filme um dos melhores que assisti esse ano.
A cada medalha ganha, me senti na pele do atleta, que aprendeu que quem ditava os limites dele, era ele mesmo, pena que o governo americano só foi reconhecer a importância dele para a história do país após sua morte.
Esse filme deveria estar em muito mais salas, é uma lição de vida. 

domingo, 8 de maio de 2016

Menina que via filmes : O Maior Amor do Mundo [Crítica]






















Título Original: Mother´s Day
Título no Brasil: O Maior Amor do Mundo
Data de lançamento 5 de maio de 2016 (1h 58min)
Direção: Garry Marshall
Elenco: Jennifer Aniston, Julia Roberts, Kate Hudson mais
Gêneros Romance, Comédia , Drama

Nacionalidade Eua

Não tente levar a sério o filme, ele é uma deliciosa história de sessão da tarde e ponto. Os críticos deram notas baixas mas eu confesso que saí da sala com meus pais e marido feliz da vida por ter visto um filme descompromissado e na mesma linha dos outros da série - Uma Noite de Ano Novo ( 2011) e Idas e Vindas do Amor (2010) - que amo.
Não gostei muito de terem mudado o título, ainda mais porque foi lançado juntamente com os Estados Unidos onde o Dia das Mães também foi hoje. 
São várias histórias que se unem de alguma forma, mas todas envolvendo diferentes tipos de amor maternal. Sandy ( papel da maravilhosa Jennifer Aniston) é uma mulher divorciada, que tem uma relação tão boa com seu ex marido que nem liga de o recebe-lo somente de toalha. Tendo que cuidar da carreira como decoradora e arquiteta e dos 2 filhos pequenos, ela tenta manter o bom humor mas ainda tem esperanças de voltar com Henry ( Timothy Oliphant). Nesse núcleo talvez se concentre boa parte das duas horas de filme, a mãe linda e descolada que leva um fora do ex marido que se casou com uma moça 10 anos - no mínimo - mais jovem que ela, dá pano para muitas piadas, eu particularmente amei as cenas da mãe complicada e desesperada em não perder seus filhos para nova madrasta. 

Em outra casa há um pai viúvo, Bradley ( Jason Sudeikis) não se conforma de sua esposa ter morrido - Jennifer Garner aparece em gravações como sendo a  falecida - e não está se dando muito bem em criar suas filhas adolescentes.
Talvez a história que eu menos tenha gostado seja de Kristin ( Britt Robertson), ela tem uma filha fofa com um cara que a ama, mas não aceita casar de jeito algum porque não sabe quem ela é de verdade...oi??? Fica ainda mais surreal quando ela solta a pérola de que ser mãe está ok, mas casar é um passo gigante para ela.
E o que dizer as confusões da personagem de Kate Hudson? Jesse andou escondendo de seus pais que se casou com um indiano e que teve um filho com ele. Agora os pais aparecem em sua casa, como ela irá lidar com isso? Ah sim, os pais conservadores ainda terão que entender como sua filha mais velha, a irmão de Jesse, se casou com uma mulher!

E se vocês acham que acabou por aqui...não, há Julia Roberts, linda como sempre, no papel de Miranda, uma apresentadora poderosa que irá revelar seu passado a todos caso ache a filha que um dia entregou à adoção. Muitos falaram que Julia faz uma ponta de luxo, até concordo, ela é muito amiga do diretor que a lançou em Uma Linda Mulher, e sempre aceita fazer filmes dele. Melhor para nós que em um filme só vemos Julia, Jennifer e Kate. Senti falta de Sandra Bullock, acho que ela ficaria perfeita no filme.
Voltando aos pontos positivos, o filme pode até se perder nos estereótipos mas diz ao que veio no final. 
Achei fofo e um ótimo programa para quem quiser levar a família :) 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Menina que via Filmes : Quero matar meu chefe 2 [Crítica]

Título Original : Horrible Bosses 2
Título no Brasil. Quero matar meu chefe 2
Dirigido por Sean Anders
Com Jason Bateman, Charlie Day, Jason Sudeikis , Jennifer Aniston, Jamie Fixxm Kevin Spacey, Chris Pine, Christoph Waltz
Gênero Comédia

Nacionalidade EUA
Censura : 14 anos
Duração : 1h 48 min




Após o trauma vivido no filme anterior, os amigos Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudeikis) resolvem abrir seu próprio negócio, de forma que eles mesmos sejam seus chefes. O problema é que, quando a companhia começa a deslanchar, eles sofrem um golpe do investidor (Christoph Waltz) que bancou o negócio. Sem o controle da empresa e sem ter como recorrer através dos meios legais, o trio decide partir para um ato desesperado: sequestrar o filho do investidor (Chris Pine), de forma a convencê-lo a devolver aos amigos o comando da companhia.





Para entender meu sentimento por esse filme primeiro preciso que saibam que fiz todo o meu sábado pensando em vê-lo, ele só estava em cartaz em uma sala e em único horário, eu ia apresentar o evento do El Bazzar e corri para ir no cinema, afinal eu tinha amado o primeiro filme e sou muito fã de Jennifer Aniston.
Mas o filme foi muita decepção. Para começar um dos melhores personagens do primeiro - por motivos óbvios e não vou contar spoilers- não estava na continuação. Os três patetas amigos composto por Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudeikis) perdem a graça nesse filme, e o personagem de Charlie é ainda mais ridículo, por mais abobalhado que seja ele não convence e não consegui achar graça alguma das cenas com ele.
Depois de " liquidarem" seus chefes eles querem fundar um chuveiro que já vem com xampu , vão a um programa de tv e a piada é tão teen que não consegui achar graça alguma . Sério mesmo que sombras no chuveiro ainda rendem uma cena? 
O cinema dava gargalhadas, confesso que não entendi como podem achar graça de piadas tão insossas. O melhor do filme acontece quando eles querem vender a invenção para uma mega empresa, e aí a tela é iluminada por um Chris Pine sendo filho do poderoso dono do lugar. As atuações de participação engolem o trio e você nem sente falta das falas deles.
O dono da empresa é ninguém menos do que o perfeito ator Christopher Waltz, dono de um Oscar me pergunto porque ele aceitou fazer esse filme. Depois ainda temos como o ex chefe Nick o ator Kevin Spacey, outro ator sensacional e ganhador da Academia.Querem mais? Jamie Foxx também vencedor faz o cafetão que os ajuda a arrumar coisas - digamos assim - erradas.
A história do filme ? Bem, eles são passados para trás pelo personagem de Waltz e de Pine e querem se vingar, no meio das trapalhadas deles pode até rolar uma ou outra piadinha mais engraçada mas o filme só se salva com os nomes citados acima e com a linda, diva, maravilhosa  Jennifer Aniston como Dra Julia Harris de novo . A tarada dentista arranca risos da plateia. Adoro essa personagem dela , precisava de mais cenas.
O final é sofrível, filme que merece mesmo uma sessão só, ou melhor ser lançado somente em dvd.