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domingo, 8 de maio de 2016

Menina que via filmes : O Maior Amor do Mundo [Crítica]






















Título Original: Mother´s Day
Título no Brasil: O Maior Amor do Mundo
Data de lançamento 5 de maio de 2016 (1h 58min)
Direção: Garry Marshall
Elenco: Jennifer Aniston, Julia Roberts, Kate Hudson mais
Gêneros Romance, Comédia , Drama

Nacionalidade Eua

Não tente levar a sério o filme, ele é uma deliciosa história de sessão da tarde e ponto. Os críticos deram notas baixas mas eu confesso que saí da sala com meus pais e marido feliz da vida por ter visto um filme descompromissado e na mesma linha dos outros da série - Uma Noite de Ano Novo ( 2011) e Idas e Vindas do Amor (2010) - que amo.
Não gostei muito de terem mudado o título, ainda mais porque foi lançado juntamente com os Estados Unidos onde o Dia das Mães também foi hoje. 
São várias histórias que se unem de alguma forma, mas todas envolvendo diferentes tipos de amor maternal. Sandy ( papel da maravilhosa Jennifer Aniston) é uma mulher divorciada, que tem uma relação tão boa com seu ex marido que nem liga de o recebe-lo somente de toalha. Tendo que cuidar da carreira como decoradora e arquiteta e dos 2 filhos pequenos, ela tenta manter o bom humor mas ainda tem esperanças de voltar com Henry ( Timothy Oliphant). Nesse núcleo talvez se concentre boa parte das duas horas de filme, a mãe linda e descolada que leva um fora do ex marido que se casou com uma moça 10 anos - no mínimo - mais jovem que ela, dá pano para muitas piadas, eu particularmente amei as cenas da mãe complicada e desesperada em não perder seus filhos para nova madrasta. 

Em outra casa há um pai viúvo, Bradley ( Jason Sudeikis) não se conforma de sua esposa ter morrido - Jennifer Garner aparece em gravações como sendo a  falecida - e não está se dando muito bem em criar suas filhas adolescentes.
Talvez a história que eu menos tenha gostado seja de Kristin ( Britt Robertson), ela tem uma filha fofa com um cara que a ama, mas não aceita casar de jeito algum porque não sabe quem ela é de verdade...oi??? Fica ainda mais surreal quando ela solta a pérola de que ser mãe está ok, mas casar é um passo gigante para ela.
E o que dizer as confusões da personagem de Kate Hudson? Jesse andou escondendo de seus pais que se casou com um indiano e que teve um filho com ele. Agora os pais aparecem em sua casa, como ela irá lidar com isso? Ah sim, os pais conservadores ainda terão que entender como sua filha mais velha, a irmão de Jesse, se casou com uma mulher!

E se vocês acham que acabou por aqui...não, há Julia Roberts, linda como sempre, no papel de Miranda, uma apresentadora poderosa que irá revelar seu passado a todos caso ache a filha que um dia entregou à adoção. Muitos falaram que Julia faz uma ponta de luxo, até concordo, ela é muito amiga do diretor que a lançou em Uma Linda Mulher, e sempre aceita fazer filmes dele. Melhor para nós que em um filme só vemos Julia, Jennifer e Kate. Senti falta de Sandra Bullock, acho que ela ficaria perfeita no filme.
Voltando aos pontos positivos, o filme pode até se perder nos estereótipos mas diz ao que veio no final. 
Achei fofo e um ótimo programa para quem quiser levar a família :) 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Menina que via Filmes : Risco Imediato [Crítica]

Título Original : Good People
Título no Brasil : Risco Imediato
Com James Franco, Kate Hudson, Tom Wilkinson , Omar Sy e mais
Gênero Suspense , Policial , Ação

Nacionalidade Reino Unido , EUA , Suécia , Dinamarca
Ano : 2014
Duração : 1h 30 min
























Fica difícil saber em um filme desses o que deu errado. Mas se formos parar para pensar posso dizer que quase tudo. Para começar o  título em inglês é muito melhor, já que " Boas Pessoas" dá exatamente a ideia do que o roteirista e o diretor querem que a gente pare para pensar. Um casal  americano endividado formado por James Franco ( Tom) e Kate Hudson ( Anna) está prestes a perder a casa que moram em Londres. Anna não consegue engravidar de jeito nenhum e somente ela tem emprego, ele não consegue arrumar nada.
Os dois estão tão apertados que além de não terem casa própria, alugam o imóvel e o porão para um cara estranho que de vez em quando abusa da lei do silêncio colocando  a televisão no máximo. 
Preocupados em perderem o lugar que moram eles se irritam mais uma vez com o barulho na casa do inquilino, quando vão pedir para que ele abaixe o som, surpresa : ele está mortinho. 
Então o casal faz o que manda a regra, chamam a ´polícia, limpam o porão...mas logo no início do filme a gente já sabia que o inquilino era bandido, e o pior...roubou de outros bandidos, acabou sendo morto. O que impressiona é que o roteiro abusa do " estamos quase perdendo a casa" para justificar que ao encontrarem um dinheiro ( muito! cerca de 220 mil libras!) eles se achem no direito de ficar com eles, saem gastando como recém ganhadores da loteria, não contam nada ao policial John ( Tom Wilkinson) e ainda se envolvem com Khan ( Omar Sy, de " Intocáveis") que só de olhar já dá medo.
Quanto mais tentam levar uma vida comum mais se enrolam, e a consciência não pesa, até o momento que os bandidos donos da grana resolvem aparecer na casa deles para cobrar. 

Aí se o filme já era violento ficar muito pior. Sobra sangue para todos os lados e o roteiro não segura mais o que vem  a seguir. Não encontro motivos para duas pessoas comuns acharem que podem sair ilesas enganando dois bandidos de meter medo no Freddy Krueger. 
O final é ainda mais clichê, casa abandonada , casal tentando fugir e vilões que são tipo highlander, o filme tem uma hora e meia mas parece ter três e a plateia começa a rir das mortes de tão deprimente que são.