Título Original : La viè d'Àdele
Título no Brasil: Azul é a cor mais quente
Dirigido por Abdellatif Kechiche
Com Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, Salim Kechiouche mais
Gênero Drama , Romance
Nacionalidade França
Censura: 18 anos
Duração : 2h 57 min
Formato visto : Netflix
Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente.
Quando o filme passou nos cinemas aqui do Rio, eu acabei não vendo, dois fatores levaram a isso : minha mãe é quem me acompanha nos cinemas franceses e eu sabia da famosa cena de 11 minutos de sexo entre as protagonistas e o segundo era que os horários não batiam com a hora que saio do trabalho!
Quando abri o Netflix o filme estava como recomendado para mim, sei lá como eles fazem essas escolhas mas acredito que seja pela quantidade de curtidas ou de assistidos entre meus amigos do Facebook já que são vinculados.
Dei o play,era quase meia -noite e assisti. O que relato a seguir é referente as quase três horas de filme que assisti , tendo que acordar as seis horas da manhã para trabalhar, isso porque pensei que não veria o filme inteiro.
Adele ( Adele Exachopoulos, sensacional a atuação dessa mocinha!) é menor de idade, está no ensino médio, é francesa e estuda em uma boa escola. Filha única seus pais são gente boa, ela estuda bastante, ama ler e é bem popular na escola.
O filme já começa mostrando ela sendo instigada pelas amigas a dormir com um carinha mais velho da própria escola, tímida, ela evita o rapaz mas acabam se envolvendo. O tempo todo nota-se que a química não rola, por parte dela já que o rapaz está todo animado.
Há uma cena de sexo entre os dois, as partes íntimas são rapidamente mostradas mas o ponto do filme começa quando ao ver Emma ( Léa Seydoux) na rua ela fica encantada, a moça de cabelo curtos coloridos, o azul que dá nome ao filme , está abraçada com sua namorada , a encara mas continua andando. Adele se masturba pensando na moça.
Mais para frente Adele termina com o rapaz e vai perceber que o que gosta mesmo é de meninas, o bacana do filme é que isso acontece ali na nossa frente, a linda mulher que poderia ter qualquer homem que quisesse opta por não tê-los, mas não que isso seja algo simples.
O filme tem na qualidade as atuações e a sinceridade com que o tema é tratado e isso faz toda diferença. Poderia ser só mais um abordando o tema, mas é ótimo.
Como hétero assisti a primeira cena de sexo das duas assustada, não, nunca tinha visto algo parecido, e agradeci por não estar com meus pais ou noivo, há cenas fortes que o lado puritano aflora e isso vale caso fosse um homem com mulher também. E aqui tento explicar o porquê. Por mais que a cena mostre muito - leia-se genitálias - e dure bastante, para quem assiste sem ser homossexual pode soar como eu nunca ter entendido porque os homens amam tanto futebol. Consegui ser clara? Aceitar as diferenças, ok . Mas aquela identificação que eu sinto como por exemplo vendo "Instinto Selvagem"ou "9 1/2 Semanas de Amor" não rolou.
Longe de mim dizer que o filme é ruim, mas assim como em Ninfomaníaca que fiz críticas aqui no blog, acho que tem que se estar pronto, se você não liga muito para cenas de sexo, é mais liberal, chame os amigos e faça a pipoca. O filme vale muito a pena.
Mas se é assim como eu envergonhado em ver cenas calientes com seus pais ou amigos então veja só.
A princípio pensei que o que me irritaria no filme seriam outras coisas, imaginei um filme meio sem história só para justificar as cenas mais fortes e chocar.
Ledo engano, o que me irritou foi o mesmo que me irrita em casais héteros, a traição, meu Deus, como odeio quem trai!
Da dura realidade de contar aos amigos e familiares sua opção sexual, até a luta dentro de si para saber de verdade o que quer, tudo está nesse filme. E o diretor deixa claro que as dúvidas estão somente em Adele, sua namorada Emma é bem resolvida, sabe do que gosta e é fiel, ganhando pontos comigo.
Pessoas indecisas tendem a trair e isso é mostrado também.
Baseado no livro de Julie Maroh, Azul é a cor mais quente é bom demais, só o final que deixou a desejar. Palmas para o diretor e para as atrizes, assistam!