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terça-feira, 31 de maio de 2016

Menina que via Filmes: Alice Através do Espelho [Crítica]

Título Original: Alice in Wonderland 2 : Through the Looking Glasses
Título no Brasil: Alice Através do Espelho
Data de lançamento 26 de maio de 2016 (1h 50min)
Direção: James Bobin
Elenco: Mia Wasikowska , Johnny Depp, Helena Bonham Carter mais
Gêneros Fantasia, Comédia
Nacionalidade EUA


Um dos filmes mais aguardados por mim esse ano, Alice Através do Espelho não fica devendo nada ao primeiro, sendo que o mestre Tim Burton abriu mão de dirigir o longa e atuou como produtor, isso talvez justifique que todos os astros amigos do cineasta presentes no primeiro filme estão também nesse. 
Na continuação 6 anos depois, Alice ( Mia Wasiwoska) é capitã no navio que era de seu pai para desespero de sua mãe que agora mora sozinha e de seu ex que nunca esqueceu o fora que levou dela, mesmo já estando casado e com um bebê nesse segundo filme. Para se vingar ele cancela as expedições dela que a empresa dele patrocina e ainda hipoteca a única casa que Alice tem. 
Um belo dia na casa desse mesmo vilão de décima categoria ela segue uma borboleta com a voz de Alan Rickman - quem não seguiria? Saudades desse ator lindo - e acaba atravessando um espelho, está aí o porquê do nome do filme, e indo parar de novo na Terra das Maravilhas, onde revê seus amigos que estão desesperados porque o Chapeleiro Maluco ( Johnny Depp) está em depressão e não sai mais de sua casa, tudo isso porque morre de saudade de sua família e quer revê-los. Alice avisa que eles estão mortos o que faz com que ele sinta raiva dela e a expulse. Começa aí a saga desse filme, atrás da verdade sobre a família do amigo ela claro que procura o Vilão do Tempo ( chamado de Time) interpretado por Sasha Baron Cohen, que está trabalhando para a Rainha Vermelha ( Helena Bonham Carter) . 















Dessa vez descobrimos que a Rainha Branca ( Anne Hathaway) não é tão boazinha e o passado de muitos personagens quando Alice volta ao tempo para tentar descobrir o que aconteceu de fato com a família do amigo.
O colorido do filme é impressionante, os atores estão em sintonia pura e eu me diverti como uma criança no cinema. Adoro essa história e dessa vez não foi diferente, não sei nem dizer qual filme gosto mais.
Só tenho a dizer que recomendo, Alice através do espelho é diversão garantida. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Menina que via Filmes : A Colina Escarlate [Crítica]

Título Original : Crimson Peak
Título no Brasil : A Colina Escarlate
Dirigido por Guillermo del Toro
Com Mia Wasikowska , Tom Hiddleston, Jessica Chastain mais
Gênero Terror , Drama , Romance

Nacionalidade EUA
Ano : 2015























Eu queria muito ver esse filme, quando vi que estava passando somente em um lugar próximo aonde moro - e cada vez mais os filmes ficam pouco tempo em cartaz - corri para ver. Não me arrependi. Del Toro mais uma vez age como o cineasta sensacional que é, e assina aqui o roteiro dessa obra gótica que me encantou.
Como se não bastassem todos os apelos visuais perfeitos da produção ainda temos um trio de atores em total sintonia. A protagonista é Edith ( Mia Wasivoska) , a fã de Jane Austen que quer ser escritora, a que perdeu a mãe muito cedo e a vê como fantasma regularmente , a que é tão ingênua que já adulta ainda precisa que o pai lhe abra os olhos quando se apaixona por um forasteiro Sir Thomas Sharpe ( eterno Loki, Tom Hiddleston). Por mais que tudo e até mesmo sua mãe pós morte lhe avise que ele é furada ela quer ele de qualquer jeito. Não ouve o pai, fica desatenta a detalhes que qualquer um perceberia entre Thomas e sua bizarra irmã Lady Lucille ( Jessica Chastain).
O tom sombrio dos irmãos e dos olhares já nos mostram que há algo de podre no reino da Dinamarca! E acreditem, não é lá...mas sim no Reino Unido.  Os ingleses pilantras conseguem o que querem e levam a ingênua Edith para sua casa assustadora.
Acreditem, nada até então era tão bizarro quanto a casa, não cabe a mim aqui fazer um resumo da história já que o intuito é que vocês assistam e me contem suas impressões, mas a casa por si só já cheira e demonstra que nada de bom se passou por lá. 

A neve que a cobre, o meio da casa que é onde se neva, chove ou raramente vê o sol - sim, tem um buraco imenso no teto - e até mesmo os ares dos empregados que mais parecem saídos de " Os Outros" nos dizem que algo não é bem o que Edith imaginou. Por muitas vezes me irritei com a burra protagonista, porque por mais que tudo apontasse para o óbvio ela só via o que queria. 
Não chega a ser terror, mas é um romance gótico, há um ar sombrio nas roupas, no cenário, e no roteiro.
Mas é exatamente tudo isso que faz com que esse filme seja ótimo, Del Toro é certeza de que algo vai muito bem em um filme, no caso desse, não vi erros, saí do cinema surpresa com a história e com a atuação do elenco principal, Jessica Chastain então, foi uma revelação como vilã. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Menina que via filmes : Mapas para as Estrelas [Crítica]

Título Original: Maps to the Stars
Título no Brasil : Mapas paras as Estrelas
Dirigido por David Cronenberg
Com Julianne Moore, Mia Wasikowska , Olivia Williams mais
Gênero Drama

Nacionalidade Canadá , EUA , França , Alemanha
Censura : 16 anos
Duração : 1h 51 min
Ano : 2014


















Não tenho boas recordações de David Cronenberg, o filme Cosmópolis para mim foi uma experiência traumatizante. Ao ver Mapas para as estrelas imaginei que seria tão ruim quanto mas o fato Julianne Moore me fez ir em uma tarde de sábado com a família ver o filme.
O início é morno e depois as coisas vão se encaixando , Agatha ( Mia Wasivoska, tão diferente que demorei a reconhecê-la , para quem também não lembra ela é a Alice no País das Maravilhas com Johnny Depp de Tim Burton) estranhamente usa luvas nas mãos, dessas que pegam até o cotovelo, seu cabelo também cobre parte do rosto e ela paga o chofer Jerome ( Robert Pattinson em participação especial, pois não diz ao que veio)  para levá-la a conhecer a casa das estrelas em Los Angeles. Com caras e bocas misteriosas a personagem é extremamente afetada e isso é visível. 
Em seguida conhecemos Benjie Weiss ( Evan Bird) um adolescente mimado que tem muitas fãs por causa de um filme e que trata mal tudo e todos, inclusive seus pais toda vez que pode, ah, sim ... o pai dele o tal Dr Weiss é terapeuta de estrelas de Hollywood e é ninguém menos que John Cusack que está a cara do Nicholas Cage. 

Na casa de Weiss a família é toda 22, a mãe fuma sem parar e parece ter medo do filho de 13 anos, o pai tem olhar de serial killer e só pensa me ganhar dinheiro e é ainda mais tenso quando descobrimos que Agatha é filha deles também, mas uma filha que ninguém quer ver nem pintada de ouro porque quase matou o irmão e tacou fogo na casa deles anos atrás.
Vocês devem estar se perguntando onde está Julianne Moore nessa história toda, certo?
Explico : Julianne é a estrela maior do filme, como Havana Segrand ela simplesmente arrasa no papel de uma atriz em crise lutando para ter um papel que preste e passando por cima de todos se for necessário para chegar a isso.
Havana é insuportavelmente linda e inescrupulosa, Julianne arrasa aos 54 anos em cenas de lingerie onde mocinhas de 20 cortam os pulsos em segundos. Como se não bastasse o talento dela está mais uma vez na telona, ela se doa de tal forma que mesmo o mais louco dos filmes tem seu valor se tem Julianne em cena.
E para ser muito sincera Mapas para as Estrelas pode até ter coisas muito loucas nele mas é um bom filme. Eu dispensaria a cena de menage com Moore e um pênis de fora porque realmente achei fora do contexto, bastava filmá-los nus, mas ok, vamos deletar da mente e focar na história. 
Agatha quer tanto se aproximar dos pais e do irmão que sem Havana saber a faz ser contratada como sua assistente pessoal e com isso ela transita pelos mesmos meios dos dois o tempo inteiro.
Com um olhar na loucura Agatha não é nada normal, vai se apaixonar por Jerome mas ver que ele é um cara que não vale nem as meias que usa.

Todo esse cenário serve de pano de fundo para Cronenberg nos mostrar o como  a vida das estrelas muitas vezes é cercada de futilidade e nós as alimentamos lindamente.
O final é muito bom, a cena final de Agatha e Havana mereceu algumas palmas do cinema, e olha que é forte, muito forte!