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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Menina que via Filmes : Steve Jobs [Crítica]

Título Original : Steve Jobs
Lançamento 14 de janeiro de 2016 (2h2min) 
Dirigido por Danny Boyle
Com Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen mais
Gênero Biografia , Drama

Nacionalidade EUA










Fui ver esse filme acreditando que tiraria uma boa soneca ! Já tinha visto o filme Jobs ( confira a crítica aqui) em 2013 e lido um livro recentemente ( a resenha vocês conferem aqui) , pela antipatia que passei a nutrir pelo gênio do gênio difícil - sim, há redundância! - achei que já estava de bom tamanho . Mas então meu marido me convence a ir ao cinema porque o filme está concorrendo ao Oscar, porque ele ama a área que trabalha e Jobs tem tudo a ver com ela. Lá fomos nós...e não é que o filme é incrível? Primeiro temos o ator alemão maravilhoso Michael Fassbander como Jobs, ele que já provou seu talento agora também prova a versatilidade interpretando o famoso CEO da Apple. Cheio de manias, o filme já começa mostrando que lidar com ele nunca foi fácil, prestes a lançar um novo produto o teatro está lotado de pessoas influentes e ele dá ordens...muitas! Com um de seus subordinados ele manda que o computador faça algo que não faz...o rapaz diz que isso demora e ele ameaça seu trabalho. É nesse ritmo e pressão que o filme é mostrado. Um Jobs como sempre rico de antipatia e de falas secas como sempre é retratado. Pelo menos no filme somente sua assistente Joanna ( interpretada pela sempre sensacional Kate Winslet) é poupada e tratada com carinho . Sobram farpas para todos que trabalham com ele  , colecionando assim inimigos por onde passe. A história com a filha que ele não queria assumir ganha ares de candidato ao Oscar, são muitas cenas o convencendo de que não é porque foi adotado e não teve amor dos pais biológicos que precisa fazer o mesmo com a filha.
FASSBANDER COMO JOBS E O A DA VIDA REAL
Temos um apanhado da história de Jobs a fundo : o primeiro computador que criou na garagem com seus amigos, a criação da Apple, a criação do NEXT - após demitido - e a volta do poço quando criou tudo que conhecemos bem. 
Fassbander merece a indicação ao Oscar assim como Winslet. Se levarão, não sei. Mas é um filme excelente que nos prende e nos faz ter um pouco mais de simpatia por ele por causa da cena final que os críticos disseram que foi pura invenção. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

[Resenha] Steve Jobs - Insanamente Genial @editoraseguinte

Título Original : Steve Jobs : Insanely Great
Título no Brasil : Steve Jobs  - Insanamente Genial - Uma biografia em quadrinhos
Autor : Jessie Hartland
Editora Seguinte
Número de págs: 235










Por trás do gênio , criador da Apple, a marca mais cobiçada do mundo, detentora do celular mais querido do mercado, existia um homem que como todos sabem morreu de câncer em 2011 . Deixou para trás todo um legado, e que obviamente a mídia não passaria despercebida em fazer filmes e livros sobre a vida do homem que nunca terminou a faculdade mas que ganhou muito mais dinheiro dos que qualquer um que tenha se formado na turma que começara. 
Tendo já visto um filme sobre sua vida - aquele com Ashton Kutcher - pensei que não gostaria de saber nada mais sobre Jobs, primeiro porque me causou certa antipatia saber que nunca assumira a filha com a primeira namorada e que a tratou muito mal quando soube que estava grávida. Segundo porque também veio mais à tona os podres dele, como ter " passado para trás" alguns colegas e tratar seus subordinados na base do grito e da humilhação. 
Em formato de uma biografia em quadrinhos simpática, dessa vez a Editora Seguinte nos apresenta um Jobs em desenho, portanto, um pouco menos sisudo , ali está em jogo nos contar de uma forma mais simples, em um outro formato, com desenhos simples e diálogos fáceis como o gênio foi criado, como ele começou e como terminou seus dias.

























Aqui, há sim  , um Jobs perfeccionista, que até para comprar uma máquina de lavar dentro de sua casa fazia um estudo, mas não entra muito no mérito dele ser muito duro com seus funcionários.
Entendo que a autora, Jessie Hartland, tenha foco nas crianças, talvez por isso o livro tenha traços simples - marca registrada dela - e a história não entre em por menores, aqui basta entender o como o gênio se formou, o como um simples estudante que largou  a faculdade, com poucos recursos conseguiu construir um império.
A história que todos os americanos - e ok, qualquer nacionalidade - ama ouvir, o de como quem não tinha nada, ou quase nada , conseguiu vencer na vida. E definitivamente esse é o caso de Steve Jobs, seus pais adotivos - ele foi criado por eles, já que os biológicos o entregaram para adoção por serem muito novos - não eram ricos, e deram até onde podiam para que Steve conseguisse estudar e ter um trabalho. Como sabemos ele foi muito além, certamente nem ele acreditou que pudesse chegar tão longe, e para nós aos virarmos cada página fica um revival dos momentos de que o primeiro celular com um botão só - por exemplo - foi criado, seu lema era simplicidade, era ter por menos o mais, e ao confiar nisso fazia com que seus técnicos descobrissem um jeito de se fazer valer o que ele queria ver em todas as lojas sendo vendido.

























Sem dúvidas, uma biografia interessante e rápida de ser lida, para todas as idades.