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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Menina que via Filmes : Livre [Crítica]

Título Original : Wild
Título no Brasil; Livre
Baseado na obra de Cheryl Strayed
Dirigido por Jean-Marc Vallée
Com Reese Witherspoon, Gaby Hoffmann, Laura Dern mais
Gênero Drama , Biografia

Nacionalidade EUA
Duração : 1h 56 min
Censura : 16 anos
Ano : 2014





Após a morte de sua mãe, um divórcio e uma fase de autodestruição repleta de heroína, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar e investir em uma nova vida junto à natureza selvagem. Para tanto, ela se aventura em uma trilha de 1100 milhas pela costa do oceano Pacífico.





Quando eu li Livre , lançado no Brasil em 2013 pela Editora Objetiva eu tive uma espécie de amor  e ódio pela protagonista. Detesto traições e ela traiu muito o marido que era um fofo com ela. Vocês pode conferir a resenha do livro aqui.
Por esse motivo não me animei muito em ver o filme, mas com a indicação de Reese - atriz que odeio, por mil motivos - ao Oscar de melhor atriz me vi obrigada. Fora que muita gente que tinha visto me disse que havia gostado muito.
Ok, lá fui eu assistir ao filme e devo dar ao braço a torcer de que Reese no papel de Cheryl Strayed está ótima, ela encarna a personagem de tal maneira que fica difícil lembrar de Legalmente Loura .
Algumas mudanças significativas ocorrem no roteiro, primeiro que no filme Cheryl somente tem um irmão e nem vemos sinal de um padrasto. No livro ela tem sim um padrasto maravilhoso que lhe apoia muito.  Na história de verdade ela tem ainda uma irmã que foge dos compromissos quando a mãe delas está com câncer. 

Narrado de outra forma, já que no filme ela faz a caminhada dela de meses pela Pacific Trail e vai relembrando tudo que já passou na vida desde criança, no livro é diferente, vamos conhecendo o lado podre dela - me refiro as inúmeras traições sem motivo e muita heroína - em partes mas depois é que vem a caminhada. 
De família humilde mas muito batalhadora, Cheryl nunca viu lhe faltar nada, fez faculdade, tinha um cara que a amava, mas a morte prematura da mãe para uma doença a desestabilizou, ela não liga para o marido, ela dorme com tudo e todos e vira uma viciada em drogas.
Na telona o filme ganha ritmo, os sustos com os animais são ótimos e a sequência é muito bem dirigida.
Ok, que alguma cenas como a que mostram as fezes dela não vi motivo para existirem, mas em sua maioria é um filme muito bom e que deu mais ênfase para a caminhada dela em busca dela mesma do que no livro onde nós vemos muito mais os erros dela - o que dá uma raiva tremenda - com quem a amava . 

Claro que a paixão do ex marido, a força e alegria de viver da mãe ( interpretada pela ótima Laura Dern) estão nas quase duas horas de duração. Ainda não vi todos os filmes indicados ao Oscar , ou melhor as atrizes, mas Reese mereceu a indicação. Arrisco dizer que o filme é um pouco melhor que o livro. 

Confiram o trailer do filme :

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

[Resenha] Livre da @edobjetiva

Título Original : Wild
Título no Brasil : Livre
Autora  Cheryl Strayed
Editora Objetiva
Número de págs : 373











Até onde a dor nos leva? Até onde podemos suportar? E o mais importante é saber o que nos faz voltar a vida novamente. Acho que foram essas perguntas que me fiz após ler esse livro. " Livre" não é um livro bobo de auto-ajuda, é a história de uma  jovem de 22 anos que após perder a mãe que tanto amava resolve fazer tudo que lhe dava vontade naquela busca constante que temos atrás do que chamamos de felicidade.
Cheryl começa contando que sua mãe sempre foi seu alicerce, a vida com os 2 irmãos e ela após a separação de seus pais foi uma experiência que lhe marcou para sempre, como ela mesma cita, descobriu que por mais que doesse a separação ela viu que estavam melhor sem aquele homem que espancava constantemente sua mãe.
Com isso, ela morou em vários lugares, sua mãe sempre protegendos os filhos até eles terem idade suficiente para se virarem sozinhos. Seu padastro que ela chamava de pai, era um carpinteiro que amava sua mãe. Casada e fazendo faculdade, Cheryl achava ser feliz, até que seu mundo desaba quando aos 45 anos sua mãe descobre estar com câncer. Da descoberta da doença até a morte dela acompanhamos e sofremos junto com ela sua mãe ir embora e o pior, em muito pouco tempo. A doença presente em tantos livros e na vida de maioria de qualquer ser humano, narrada por Cheryl tem exatamente o que é: uma luta pela vida com vitória e derrotas. Infelizmente sabemos que a história é verídica e que Cheryl perdeu sua mãe.
Com raiva do irmão Leif que nunca procurou a mãe quando doente , de sua irmã que fugia de ver o estado da mãe, ela tem somente o marido da mãe e seu marido Paul como apoio; mesmo que nada faça passar a dor que sente .
Após a morte de sua mãe, Cheryl pode-se dizer assim, surta! Ela começa a trair o marido, se separa, vira viciada em heroina, dorme com vários homens...até resolver fazer a caminhada Pacific Crest Trail que leu em um livro e achou que seria sua salvação ver seus limites percorrendo exatos 1.770 km!
Cheryl conta com detalhes os dias que passou entre ursos, cobras e formigas. Suas bolhas, cortes e meios de defecar e urinar. Como não sou muito fã de passeios ecológicos me assustou a coragem dela em enfrenta tudo com pouco dinheiro e sozinha, dependendo da ajuda de pessoas que lhe deram carona, comida e amizade.
O que ela vive, aprende ou sente é compartilhado com a gente, de uma maneira que pelo menos para mim foi interessante ver como ela lidou com a dor, como ela precisou de uma caminhada, de um desafio para afastar os pensamentos ruins, a dor da solidão sem a presença da mãe e descobrir que não amava seu marido por mais maravilhoso que ele fosse.
" Livre" é um livro para ser lido sem expectativas de finais mirabolantes, ou de lições de moral, me identifiquei com a relação dela com a mãe e estranhei o como ela se acabou por causa da dor que a morte lhe causou. 
Só esperava que ela contasse mais do dia a dia dela atual já que faz agradecimentos ao marido e dois filhos !