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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Menina que via Filmes: Um lindo dia na vizinhança [Crítica]

Título: Um lindo dia na vizinhança
Inspirado na reportagem: “Can you say... hero?” de Tom Junod
Roteiro: Micah Fitzerman-Blue, Noah Harpster
Direção: Marielle Heller
Distribuidora: Sony Pictures
Música: Nate Heller
Elenco: Tom Hanks, Matthew Rhys, Chris Cooper, Susan Kelechi Watson, Maryann Plunkett, Enrico Colantoni, Wendy Makkena, Tammy Blanchard, Noah Harpster, Carmen Cusack, Kelley Davis, Christine Lahti, Maddie Corman
Data de estreia no Brasil: 23 de janeiro de 2020
por Larissa Rumiantzeff

Quando eu soube que fariam um filme com Tom Hanks como Mr. Rogers, fiquei entusiasmada. Afinal, do ator que interpretou o próprio Walt Disney, a gente espera excelência, ainda mais depois do seu trabalho no filme “Nos bastidores de Mary Poppins”. Imaginei que seria tipo a cinebiografia da Hebe Camargo, com aspectos do programa, versus vida real da personalidade retratada. Sendo assim, fui logo pesquisar a respeito do Fred Rogers original, pois queria pegar todas as referências possíveis. 

domingo, 5 de abril de 2015

Menina que via Filmes ; A Grande Virada [Crítica]

Título Original : The Company Men
Título no Brasil : A Grande Virada
Dirigido por John Wells
Com Tommy Lee Jones, Ben Affleck, Chris Cooper mais
Gênero Drama

Nacionalidade Reino Unido , EUA
Formato Visto : DVD
Ano : 2010
Duração : 1h 49 min


Certamente quem acompanha o blog deve ter visto que ando vendo filmes e lido sobre o tema : demissão. Por trabalhar em RH e com a atual situação de nosso país me informei a respeito em outras países e o que tenho visto é que países como EUA tem tido crises seguidas mas para nós só passa o lado do " sonho americano!".
A Grande Virada é um filme que merecia estar em todos os cinemas, mas não me lembro dele passando em nenhum, certamente foi mais um daqueles lançados diretamente em dvd. 
Bobby Walker ( Ben Affleck, ótimo como sempre) é um gerente de vendas de uma grande empresa estaleira, tem uma casa linda, um Porsche na garagem e seu assunto pela manhã são as tacadas de golfe sensacionais que deu. Em mais um dia de escritório ele chega empolgado e sai contando a todos sobre sua jogada, mal percebe que por lá o clima é de enterro. Sally ( Maria Bello) é a pessoa do RH responsável por avisar a todos sobre os cortes, dura tarefa, e ela o faz quase que chorando. Bobby não vê outra alternativa senão voltar para casa e contar a sua esposa que é temporário, mas o que ele não imagina é que arrumar outro emprego seja algo bem complicado e que possa levar meses , ou quem sabe anos. 

Ao mesmo tempo conhecemos a história de Gene, um dos diretores da empresa, com mais de 30 anos de casa, sem dívidas, com uma esposa que vive um mundo a parte e amante de Sally que é bem mais nova que ele. Gene é o diretor de coração bom, faz de tudo para que não ocorram mais cortes e briga para que seu melhor amigo Phil ( Chris Cooper) continue na empresa. O que ele não poderia imaginar é que os acionistas lhe demitiriam também. Por mais que a situação de Gene seja confortável, não é confortante para ele saber que seu melhor amigo está muito mal com a demissão.

Phil sai todos os dias para trabalhar não tendo trabalho, isso porque sua ( ridícula) esposa não quer que os vizinhos saibam que ele não tem mais emprego. Na busca por outra posição aos 60 anos ele encontra preconceitos e uma lista de posições nas quais há sempre um motivo dado pelo empregador para não contratá-lo, enquanto isso sua filha exige uma viagem de formatura para Itália.
O que acontece nos EUA e que no Brasil não possuímos , é que a empresa que demite os coloca em um centro de realocação no mercado, os fazendo ter aulas de como preencher melhor seu currículo e com mesas para que liguem diretamente para oportunidades divulgadas. 
No meio de todo esse caos, a empresa manda mais pessoas embora, Phil opta pelo caminho mais fácil - ou não- e Bobby perde tudo que tinha  : do carro a casa.
O diretor opta por nos mostrar que a virada pode demorar muito a vir, Bobby até mesmo aceita trabalhar com o cunhado  Jack ( Costner) que odeia em uma construção porque não vê outra alternativa para sustentar sua família.
O filme é todo bom e realista mas peca no final e no nome dado em português, quem espera finais felizes vai se decepcionar.