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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

[Resenha] Adulto @intrinseca #UmLivroPorDia

Título Original: The Grownup
Título no Brasil: O Adulto
Autora: Gillian Flynn
Editora Intrínseca
Número de págs: 59
Tradução de Alexandre Martins










Quando uma autora tem talento é outra história. Gillian Flynn nos convida para um conto maravilhoso e cheio de mistérios. Sua protagonista em nenhum momento tem seu nome citado, e só por aí já se vê como a autora é genial em nos fazer perceber isso como um detalhe, já que fiquei tão focada na história que me atinei sobre esse fato agora ao fazer a resenha do livro.
A moça que nunca teve vida fácil tem um passado traumático, seus pais lhe mandavam pedir esmolas, sua mãe enganava a todos como vidente e ela aos 16 anos aprendeu que tinha como dom masturbar homens, isso mesmo, ela fazia isso as vezes seis vezes ao dia, nunca dormiu com nenhum de seus clientes ou fez outro ato sexual, mas aceitava masturbar qualquer um que pagasse por isso.
Nunca terminou os estudos, mas sempre amou ler muitos livros, inclusive um de seus clientes mais assíduos lhe emprestava diversos livros, em certa parte do livro cita a seguinte frase: " Livros podem ser temporários; paus são para sempre." Quando quer justificar porque nunca procurou outra profissão.
Acostumada com não saber muito o que é certo ou errado, ela ouve da mãe que precisa de ajuda e que deverá atender como vidente, o que ela topa já que á charlatanismo puro, mas continua utilizando o quarto dos fundos para atender seus clientes de masturbação.
Quando ela conhece Susan, uma mulher atormentada pelo marido que não lhe dá atenção e um enteado que parece saído do longa " A órfã" logo imagina que poderá ganhar muita grana com ela.
Indo mais a fundo, ela conhece a casa da cliente, inclusive o filho Jack e o tal enteado Miles.  Ele - fofo como sempre- avisará a ela que se continuar indo à casa deles morrerá em breve.
Misturando um suspense com ares de terror, a autora nos deixa em dúvida o tempo inteiro, e mesmo quando desvendado o mistério ele não é tão claro quanto poderia ser, afinal como tudo na vida cada história tem duas versões, o que é incrível é que a protagonista mesmo sendo uma anti heroína, torcemos por ela, mas ao mesmo tempo não sabemos que reação ter quando algo é revelado e nem mesmo ela saberá se isso é a verdade ou uma invenção de quem conta.
Misterioso do início ao fim, O Adulto tem a marca da autora de qualidade, e daria um ótimo curta metragem. Como escreve essa mulher!




quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

[Retrospectiva da Menina] Os 5 Melhores Livros da @intrinseca em 2015

A Intrínseca faz tanto sucesso que um dos dias de 2015 que teve mais acesso ao blog foi quando ela divulgou a lista de parcerias dela. O blog é parceiro da editora há 3 anos, nesse tempo muitos encontros bacana rolaram , sem contar que esse ano teve John Green, sonho mais do que realizado, certo? Por ter tantos livros maravilhosos publicados ficou bem difícil escolher os 5 dentre 18 lidos esse ano. 
Mas...prometi, tenho que cumprir, abaixo os 5 melhores livros que a Editora lançou esse ano.

1º Lugar - Caixa de Pássaros - autor : Josh Malerman


O melhor livro da editora para mim foi Caixa de Pássaros. Confesso que foi muito difícil decidir, mas optei por colocá-lo em primeiro lugar porque acredito que ele tenha cumprido com mais do que eu esperava desse livro. O autor era desconhecido, a história parecia interessante...então começo a ler e não consigo parar. O mistério, o inesperado...a protagonista...tudo nos leva a amar o livro e para completar o simpático autor esteve na Bienal desse ano do Rio, e foi um lindo com todos. Para quem perdeu minha resenha cliquem aqui.


2º Lugar : Lugares Escuros - Gillian Flynn

Se tem uma autora que é garantia de livro bom, essa é Gillian Flynn. Eu já esperava que fosse bom, mas não tanto. A protagonista revoltada, a família despedaçada, o suspense e a gente sem saber para que lado torcer, foi o que me fez escolhê-lo como o segundo lugar da editora. Para completar o filme que não era tão bom quanto o livro passou nos cinemas , me fazendo dar rosto aos personagens. Incrível história! Cliquem aqui para conferirem a resenha. 

3º Lugar : Surpreendente - autor : Maurício Gomyde
Se tem um autor que gosto muito, esse é Gomyde. Adoro os livros e sensibilidade dele, certamente uma da mais acertadas apostas da editora nos nacionais foi a dele. Vai longe esse rapaz! Um livro com várias menções aos filmes que amo, acho que nem preciso falar muito, o 3º lugar é definitivamente dele!
Para quem perdeu a resenha, cliquem aqui .


4º Lugar : Quem é você Alasca? - autor : John Green

Antes que falem : " Mas Raffa, esse livro não é de 2015..." Pessoal, aqui é a retrospectiva dos livros lidos no ano, não dos lançamentos , ok? Claro que por ser parceira deles, li muitos lançamentos, mas esse entrou para o quesito " favoritos da vida". 
Miles e Alasca formaram o casal de protagonistas que mais me identifiquei, rebeldes, sofridos e desajustados mas de coração bom, eles me ganharam. A resenha na íntegra você confere aqui

5º Lugar : Nós - autor : David Nicholls

Um casal de meia-idade, um protagonista fofo e uma mulher nem tanto. Um casal prestes a se separar após uma viagem de despedida do filho que vai para faculdade. Nicholls mais uma vez comove a todos e nos contamina com suas histórias maravilhosas. O autor que esteve no Brasil esse ano, me fez ter esse livro como o favorito dele. Para saber mais, cliquem aqui

E vocês? Quais livros da Intrínseca leram? Concordam com minhas escolhas?

domingo, 21 de junho de 2015

Menina que Via Filmes : Lugares Escuros [ Crítica]

Título Original : Dark Places
Título no Brasil : Lugares Escuros
Baseado na obra de Gillian Flynn
Dirigido por Gilles Paquet-Brenner
Com Charlize Theron, Nicholas Hoult, Chloë Grace Moretz mais
Gênero Suspense , Drama
Nacionalidade França
Duração : 1h 53 min
Ano : 2015



















Ter acabado de ler o livro e ver o filme é uma sensação que amo, mas ao mesmo tempo me faz comparar o tempo inteiro com o que lemos e com o que estamos vendo na telona. Acreditem, eu amei o livro que resenhei essa semana para vocês, mas o filme não deixa falhas, por mais que saiba que seria impossível colocar todos os detalhes da história em menos de duas horas de duração do longa.
Mérito de quem adaptou o roteiro prender a verdade até onde pode, mas claro que para os mais atentos ela será revelada muito antes do que o seria se estivessem lendo o livro.
Lugares Escuros é o tipo de filme que não se pode deixar de prestar atenção nem um mísero minuto, porque pode estar ali o entendimento para a verdade quando ela nos é revelada.
Libby  ( Charlize Theron, muito bem no papel) é  a única sobrevivente de uma chacina familiar. Seu irmão Ben matou toda sua família há 30 anos atrás , ela foi a única que conseguiu escapar. O motivo? Ninguém sabe, mas ela mesmo não tendo visto o irmão atirar o acusou , como ele nunca pediu para recorrer isso  a fez entender que ele é o culpado.

Na telona o que lemos ganha rostos, ali Ben é um ator que parece o Keanu Reeves quando novo, mas que ridiculamente vira um homem parecido com o Jason Statham quando cresce. Essas coisas me irritam um pouco em filmes, mas ok. Os atores são ótimos, o Ben jovem desempenha bem o menino rebelde que se vê encantado com o mundo satânico e parece ter tudo para convencer o mundo de que realmente quis matar a família, como se não bastasse ele ainda era acusado de ter abusado de algumas meninas bem menores que eles na época.
Libby vive de doações de pessoas que tem pena dela, anda toda furada e jamais pensou em trabalhar. É por isso que ela aceita através Lyle ( Nicholas Hoult) conhecer o Clube da Matança, pessoas que amam conhecer vítimas de crimes bárbaros , compram souvenirs da época e querem desvendar mistérios, no caso da Libby eles querem soltar o irmão dela que acham ser inocente.
Difícil gostar da personagem Libby, e isso Charlize fez muito bem, ela não gosta que a toquem, ela não pensa nas irmãs mortas e nunca quis falar com o irmão mesmo sabendo que não foi ele quem atirou, ou melhor, sabendo que não o viu atirar.
Quando os flashes mostram o passado temos noção de como eram os pais da família Day : a mãe Patty vivia para tentar salvar a fazenda e amava todos os filhos, o pai era um vagabundo que até drogas vendia e que só sabia arrancar dinheiro da ex esposa.
Mas uma das melhores cenas é quando Diondra ( a sensacional Chloe Grace Moretz) aparece. Má, linda e persuasiva, ela tem Ben nas mãos, e um filho dele na barriga .

Sequências de rituais satânicos feitos pelo casal e um amigo descente de índios são fortes e o cinema fica calado na hora como quem já acha que vendo a cena sabe quem os matou.
Tudo parece, tudo é ou não, mas o interessante é que o suspense funciona e o filme vale muito o ingresso.
Por vezes pode ser que você espere mais ação, mas ele não é um filme de ritmo, e sim de descobertas. Libby descobre sua verdade juntamente com o espectador e isso faz desse um bom filme. 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

[Resenha] Lugares Escuros @intrinseca

Título Original : Dark Places
Título no Brasil : Lugares Escuros
Autora : Gillian Flynn
Editora Intrínseca
Número de págs: 351
Tradução: Alexandre Martins







Uma de minhas autoras favoritas, Gillian consegue mais uma vez fazer um livro sem defeitos, onde as peças se encaixam sem que saibamos o que de fato ocorreu sem que ela própria o revele. 
Libby Day já tem mais de 30 anos mas nunca trabalhou e nem cogita em fazê-lo, seu ganha pão é viver do passado literalmente, mas um trágico passado. Seu irmão Ben é acusado de ter matado sua mãe Patty e suas duas irmãs Michelle e Debby. Preso, passados 24 anos do trauma, Ben está preso e ela vive com os poucos dólares que lhe sobraram de pessoas que doaram para a pobre menina de 7 anos que tinha visto o irmão dizimar a família. 
Libby é uma protagonista incomum, não se consegue gostar dela de imediato, o jeito frio que aprendeu a lidar com a dor, o desdém que teve com quem lhe acolheu após o ocorrido - sua tia não aguentou ficar com ela pois ela só causava problemas, incluindo assassinar seu cão - e o modo como foge de ganha dinheiro que não seja como vítima incomodam no início.
Nada que uma autora com o talento de Gillian não nos faça perceber que se não fosse por isso não chegaríamos às verdades do que realmente aconteceu naquela noite de 1985.
Ao procurar continuar ganhando algo com sua tragédia particular Libby encontra o Kill Day, mais precisamente um dos melhores personagens da trama : Lyle Wirth. Por causa dele, mesmo que não percebendo que ele o influencia no que nunca pareceu ligar, em saber a verdade, ela vai atrás de provas de que seu irmão realmente matou sua família.
E então começam as dúvidas, há muitos personagens que entram na história, uns por mais culpados que pareçam ser somem sem terem cometido nenhum crime grave, outros que não prestamos tanto atenção começam a ter papel fundamental para entendermos o gigante quebra-cabeça que pode decepcionar alguns leitores quando formados, mas que para mim foi genial.
A menina sobrevivente do drama familiar que nunca quis saber do irmão suposto culpado e muito menos do pai Runner que não era flor que se cheirasse , de repente dá uma guinada e corre atrás de todo o prejuízo do passado,e o que ela encontra é no mínimo intrigante. Não há muitas verdades, todos mentem e sobra para nós não conseguir dar pausa no livro sem entender o que houve.
De certa forma a autora nos coloca no mundo atual  e doentio de terem legiões de fãs que veneram assassinos e que tem fã clubes para eles, ou de moças que querem se casar com condenados à morte. 
O sadismo em querer saber do passado de Libby só prova que ser vítima a faz aproveitadora da tragédia no pior dos sentidos, ela alimenta o lado doentio do ser humano de se encantar com mortes bizarras, prova disso é que ela escreve livros e vende objetos da família para admiradores de sua família morta.
Acho incrível como Gillian mais uma vez faz um livro com uma história na medida certa, sem enrolações, de um modo que o suspense se sustenta até não ter mais o que contar. O filme estreia essa semana no Brasil, e eu estou contando os dias para vê-lo. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

[Resenha ] Objetos Cortantes @Intrinseca

Título Original : Sharp Objects
Título no Brasil: Objetos Cortantes
Autora : Gillian Flynn
Editora Intrínseca
Número de págs : 254






Segundo livro que leio da autora - o primeiro foi o maravilhoso Garota Exemplar - e sua forma de escrever sobre pessoas que de comum não tem quase nada é sensacional. 
Dessa vez a protagonista gosta de se cortar, ela sente alívio cortando palavras em seu corpo. Recém saída de uma clínica e voltando ao seu trabalho como jornalista em um jornal de médio porte de Chicago ela é chamada pelo seu chefe Curry que lhe encomenda que volte a sua cidade natal para fazer uma matéria especial sobre duas jovens que foram assassinadas recentemente.
A princípio ela diz que não quer ir, mas depois topa e sem avisar chega na casa de sua mãe, que não falava há mais um ano. Sua mãe Adora  vive com o padrasto Alan e sua irmã Amma. Wind Gap é uma cidade do interior onde todos se conhecem, o xerife quando ela começa a investigar o caso não quer por lá, mas depois se convence de que sendo filha daquele local e de uma família famosa será difícil ter motivos para tirá-la da investigação.
Camille tem uma depressão dentro dela que emana por todas as páginas, não somente o fato de gostar de cortar-se e viver com marcas por causa disso, mas seu jeito de encarar o mundo e até mesmo sua família é de uma frieza que só vamos entender quando o mistério do livro é desvendado.
Em busca da verdade ela vai dormir com locais ( incluindo o policial Richard) , revirar seu passado e o da cidade e junto com ela vamos entender o como mentes doentias podem prejudicar todos que estão ao seu redor.
Se por uma lado a autora nos brinda com uma personagem que é fraca mas que a partir de certo momento demonstra uma força surreal para ver na cadeia quem fez aquilo com as meninas, por outro o vilão é facilmente descoberto na metade do livro e olha que sou péssima para descobrir essas coisas. Talvez a autora não quisesse mesmo manter  o suspense, mas somente formar o imenso quebra-cabeça de  uma família com distúrbios e uma cidade que é lotada de segredos. Forte e ótimo são os adjetivos que encontro para esse livro , 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Menina que via filmes : Garota Exemplar [Crítica]

Título Original : Gone Girl
Título no Brasil. Garota Exemplar
Baseado na obra de Gillian Flynn
Direção : David Fincher
Ano : 2014
Gênero : Drama / Suspense
País : EUA
Idioma : Inglês
Elenco: Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris
Censura : 16 anos
Duração : 2h 29 min




Amy Dunne (Rosamund Pike) desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick (Ben Affleck) em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.




Quando li  Garota Exemplar ( lançado no Brasil pela Editora Intrínseca) devorei o em um dia, precisava saber o que de verdade havia acontecido com Amy e a narrativa contada entre diários da própria e o que acontecia com Nick me fizeram morrer de ansiedade até o grand finale. Nos cinemas, fiquei com medo que a mágica de um bom livro fosse estragada, mas sabiamente chamaram a autora para roteirista e David Fincher para diretor, o filme estava salvo... e que filme! Fiel ao livro - com diferenças que não estragam em nada a história - e com todos os melhores momentos ali, encarnados por um Ben Affleck e uma Rosamund Pike inspirados e que não me assustará se forem indicados ao Globo de ouro e ao Oscar. 

Amy ( Pike) vive as sombras de ser a mulher perfeita, já que seus pais criaram uma personagem infantil com seu nome e fizeram dela um modelo de criança. É a Amy mulher que Nick ( Affleck) conhece, se apaixona e se casa. O filme mostra menos que o livro o conflito interno entre a Amy de verdade com a de papel, mas ok, ele existe e está ali para quem conseguir entender nas entre linhas.
Nick acorda e se prepara para comemorar os 5 anos de casados com sua esposa , ele vai até o bar onde sua irmã gêmea é dona junto com ele, e se abre para Margô de que sua vida com a esposa não está nada perfeita. Ele recebe uma ligação do vizinho avisando que o gato está do lado de fora da casa, ele corre para casa e encontra a porta aberta , a esposa sumida e algumas coisas quebradas. Começa o tormento de um homem tentando provar que não matou sua esposa e da gente tentando entender o que de verdade aconteceu com Amy, já que muito do filme parece incriminá-lo. 

Quem leu o livro sabe de tudo, mas mesmo assim na telona a mágica acontece, o que lemos toma forma e o filme é sensacional.
Não acredite em tudo que o filme mostra e preste muita atenção, nesse filme ninguém é santo, e o final é maravilhoso, mas inesperado para quem gosta de finais felizes e justos. 

terça-feira, 30 de abril de 2013

[Resenha ] Garota Exemplar @intrinseca

Título Original : Gone Girl
Título no Brasil : Garota Exemplar
Autora Gillian Flynn
Editora Intrínseca











Li " Garota Exemplar" em exatamente 24 horas, não conseguia trabalhar sem pensar no livro, fui dormir vencida pelo cansaço pensando na narrativa...é tão bom mesmo? Sim, é muito bom.
Gillian Flynn conseguiu criar um thriller psicológico onde o leitor tem a atenção presa em momentos pela narrativa de Amy, a tal garota exemplar. Em outros momentos por Nick, o marido que ficamos o tempo todo em dúvida ao que veio e se é mocinho ou vilão.
Amy tem 38 anos, passou a vida inteira sendo  a sombra de uma personagem inventada por seus pais, dois famosos psicólogos que fizeram uma fortuna contando em livros a história de Amy e sua turma. Imagine algo como o Maurício de Sousa que faz sucesso há 50 anos com uma personagem inspirada em sua filha mais velha e de mesmo nome. Isso é a vida de Amy, nunca lhe faltou dinheiro mas sempre tiveram comparações sobre a Amy de mentira e a real.
Nick se apaixona por Amy sem saber que ela rica, o amor dos dois descrito por ela beira a fofura, mas depois do casamento vem os problemas. Nick tem uma mãe que ama mas que está com câncer terminal, seu pai tem Alzheimer e vive em um asilo onde ele reza para que liguem dizendo que ele morreu todos os dias, a vida do casal que era em NY com a demissão de ambos acaba indo para o Missouri por causa da doença da mãe de Nick que promete cuidar dela juntamente com sua irmã Go, com quem tem um ótimo relacionamento.
No Missouri, sua mãe pouco vive e pelo visto os problemas com o casamento só aumentam e com a falta de dinheiro também, já que Amy não trabalha mais e Nick abre um bar com o dinheiro da esposa.
O grande mistério se dá no quinto aniversário de casados quando Nick chega em casa e não encontra sua esposa mas algumas peças de sua casa reviradas, ao chamar a polícia e os pais de sua esposa ele vê que o maior suspeito acaba sendo ele.
Daí para frente tenho medo de falar qualquer coisa e virar spoiler mas posso dizer que me identifiquei com muitas partes escritas por Amy - que mesmo estando sumida nos são mostradas escritas de um diário que mantinha - como o amor que tinha pelo marido beirando a obssessão. O que também veremos é que o casamento dos dois é um mar de mentiras, onde demoramos para descobrir quem está falando a verdade .
Vi muita gente reclamando que o final era clichê, que era extremamente previsível, eu digo por mim, que a história me prendeu de tal modo que não conseguia como disse acima parar até descobrir o que aconteceu de verdade com Amy.

A autora foi sábia em escolher o estilo dos protagonistas, porque ambos com suas qualidades e defeitos tem carisma com o leitor e final é a altura de todo o livro, maravilhoso!