Título Original : Carol
Título no Brasil : Carol
Lançamento 14 de janeiro de 2016 (1h58min)
Dirigido por Todd Haynes
Com Cate Blanchett, Rooney Mara, Kyle Chandler mais
Gênero Drama , Romance
Nacionalidade Reino Unido , EUA
Quando soube da indicação de Cate Blanchett por esse filme, quis logo assistir, então fui na semana de estreia ( Rooney Mara também concorre ao Oscar desse ano pela categoria de coadjuvante) .
Carol Aird ( Cate Blanchett) é uma mulher chique, que tem uma filha pequena e está em processo de separação. Seu ex não aceita nada bem a situação e acha que ela não o quer mais por causa de Abby ( Sarah Paulson, de American Horror Story) , sua ex namorada.
Mal sabe ele que a princípio Carol não lhe quer mesmo, mas ainda não está apaixonada , o que vem a ficar quando conhece em uma loja de departamentos a jovem Therese ( Rooney Mara) . Ela lhe ajuda a escolher um brinquedo para a filha de Carol e os olhares trocados já demonstram o que virá a seguir, tudo trabalhado com muito sutileza, não se há pressa em demonstrar os sentimentos ou em ter cenas mais quentes, talvez isso tenha me cansado um pouco , já que esperava algo como o maravilhoso Azul é a cor Mais Quente .
Há alguns pontos a serem observados em Therese, ela olha muito intensamente para Carol, ela prefere trens a bonecas na infância, ela não suporta ter o namorado lhe beijando, inclusive nunca dormiu com ele. Sinais? Sim, para o que o espectador já sabe mas ela vai descobrindo aos poucos.
Carol é a devoradora, usa seu charme como quem não quer nada e sabe que Therese se interessa por ela de outra forma que ainda não descobriu, um toque de mãos, um andar mais caprichado...e pronto : basta isso para que saibamos sem ler a sinopse que as duas se envolverão.
Seria só mais um filme com um casal de protagonistas lésbicas se não fossem muitos acertos : Cate é uma gigante em cena, o diretor nos deixa a vontade para aguardamos o momento do beijo entre as duas, além de existir toda uma atmosfera complicada para que elas se assumam, é a década de 50, lésbicas são tratadas como doentes . Chega ser risível ver que ela faz um tratamento para se curar de gostar de mulheres. Tão " oi?!" hoje em dia , que assusta.
O fator drama vem quando o ex marido pede a guarda integral da filha e revela para quem quiser ouvir das preferências de sua ex esposa. Carol se vê dividida entre viver o grande amor ou lutar pela guarda da filha.
O momento que todos esperam chega, e quando acontece as duas atrizes estão em perfeita sintonia e a cena tem tudo que merece, ali em poucos segundos são duas mulheres intensamente felizes em colocarem seus desejos para fora, palmas para o diretor.
Por querer mais ação, eu esperava mais durante boa parte do filme , talvez que o envolvimento acontecesse antes, e isso pode ter me decepcionado um pouco, o filme tem ritmo lento mas os últimos 40 minutos valem a ida ao cinema. E sinceramente, depois deles, já nem lembrava que tinha achado o filme um pouco parado, entendi que precisava se trabalhar todo uma aproximação entre as duas, tudo era tabu e Therese ainda estava descobrindo do que gostava de verdade, tanto que até então tinha um noivo. 
Cate como sempre arrasa e merece todas as indicações do mundo, será que leva novamente a estatueta? Rooney acho que não tem chances, faz bem seu papel mas é engolida em cena pela veterana.
Assistam e me contem o que acharam.