Título Original: Murder on Oriente Express Título no Brasil: Assassinato no Expresso Oriente Data de lançamento 30 de novembro de 2017 (1h 54min) Direção: Kenneth Branagh Elenco: Kenneth Branagh, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer mais Gêneros Suspense, Policial
Nacionalidade EUA #107visto #108criticado
por Reinaldo Barros
Quando um clássico literário é adaptado para o cinema ou televisão é comum uma expectativa a altura da obra. A publicidade em torno geralmente é ostensiva e os vídeos promocionais são meticulosamente editados. Assassinato no Expresso do Oriente segue à risca esses e alguns outros passos para uma adaptação de sucesso, começando pelo elenco de peso com Michelle Pfeiffer, Willem Dafoe, Penélope Cruz, Johnny Depp e mais alguns outros bons atores como a jedi Daisy Ridley. Outro passo seguido foi a contratação de uma boa equipe técnica para roteirizar, dirigir, filmar, essas coisas. Qual passo estaria faltando?
Título Original : The Grand Budapest Hotel Título no Brasil : O grande hotel Budapeste Direção : Wes Anderson Elenco : Ralph Fiennes, Jude Law, Tony Revolori, F. Murray Abraham, Adrien Brody, Bill Murray, Jeff Goldblum, William Dafoe, Edward Norton Gênero : Comédia, Drama País : Reino Unido, Alemanha Ano : 2014 Duração : 1h 40 min Censura : 14 anos
No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.
Muito bom quando vamos ao cinema esperando quase nada de um filme e saímos dele com vontade de ver de novo aquele filme.
Assim me senti com o O Grande Hotel Budapeste. Logo no início uma garota está com um livro nas mãos, ela para e frente a uma estátua onde várias chaves estão penduradas. Ela abre o livro e lá já se lê o nome do filme. Ela não precisa falar uma única palavra, entendemos que a partir dali tudo que veremos está contado naquele livro e a história realmente começa.
Um hóspede do hotel ( Jude Law, ótimo como sempre) conversa com o recepcionista sobre a história do hotel, na verdade ele está curioso em saber quem é aquele homem sentado no lobby .
Ao saber que ele é o dono do imenso hotel ele se aproxima como quem não quer nada, mas na verdade quer tudo. Ele quer saber a história dele, como pode um dono de um hotel não dormir no melhor quarto dele? Sim, o dono dorme em quarto dos fundos onde seria de um dos empregados. Ao conversar com o dono ( F. Murray Abraham) a história é ainda mais interessante, ele conta o como de um simples mensageiro se tornou dono daquele imenso hotel. E a partir daí o filme só melhora , com a aparição de M. Gustave ( Ralph Fiennes em uma atuação digna de Oscar). Responsável pelo hotel ele mantém com o garoto Zero ( Tony Revolori , sendo Abraham mais novo) um relacionamento de amizade que vai crescendo com o tempo. O menino que é indiano e mensageiro do hotel primeiramente sente medo da figura poderosa que é M. Gustave, ele manda em tudo e todos e as viuvonas do hotel se derretem toda por ele que as ama . Uma delas ( interpretada por Tilda Swinton) deixa uma herança para ele, um quadro valioso e na viagem a caminho da casa dela a dupla M. Gustave e Zero vão se meter em muitas enrascadas. Uma delas dentro do próprio trem, onde Zero por ser imigrante consegue se safar porque o responsável ( Edward Norton em uma participação mais do que especial) conhece Gustave do hotel que se hospedava quando era criança.
Ao chegarem na mansão se assustam com o que a madame deixou e saem correndo com o quadro já que o filho dela ( Adrien Brody) e seu capanga ( Willian Dafoe) não aceitam que ele leve nada da coroa. No meio de duas guerras mundiais a amizade dos dois só estreita laços, por mais improvável que possa parecer . O ponto alto do filme é exatamente as aventuras que os dois enfrentam e como a atuação deles é excelente o filme é um presente para o espectador.
Bom, as participações de luxo também ajudam, e completam um filme que beira a perfeição. Recomendo que assistam pois qualquer informação adicional pode estragar as surpresas de um filme incrível .
No final de Julho e início de Agosto RJ e SP recebem a peça THEOLD WOMAN com Mikhail Baryshnikov e William Dafoe! Sim, o elenco original vem ao Brasil para a peça de Robert Wilson!
Os ingressos já estão a venda , no Rio o mais barato sai por R$ 25 a meia entrada e em SP R$ 30 a meia! A Ingresso Rápido é a responsável pela venda de ingressos na cidade maravilhosa. E, alguns setores já estão esgotados ( os mais caros de R$ 350!).
O blog estará presente contando sobre a vida da peça ao Brasil, confiram abaixo a sinopse:
The Old Woman, criada por Robert Wilson em colaboração com seus intérpretes, o lendário dançarino e ator Mikhail Baryshnikov e o ator internacionalmente reconhecido Willem Dafoe é uma adaptação da obra homônima do autor russo Daniil Kharms e estreou na Inglaterra em 2013.
Nascido em São Petersburgo em 1905, Kharms sofreu sob o regime stalinista por boa parte de sua vida. Finalmente preso, foi morto por soldados soviéticos nos Gulags com apenas 36 anos de idade. A brevidade da vida de Kharms se assemelha à brevidade de seus escritos de caráter absurdo, alguns dos quais se estendem por pouco mais de um parágrafo. Uma exceção é THE OLD WOMAN, uma novela obscura, brilhante e sutilmente política, escrita em 1939. Carregando traços de Beckett e Ionesco em sua narrativa, que acompanha a história de um escritor em dificuldades que não consegue alcançar a paz consigo mesmo e é assombrado pela figura de uma velha mulher, este é talvez o melhor trabalho de um dos maiores autores russos de vanguarda.
Mikhail Baryshnikov e Willem Dafoe dão vida a seus personagens na encenação de Robert Wilson, caracterizados como uma dupla de palhaços, altamente estilizados, revelando o patetismo presente em cada um de seus bizarros encontros. Numa série de tableaux vivants costurados por números de excêntrico vaudeville, o cenário e iluminação marcantes de Robert Wilson, com móveis que flutuam no palco e monolitos de luz branca, fazem um rigoroso contraponto às figuras construídas por Barishnikhov e Dafoe. Quanto mais dementes são os personagens, mais preciso e austero se torna seu pano de fundo.
Isto é, acima de tudo, uma evocação da tirania stalinista, outro tipo de teatro do absurdo.
Título Original : The fault in Our Stars Título no Brasil : A culpa é das estrelas Baseado no livro de John Green Direção : Josh Boone Elenco : Shailene Woodley, Ansel Egort, Laura Dern, Sam Tramell, William Dafoe Ano : 2014 Gênero : Drama País : EUA Idioma : Inglês Duração : 2h 5 min Censura : 12 anos
Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.
E de repente aquele livro que já lemos mais de um milhão de vezes, aquele em que muitos descobriram o John Green, o que fez vender mais Kleenex no mundo...vira filme! E você conta os dias para a estreia porque afinal seus personagens fofos estarão lá na telona, ganharão um rosto que pode ser diferente daquele que você deu a eles, mas o que importa? John Green aprovou, você como fã deve gostar.
O dia chega, você está no cinema acompanhada de três pessoas que não leram o livro, e você? Bem, você já leu três vezes! E antes que você tenha visto somente o filme, ou tenha lido somente o livro, ou fez os dois e não curte tanta essa história e muito menos entende a histeria por causa dela, lembre-se : toda geração tem sua " Love Story" , seu " Amor sem fim". " A culpa é das estrelas" é para os mais velhos lembrarem de filmes de gênero e os mais novos terem o seu parâmetro de amor para sempre , na vida real , sem vampiros, com direito a nem tão felizes para sempre porque alguma doença ou acidente trágico pode tirar a vida de um dos dois. Mas John Green já avisa e o personagem Augustus repete no filme: " O mundo não é uma fábrica de realização de desejos" Ah ,nós sabemos que não é mesmo.
A protagonista Hazel( a fofa Shailene Woodley) já começa o filme avisando que tem câncer desde os 13 anos, por causa dele quase perdeu a vida, vive grudada a uma mochila que carrega seu balão de oxigênio e é obcecada por livros, principalmente um em particular que fala de uma menina, Anna, que tem câncer. Sua mãe acha que ela está em depressão e a convence a frequentar um grupo de apoio a pessoas com a doença, é lá que ela vai conhecer Augustus Waters ( Ansel Egort) , ele também é um sobrevivente da doença que lhe fez perder metade de uma perna.
Os dois vão se encantar um com o outro de cara, e a sequência de cenas fofas que arrancam suspiros das românticas começa e não para . Gus é tudo que uma menina quer, e Hazel sabe disso. Juntos os dois esquecem a doença e vivem os dias intensamente sem saberem quando será o último, ela parece estar mais perto da morte do que ele , pois volta e meia entra água em seus pulmões.
Piegas? Não. Baseado em uma história real tanto o livro quanto o filme me fazem pensar que um dos motivos de o casal fazer tanto sucesso é exatamente porque é o primeiro amor e com o final nada feliz será mesmo eterno. Afinal, quantos primeiros amores duram para sempre? Gus fala tudo tão perfeito na hora certa que é o namorado que todas gostariam de ter, o rostinho do ator que horas lembra o finado Marlon Brando em início de carreira também ajuda para que as meninas deem gritos no cinema.
Mais do que uma história para se debulhar em lágrimas, Green criou um mundo onde mesmo quem tem todos os motivos do mundo para deixar de acreditar na vida, continua lutando , seja por amor seja porque não perdeu a fé. E se uma coisa completa a outra, nem preciso explicar porque nove entre dez pessoas amam esse livro que virou filme e porque a adaptação é tão perfeita.
Destaco ainda como muito boas as atuações de William Dafoe como o escritor que Hazel ama mas começa a odiar e dos pais dela Laura Dern e Sam Trammell ( de True Blood) . Juntos eles fazem com que o casal " Ok" ganhe ainda mais motivos para brilharem em uma história que por si só já é linda.
Título Original : Out of the Furnace Título no Brasil : Tudo por justiça Direção : Scott Cooper Elenco : Christia Bale, Woody Harrelson, William Dafoe, Casey Affleck, Zoe Saldana Ano : 2014 Gênero : Drama, Suspense Censura : 18 anos Duração : 1h 57 min
Russell Baze (Christian Bale) trabalha em uma usina e mora com o pai (Bingo O. Malley), que enfrenta sérios problemas de saúde, e o irmão mais novo, Rodney (Casey Affleck), que lutou na Guerra do Iraque. Um dia, Russell se envolve em um acidente de carro onde uma criança acaba falecendo, o que faz com que seja preso. Ao sair ele retoma a vida de antes, trabalhando novamente na usina. Entretanto, Rodney se recusa a levar a mesma vida do irmão e do pai. Querendo ganhar dinheiro, ele passa a fazer lutas clandestinas e acaba se envolvendo com um homem violento e bastante perigoso: Harlan DeGroat (Woody Harrelson).
Se tem uma coisa que quando acontece já me deixa satisfeita de ter ido ao cinema é ver um filme onde um elenco fenomenal dá seu show a parte.
Em Tudo por Justiça Christian Bale (como Russell Baze) encarna um usineiro que após um acidente de carro é preso por alguns anos. Afastado da esposa ( Zoe Saldana) que logo lhe vira as costas ,ele somente tem a visita de seu irmão mais novo Rodney ( Casey Afflex, o irmão menos conhecido de Ben , muito bem no filme!)que entre ir para guerra do Iraque e cuidar do pai deles que está quase morrendo arruma tempo para visitar o irmão na cadeia até que este seja solto.
Acontece que para Russell a liberdade tem um preço caro, ele perdeu sua esposa para o xerife da cidade ( Forest Whitaker), seu pai morreu e seu irmão começa a se envolver em brigas para ganhar algum dinheiro sempre acompanhado de Petty ( William Dafoe). Teimoso que só, o rapaz não atende os pedidos dele para que não se envolva com Harlan ( Harrelson, que como sempre faz um vilão de meter medo!).
Entre continuar sua vida como usineiro e tentar manter o irmão dentro da linha a vida de Russell não está fácil, e piora muito mais quando Rodney some.
Em um filme onde o diretor nos mostra a vida honesta e a vida fora da lei e como há policiais corruptos, o tempo de filme nos prende muito a atenção e as atuações são um forte motivo para ficarmos ligados o tempo todo.
Extremamente violento principalmente nas cenas que envolvem Harlan, o filme não passa despercebido, e o tema de esperar a justiça divina ou dos homens ou até mesmo resolver tudo com as próprias mãos se faz presente e é uma constante em um filme com um final emocionante.
Título Original : Nymphomaniac - Volume II Título no Brasil : Ninfomaníaca volume 2 Direção : Lars Von Trier Elenco : Shia Labeouf, Stellan Skarsgard, Charlotte Gainsbouorg, William Dafoe País : Bélgica, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido e França Ano : 2013 Idioma : Inglês censura : 18 anos Duração : 2 h 4 min
Segunda parte das aventuras sexuais de Joe (Charlotte Gainsbourg), uma mulher de 50 anos que decide contar a um homem mais velho (Stellan Skarsgard) sua história pessoal.
Quando assisti Ninfomaníaca Volume 1 estava pronta para odiar o filme, achei que Von Trier com toda sua excentricidade tinha feito mais um filme sem pé nem cabeça, e eu ainda tinha um certo trauma do filme Anti Cristo com a mesma protagonista Charlotte Gainsbourg. Acontece que para minha surpresa o filme era muito bom, entendi aonde o diretor quis chegar e achei os atores ótimos em cena. Saí com uma imagem positiva do filme e fiquei ansiosa para ver a continuação.
Infelizmente a continuação foi uma grande decepção. Tudo de ruim que esperei no primeiro filme, colocaram no segundo. Não sou puritana, muito menos fui ao cinema querendo ver algo comercial , pois conheço a carreira de Lars Von Trier e muitos filmes dele acho fantásticos. O problema nessa segunda parte foi querer mostrar todos os podres do mundo que envolvem o sexo em cenas que muitas vezes ficaram não chocantes, mas grotescas e de embrulhar o estômago.
Sem ter visto o primeiro filme fica impossível ver o segundo e entender algo.
Se bem que tentei entender porque Lars estragou a segunda parte dessa maneira. Temos a protagonista ninfo ( interpretada por Charlotte) continuando a contar sua vida sexual para Stellan Skarsgard, acontece que desde o início do filme já pula para coisas místicas e visões que para mim nem fazem sentido aparecer.
Para continuar com o fantástico mundo do diretor, temos o casal Joe e Jêrome ( Labeouf) passando por uma crise porque ela quer sexo o tempo todo e o pobre do homem não aguenta. Nessa segunda parte tudo que você imaginar aparece, vejamos:
Sexo a três ( acontece com dois negros desconhecidos, na cena que foi amplamente divulgada e que a gente vê todos como vieram ao mundo!
Pedofilia - sim, mesmo que não tenha a cena em si, o que aparece choca, impressiona e se o motivo era fazer sentir nojo, pontos para Von Trier
Violência - essa me fez quase levantar do cinema e ir embora, e olha que já vi inúmeros filmes com tortura,mas essa me incomodou demais
Lesbianismo - não gostei não por se tratarem de duas mulheres, mas porque não espera o envolvimento delas ( não posso contar!)
Vale o ingresso? Não gostei do filme, esperei muita coisa e ela não veio, ou melhor veio em excesso, um sexo doentio e exagerado que beirou o ridículo em muitas cenas.
A personagem que no primeiro filme até chega a cativar o espectador, nos faz sentir raiva nesse .
Por mais que Stellan esteja espetacular - mas continuo achando a cena final com ele totalmente desnecessária! - e que Charlotte funcione bem como a mulher atormentada pela sede de sexo, o resultado deixa a desejar!