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terça-feira, 22 de julho de 2014

Menina que via filmes : O Grande Hotel Budapeste [Crítica]

Título Original : The Grand Budapest Hotel
Título no Brasil : O grande hotel Budapeste
Direção : Wes Anderson
Elenco : Ralph Fiennes, Jude Law, Tony Revolori, F. Murray Abraham, Adrien Brody, 
Bill Murray, Jeff Goldblum, William Dafoe, Edward Norton
Gênero : Comédia, Drama
País : Reino Unido, Alemanha
Ano : 2014
Duração : 1h 40 min
Censura : 14 anos
No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.


Muito bom quando vamos ao cinema esperando quase nada de um filme e saímos dele com vontade de ver de novo aquele filme. 
Assim me senti com o O Grande Hotel Budapeste. Logo no início uma garota está com um livro nas mãos, ela para e frente a uma estátua onde várias chaves estão penduradas. Ela abre o livro e lá já se lê o nome do filme. Ela não precisa falar uma única palavra, entendemos que a partir dali tudo que veremos está contado naquele livro e a história realmente começa. 
Um hóspede do hotel ( Jude Law, ótimo como sempre) conversa com o recepcionista sobre a história do hotel, na verdade ele está curioso em saber quem é aquele homem sentado no lobby . 
Ao saber que ele é o dono do imenso hotel ele se aproxima como quem não quer nada, mas na verdade quer tudo. Ele quer saber a história dele, como pode um dono de um hotel não dormir no melhor quarto dele? Sim, o dono dorme em quarto dos fundos onde seria de um dos empregados.
Ao conversar com o dono ( F. Murray Abraham) a história é ainda mais interessante, ele conta o como de um simples mensageiro se tornou dono daquele imenso hotel. E a partir daí o filme só melhora , com a aparição de M. Gustave ( Ralph Fiennes em uma atuação digna de Oscar).  Responsável pelo hotel ele mantém com o garoto Zero ( Tony Revolori , sendo Abraham mais novo) um relacionamento de amizade que vai crescendo com o tempo. O menino que é indiano e mensageiro do hotel primeiramente sente medo da figura poderosa que é M. Gustave, ele manda em tudo e todos e as viuvonas do hotel se derretem toda por ele  que as ama . 
Uma delas ( interpretada por Tilda Swinton) deixa uma herança para ele, um quadro valioso e na viagem  a caminho da casa dela a dupla M. Gustave e Zero vão se meter em muitas enrascadas. Uma delas dentro do próprio trem, onde Zero por ser imigrante consegue se safar porque o responsável ( Edward Norton em uma participação mais do que especial) conhece Gustave do hotel que se hospedava quando era criança.

Ao chegarem na mansão se assustam com o que a madame deixou e saem correndo com o quadro já que o filho dela ( Adrien Brody) e seu capanga ( Willian Dafoe) não aceitam que ele leve nada da coroa. 
No meio de duas guerras mundiais a amizade dos dois só estreita laços, por mais improvável que possa parecer .
O ponto alto do filme é exatamente as aventuras que os dois enfrentam e como a atuação deles é excelente o filme é um presente para o espectador.

Bom, as participações de luxo também ajudam, e completam um filme que beira a perfeição. Recomendo que assistam pois qualquer informação adicional pode estragar as surpresas de um filme incrível .