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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Menina que via Filmes: Beleza Oculta [Crítica]


















Título Original: Collateral Beauty
Título no Brasil: Beleza Oculta
Data de lançamento 26 de janeiro de 2017 (1h 37min)
Direção: David Frankel
Elenco: Will Smith, Kate Winslet, Keira Knightley , Edward Norton, Helen Mirren
Gênero Drama
Nacionalidade EUA

Imaginem um filme com o elenco acima? O que esperar? Temos ganhadores do Oscar, atores que amamos e uma história que tem de tudo para nos fazer tirar o Kleenex da bolsa, certo? Então porque o filme é apenas bom? Olha eu por muito pouco não coloquei "ruim" porque ainda estou tentando entender o que aconteceu com nosso querido Will Smith nesse filme, ele parece uma versão piorada dele mesmo. Mas o roteiro fraco talvez o tenha feito se arrepender de ter se metido nesse longa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Menina que via Filmes : BirdMan ou A Inesperada Virtude da Ignorância

Título Original : Birdman 
Título no Brasil : Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância
Dirigido por Alejandro González Iñárritu
Com Michael Keaton, Zach Galifianakis, Edward Norton mais
Gênero Comédia , Drama

Nacionalidade EUA
Censura : 16 anos
Duração  : 1h 49 min






No passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) fez muito sucesso interpretando o Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway. Entretanto, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.






Quando soube que Birdman estava concorrendo em várias categorias do Oscar 2015 me animei muito. Sou fã de Michael Keaton, obviamente por causa do papel em Batman, e sofri junto com ele a cada filme médio que ele optou em fazer, como um Nicolas Cage menos famoso, Keaton apostou em filmes dramáticos como Minha Vida ao lado de Nicole Kidman e recentemente participou do péssimo remake de Robocop . Porque contei tudo isso? Porque tenho certeza que muitos verão em Birdman um filme se pé nem cabeça e nem ousarão entender o como ele é brilhantemente crítico . 
Riggan Thomson ( Keaton, fenomenal, valendo a indicação ao Oscar) é um ator que já fez muito sucesso em Hollywood interpretando Birdman, uma espécie de Batman já vivido pelo ator que o faz. 
No entanto, já se passaram 20 anos da última atuação como o homem pássaro e ele não conseguiu mais nenhum papel de destaque o que ganhou é de te vivido o personagem e no presente sofre quando as crianças nem sabem quem ele é, somente as mães.
Riggan é um astro em busca do seu reconhecimento, alguém que sente imensa falta do passado de glórias e que precisa ter novamente esse envolvimento com o público . Seria normal se o tal ator não ouvisse a si mesmo como um diabinho lhe dando ideias do que precisa fazer para voltar a ter sucesso, ou seja, o Birdman fica lhe falando o que fazer, em cenas que valem uma salva de palmas para Keaton.

Prestes a estrear uma peça que lhe valeu as últimas economias que possuía, ele ainda tem que lidar com um ator ótimo mas completamente doido ( Edward Norton, outro monstro atuando como sempre no papel de Mike) , uma atriz que sofre com o relacionamento com Mike ( Naomi Watts), e uma filha muito doida ( Emma Stone, que está tão magra e de olhos esbugalhados que achei que tinha vindo de Grandes Olhos) que luta contra o vício de drogas mas que clama por atenção paterna.
Nos bastidores sofremos com ele, é tanta gente louca que o espectador passa a ter pena do ex Birdman. 
Para completar também temos Zach Galifianakis ( de Se beber, não case) como o agente que só pensa em se dar bem em cima do ator que tenta ter mais momentos de glória.
De verdadeiro na vida de Riggan sobra somente sue ex esposa que mesmo traída inúmeras vezes é quem sempre está do seu lado quando tudo parece mal.
Os diálogos são interessantes, a maior preocupação do protagonista em um voo que quase caiu era saber que se o avião caísse a manchete do jornal do dia seguinte seria que George Clooney morreu e não ele, é exatamente uma crítica ao mundo de celebridades e busca da fama que temos inclusive em nosso país, onde deixar de ser notícia é sofrido para alguns.
Michael Keaton talvez tenha feito tão bem o papel porque se identificou, em um mundo de aparências onde quando se está lá no alto faturando somos rodeados de falsos amigos e quando não fazemos mais sucesso todos somem, o ator parece entender bem do que se trata o filme e até as ilusões dele parecem reais para gente.
A cena em que ele ganha muita fama e os ingressos da peça se esgotam porque ele sem querer ficou de cueca em plena Times Square é sensacional, como não viralizar  um vídeo do You Tube? 
Sua filha vibra com as milhões de curtidas e compartilhamentos, e ele agora tem twitter com milhares de seguidores em um dia! Isso é ser atual. 

Fica difícil não ter raiva da crítica de teatro que destrói montagens de peça em um único dia e sente prazer nisso, e claro que ele se pergunta o que faz mesmo alguém virar um crítico? A frustração de não ter virado ator ou diretor? O poder de ter influência sobre o que será sucesso ou não?
A cena é sensacional, assim como todo o filme e o final inesperado. Keaton merece cada indicação, está soberbo, e que venham mais filmes com o eterno Batman, aos 63 anos ele tem gás para muito filme bom! 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Menina que via filmes : O Grande Hotel Budapeste [Crítica]

Título Original : The Grand Budapest Hotel
Título no Brasil : O grande hotel Budapeste
Direção : Wes Anderson
Elenco : Ralph Fiennes, Jude Law, Tony Revolori, F. Murray Abraham, Adrien Brody, 
Bill Murray, Jeff Goldblum, William Dafoe, Edward Norton
Gênero : Comédia, Drama
País : Reino Unido, Alemanha
Ano : 2014
Duração : 1h 40 min
Censura : 14 anos
No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.


Muito bom quando vamos ao cinema esperando quase nada de um filme e saímos dele com vontade de ver de novo aquele filme. 
Assim me senti com o O Grande Hotel Budapeste. Logo no início uma garota está com um livro nas mãos, ela para e frente a uma estátua onde várias chaves estão penduradas. Ela abre o livro e lá já se lê o nome do filme. Ela não precisa falar uma única palavra, entendemos que a partir dali tudo que veremos está contado naquele livro e a história realmente começa. 
Um hóspede do hotel ( Jude Law, ótimo como sempre) conversa com o recepcionista sobre a história do hotel, na verdade ele está curioso em saber quem é aquele homem sentado no lobby . 
Ao saber que ele é o dono do imenso hotel ele se aproxima como quem não quer nada, mas na verdade quer tudo. Ele quer saber a história dele, como pode um dono de um hotel não dormir no melhor quarto dele? Sim, o dono dorme em quarto dos fundos onde seria de um dos empregados.
Ao conversar com o dono ( F. Murray Abraham) a história é ainda mais interessante, ele conta o como de um simples mensageiro se tornou dono daquele imenso hotel. E a partir daí o filme só melhora , com a aparição de M. Gustave ( Ralph Fiennes em uma atuação digna de Oscar).  Responsável pelo hotel ele mantém com o garoto Zero ( Tony Revolori , sendo Abraham mais novo) um relacionamento de amizade que vai crescendo com o tempo. O menino que é indiano e mensageiro do hotel primeiramente sente medo da figura poderosa que é M. Gustave, ele manda em tudo e todos e as viuvonas do hotel se derretem toda por ele  que as ama . 
Uma delas ( interpretada por Tilda Swinton) deixa uma herança para ele, um quadro valioso e na viagem  a caminho da casa dela a dupla M. Gustave e Zero vão se meter em muitas enrascadas. Uma delas dentro do próprio trem, onde Zero por ser imigrante consegue se safar porque o responsável ( Edward Norton em uma participação mais do que especial) conhece Gustave do hotel que se hospedava quando era criança.

Ao chegarem na mansão se assustam com o que a madame deixou e saem correndo com o quadro já que o filho dela ( Adrien Brody) e seu capanga ( Willian Dafoe) não aceitam que ele leve nada da coroa. 
No meio de duas guerras mundiais a amizade dos dois só estreita laços, por mais improvável que possa parecer .
O ponto alto do filme é exatamente as aventuras que os dois enfrentam e como a atuação deles é excelente o filme é um presente para o espectador.

Bom, as participações de luxo também ajudam, e completam um filme que beira a perfeição. Recomendo que assistam pois qualquer informação adicional pode estragar as surpresas de um filme incrível .


sábado, 22 de março de 2014

Menina que via filmes : Memórias de Salinger [Crítica ]

Título Original : Salinger
Título no Brasil : Memórias de Salinger
Direção : Shane Salermo
Baseado no livro de mesmo nome
Elenco : Philip Seymour Hoffman, John Cusack, Danny De Vitto, Edward Norton
Gênero : Documentário
Ano : 2013
País : EUA
Idioma : Inglês
Censura : 10 anos
Duração : 2h







Após escrever a obra-prima "O Apanhador no Campo de Centeio", J. D. Salinger decidiu não publicar mais livros. Este homem recluso sumiu dos holofotes, não deu notícias durante quarenta anos. O autor teria ficado particularmente perturbado pelo fato de três assassinos terem usado o seu livro como justificativa de seus crimes. O documentário tenta investigar os motivos de seu comportamento, e quais obras ele teria escrito durante o isolamento.





Apesar dos inúmeros trailers que passaram nos cinemas do Rio de Janeiro, "Memórias de Salinger"  somente passou em dois cinemas da cidade e somente por uma semana, muito provável que o tenha acontecido por dois motivos : o primeiro deles, poucas pessoas ligam o nome dele ao famoso livro no país, muitos já ouviram falar do clássico O apanhador no campo de centeio mas somente algumas pessoas o leram . O segundo fator é que ele estreou quando filmes da safra do Oscar lotavam as salas da cidade.
Lamentável que um bom documentário tenha tido tão pouca aceitação , pois Salinger foi um escritor digno de suas biografias, um homem cheio de mistérios e de manias que conhecemos ao longo do filme.
Não somente por seu livro ter se tornado um clássico mas também porque assassinos - cito como o mais famoso deles o de John Lennon - quando interrogados disseram ter se inspirado no livro para agirem daquela forma.
Por mais que seja invenção da cabeça de malucos, com essas declarações o livro continua sendo muito vendido e não tão fácil de encontrar no Brasil por exemplo onde é mais fácil encontrarmos em inglês no formato e-book ou em sebos.
No documentário em questão muitos atores contam sua experiência com o  livro, atores famosos como o recém falecido Philip Seymour Hoffman ou veteranos como Danny De Vitto nos mostram o como foi o contato deles com a leitura do então polêmico livro.
Vemos também autores - o também recém falecido Tom Wolfe! - contando o como o livro mudou suas vidas e o modo de pensar.
Avesso a todas as badalações ao redor do livro, Salinger optou por viver como anônimo, longe de tudo e todos e lançando alguns livros depois com outro nome.
Não há entrevistas com ele que faleceu em 27 de janeiro de 2010 com 91 anos, há somente imagens captadas por fotógrafos dele deixando os Correios e dele entrando em um carro.
Salinger serviu na Segunda Guerra Mundial , de origem judia ele lutou no exército americano e voltou com muitas ideias, dentre as quais escreveu o livro em 1951.
Recluso mesmo após o sucesso, teve relacionamentos conturbados com sua esposa e uma amante, Joyce Maynard que aparece no filme. 
EDWARD NORTON 

TOM WOLFE

SALINGER

O filme passa por muitas fases da vida de Salinger! Interessante ler o livro antes e depois conhecer um pouco mais do autor.
Vale muito a pena ser visto!