Título Original : Woman in Gold
Título no Brasil : A Dama Dourada
Dirigido por Simon Curtis
Com Helen Mirren, Ryan Reynolds, Daniel Brühl mais
Gênero Drama
Nacionalidade Reino Unido , EUA
Ano : 2015
Incrível - e triste - o como a 2ª Guerra até hoje nos apresenta histórias de famílias dizimadas e separadas por causa dela. Dessa vez é através do quadro mais famoso do pintor Gustav Klimt , "Woman in Gold", que retratava uma moça chamada Adele na Áustria pré guerra. A tal pessoa pintada era tia de Maria Altman ( Helen Mirren, maravilhosa como sempre) , uma jovem judia que estava feliz com sua vida burguesa e recém casada com um cantor de ópera chamado Fritz ( Max Irons, filho do ídolo Jeremy Irons) . Quando Hitler toma conta de vez de Viena , seus tios conseguem fugir mas ela , o marido e os pais ficam. A casa em que moram é tomada pelos soldados e eles ficam em prisão familiar.
Entre o presente - que na verdade é o ano de 1998 - de Maria já moradora da Califórnia e enterrando sua última parente viva , sua irmã, e o passado no qual teve que fugir do país que amava para não parar nos campos de concentração o filme vai e volta muitas vezes, sinceramente, a parte do passado é muito mais interessante, e acho que ficou faltando muita explicação, apesar das atuações dos pais ( destaque para a sempre ótima atriz Nina Kuzendorf) serem convincentes, falta alguns pontos como porque a irmã conseguiu fugir? O que acontece depois que fogem para Colônia? São detalhes que fazem a diferença para entendermos mais da história da protagonista. Claro há através das falas de Maria a compreensão de porque ela tem verdadeiro horror de seu país de origem, a ponto de se recusar o filme inteiro a falar o idioma dele. Helen também é britânica demais para quem era austríaca e passou o restante de sua vida nos Estados Unidos, esses detalhes me incomodaram um pouco.

Tirando isso, vemos o motivo principal do filme existir. Maria com a ajuda de um advogado com pouca experiência Randol Schoenberg (Ryan Reynolds) mas descente de judeus austríacos e amigos de sua família decidem correr atrás do quadro que foi roubado de sua família pelos nazistas. Outros filmes já tinham relatado o como muitas obras de arte foram roubadas por eles e nunca devolvidas. Woman in Gold é uma delas. Ficava no museu mais famoso de Viena e o filme mostra a luta para que consigam reaver o quadro para Maria, a única sobrevivente da família.
É difícil entender no filme porque Maria insiste tanto em ter o quadro e por momentos desiste quando finalmente convence e muda toda a vida do rapaz que esquece da família e de seu emprego para ajuda-la. Algo pouco explicado é porque mesmo ele mesmo sendo descendente de um famoso compositor, resolveu ter amor pelas raízes e lutar pela história de Maria com seu quadro.
A esposa dele, interpretada por Katie Holmes, é mostrada como alguém que só sabia cobrar dele que trabalhasse, enquanto engravidava o tempo todo. De repente ela decide apoia-lo. Fica estranho, talvez mal explicado.
Os atores do tribunal convencem, mas o humor nem sempre acontece na hora certa. Se não fosse o talento dos atores principais certamente o filme não seria tão bom quanto o é.
O roteiro as vezes confunde, mas a história se salva por ser interessante, a primeira vez que alguém processou a Áustria diretamente dos Estados Unidos é no mínimo curioso e merece a atenção que tem.
O final é como na vida real, e o quadro está até hoje nos Estados Unidos . Não foi spoiler, qualquer busca por ele no Google mostra isso.