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sábado, 18 de junho de 2016

Menina que via Filmes: Como Eu Era Antes de Você [Crítica]

Título Original: Me Befores You
Título no Brasil: Como eu Era Antes de Você
Data de lançamento 16 de junho de 2016 (1h 50min)
Direção: Thea Sharrock
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer mais
Gêneros Drama, Romance

Nacionalidade Reino Unido
Ano:2016
Baseado na obra de JOJO MOYES




A maioria já leu o livro, muitos amam, outros odeiam por causa do final, mas a verdade é que se você nunca nem ouviu falar de Jojo Moyes é porque não acompanha a blogosfera mundial. 
Queridinho de muitos e inclusive um dos livros que mais amei ler nos últimos tempos, Como eu era antes de você finalmente chega à sua versão na telona, depois de uma espera de 4 anos do lançamento oficial. Confesso que tinha medo de que o filme estragasse a linda história de amor entre uma moça um pouco estabanada e única na forma de se vestir e um rapaz que era um galã da vida até sofrer um acidente e ficar tetraplégico. Se você nunca leu o livro e nem quer porque acha que é mimimi demais, repense. Eu vejo essa história com outros olhos. E foi uma surpresa muito agradável ver que os atores estão literalmente vestindo a pele dos personagens e não deixam a desejar em nenhum momento.
Lou Clark é vivida pela britânica Emilia Clarke, conhecida por seu papel em Game Of thrones e Will Traynor o rapaz que tinha tudo mas perdeu seus movimentos do pescoço para baixo é vivido pelo lindo ator de Jogos Vorazes, Sam Clafin, há química, há lágrimas e há o mais importante : um roteiro que sustenta e que pode ser que os críticos torçam o nariz, mas entendam que o segredo do sucesso de Jojo foi unir uma moça humilde com um rapaz milionário mas sem os fetiches de livros hot que rondam nossas livrarias, ali não pode haver sexo, ali eles são estranhos no início mas apaixonados no decorrer de uma deliciosa história onde a mocinha não irrita, onde ela é gente como a gente que tem que pensar duas vezes em suas atitudes pois ajuda os pais no sustento da casa, onde pensa menos nela  e mais na irmã...e onde parece não se importar com o fato de estar cada dia mais envolvida com alguém que não poderá lhe oferecer muitas das coisas comuns nos relacionamentos, mas ela mesma anda bem decepcionada com um namorado atleta que é um mala sem alça...os dois encaixam no momento certo, mas Will não acha justo que ela fique com ele.

Ah não...não posso soltar spoilers, posso sim garantir que se você ama o livro como eu não vai se decepcionar, é tudo perfeito, os atores, o roteiro, a trilha sonora...e é como a vida. Sim, não somos todos ricos, não somos lindas e muito menos todas as vezes temos finais felizes. Jojo teve a sensibilidade de nos tocar de uma forma linda que na telona só me restou levar muitos Kleenex e enxugar as lágrimas que deixei cair. 

É amor...e pode ser clichê, mas sim, há sempre alguém que amamos e que nos marca de tal forma que nos lembraremos para sempre, que nos faz mudar para melhor...e que somos eternamente agradecidos. 
É lindo sim, é para ser visto mais de uma vez sim. 

domingo, 23 de agosto de 2015

Menina que via Filmes : A Dama Dourada [Crítica]

Título Original : Woman in Gold
Título no Brasil : A Dama Dourada
Dirigido por Simon Curtis
Com Helen Mirren, Ryan Reynolds, Daniel Brühl mais
Gênero Drama

Nacionalidade Reino Unido , EUA
Ano : 2015
























Incrível - e triste - o como a 2ª Guerra até hoje nos apresenta histórias de famílias dizimadas e separadas por causa dela. Dessa vez é através do quadro mais famoso do pintor Gustav Klimt , "Woman in Gold", que retratava uma moça chamada Adele na Áustria pré guerra. A tal pessoa pintada era tia de Maria Altman ( Helen Mirren, maravilhosa como sempre) , uma jovem judia que estava feliz com sua vida burguesa e recém casada com um cantor de ópera chamado Fritz ( Max Irons, filho do ídolo Jeremy Irons) . Quando Hitler toma conta de vez de Viena , seus tios conseguem fugir mas ela , o marido e os pais ficam. A casa em que moram é tomada pelos soldados e eles ficam em prisão familiar.
Entre o presente - que na verdade é o ano de 1998 - de Maria já moradora da Califórnia e enterrando sua última parente viva , sua irmã, e o passado no qual teve que fugir do país que amava para não parar nos campos de concentração o filme vai e volta muitas vezes, sinceramente,  a parte do passado é muito mais interessante, e acho que ficou faltando muita explicação, apesar das atuações dos pais ( destaque para a sempre ótima atriz Nina Kuzendorf) serem convincentes, falta alguns pontos como porque a irmã conseguiu fugir? O que acontece depois que fogem para Colônia? São detalhes que fazem a diferença para entendermos mais da história da protagonista. Claro há através das falas de Maria a compreensão de porque ela tem verdadeiro horror de seu país de origem, a ponto de se recusar o filme inteiro a falar o idioma dele. Helen também é britânica demais para quem era austríaca e passou o restante de sua vida nos Estados Unidos, esses detalhes me incomodaram um pouco.

Tirando isso, vemos o motivo principal do filme existir. Maria com a ajuda de um advogado com pouca experiência Randol Schoenberg (Ryan Reynolds) mas descente de judeus austríacos e amigos de sua família decidem correr atrás do quadro que foi roubado de sua família pelos nazistas. Outros filmes já tinham relatado o como muitas obras de arte foram roubadas por eles e nunca devolvidas. Woman in Gold é uma delas. Ficava no museu mais famoso de Viena e o filme mostra a luta para que consigam reaver o quadro para Maria, a única sobrevivente da família.
É difícil entender no filme porque Maria insiste tanto em ter o quadro e por momentos desiste quando finalmente convence e muda toda a vida do rapaz que esquece da família e de seu emprego para ajuda-la. Algo pouco explicado é porque mesmo ele mesmo sendo descendente de um famoso compositor, resolveu ter amor pelas raízes e lutar pela história de Maria com seu quadro.
A esposa dele, interpretada por Katie Holmes, é mostrada como alguém que só sabia cobrar dele que trabalhasse, enquanto engravidava o tempo todo. De repente ela decide apoia-lo. Fica estranho, talvez mal explicado.


Os atores do tribunal convencem, mas o humor nem sempre acontece na hora certa. Se não fosse o talento dos atores principais certamente o filme não seria tão bom quanto o é.
O roteiro as vezes confunde, mas a história se salva por ser interessante, a primeira vez que alguém processou a Áustria diretamente dos Estados Unidos é no mínimo curioso e merece a atenção que tem.
O final é como na vida real, e o quadro está até hoje nos Estados Unidos . Não foi spoiler, qualquer busca por ele no Google mostra isso. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Menina que via Filmes : O Jogo da Imitação [Crítica]

Título Original: The Imitation Game
Título no Brasil: O Jogo da Imitação
Dirigido por Morten Tyldum
Com Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode mais
Gênero Biografia , Drama

Nacionalidade EUA , Reino Unido
Duração : 1h 55 min
Censura: 12 anos








Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.








Biografias me encantam. Se tratam de temas como Segunda Guerra então, melhor ainda. Alan Turing ( Benedict Cumberbatch, estupendo no papel!) sempre foi diferente dos outros, na escola era zoado por seus colegas e os professores sabiam da genialidade dele. Adulto, formado em Matemática, ele se candidata a equipe militar britânica para desvendar a "enigma", aparelho que os alemães utilizavam para se comunicar e dar coordenadas aos submarinos  durante a Segunda Guerra. Extremamente pedante e com cara de poucos amigos, Turing fez mais desafetos do que amigos, inclusive o Comandante Denninston ( Charles Dance) que o contrata mas depois não aguenta o jeito sem limites dele. 

No meio da equipe montada Turing também cria inimigos, ele quer trabalhar sozinho, acha que ninguém está a sua altura e somente se encanta com Joan Clarke ( Keira Knightley, linda e atuando bem como sempre). A moça que se apaixona por ele e que é muito inteligente logo vira sua melhor amiga, ela quer mais do que isso, ele se assume homossexual para ela, mas como era crime na época ninguém podia saber da verdade.
Entre decifrar código e relembrar um passado de bullying na escola, o espectador não vê muitos bombardeios e nem sequer há cenas de guerra , esse não é o foco. O principal ali é mostrar que uma pessoa que pelo menos diminuiu em 2 anos a guerra de Hitler foi esquecida e se matou por ser homossexual, ou seja, ele mesmo foi vítima do preconceito de uma guerra que nasceu disso, contra o povo judeu. 

Com atuações que se completam ( o time todo é bom, mas temos destaque para Mark Strong como Stewart Menzies e Matthew Good como Hugh) e relatos que nos impressionam sobre a genialidade do matemático britânico e tudo que ele ajudou a descobrir sobre a Enigma!
O roteiro é acertado e não deixa falhas , a direção é uma perfeição que mesmo quem não saiba percebe que esse filme é daqueles dignos de estatueta. Se vai ganhar, não sabemos, mas será uma injustiça se sair sem nenhuma do evento desse ano.
Benedict e Keira duelam em cena, e juntos fazem desse filme um dos melhores do gênero. Para ver mais de uma vez.