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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Menina que via Filmes : Selma - Uma Luta Pela Igualdade [Crítica]

Título Original : Selma
Título no Brasil : Selma
Dirigido por Ava DuVernay
Com David Oyelowo, Tom Wilkinson, Carmen Ejogo mais
Gênero Drama , Histórico , Biografia

Nacionalidade Reino Unido , EUA



Candidato a melhor filme Selma chamou a atenção dos cinéfilos no Brasil principalmente pela escassez de salas passando o filme. O único horário no Rio de Janeiro era  à meia-noite de um cinema há mais de uma hora de onde moro. Vencida a barreira, fomos eu meu noivo assistir a um filme que eu sabia poucas coisas a respeito mas que assim que começou liguei os fatos a pessoa.
Martin Luther King ( interpretado pelo maravilhoso David Oleyowo) era pastor, ganhou o Nobel da Paz por causa de seu ativismo como líder pacifista na década de 60. Lutou por anos para que os afro- descentes tivessem os mesmos direitos que os brancos. 

O filme começa com uma extraordinária Oprah Winfrey - no papel de Ann Lee Cooper - tentando se registrar para votar. Ela sabe de política , está em dia com suas obrigações mas por puro racismo o responsável por aprovar que ela vote, implica até onde pode para negar seu direito. Ao espectador dá raiva.
Enquanto isso vemos o como as pessoas de cor como eram chamadas eram discriminadas em diversos aspectos, Martin tentando o tempo todo pregar que era direito deles votarem, conviverem nos mesmos locais que os brancos. 
Parece surreal nos dias de hoje saber que tudo isso foi verdade. Martin brigou tanto que chegou a Casa Branca seu poder de voz, conheceu, conversou e lutou com o presidente Lyndon Johnson para que a lei dos direitos civis fosse aprovada. O presidente da época que não tinha pulso muito firme e que ficava em cima do muro se via acuado quando Martin lhe pressionava. 
Vemos também a violência sofrida por eles, um neto tenta somente defender seu avô da própria polícia e acaba sendo morto. O motivo? Estavam em uma passeata pelos direitos iguais.

Mas é assim que  o filme vai contagiando quem assiste, nos vemos na pele daquele que sofre, a câmera chega perto e por mais que a diretora tenha optado por muito drama, a verdade não deixa que o que sofreram seja outra coisa senão uma dor violenta.
A marcha em Selma, no Alabama é mostrada, quando haviam somente negros atravessando a ponte famosa foram humilhados, senhores foram surrados sem piedade.  
Com o apelo de Martin eles se viram cercados de brancos que o apoiavam e enfim conseguiram atravessar a ponte, ou não, já que Martin recua mas sabe que a vitória é somente uma pedaço, ainda tem muito chão para ser percorrido.
Com atuações primorosas e um roteiro que envolve Selma é maravilhoso. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

[Resenha ] O Que Eu Sei de Verdade @sextante

Título Original: What I Know for Sure
Título no Brasil : O que Eu Sei de Verdade
Autora : Oprah Winfrey
Editora Sextante
Número de págs : 191









Desde que me conheço por gente admiro Oprah Winfrey. Apresentadora americana mas também uma atriz sensacional, ela agora também demonstra que seu talento inclui ser escritora.
Em " O que eu sei de verdade" ela seleciona colunas escritas com seus sentimentos sobre a vida e a visão que tem do mundo. Logo de cara ela nos manda no primeiro dançar, que é sempre a melhor opção. Eu já acho que a melhor é ler esse livro, não tem como continuar triste  depois de um livro motivacional como esse. E não achem que se trata de auto ajuda, para mim é um desabafo do que ela aprendeu com a vida e quis passar para gente. Afro descendente, pobre e com traumas como ter sido molestada sexualmente, ter engravidado e perdido a criança, Oprah tinha tudo para se revoltar e odiar a tudo e todos.
Mas não, depois de uma pergunta feita a ela ( O que ela sabe de verdade?) se inciou uma verdadeira retrospectiva do que ela aprendeu com as pessoas ao redor e com si mesma.
Como não se emocionar com o menino que lhe escreve uma carta - e ele está em estado terminal - pedindo para que ela somente pare de fazer o programa de tv ao completar 25 anos dele. Como deixar passar em branco  o aprendizado de que quem se endivida não vive a vida ou curte o que comprou ? Como não aprender com os erros dela?
Da menina que sofreu com o racismo até a mulher mais bem paga do showbusiness americano Oprah é uma lição de vida transformada em crônicas onde faz o imenso favor de dividir seu brilhantismo e experiência de vida com a gente.
Mantendo a essência de quem um dia pouco teve mas chegou ao topo, ela não se vangloria, pelo contrário, nos mostra que o caminho é a gente quem faz , Oprah tem fé, fala em Deus e cita versículos algumas vezes mas o que impressiona no leitor é a humildade com que se abre e com que aborda fatos.
O que ela sabe de verdade - e acreditem , é muita coisa! - está tudo ali, já o que sabemos de verdade é que ela é diva, "gênia" e merece ser ouvida.

O que eu sei de verdade? É que você deveria ler esse livro .

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Menina que via filmes : O mordomo da Casa Branca [ Crítica]

Título original : Lee Daniels' The Butler
Título no Brasil : O mordomo da Casa Branca
Direção : Lee Daniels
Elenco: Forest Whitaker, Oprah Winfrey, Mariah Carey, Robin Williams, Lenny Kravitz
Ano : 2013
País : EUA
Idioma : Inglês
Gênero : Drama , Biografia
Censura : 12 anos





1926, Macon, Estados Unidos. O jovem Eugene Allen vê seu pai ser morto sem piedade por Thomas Westfall (Alex Pettyfer), após estuprar a mãe do garoto. Percebendo o desespero do jovem e a gravidade do ato do filho, Annabeth Westfall (Vanessa Redgrave) decide transformá-lo em um criado de casa, ensinando-lhe boas maneiras e como servir os convidados.  Eugene (Forest Whitaker) cresce e passa a trabalhar em um hotel ao deixar a fazenda onde cresceu. Sua vida dá uma grande guinada quando tem a oportunidade de trabalhar na Casa Branca, servindo o presidente do país, políticos e convidados que vão ao local. Entretanto, as exigências do trabalho causam problemas com Gloria (Oprah Winfrey), a esposa de Eugene, e também com seu filho Louis (David Oyelowo), que não aceita a passividade do pai diante dos maus tratos recebidos pelos negros nos Estados Unidos.


 
Quem for ao cinema assistir esse filme, se prepare para duas coisas : 1- se for fraca como eu chorar muito e 2- sentir cheiro de Oscar no ar.
A história verídica do mordomo que comeu o pão que o diabo amassou na vida mas que consegue com muito trabalho e honestidade chegar a Casa Branca sendo mordomo do presidente americano é maravilhosa.
Primeiro porque no papel principal temos Eugene ( interpretado pelo sempre excelente Forest Whitaker, quando adulto), ele sofreu muito nas mãos de brancos no auge do preconceito que rolava nos EUA.
Sua esposa no filme é Gloria, uma Oprah Winfrey em estado de graça espero que pelo menos ela concorra ao Oscar porque está divina.
A história dele é a de vitória de milhares de pessoas negras ao redor do mundo que vencem tudo e todos e mostram que não devem nada a ninguém. Com uma direção acertada e uma fotografia linda , " O mordomo da Casa Branca" pode lembrar filmes como " A cor púrpura" e alguns podem se assustar ao verem uma sofrida Mariah Carey no papel de mãe de Eugene. Um dos amigos que trabalha com ele é ninguém menos que Lenny Kravitz! Se leva o Oscar não sei mas pode concorrer ao Grammy com esse elenco!Os dois cantores já tinham trabalho com o diretor no maravilhoso filme " Preciosa".
Eugene vai lutar pelo seu trabalho, para vencer os preconceitos e para manter sua família junta, coisa que o filho mais velho parece não ter tanto interesse.
Se no trabalho ele atende o homem mais importante dos EUA, em casa ele se via com a esposa bêbada, um filho rebelde e outro na idade da aborrescência.
Com atuações especiais de atores como John Cusack e Robin Williams, o filme ganha ritmo o tempo todo e fica difícil escolher qual deles trabalhou melhor em um filme que o conjunto de belas interpretações e uma história emocionante já valem a ida ao cinema!

    Aposto minhas fichas que o Oscar 2014 indicará pelo menos uma categoria esse filme ;)