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quarta-feira, 15 de março de 2017

Menina que via Filmes: Negação [Crítica]


















Título Original: Denial
Título no Brasil: Negação
Data de lançamento 9 de março de 2017 (1h 51min)
Direção: Mick Jackson
Elenco: Rachel Weisz, Timothy Spall, Tom Wilkinson mais
Gêneros Drama, Crime, Biografia
Nacionalidades EUA, Reino Unido
 




Se pelo trailer a gente já ficava doidos para conferir a história imaginem assistindo ao filme todo? Negação é baseado em fatos reais, e conta a história de uma professora judia Debora Lipstad ( Rachel Weiz) que publicou um livro desmentindo o um historiador chamado David Irving ( Timoth Spall) porque ele alega que o holocausto nunca existiu e que os judeus inventaram tudo isso para sentirmos pena deles.

domingo, 23 de outubro de 2016

Menina que via Filmes: Snowden - Herói ou Traidor?

Título Original: Snowden
Título no Brasil: Snowden - Herói ou Traidor?
Data de lançamento 10 de novembro de 2016 (2h 15min)
Direção: Oliver Stone
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo mais
Gêneros Suspense, Biografia

Nacionalidades Eua, Alemanha, França
Ano: 2016



Confesso que não lembrava muito da história de Snowden, mas apesar da crítica especializada ter falado que achou um filme bem americanizado, eu vi o contrário. Entendi que Oliver Stone cutucou o dedo na ferida de um país que não quer perder a supremacia. 
Edward Snowden ( interpretado por um Joseph Gordon-Levitt que encontra seu tom certo lá pela metade do filme) era um rapaz comum, estudioso e disciplinado que passou para o exército americano e o serviu. Como sofreu um acidente teve que pedir baixa e se alistou para a NSA (a agência nacional de segurança) onde se destacou como o melhor aluno da sala. Crescendo na carreira e encontrando professores que o incentivaram a ir longe ( um dos papéis é de Nicolas Cage) aceitou ir morar em vários lugares do mundo, incluindo Hong Kong acompanhado de sua namorada Lindsay Mills ( Shailene Woodley, sem muito destaque no papel, parece não ter saído até hoje de A Culpa é das Estrelas nas cenas de choro); ao contrário do que possam pensar, ele nunca envolveu Lindsay no que sabia do governo, muitas idas e vindas faziam parte da vida do casal exatamente porque ele para protegê-la não era transparente e as atitudes dele a irritavam.

Ao descobrir que os EUA com a desculpa de se protegerem do terrorismo investigavam tudo e todos inclusive chefes de estado de outros países mas com o intuito de usarem essa informação a favor do mercado deles - de petróleo por exemplo- Snowden acha suja a maneira de manterem a supremacia e se incomoda com isso, mas o que mesmo um analista por mais inteligente que fosse poderia fazer contra o governo da maior potência do mundo?
É visível que Snowden era um fã de Obama e torceu para vitória dele achando que isso acabaria, mas ao saber que manteve as escutas à toda, perdeu seu encanto pelo presidente e resolveu abrir o jogo com a imprensa.
Claro que antes disso o filme é todo cheio de tensão, como no momento em que Snowden quer gravar o que sabe para provar a todos o que está acontecendo e  um dos chefes ( interpretado pelo maravilhoso Scott Eastwood) entra na sala.
Há tensão no ar e sabemos que ele entregou tudo que sabia aos jornalistas, uma delas é interpretada pela ótima Melissa Leo e pelo veterano Tom Wilkinson. A questão que fica no ar, é porque alguém para "salvar o mundo" estragaria a própria vida? O governo americano o procura, ele está exilado na Russia! O que o levou a isso não fica claro e fica confuso até mesmo lendo  o que temos sobre ele na internet.

Stone consegue manter o ritmo do filme e o interesse do espectador é ainda maior nas cenas finais, fiquem de olho que o próprio Stone faz uma "ponta". 
Apesar de ser um ótimo filme, os motivos que levaram Snowden a ser mais um na lista de procurados de um país tão potente, ainda me deixam em dúvida, porque mesmo alguém faria isso?
P.S- até nossa ex presidente Dilma aparece em um discurso verdadeiro no filme além de cenas que mostram a PETROBRAS.

* Esse filme foi visto na cabine de imprensa no dia 20 de outubro de 2016 no Kinoplex Rio Sul, um oferecimento da Disney/ Buena Vista , agradecimentos ao blog Reino Literário Br

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Menina que via Filmes : A Escolha [Crítica]

Título Original : The Choice
Título no Brasil: A Escolha
Baseado na obra de Nicholas Sparks
Lançamento 4 de fevereiro de 2016 (1h51min) 
Dirigido por Ross Katz
Com Teresa Palmer, Benjamin Walker, Alexandra Daddario mais
Gênero Romance , Drama

Nacionalidade EUA






Um filme que mudando um pouco a protagonista conseguiu me agradar mais do que o livro. Gabby ( Teresa Palmer, a cara de Kristen Stewart!) é uma estudante de medicina vizinha de um veterinário bonitão mas com cabelo estranho chamado Travis ( Benjamin Walker) . Ele costuma estar rodeado de seus amigos casados, de uma namorada que não assume Monica ( Alexandrea Daddario) e de sua irmã Stephanie ( Maggie Grace, morena no filme, mais famosa por ser a filha de Liam Neeson em Busca Implacável) . A vizinha - diferente do livro - é uma pessoa do bem, cuida de sua cadela e namora o médico mais gato da cidade ( papel do SmallVille , Tom Welling!) , cujo pai é dono do hospital que ela faz residência. 
Claro que o autor une os dois, o veterinário que não amava ninguém e a estudante que estava com alguém que não amava de verdade para fazer todas nós suspirarmos, e na telona o filme funciona muito bem , todas as características de mala da protagonista são deixadas de lado no longa e o espectador torce para que fiquem juntos.
Há também personagens secundários que aninam o filme, caso do pai de Travis, papel do excelente ator Tom Wilkinson, um viúvo que flerta com uma de suas pacientes mas não esquece o grande amor de sua vida : a mãe de seus filhos.
Quem torce o nariz para filmes românticos e para livros do autor, certamente já vai entrar na sala de exibição com preconceito esperando que alguém morra de câncer. Vença essa barreira, e se entregue a uma história linda de amor, onde um casal jovem que quase se separa por causa de um acidente - ok, pode ser dado como spoiler, mas boa parte das pessoas já leu o livro que foi lançado em 2012 pela Novo Conceito e relançado agora pela Arqueiro , conheçam a resenha dele aqui) - tem seus laços ainda mais fortes quando algo que deveria fazê-los desistir tem efeito contrário.
Chorei muito vendo o filme, o roteiro é acertado, o amor é o foco e tudo que esperamos de um romance é visto. Vale muito a ida ao cinema. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Menina que via Filmes : Risco Imediato [Crítica]

Título Original : Good People
Título no Brasil : Risco Imediato
Com James Franco, Kate Hudson, Tom Wilkinson , Omar Sy e mais
Gênero Suspense , Policial , Ação

Nacionalidade Reino Unido , EUA , Suécia , Dinamarca
Ano : 2014
Duração : 1h 30 min
























Fica difícil saber em um filme desses o que deu errado. Mas se formos parar para pensar posso dizer que quase tudo. Para começar o  título em inglês é muito melhor, já que " Boas Pessoas" dá exatamente a ideia do que o roteirista e o diretor querem que a gente pare para pensar. Um casal  americano endividado formado por James Franco ( Tom) e Kate Hudson ( Anna) está prestes a perder a casa que moram em Londres. Anna não consegue engravidar de jeito nenhum e somente ela tem emprego, ele não consegue arrumar nada.
Os dois estão tão apertados que além de não terem casa própria, alugam o imóvel e o porão para um cara estranho que de vez em quando abusa da lei do silêncio colocando  a televisão no máximo. 
Preocupados em perderem o lugar que moram eles se irritam mais uma vez com o barulho na casa do inquilino, quando vão pedir para que ele abaixe o som, surpresa : ele está mortinho. 
Então o casal faz o que manda a regra, chamam a ´polícia, limpam o porão...mas logo no início do filme a gente já sabia que o inquilino era bandido, e o pior...roubou de outros bandidos, acabou sendo morto. O que impressiona é que o roteiro abusa do " estamos quase perdendo a casa" para justificar que ao encontrarem um dinheiro ( muito! cerca de 220 mil libras!) eles se achem no direito de ficar com eles, saem gastando como recém ganhadores da loteria, não contam nada ao policial John ( Tom Wilkinson) e ainda se envolvem com Khan ( Omar Sy, de " Intocáveis") que só de olhar já dá medo.
Quanto mais tentam levar uma vida comum mais se enrolam, e a consciência não pesa, até o momento que os bandidos donos da grana resolvem aparecer na casa deles para cobrar. 

Aí se o filme já era violento ficar muito pior. Sobra sangue para todos os lados e o roteiro não segura mais o que vem  a seguir. Não encontro motivos para duas pessoas comuns acharem que podem sair ilesas enganando dois bandidos de meter medo no Freddy Krueger. 
O final é ainda mais clichê, casa abandonada , casal tentando fugir e vilões que são tipo highlander, o filme tem uma hora e meia mas parece ter três e a plateia começa a rir das mortes de tão deprimente que são. 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Menina que via Filmes : Selma - Uma Luta Pela Igualdade [Crítica]

Título Original : Selma
Título no Brasil : Selma
Dirigido por Ava DuVernay
Com David Oyelowo, Tom Wilkinson, Carmen Ejogo mais
Gênero Drama , Histórico , Biografia

Nacionalidade Reino Unido , EUA



Candidato a melhor filme Selma chamou a atenção dos cinéfilos no Brasil principalmente pela escassez de salas passando o filme. O único horário no Rio de Janeiro era  à meia-noite de um cinema há mais de uma hora de onde moro. Vencida a barreira, fomos eu meu noivo assistir a um filme que eu sabia poucas coisas a respeito mas que assim que começou liguei os fatos a pessoa.
Martin Luther King ( interpretado pelo maravilhoso David Oleyowo) era pastor, ganhou o Nobel da Paz por causa de seu ativismo como líder pacifista na década de 60. Lutou por anos para que os afro- descentes tivessem os mesmos direitos que os brancos. 

O filme começa com uma extraordinária Oprah Winfrey - no papel de Ann Lee Cooper - tentando se registrar para votar. Ela sabe de política , está em dia com suas obrigações mas por puro racismo o responsável por aprovar que ela vote, implica até onde pode para negar seu direito. Ao espectador dá raiva.
Enquanto isso vemos o como as pessoas de cor como eram chamadas eram discriminadas em diversos aspectos, Martin tentando o tempo todo pregar que era direito deles votarem, conviverem nos mesmos locais que os brancos. 
Parece surreal nos dias de hoje saber que tudo isso foi verdade. Martin brigou tanto que chegou a Casa Branca seu poder de voz, conheceu, conversou e lutou com o presidente Lyndon Johnson para que a lei dos direitos civis fosse aprovada. O presidente da época que não tinha pulso muito firme e que ficava em cima do muro se via acuado quando Martin lhe pressionava. 
Vemos também a violência sofrida por eles, um neto tenta somente defender seu avô da própria polícia e acaba sendo morto. O motivo? Estavam em uma passeata pelos direitos iguais.

Mas é assim que  o filme vai contagiando quem assiste, nos vemos na pele daquele que sofre, a câmera chega perto e por mais que a diretora tenha optado por muito drama, a verdade não deixa que o que sofreram seja outra coisa senão uma dor violenta.
A marcha em Selma, no Alabama é mostrada, quando haviam somente negros atravessando a ponte famosa foram humilhados, senhores foram surrados sem piedade.  
Com o apelo de Martin eles se viram cercados de brancos que o apoiavam e enfim conseguiram atravessar a ponte, ou não, já que Martin recua mas sabe que a vitória é somente uma pedaço, ainda tem muito chão para ser percorrido.
Com atuações primorosas e um roteiro que envolve Selma é maravilhoso.