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sábado, 6 de novembro de 2021

Menina que via filmes: O Valor do Perdão

 



O VALOR DO PERDÃO
Reino Unido | 2018 | 115 min. | Suspense – Drama | 14 anos

Título Original: The Forgiven
Direção: Roland Joffé
Roteiro: Roland Joffé, Michael Ashton
Elenco: Forest Whitaker, Eric Bana, Jeff Gum, Morné Visser, Morné Visser, Debbie Sherman
Distribuição: A2 Filmes

Sinopse: Baseado na peça "The Archbishop and The Antichrist", de Michael Ashton, o filme acompanha os encontros do Arcebispo Desmond Tutu com Piet Blomfield, um assassino que procura encontrar a redenção, enquanto cumpre pena de prisão perpétua, na África do Sul, no período pós-Apartheid.

🎬🎬🎬🎬


Por Cecilia Mouta

O Valor do Perdão é um daqueles dramas fortes. Ambientado na África do Sul pós apartheid, o longa metragem mostra o trabalho do arcebispo Desmond Tutu (Forest Whitakes) numa espécie de comissão da verdade sobre os crimes ocorridos contra os negros antes do período democrático. Por estar a frente dessa comissão, Desmond Tutu vai ao encontro de Piet Blomfeld (eric Bana), condenado a prisão perpétua pelos crimes cometidos contra os negros e que busca anistia pelo seus crimes.



A trama é tão bem elaborada que conta ainda com núcleos dramáticos secundários que estão, de certa forma, ligados ao conflito principal. Do lado de fora da prisão, o personagem que conecta esses núcleos é o arcebispo Desmond Tutu e dentro da prisão é Blomfeld. O filme tem roteiro inteligente, diálogos bem elaborados e o final do filme responde exatamente o começo da trama, contando ainda com um monólogo fortíssimo da personagem Morobe (Thandi Makhubele) sobre sua filha desaparecida.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Menina que via Filmes: Pantera Negra [Crítica]

Título Original: Black Panther
Título no Brasil: Pantera Negra
Data de lançamento 15 de fevereiro de 2018 (2h 15min)
Direção: Ryan Coogler
Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o mais
Gêneros Ação, Aventura, Ficção científica, Fantasia

Nacionalidade EUA
#19






por Raffa Fustagno

Desde que o pôster de Pantera Negra foi divulgado muitos afro descendentes se sentiram representados. Um vídeo nos Estados Unidos onde um rapaz negro se emocionava e vibrava com o cartaz imenso em um cinema e dizia "é isso que os brancos sentem?" demonstrava o como faltam no mercado filmes que representem uma raça que já responde por mais da metade da população brasileira de acordo com o último censo.
Não, eu não sei o que é isso, eu não sou negra. Sou branca - na Europa e nos Estados Unidos sou latina- e nunca passei por nenhum preconceito na vida que envolvesse o tom de minha pele ou a qualidade de meus cabelos. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Menina que via Filmes: Rogue One - Uma História Star Wars

Título Original: Rogue One - A  Star Wars History
Título no Brasil: Rogue One - Uma história Star Wars
Data de lançamento 15 de dezembro de 2016 (2h 14min)
Direção: Gareth Edwards (II)
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn mais
Gêneros Aventura, Ficção científica, Ação

Nacionalidade EUA







Certamente se você não me conhece deve estar pensando que nunca vi um filme de Star Wars, que não sou fã, que fui na onda de todo mundo curtir Star Wars e vim aqui dar minha opinião de uma saga que não tenho o menor conhecimento de causa. Se você me acompanha sabe que é o inverso, sou viciada em Star Wars, vejo desde criancinha, tenho tudo deles, já assisti aos filmes inúmeras vezes, e por essa razão me decepcionei com algumas coisas de Rogue One - Uma História Star Wars . Para quem não conhece todos os filmes, ou não lembra, afinal lá se vão muitos anos deles lançados nos cinemas e ninguém é obrigado a assistir mil vezes para lembrar todos os detalhes, essa história se passa entre os episódios III ( A Vingança dos Sith, de 2005) e o IV ( Uma Nova Esperança, de 1977) . Por essa razão para quem não vem assistindo de tempos em tempos a história pode sim ficar confuso lembrar de alguns detalhes que são bem importantes para entendimento do longa.
Mais uma vez trazem uma protagonista feminina - o que é muito legal!- Jyn Erso ( Felicity Jones, de A Teoria de Tudo) é uma moça que perdeu os pais e foi criada por Saw Guerrera ( Forest Whitaker, maravilhoso como sempre), até que é capturada para um plano audacioso pelos rebeldes, a frase " Eu sou rebelde" não sai de nossas cabeças, mas há algo de estranho em Felicity, a mim não convenceu no papel, bem diferente das outras protagonistas femininas da saga que sou apaixonada como por exemplo a Princesa Léa e Rey. 














Jyn tem aquela relação pai x filha no filme, a saga ama isso, então ela vê seu pai ser levado pela tropa do terrível diretor Krennic ( como trabalha esse ator, Ben Mendelsohn) que mata a mãe dela na frente de todos. A menina foge sozinha e seu pai é obrigado a voltar a trabalhar para o Império. O pai dela, Gale Erso é interpretado pelo sempre perfeito Mads Mikkelsen!
A partir daí, quando a moça já está na fase adulta Felicity entrando em cena permite que os coadjuvantes sejam muito mais destaque do que ela, apesar de boa atriz ela me pareceu totalmente perdida nesse filme, quando um robô com frases ótimas - sempre tem um!- dá suas caras, o K-2SO, então mesmo que a gente nem sequer lembra o que a mocinha de cara assustada está fazendo o filme e pede que outras protagonistas divas retornem - mesmo sabendo que são de outro tempo rs - para situar melhor o tempo, vale lembrar que Darth Vader já é Darth Vader e não mais Anakin, e a Princesa Léa ainda não escondeu nada no R2D2. 
A Estrela da Morte na verdade está em construção, e se o trailer nos deixava com mais dúvidas do que certezas aconselho que revejam os filmes anteriores para entenderem melhor ainda a história desse.
Na ordem, por favor, porque eu mesma já teria me perdido depois de tanto tempo, pelo menos uma vez por ano revejo os filmes da saga, as vezes aproveito as Jedicons para colocar em dia porque sempre passam.
Voltando á nossa crítica, no total claro que o filme emociona, que toda vez que toca a música a gente se arrepia e no final da exibição bati palmas como todo, mas de todos os filmes da saga, esse para mim fica em último lugar. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Menina que via Filmes: A Chegada [Crítica]

Título Original:Arrival
Título no Brasil: A Chegada
Baseado na obra de Ted Chiang
Data de lançamento 24 de novembro de 2016 (1h 56min)
Direção: Denis Villeneuve
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker mais
Gênero Ficção científica

Nacionalidade EUA
Ano : 2016












O mais difícil em filmes de ficção científica com extraterrestres é que eles tenham algo de positivo e sentimental. Tirando E.T de Steven Spielberg de 1985, normalmente os Aliens querem invadir nosso planeta para se apoderar de tudo e os bonzinhos somos sempre nós.
A princípio o filme de Denis Villeneuve - diretor canadense que tem em seu currículo filmes como Os Suspeitos- leva a crer que os ETs são uma ameaça, que chegam sem pedir licença e a protagonista Dra. Louise Banks ( Amy Adams) é chamada para ajudar na árdua tarefa de entender o que eles querem dizer, ela uma especialista em linguística terá que conhecer os monstrinhos e entender se de fato são uma ameaça ou não. Mas naves deles já posaram ao redor do planeta e a vida da moça que dava aulas na universidade muda completamente quando o Coronel Weber ( Forest Whitaker) entra em sua sala lhe pedindo ajuda.
Começa aí a emoção do filme, que apesar de as vezes ter o ritmo lento vale a pena focar nos detalhes, eles dirão muito sobre o mistério que existirá.
Há muito flashback de Louise com sua única filha, e o que acontece com elas também.

















E é aí que quando começamos a entender o que de fato acontece na vida dela que o filme vai se encaixando.
Jeremy Renner faz Ian Donnelly, um matemático que ajudará Louise a entender os ETs. Misturando ficção com o drama - vivido pela protagonista- o filme tem o diferencial de não ser mais do mesmo, e da gente finalmente entender porque a relação dela com a filha aparecia tanto durante o filme.
Gostei bastante. 







sábado, 7 de fevereiro de 2015

Menina que via Filmes : Busca Implacável 3 [Crítica]

Título Original : Taken 3
Título no Brasil: Busca Implacável 3
Dirigido por Olivier Megaton
Com Liam Neeson, Forest Whitaker, Famke Janssen mais
Gênero Ação

Nacionalidade França










O ex-agente do governo norte-americano Bryan Mills (Liam Neeson) tenta tornar-se um homem família, mas vê tudo ruir quando Lenore (Famke Janssen) é assassinada. Acusado de ter cometido o crime, ele entra na mira da polícia de Los Angeles. Desolado e caçado, ele tenta encontrar os verdadeiros culpados e proteger a única coisa que lhe resta: a filha Kim (Maggie Grace).



Nunca conseguirei entender porque Liam Neeson tem apostado em filmes do gênero e deixando papéis mais sérios para trás. Ainda que Busca Implacável de 2008 tenha sido um sucesso de bilheteria e a franquia tenha rendido mais dois filmes, sendo uma trilogia com esse em questão, continuo revoltada com ele não fazer mais filmes que tenham roteiros mais a sua altura.
No terceiro filme Bryan Mills ( Neeson) mais uma vez faz o super herói que mesmo com mais de 60 anos bate em tudo e todos. Longe de mim dizer que o filme é ruim, seria um sacrilégio já que une a direção e roteiro do maravilhoso Luc Besson e a atuação sempre acima da média de Liam Neeson. E sinceramente se não fosse com ele o filme certamente não teria visto. Se no primeiro sequestram a filha, no segundo ele foge para não sequestrarem a filha e a ex esposa...nesse matam a ex esposa ( Famke Janssen), e não, isos não é spoiler já que está no trailer do filme!
Dessa vez ele vai ter que descobrir quem está tentando incriminá-lo e também defender a filha Kim ( Maggie Grace) que está prestes a sofrer o mesmo que a mãe , ou seja, alguém deseja se vingar dele mas ele não faz ideia de quem seja. De pai bondoso que leva um Panda para filha no aniversário de 18 anos dela para o homem atirador que primeiro atira depois pergunta  , é um pulo.
Ele agora terá que encontrar o culpado e fugir da polícia, o problema é que o detetive ( outro ótimo ator ganhador do Oscar Forest Whitaker) é bem esperto e sempre sabe onde ele estará, dificultando assim o plano de Mills, que é chegar ao assassino e provar sua inocência antes que a polícia o prenda. O que fica claro para todos quando a fita do posto de gasolina onde ela esteve mostra ela aguardando alguém e sendo sequestrada. 

Envolvendo máfia russa, e um final um tanto quanto previsível mas ainda assim com uma bela sequência de ação, Busca Implacável 3 vale a pena ser visto, mas Liam Neeson merece um drama, uma biografia, um filme de segunda guerra...e não filmes de Nicolas Cage  e Steven Seagal como esse. 

sábado, 19 de abril de 2014

Menina que via filmes : Tudo por justiça [ Crítica]

Título Original : Out of the Furnace
Título no Brasil : Tudo por justiça 
Direção : Scott Cooper
Elenco : Christia Bale, Woody Harrelson, William Dafoe, Casey Affleck, Zoe Saldana
Ano : 2014
Gênero : Drama, Suspense
Censura : 18 anos
Duração : 1h 57 min








Russell Baze (Christian Bale) trabalha em uma usina e mora com o pai (Bingo O. Malley), que enfrenta sérios problemas de saúde, e o irmão mais novo, Rodney (Casey Affleck), que lutou na Guerra do Iraque. Um dia, Russell se envolve em um acidente de carro onde uma criança acaba falecendo, o que faz com que seja preso. Ao sair ele retoma a vida de antes, trabalhando novamente na usina. Entretanto, Rodney se recusa a levar a mesma vida do irmão e do pai. Querendo ganhar dinheiro, ele passa a fazer lutas clandestinas e acaba se envolvendo com um homem violento e bastante perigoso: Harlan DeGroat (Woody Harrelson).




Se tem uma coisa que quando acontece já me deixa satisfeita de ter ido ao cinema é ver um filme onde um elenco fenomenal dá seu show a parte.

Em Tudo por Justiça Christian Bale  (como Russell Baze) encarna um usineiro que após um acidente de carro é preso por alguns anos. Afastado da esposa ( Zoe Saldana) que logo lhe vira as costas ,ele somente tem a visita de seu irmão mais novo Rodney ( Casey Afflex, o irmão menos conhecido de Ben , muito bem no filme!)que entre ir para guerra do Iraque e cuidar do pai deles que está quase morrendo arruma tempo para visitar o irmão na cadeia até que este seja solto.

Acontece que para Russell a liberdade tem um preço caro, ele perdeu sua esposa para o xerife da cidade ( Forest Whitaker), seu pai morreu e seu irmão começa a se envolver em brigas para ganhar algum dinheiro sempre acompanhado de Petty ( William Dafoe). Teimoso que só, o rapaz não atende os pedidos dele para que não se envolva com Harlan ( Harrelson, que como sempre faz um vilão de meter medo!).

Entre continuar sua vida como usineiro e tentar manter o irmão dentro da linha a vida de Russell não está fácil, e piora muito mais quando Rodney some.

Em um filme onde o diretor nos mostra a vida honesta e a vida fora da lei e como há policiais corruptos, o tempo de filme nos prende muito a atenção e as atuações são um forte motivo para ficarmos ligados o tempo todo.


Extremamente violento principalmente nas cenas que envolvem Harlan, o filme não passa despercebido, e o tema de esperar a justiça divina ou dos homens ou até mesmo resolver tudo com as próprias mãos se faz presente e é uma constante em um filme com um final emocionante.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Menina que via filmes : O mordomo da Casa Branca [ Crítica]

Título original : Lee Daniels' The Butler
Título no Brasil : O mordomo da Casa Branca
Direção : Lee Daniels
Elenco: Forest Whitaker, Oprah Winfrey, Mariah Carey, Robin Williams, Lenny Kravitz
Ano : 2013
País : EUA
Idioma : Inglês
Gênero : Drama , Biografia
Censura : 12 anos





1926, Macon, Estados Unidos. O jovem Eugene Allen vê seu pai ser morto sem piedade por Thomas Westfall (Alex Pettyfer), após estuprar a mãe do garoto. Percebendo o desespero do jovem e a gravidade do ato do filho, Annabeth Westfall (Vanessa Redgrave) decide transformá-lo em um criado de casa, ensinando-lhe boas maneiras e como servir os convidados.  Eugene (Forest Whitaker) cresce e passa a trabalhar em um hotel ao deixar a fazenda onde cresceu. Sua vida dá uma grande guinada quando tem a oportunidade de trabalhar na Casa Branca, servindo o presidente do país, políticos e convidados que vão ao local. Entretanto, as exigências do trabalho causam problemas com Gloria (Oprah Winfrey), a esposa de Eugene, e também com seu filho Louis (David Oyelowo), que não aceita a passividade do pai diante dos maus tratos recebidos pelos negros nos Estados Unidos.


 
Quem for ao cinema assistir esse filme, se prepare para duas coisas : 1- se for fraca como eu chorar muito e 2- sentir cheiro de Oscar no ar.
A história verídica do mordomo que comeu o pão que o diabo amassou na vida mas que consegue com muito trabalho e honestidade chegar a Casa Branca sendo mordomo do presidente americano é maravilhosa.
Primeiro porque no papel principal temos Eugene ( interpretado pelo sempre excelente Forest Whitaker, quando adulto), ele sofreu muito nas mãos de brancos no auge do preconceito que rolava nos EUA.
Sua esposa no filme é Gloria, uma Oprah Winfrey em estado de graça espero que pelo menos ela concorra ao Oscar porque está divina.
A história dele é a de vitória de milhares de pessoas negras ao redor do mundo que vencem tudo e todos e mostram que não devem nada a ninguém. Com uma direção acertada e uma fotografia linda , " O mordomo da Casa Branca" pode lembrar filmes como " A cor púrpura" e alguns podem se assustar ao verem uma sofrida Mariah Carey no papel de mãe de Eugene. Um dos amigos que trabalha com ele é ninguém menos que Lenny Kravitz! Se leva o Oscar não sei mas pode concorrer ao Grammy com esse elenco!Os dois cantores já tinham trabalho com o diretor no maravilhoso filme " Preciosa".
Eugene vai lutar pelo seu trabalho, para vencer os preconceitos e para manter sua família junta, coisa que o filho mais velho parece não ter tanto interesse.
Se no trabalho ele atende o homem mais importante dos EUA, em casa ele se via com a esposa bêbada, um filho rebelde e outro na idade da aborrescência.
Com atuações especiais de atores como John Cusack e Robin Williams, o filme ganha ritmo o tempo todo e fica difícil escolher qual deles trabalhou melhor em um filme que o conjunto de belas interpretações e uma história emocionante já valem a ida ao cinema!

    Aposto minhas fichas que o Oscar 2014 indicará pelo menos uma categoria esse filme ;)