sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Your Mother Your Mother Your Mother, com Mahershala Ali, terá exibição no Festival do Rio

 Thriller de ação dirigido por Bassam Tariq acompanha assassino de aluguel em uma jornada marcada por violência, crise de fé e família


O longa-metragem Your Mother Your Mother Your Mother, distribuído pelo Amazon MGM Studios e produzido pela Orion Pictures, será exibido pela primeira vez no Brasil durante a 28ª edição do Festival do Rio. Dirigido e escrito por Bassam Tariq (Mogul Mowgli), o filme é estrelado por Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar), vencedor de dois Oscars, em uma história que aborda temas como fé, luto e família.

Na trama, Ali interpreta Latif, um assassino de aluguel profundamente religioso que tenta equilibrar as exigências de seu trabalho com sua fé e as responsabilidades da paternidade. Após a morte de sua esposa, ele embarca em uma jornada desesperada por Houston para proteger os filhos, enquanto enfrenta forças que se fecham ao seu redor e as próprias crenças, que começam a ser colocadas à prova.

O elenco conta ainda com John Cho, Giancarlo Esposito, Tramell Tillman, Abubakr Ali, Laith Nakli e  Tiffany Boone. O filme teve sua estreia mundial no TIFF (Festival Internacional de Cinema de Toronto), em setembro, onde foi aclamado pela crítica. Após a passagem por Toronto, o longa segue para o BFI London Film Festival e Festival do Rio. 

Sessões no Festival do Rio

https://www.festivaldorio.com.br/br/filmes/your-mother-your-mother-your-mother 

07/10 (Qua), 21h30 — Cinesystem Belas Artes Botafogo 4

09/10 (Sex), 14h45 — Estação Claro Gávea 5

14/10 (Qua), 16h30 — Estação Claro Rio 4

Estrela da Broadway indicada ao Tony, Amber Gray vem ao Brasil apresentar ‘Parasita do Coração’ no Festival do Rio

 Estrela da Broadway indicada ao Tony, Amber Gray vem ao Brasil para apresentar ‘Parasita do Coração’ no Festival do Rio


Atriz protagoniza longa-metragem que aborda o enfrentamento do luto em tempos de IA e tem produção da brasileira Flavia Amon
 

Amber Gray em cena de ‘Parasita do Coração’ - foto: divulgação



 Pela primeira vez no Brasil, a estrela da Broadway Amber Gray vem ao Rio para apresentar “Parasita do Coração”, um dos longas em competição na Mostra Expectativa do Festival do Rio 2026. “Estou animada para compartilhar com o público brasileiro nosso filme, que aborda um tema particularmente importante: o poder da conexão humana”, diz ela. “‘Parasita do Coração’ é um lembrete extremamente necessário nessa era incerta de IA, tecnologia e isolamento”, avalia.
 

Amber é reconhecida por sua atuação em musicais como Hadestown, vencedor do Tony Awards (2019), e no qual foi indicada ao prêmio como atriz coadjuvante de musical por Perséfone; e em peças da Broadway como “MacBeth”, quando atuou ao lado de Daniel Craig, “Sonho de Uma Noite de Verão”, “Oklahoma!” e “The Rocky Horror Show”, encenada atualmente no Studio 54, em Nova York. Na TV, participou de séries como “The Gilded Age”, “Long Bright River” e “Law & Order: Special Victims Unit”.
 

“Parasita do Coração” acompanha a história de Avena (Amber Gray) e Mark (Juan Riedinger, de “Narcos”), pais devastados pela perda da filha. Na dura convivência com o luto, eles recorrem à NeuraLife — um ecossistema digital idêntico à realidade, que oferece simulações avançadas geradas por IA, capazes de recriar memórias, vozes e personalidades. Quando uma falha misteriosa se propaga pelo sistema, memórias antigas ressurgem e o passado compartilhado pelo casal se recusa a permanecer enterrado.
 

Com produção da brasileira Flavia Amon, “Parasita do Coração” marca a estreia da dupla de roteiristas Miriam Louise e Mitchell Arens na direção de longas-metragens e terá sua première no Festival do Rio em 9 de outubro. Para Miriam, Amber é a alma e o coração pulsante do longa. “A maneira como ela combina força com uma vulnerabilidade contida é pura magia”, diz a cinesta.
 

Começa hoje a 28ª edição do Festival do Rio, celebrando o melhor do cinema brasileiro e internaciona

 Festival do Rio

1 a 11 OUTUBRO 2026

Começa hoje a 28ª edição do Festival do Rio, celebrando o melhor do cinema brasileiro e internacional

Hoje, quinta-feira, 1º de outubro, começa a maratona que os cinéfilos amam: o Festival do Rio 2026. Até o dia 11 de outubro, os amantes da sétima arte terão acesso a uma programação que atende a todos os gostos e interesses. São mais de 350 filmes, entre longas, curtas e séries de ficção e documentários, além de uma extensa agenda de encontros com diretores, atores e técnicos brasileiros e estrangeiros. No RioMarket, os profissionais do mercado se encontram para debater os rumos e desafios do audiovisual, e para celebrar as conquistas recentes. Parte da programação é gratuita e está disponível no site do festival. Vale a pena ainda ficar de olho nas redes oficiais do Festival do Rio, onde são anunciadas novidades e ingressos gratuitos para filmes e séries. 

Filmes aclamados nos maiores festivais do mundo e produções indicadas ao Oscar 

A abertura do Festival acontece esta noite no tradicional Cine Odeon - CCLSR, com a exibição de A Bola Preta (La Bola Negra) em sessão só para convidados - há sessões extras com venda de ingressos. O longa dos espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi (“Los Javis”) ganhou o prêmio de Melhor Direção e 20 minutos de aplausos de pé em sua estreia no Festival de Cannes. Já a Gala de encerramento, no dia 10, traz uma sessão dupla: a Gala Internacional de Club Kid, de Jordan Firstman; e a Gala de Encerramento Brasileira, com a exibição do aguardado 100 Dias, de Carlos Saldanha.

Com uma curadoria dedicada a antecipar o que há de mais expressivo no cenário contemporâneo, o festival reafirma o seu papel como um dos principais termômetros para a corrida do Oscar, com 16 produções que já integram a corrida por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme Internacional. A lista inclui Feito Pipa, escolhido para representar o Brasil, além de Cartas Amarelas, Covarde, 9 Templos Para o Céu, Elefantes na Névoa, O Degelo e Quem Matou Narciso?. A programação também apresenta A Bola Preta, gala de abertura do Festival do Rio e um dos títulos cotados para outras categorias da premiação.

A maior e mais importante vitrine do cinema nacional 

A Première Brasil terá 110 filmes entre longas e curtas-metragens. Os filmes em competição concorrem ao Troféu Redentor em diversas categorias, premiando talentos e profissionais de diversas áreas. O público tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre os bastidores da criação de cada filme em debates diários no Cine Odeon. 

As mostras competitivas Novos Rumos e O Estado das Coisas também promoverão sessões populares seguidas de conversas com as equipes no Estação Claro Rio e no Cinesystem Belas Artes Botafogo, sempre no dia seguinte à sessão de gala. E na nova sala do Centro Cultural da FGV, sessões de gala da Première Brasil, totalmente gratuitas, permitem ao público um encontro com seus artistas e equipes dos filmes.

O Festival do Rio traz ainda filmes de coprodução com o Brasil e uma seleção de séries brasileiras com lançamento previsto em 2026. Sem falar nas tradicionais mostras que dialogam com vários públicos e linguagens, como a Midnight Movies e a Retratos.

E o público é também o júri: nas mostras competitivas da Première Brasil, os espectadores podem atribuir uma nota de 1 a 5 ao filme que acabaram de ver acessando a cédula digital via QR Code nas saídas das salas. Os mais bem votados receberão o Troféu Redentor de Voto Popular nas categorias:  Melhor Longa de Ficção - Júri Popular, Melhor Longa Documentário - Júri Popular e Melhor Longa da Mostra Novos Rumos - Júri Popular.

Ao todo, a rede de exibição soma 28 salas comerciais e espaços com programação gratuita. São eles Estação Claro Gávea, Estação Claro Rio, CineSystem Belas Artes Botafogo, Reserva Cultural Niterói, Centro Cultural FGV, Cine Odeon - CCLSR, Kinoplex São Luiz, Cine Santa Teresa, Cine Carioca José Wilker, Cine Carioca Nova Brasília, Cine Carioca Penha, Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Areninha Carioca Renato Russo, Parque Realengo Susana Naspolini. 

Os ingressos individuais estão disponíveis para compra no site Ingresso.com e nas bilheterias dos cinemas participantes. E toda programação pode ser conferida no site do festival.

Johnny Depp busca redenção em novo trailer de 'Ebenezer e os Fantasmas do Natal'

 


1º de outubro de 2026 — “Ebenezer e os Fantasmas do Natal” acaba de ganhar um trailer inédito nesta quinta-feira (1º), divulgado pela Paramount Pictures. O vídeo revela detalhes da trama e traz o protagonista frente aos seus maiores medos, em busca de uma segunda chance de redenção. O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 12 de novembro.

Dirigido por Ti West (da trilogia “X”, “Pearl” e “MaXXXine”), a nova adaptação de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, traz Johnny Depp como Ebenezer Scrooge sob uma nova perspectiva sobrenatural. O elenco da produção conta ainda com Rupert Grint, Andrea Riseborough, Sam Claflin, Daisy Ridley, Tramell Tillman e Ian McKellen. 

O longa é produzido por Emma Watts, roteirizado por Nathaniel Halpern e distribuído pela Paramount Pictures.

Ebenezer e os Fantasmas do Natal - 12 de novembro de 2026 nos cinemas
@paramountbrasil
#Ebenezer

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Coração Selvagem



Coração Selvagem

Título Original: Heart Of The Beast 

Ano: 2026

País: Brasil

Roteirista: Cameron Alexander 

Diretor: David Ayer 

Elenco: Brad Pitt, J.K. Simmons, Anna Lambe 

Nota: 4


Eu preciso começar essa crítica avisando uma coisa: eu chorei muito assistindo a "Coração Selvagem". E olha que o filme já começa deixando bem claro que o cachorro não morre no final, então pelo menos esse sofrimento a gente pode evitar. Mesmo assim, isso não significa que você vai passar pelas quase duas horas de filme sem se emocionar.


A história acompanha James, vivido por Brad Pitt, um ex-militar das Forças Especiais que decide se afastar de tudo e passar alguns dias acampando no Alasca ao lado de Odin, seu cão de combate. Os dois já carregam marcas das experiências que viveram juntos no exército e, naquele momento, parecem encontrar um pouco de paz na companhia um do outro. Até que uma tempestade muda completamente os planos e os dois acabam isolados em uma região ainda mais distante de qualquer sinal de civilização.


A partir daí, o filme é basicamente uma grande jornada de sobrevivência. James sabe o que está fazendo e rapidamente estabelece um objetivo: percorrer cerca de 90 quilômetros até encontrar uma estrada e, finalmente, conseguir ajuda. O problema é que o maior inimigo deles não é uma pessoa. É a própria natureza. Frio, chuva, floresta, terrenos difíceis, animais selvagens e uma distância enorme entre eles e qualquer possibilidade de socorro fazem com que cada pequeno avanço pareça uma vitória.


E acho que é justamente aí que Coração Selvagem funciona tão bem para mim. O filme não precisa ficar inventando grandes vilões ou situações mirabolantes. O simples fato de James e Odin estarem sozinhos naquele lugar já é suficiente para criar tensão. Mesmo sabendo desde o começo que Odin sobrevive, eu fiquei completamente apreensiva em vários momentos. A cena dos lobos, por exemplo, me deixou em cólicas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Verity [Crítica ]


Título no Brasil: Verity
Título Original: Verity
Ano: 2026
País: Estados Unidos
Roteirista: Nick Antosca
Diretor: Michael Showalter
Elenco: Dakota Johnson, Anne Hathaway, Josh Hartnett
Nota: 3,5/5,0
Por Amanda Gomes 


Eu li Verity, da Colleen Hoover, há uns seis ou sete anos. Na época, lembro de ter gostado muito do livro, mas, depois de tanto tempo, algumas coisas da história já tinham ficado meio nebulosas na minha memória. Eu ainda lembrava dos personagens, da premissa e, principalmente, daquela grande dúvida que acompanha a história inteira, mas não lembrava exatamente de todos os acontecimentos.

Por isso, fui assistir ao filme quase como se estivesse conhecendo a história novamente. É claro que eu tinha uma noção de para onde algumas coisas poderiam caminhar, mas não lembrava de tudo. E talvez isso tenha sido até melhor, porque consegui assistir à adaptação sem ficar o tempo inteiro comparando cada cena com o livro.

domingo, 20 de setembro de 2026

Antártida {Crítica}

 


Título Original: Antártida

País: Brasil

Ano: 2026

Diretor: Bruno Safadi, Cláudia Jouvin 

Elenco: Leandra Leal, Marina Ruy Barbosa, Andréa Beltrão 

Nota: 3/5

Por Amanda Gomes


Quando vi que "Antártida" seria um suspense ambientado em uma base brasileira no meio de um dos lugares mais isolados do planeta, fiquei curiosa. Afinal, um grupo de pessoas preso em um ambiente congelante, sem poder simplesmente ir embora, enquanto tenta descobrir quem cometeu um crime, parece a combinação perfeita para uma boa história de investigação.

sábado, 19 de setembro de 2026

Era Uma Vez Minha 1ª Vez

 


Título Original: Era Uma Vez Minha 1ª Vez

País: Brasil

Ano: 2026

Elenco: Letícia Braga, Duda Matte, Castorine 

Nota: 3,5/5,0

País Brasil


Eu sempre gostei de filmes adolescentes que conseguem falar sobre aquela fase da vida em que parece que todo mundo está esperando que você descubra quem é, o que quer e, principalmente, qual deveria ser o seu “próximo passo”. Por isso, achei interessante a proposta de "Era Uma Vez Minha 1ª Vez", adaptação do livro de Thalita Rebouças. 


A história acompanha quatro amigas que estão chegando ao fim da escola e decidem fazer um pacto para perder a virgindade antes da formatura. A premissa pode parecer aquela típica comédia adolescente sobre a “primeira vez”, mas o filme tenta ir um pouco além disso. E acho que essa é justamente uma das coisas que mais gostei na história: a ideia de mostrar que não existe uma idade certa ou um momento obrigatório para viver determinadas experiências.



Teresa, Patty, Clara e Tuca são amigas muito diferentes entre si, e cada uma acaba lidando de uma maneira com a pressão de estar vivendo essa fase. No começo, elas parecem muito determinadas a cumprir o pacto, mas, conforme as coisas começam a não sair exatamente como planejado, fica claro que cada uma tem seus próprios medos, inseguranças e desejos. E, para mim, é aí que o filme encontra seu lado mais interessante.

A Maravilhosa Árvore Encantada


Título no Brasil: A Maravilhosa Árvore Encantada

Título Original: The Magic Faraway Tree

Ano: 2026

Direção: Ben Gregor

Roteiro: Simon Farnaby

Elenco: Andrew Garfield, Claire Foy, Nonso Anozie 

Nota: 3,5


Eu sempre gosto quando um filme infantil consegue conversar também com os adultos que estão assistindo. "A Maravilhosa Árvore Encantada" parte de uma ideia bastante simples, mas que faz muito sentido nos dias de hoje: o que acontece quando uma família decide deixar para trás a vida cercada de tecnologia e tenta recuperar um pouco daquela infância que parece cada vez mais distante?


Na história, Polly e Tim são pais de três crianças e vivem em Londres. Depois de Polly deixar o emprego como engenheira em uma grande empresa de tecnologia, a família decide abandonar a cidade grande e começar uma nova vida no interior da Inglaterra. O plano é realizar um sonho antigo e produzir molhos de tomate a partir de uma receita da família.

sábado, 29 de agosto de 2026

Muito Prazer [Crítica]

 


Título no Brasil: Muito Prazer

Ano: 2026

Direção: Jorge Furtado

Roteiro: Jorge Furtado

Elenco: Luisa Arraes, Daniel de Oliveira, Samantha Jones

Nota: 3,5/5,0

Por Amanda Gomes

Acho que a melhor forma de começar essa crítica é dizendo que o filme é exatamente o que eu esperava: estranho, engraçado e um pouquinho absurdo.

A história acompanha Rubem, um motorista de aplicativo que herda um motel que acreditava estar abandonado. Quando chega ao local, ele descobre que Grace, uma antiga funcionária, está vivendo ali. Os dois acabam se tornando parceiros na tentativa de reabrir o Motel Pérola e encontrar uma forma de fazer o negócio dar certo.

Até que surge uma ideia que, olhando de fora, parece completamente absurda. Filmar os hóspedes escondido e vender os vídeos na internet. É aí que entra Nalva, uma vendedora de câmeras que acaba se tornando parte do plano e, consequentemente, do trio que conduz boa parte da história.

E eu preciso dizer: Samantha Jones foi uma das minhas maiores surpresas. Nalva tem uma energia completamente diferente dos outros personagens e, sempre que aparece, parece que o filme ganha um pouco mais de vida. Ela consegue arrancar risadas mesmo nas situações mais absurdas e tem uma presença que faz a gente querer que ela apareça mais.

sábado, 22 de agosto de 2026

Só Por Uma Noite


 Título no Brasil: Só Por Uma Noite 

Título Original: One Night Only 

Ano: 2026

Direção: Will Gluck 

Roteiro: Will Gluck 

Elenco: Monica Barbaro, Callum Turner, Maya Hawke

País EUA

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes

Eu adoro uma boa comédia romântica. Não preciso que ela reinvente o gênero, tenha um roteiro revolucionário ou me faça questionar a existência humana. Às vezes, tudo o que eu quero é sentar no cinema, me divertir, torcer pelo casal e sair de lá com aquela sensação gostosa de ter assistido a alguma coisa leve. E “Só Por Uma Noite” entrega exatamente isso.

A premissa, inclusive, foi o que mais chamou minha atenção. Em uma versão distópica de Nova York, o governo proibiu relações sexuais fora do casamento. A única exceção é uma noite por ano, quando os solteiros recebem autorização para fazer sexo durante algumas horas.

Sim, é exatamente tão absurdo quanto parece. E talvez seja justamente por isso que funciona.


A ideia me lembrou um pouco “Uma Noite de Crime”, só que, felizmente, sem toda aquela violência. Aqui, em vez de as pessoas saírem pelas ruas para matar umas às outras, elas passam o ano inteiro esperando pela única noite em que podem finalmente se envolver sexualmente sem serem punidas pelo governo. E o mais engraçado é perceber como isso transforma a cidade inteira em um enorme caos romântico.

Tem gente desesperada procurando um pretendente, pessoas tentando encontrar o par perfeito para aquela noite, encontros que dão errado, preservativos sendo procurados em cima da hora e todo tipo de situação que parece saída de uma comédia romântica exagerada. No meio disso tudo conhecemos Allie e Owen.

Allie é uma cantora que trabalha fazendo jingles e ainda acredita que pode encontrar uma conexão verdadeira com alguém. Owen, por outro lado, é dono de uma pizzaria e acabou de ser abandonado pela namorada justamente no pior momento possível: às vésperas da única noite do ano em que ele poderia aproveitar para conhecer alguém.

Ou seja, os dois estão solteiros, carentes e procurando alguma coisa que parece cada vez mais difícil de encontrar. Obviamente, eles se encontram. E obviamente também não é simples.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Editora Trama lança A Original, ficção científica sobre identidade e imortalidade assinada por Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal

 



A Original, novo lançamento da Editora Trama, ganha sua primeira edição impressa após ter sido concebido originalmente como um audiobook. Escrito em colaboração pelos premiados Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal, o romance se passa em um futuro distante em que a humanidade venceu a morte natural graças a "nanitos injetáveis" que circulam pelo corpo, reparando danos e prolongando a vida indefinidamente. Nesse cenário, a sociedade passou a viver sob um modelo de renda igualitária e automação plena. Mas esse aparente paraíso cobra um preço: check-ins semanais obrigatórios em Estações de Renovação, onde a continuidade da vida depende de um rígido sistema de monitoramento.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Champagne - Uma Viagem de Pai e Filho (Lindo Demais! Entrevista e bate-papo com Leo Alkemade)

 


Título no Brasil: Champagne – Uma Viagem de Pai e Filho Título original: Champagne Título internacional: Champagne – An Ode to Fatherhood Ano: 2026 País: Países Baixos (Holanda) Gênero: Drama / comédia dramática / road movie Duração: aproximadamente 90–93 minutos Direção: Tim Kamps Roteiro: Leo Alkemade e Rik van den Bos Produção: Jamel Aattache Produtoras: Aattache Films e Brabant Films Idioma original: Holandês, com francês em algumas cenas Distribuição no Brasil: Autoral Filmes Estreia nos cinemas brasileiros: 6 de agosto de 2026 Classificação indicativa no Brasil: 14 anos

sábado, 15 de agosto de 2026

O Fim da Rua {Crítica ]


 Título no Brasil: O Fim da Rua

Título Original: The End Of Oak Street 

Ano: 2026

Direção: Datvid Robert Mitchell 

Roteiro: David Robert Mitchell 

Elenco: Anne Hathaway, Ewan McGregor, Maisy Stella 

Nota: 4 /5

Por Amanda Gomes

Eu preciso começar essa crítica sendo completamente honesta: O Fim da Rua já tinha me conquistado antes mesmo de eu assistir.

Uma família vivendo em um subúrbio americano nos anos 1980 é transportada misteriosamente para um mundo cheio de dinossauros? Anne Hathaway e Ewan McGregor no elenco? Uma estética oitentista? Dinossauros perseguindo pessoas em um bairro residencial? Desculpa, mas como é que eu não ia querer assistir?

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Pequenas Criaturas


 Título no Brasil: Pequenas Criaturas 

País: Brasil

Ano: 2026

Direção: Anne Pinheiro Guimarães 

Roteiro: Anne Pinheiro Guimarães 

Elenco: Carolina Dickmann, Letícia Sabatella, Caco Ciocler

Nota: 4

Existem filmes que emocionam por causa dos grandes acontecimentos. Outros fazem exatamente o contrário: encontram beleza nas pequenas coisas. “Pequenas Criaturas” faz parte desse segundo grupo.

Confesso que entrei na sessão sem saber muito sobre o filme e fui completamente surpreendida. Não porque aconteçam reviravoltas gigantes ou cenas impactantes, mas porque ele consegue transformar momentos extremamente comuns em algo delicado e cheio de significado.

Ambientado na Brasília de 1986, pouco depois do fim da Ditadura Militar, o filme acompanha Helena, que se muda para a capital com os dois filhos enquanto o marido passa a maior parte do tempo viajando a trabalho. O que poderia ser apenas uma história sobre adaptação acaba se tornando um retrato muito bonito sobre família, solidão, amadurecimento e pertencimento.

O que mais gostei é que “Pequenas Criaturas” nunca parece ter pressa. A diretora Anne Pinheiro Guimarães parece muito mais interessada em mostrar o que acontece entre um grande acontecimento e outro. São os silêncios, os olhares, os dias quentes de férias, as conversas na piscina e os pequenos encontros entre vizinhos que realmente constroem essa história.

Talvez isso não funcione para todo mundo. É um filme contemplativo, que exige paciência e um olhar atento para os detalhes. Mas, para mim, foi justamente esse ritmo mais calmo que tornou tudo tão especial.


Carolina Dieckmann entrega uma atuação extremamente sensível. Helena é uma mulher que parece carregar um peso enorme sem conseguir colocá-lo em palavras. Ela tenta ser forte pelos filhos enquanto lida com suas próprias inseguranças e com a ausência constante do marido. É uma interpretação muito contida, mas cheia de emoção.

Ainda assim, quem realmente rouba a cena são as crianças. Théo Medon transmite muito bem todas as inseguranças da adolescência, vivendo as descobertas do primeiro amor e tentando entender as mudanças dentro da própria família.

Mas foi Lorenzo Mello quem conquistou completamente meu coração. Dudu é aquele tipo de personagem impossível de não gostar. Fascinado por Star Wars, Planeta dos Macacos, discos voadores e qualquer aventura que sua imaginação consiga inventar, ele enxerga um mundo mágico onde os adultos veem apenas rotina. Existe uma espontaneidade tão bonita na atuação dele que várias das minhas cenas favoritas acontecem simplesmente porque ele está em cena.

Acho que o filme acerta justamente ao mostrar como as crianças conseguem transformar qualquer lugar em um universo inteiro de possibilidades.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

A Odisseia [Crítica]

 


Título no Brasil: The Odyssey 

Título Original: A Odisseia  

Ano: 2026

País: EUA

Direção: Christopher Nolan 

Roteiro: Christopher Nolan  

Elenco: Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Zendaya 

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes

Existem alguns diretores que fazem a gente querer assistir aos filmes deles sem nem precisar saber sobre o que são. Com Christopher Nolan é exatamente assim comigo. Não importa se é ficção científica, guerra, suspense ou agora uma adaptação de um dos textos mais importantes da literatura mundial. Sempre existe aquela expectativa de que vou sair do cinema tendo vivido uma experiência, e não apenas assistido a um filme.

E foi exatamente isso que aconteceu com “A Odisseia”. Nolan consegue transformar um poema escrito há milhares de anos em algo extremamente acessível, sem perder a grandiosidade que essa história merece.

A trama acompanha Odisseu em sua longa jornada para voltar para casa depois da Guerra de Troia. Pelo caminho, ele enfrenta monstros, tempestades, deuses e inúmeros desafios, enquanto sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco tentam manter vivo o reino de Ítaca mesmo após anos sem notícias do rei.

Como já era de se esperar, Christopher Nolan foge da narrativa linear. O filme alterna constantemente entre passado e presente, mostrando diferentes momentos da guerra e da viagem de Odisseu. Em qualquer outro diretor isso talvez pudesse ficar confuso, mas Nolan já mostrou várias vezes que domina esse tipo de estrutura, e aqui não é diferente. Aos poucos, todas as peças começam a se encaixar de uma forma muito natural.


O que mais me impressionou foi que, apesar da escala gigantesca da produção, o filme nunca parece exagerado. Claro que existem cenas enormes, batalhas épicas e criaturas mitológicas impressionantes, mas nada parece estar ali apenas para mostrar orçamento. Existe um equilíbrio muito bonito entre o espetáculo visual e a parte mais humana da história. No fim das contas, “A Odisseia” não é sobre monstros ou deuses. É sobre culpa, saudade, família e sobre tudo aquilo que carregamos durante a vida.