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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Menina que via Filmes: Convergente [Crítica]

Título Original: The Divergent Series - Allegiant
Título no Brasil: Convergente
Data de lançamento 10 de março de 2016 (2h 00min)
Direção: Robert Schwentke
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Jeff Daniels mais
Gêneros Ficção científica, Aventura, Ação

Nacionalidade Eua
Baseado na obra de Veronica Roth




Engraçado perceber que uma série que não amei os dois primeiros filmes e somente li o primeiro livro me ganhou no terceiro filme. 
Dessa vez encabeçados por um elenco de primeira com os ótimos Shailene Woodley ( como Beatrice, a protagonista), Theo James ( como Quatro, o galã) , Jeff Daniels ( David, o malvado ) e Milles Teller ( como o projeto de malvado) os atores estão ainda mais afinados e conseguem retratar exatamente o que se espera de um filme do gênero : ação, reviravoltas e uma pitada de romance.
O filme começa exatamente da onde o Insurgente parou, após a morte de Jeanine, Evelyn ( Naomi Watts) assume o papel de descontrolada à frente de rapazes mais ensandecidos ainda, parece só voltar a si quando algo envolve seu filho Quatro. E na verdade a impressão que temos é de que nada mudou e Evelyn comete os mesmos erros. O que agora o grupo formado por eles quer é saber de verdade o que há fora de Chicago já que recebem uma mensagem, com algumas mortes  e muita ação o que o diretor nos presenteia são cenas recheadas de emoção até que eles finalmente consigam chegar aonde querem, mas claro que o que esperam não é exatamente o que eles terão. David ( Daniels) parece controlar tudo e todos de uma forma que pode parecer a certa mas que logo se mostra como algo que não deveria estar acontecendo, e claro que não estragarei o que de fato está acontecendo para quem não viu o filme ainda. 
Beatrice como sempre é a diferentona, ou melhor, a Pura, que é tratada melhor por todos e que demora um pouco para sair do mundo de Alice que vive quando chega a essa nova vida. 
O que posso afirmar para as meninas é que Theo James está ainda mais bonito e em sintonia com seu personagem Quatro, e lógico que não faltam beijos e juras de amor eterno para nosso casal favorito.

Um soro que apaga a memória, pessoas sendo pessoas e querendo passar a perna nos outros e algo de realmente podre no ar fazem com que o longa ganhe ritmo e apesar dos críticos terem gostado bem pouco desse filme, eu adorei, e foi o único da série que gostei de verdade.
Vale a pena ser conferido.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Menina que via filmes: Insurgente [Crítica]

Título Original : Insurgent
Título no Brasil : Insurgente
Baseado no livro de Veronica Roth ( série Divergente)
Dirigido por Robert Schwentke
Com Shailene Woodley, Theo James, Octavia Spencer mais
Gênero Ficção científica , Ação

Nacionalidade EUA
Ano : 2014



















O que eu pensei que seria impossível ocorrer, aconteceu. O segundo filme é ainda mais sem graça que o primeiro. Antes que apareçam haters porque não gosto da série, devo informar que li sim  o primeiro livro, vi sim o primeiro filme. E achei mediano, beirando a chatice.
Nesse segundo volume - não li o livro, fui direto para o filme mesmo - uma das coisas boas do primeiro não temos : uma boa atuação da protagonista Shailene Woodley, como Tris.

Não sei o que houve com a atriz que parece sempre com cara de sofredora, me lembrou muito o filme que também a tem como protagonista A Culpa é das estrelas, com aquele ar de paciente terminal que não sabe até quando estará viva. Faltou a garra que vemos em uma Jennifer Lawrence como Katniss de Jogos Vorazes e isso fez uma diferença absurda.
Trabalhando apagada assim mesmo estando em todas as cenas, ficou fácil para Quatro ( Theo James) aparecer nesse filme trabalhando muito melhor do que ela e não vou nem compará-la a Kate Winslet com sua vilã Jeannine Matthews, pois só no olhar já assusta e olha que ela está com um vestido tubinho azul e mal se mexe em cena, quando a atriz sabe trabalhar não precisa de muito.
O filme já começa com Tris tendo os habituais pesadelos lembrando da mãe ( Ashley Judd) que morreu. Ela e Quatro seu namorado gato tem que fugir de Jeannine que sabe que Tris é uma divergente e quer testá-la para abrir uma caixa mágica com uma mensagem mas que precisa que a pessoa passe por todas as facções ( abnegação, franqueza, amizade, erudição e audácia) , somente um divergente pode fazê-lo.

Temos participações especiais de luxo como de Octavia Spencer e Naomi Watts com os cabelo escuros, o que nem dá para vibrar muito com elas em cena pois é tudo muito rápido.
Assim como também o é a explicação que esqueceram para que o único irmão de Tris interpretado por Ansel Egort ( seu par em ACEDE) vire a casaca tão facilmente.
Quem não leu o livro parece se perder no meio de tantas informações jogadas assim na telona. Se você não leu nenhum livro e não viu o primeiro filme , nem tente ver esse. Impossível saber do que se trata.
Tris também muda de estilo, corta o cabelo joãozinho, parece mais o Sniper Americano e tem uma expressão de sofrida o filme todo. Não sei se mandaram, mas a atriz não parece feliz nem mesmo quando se agarra com Theo James , a cena deles indo para cama é tão empolgante quanto o filme do Pelé.
Milles Teller como Peter está bem melhor nesse filme, mas depois que fez Whiplash esse rapaz me ganhou.
Quanto ao filme, se tivesse que dar alguma nota seria 6, não chega a ser horrível mas está longe de ser um filme que me anime e conte os dias para o próximo ir pro cinema.
Falta emoção na protagonista, falta história que sustente o que acontece, é tudo muito Matrix misturado com Jogo Vorazes e Maze Runner  e chega ao nada e a lugar nenhum. 
A tal mensagem da caixa que a gente espera tanto para ver é risível , como as pessoas gostam tanto dessa história? Não consigo gostar de quase nada, e enxergo defeitos em quase tudo que já vi sobre ela. Faltou Nicolas Cage aparecendo no final para completar a bizarrice , e olha que adoro ele. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Menina que via Filmes : Whiplash - em busca da Perfeição [Crítica]

Título Original : Whiplash
Título no Brasil : Whiplash - em busca da perfeição
Dirigido por Damien Chazelle
Com  Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser mais
Gênero Drama , Musical
Nacionalidade EUA
Duração : 1h 47 min

Globo de Ouro de Melhor ator coadjuvante para J.K Simmons em 2015






O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.



Há filmes que são tão bons que não precisam de muito esforço para que o espectador sinta vontade lendo uma crítica de ir ao cinema mais próximo vê-lo. No caso de Whiplash o filme é tão maravilhoso que eu saí da sala de exibição e  o pessoal ainda batia palmas para o filme.
Andrew ( Milles Teller, um talento escondido em filmes de péssimo gosto como Namoro ou liberdade) tem apenas 19 anos e seu sonho é ser baterista reconhecido de jazz. Para isso saiu de casa e foi viver próximo a melhor faculdade do gênero : Shaffer.
Abandonado pela mãe quando nasceu e criado pelo pai ele se diverte indo ao cinema com ele ( no papel de Paul Reiser) mas espera ser muito mais que um professor, profissão que o pai teve a vida inteira.
O que ele não sabe é que chegar próximo do sonho é passar pelo rígido professor Terence Fletcher ( J.K Simmons, sensacional, ganhador do Globo de Ouro de Melhor ator coadjuvante desse ano e sério candidato ao Oscar) , um homem que não tem pena de seus alunos e acredita que um método pouco usual , de humilhação e carga psicológica podem melhorar o desempenho dos que ele escolhe para massacrar . 
Se a primeira vista as atitudes de Fletcher podem parecer horrendas, o diretor não perde tempo em nos mostrar o como Andrew também não é muito normal em busca do que quer. Ele não exita em por exemplo perder um importante ensaio mesmo depois de quase ter morrido, termina com a namorada para que ela não atrapalhe seus treinos e acha normal ter as mãos sangrando sob as baquetas depois de treinar horas  a fio.
Sim, temos em menos de duas horas de filme a comprovação de que para que exista um professor não convencional há um aluno que também não é lá muito normal. 
Os dois atores duelam não somente na tela mas também na dúvida de quem assiste de definir quem está melhor. Não consigo achar que somente Simmons está excepcional, Teller sai de si e dá lugar ao Andrew sem que saibamos separar o ator do personagem.
A pressão em fazer sucesso, a dura vida de quem não pensa em desistir mas tem sempre alguém que faz de tudo para que o faça estão nesse filme.

Difícil não achar que o filme trata somente de pessoas em busca da fama, é óbvio que por Andrew ser músico o filme foca nisso, mas me lembrou muito o concorrido mercado de trabalho e seus chefes " diabo veste Prada".
Até onde o ser humano aguenta a pressão sem enlouquecer? Até que momento o saudável vira insano? 
Quando achamos que sabemos de tudo nos mostram a cena final, e é para aplaudir mesmo, de pé. Que filme!


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Menina que via filmes : Footloose [Crítica] Remake

Título Original : Footloose
Título no Brasil : Footloose
Remake
Direção : Crai Brewer
Elenco : Juliane Hough , Dennis Quaid, Andie MacDowell, Milles Teller, Kenny Wormald
Ano : 2011
País : EUA
Idioma : Inglês
Formato visto : DVD
Duração : 1h 53 min
Censura : 14 anos
Gênero : Comédia, Musical





Ren McCormick (Kenny Wormald), após a morte de sua mãe, vai para uma pequena cidade viver com seus tios. Lá ele encontra oposição a dança e ao rock, por parte do Reverendo Moore (Dennis Quaid). A revolta de Ren contagia toda a juventude da cidade, inclusive a Ariel (Julianne Hough), filha do Reverendo e par romântico de Ren


Já tinham me avisa que o remake era tão bom quanto o original, não lembro se passou no cinema, mas acabei vendo o no hotel em uma viagem a trabalho para Macaé.
A vontade que dá é de sair dançando desde que o filme começa e isso é maravilhoso!
A história da cidade que tem em um acidente de carro 5 jovens mortos depois de uma festa onde eles bebiam e dançavam pode parecer uma tristeza só de início. A culpa do fatídico acidente logo é colocado em cima da bebida e da música. O filho mais velhor do reverendo dirigia o carro e com isso foi aprovada uma lei onde na cidade era proibido menores de idade beberem  e escutarem músicas em locais que não fossem a escola e a igreja.
Como nos EUA é permitido dirigir desde os 16 anos o baque em cima dos jovens foi maior ainda com a festa de formatura do High School sendo alterada, sem música no ano seguinte.


Passados 3 anos do acidente conhecemos Ren ( Kenny Wormald) que é órfão e vai morar na casa dos tios, o rapaz gente boa logo começa a frequentar a escola ( sempre aquela cara de 30 em um personagem de 17!) mas não aceita de forma alguma que lhe tirem a música!
Claro que ele vai criar caso com a cidade toda e vai ocasionar em uma revolução pela volta das danças e músicas na reuniões de jovens.
Ren vai logo conhecer a rebelde sem causa Ariel ( Juliane Hough, a cara de Jennifer Aniston nesse filme!) que sendo filha do reverendo que causou tudo isso ( Denni Quaid, ótimo no papel de pai incompreensível) vai deixar o pai ainda mais louco com suas atitudes.

O bacana desses filmes do gênero é que tudo vira dança e claro que todos ao redor dançam muito bem, a magia do surreal nos faz sonhar com um mundo onde você deixe o local de trabalho e saia dançando com estranhos ao seu redor.

Footloose não é para se levar a sério, é para curtir, para os mais velhos relembrarem o antigo e os mais novos conhecerem uma época onde irado mesmo eram filmes que tudo terminava em muita música no final.

Imperdível!
   

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Menina que via filmes: Divergente [ Crítica]

Título Original: Divergent
Título no Brasil : Divergente
Baseado no livro de Veronica Roth
Elenco : Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet , Milles Teller, Ansel Egort, Zoe Kravitz, Ashley Judd

Direção : Neil Burger
Ano  2014
Gênero : Ação
País : EUA
Idioma ; Inglês
Censura : 12 anos
Duração : 2h 12 min






Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.





Descobri uma coisa que já desconfiava : não sou fã de Distopias! Não curti muito o livro e o filme achei bacana mas nada demais. Na verdade eu gosto de Jogos Vorazes, acho sensacional, mas tirando esse, muitos dos livros e filmes baseados nesses que vieram depois como esse não me agradaram porque parece que não serviram somente de inspiração mas em alguns pontos se confundem e a história perde a graça.
A resenha do livro saiu esse mês ainda e li rápido para poder ver o filme que até achei bem fiel ao livro. Tris ( Shailene, uma fofa em cena, a menina sabe atuar)completa 16 anos em uma Chicago mudada, no futuro a população é dividida em facções , ela foi criada em uma delas e agora tem que fazer um teste para saber se continuará nela ou se fará parte de outra. No filme é explicado tudo isso no início pela própria protagonista, apesar de até hoje não saber onde se encaixam algumas partes da sociedade , ela acaba indo para Audácia. Esta por sinal é assustadora, a todo tempo os membros, principalmente os novos tem que provar ao que vieram! Arriscam suas vidas o tempo todo. 
Acontece que ela é uma divergente, seu resultado não deu especificamente para esse, mas ela tem ajuda e esconde esse fato dos pais e de todos ( sua mãe por sinal é Ashley Judd) 
O fato de ela ser menina e mignon não interfere em seus treinos, e ela logo é separada do irmão ( Ansel Egort que fará par com ela em A culpa é das estrelas!) e tenta a todo custo rever seus pais.
A malvadona da história é ninguém menos que Kate Winslet divando no papel de Jeanine Matthews. Apesar de parecer uma simples executiva - me lembrou Hillary Clinton - ela é malvada que manda e desmanda e mesmo tendo todo o poder se veste simplesmente, ta aí uma coisa que não visualizei lendo o livro, como o figurino deles é simples se comparado com os ricos de Jogos Vorazes.
O líder de seu grupo é Quatro ( Theo James um ator bonito que até então não conhecia!) que vai formar par romântico com Tris mas não achem que o filme rola para o sentimentalismo porque isso não acontece. Ainda não li os outros livros não sei ainda com ficará esse casal, mas no filme os dois tem química e isso funciona bem na tela.
Por ter sido da Abnegação ( facção que foi criada) ela nunca tinha tido contato com um homem para namorar, alguns de seus pesadelos - digamos assim - são sendo atacadas por ele, o que nos confunde um pouco quando colocados na tela, mas depois entendemos o porque daquilo tudo.
O filme é bom, vale a pena ser visto mas eu criei uma expectativa muito grande na história, que até agora não tive.
Milles Teller ( foto ao lado) está no elenco como Peter, gosto desse ator , o vi em " Namoro ou amizade" mas nesse filme o personagem é bem menos importante. Não vou contar spoiler ;)

Assistam e depois me digam o que acharam!