Título Original: Battle for Sevastopol
Título no Brasil: A sniper russa
Direção: Sergey Mokritskiy (O Guardião dos Mundos)
Roteiro: Maksim Budarin, Max Dankevich, Leonid Korin
Elenco: Yuliya Peresild (O Guardião dos Mundos), Evgeniy Tsyganov (O Guardião dos Mundos), Joan Blackham (O Diário de Bridget Jones), Anatoliy Kotenyov (Metro)
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por Cecilia Mouta
A Sniper Russa, filme de Sergey
Mokritskiy, conta a história de Lyudmila Pavlichenko (Yuliya
Peresild), uma estudante que é convocada
para combate na 2ª Guerra Mundial. Em treinamento, Lyudmila percebe que tem uma
habilidade enorme para atirar e logo se torna a sniper de referência do
exército, o que chama a atenção dos alemães, que querem eliminá-la.
A
narrativa é estruturada como um grande flashback, onde a primeira cena do filme
é Eleanor Roosevelt (Joan Blackham) chegando à Rússia e mencionando que queria
fazer uma parada antes dos seus encontros diplomáticos. Ao explicar o motivo
dessa parada fora de rota, ela começa a contar a história de Lyudmila. A
narrativa então segue com vários saltos temporais, perpassando vários momentos
da vida da personagem principal.

Na
primeira metade do longa metragem, a narrativa morna aparenta não conseguir ter
ritmo para levar a trama até o final, mas na segunda metade do filme o panorama
muda. À medida que adentra na guerra, a personagem principal vai ganhando mais
camadas de subjetividade, há conflitos paralelos se desenrolando na vida de
Lyudmilla, como os conflitos amorosos, a direção se torna mais dinâmica e, mais
para o fim, a trilha sonora dá o clima de catarse perfeito para as cenas
dramáticas. Vale ressaltar que a direção foi muito criativa nas cenas de
conflito bélico, experimentando vários posicionamentos como o point of view. Na cena da batalha
aeronaval, cheguei a me lembrar de Dunkirk, do Christopher Nolan, com toda
aquela direção dinâmica nos aviões. Pra mim foi a melhor cena do filme, junto a
cena de um bombardeio que entrou a trilha sonora. A música foi muito acertada
nessa cena.