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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Menina que via Filmes: A Rosa Púrpura do Cairo {Crítica]

Título Original: The Purple Rose of Cairo
Título no Brasil: A Rosa Púrpura do Cairo
duração:1h 25min
Direção: Woody Allen
Elenco: Mia Farrow, Jeff Daniels, Danny Aiello mais
Gênero Comédia
Nacionalidade EUA

Formato visto: DVD

#29visto #30criticado


  Revi esse filme outro dia, por razões que vocês em breve saberão, mas depois de ver um filme pelo menos 5 vezes você tem uma percepção diferente, já que mudamos nem que seja um pouco com o tempo, certo? 
 Continuo achando o filme um dos melhores de Woody Allen, quando ele estreou nos cinemas eu tinha apenas 5 para 6 anos e claro que não fui no cinema assistir, mais tarde acho que com uns 10 anos meu pai me apresentou à Cecilia ( Mia Farrow), uma mulher sonhadora que é casada com um homem vagabundo ( Danny Aiello) que além de tirar o dinheiro dela ainda bate na moça. 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Menina que via Filmes : Woody Allen - O documentário [Crítica]

Título Original : Woody Allen - A documentary
Título no Brasil : Woody Allen - Um documentário
Dirigido por Robert B. Weide
Com Woody Allen, Penélope Cruz, Scarlett Johansson mais
Gênero Documentário , Biografia , Histórico

Nacionalidade EUA
Ano : 2012


















Chega a impressionar que um documentário com um dos diretores mais famosos do mundo só chegue aos cinemas brasileiros 3 anos após lançado. Mas deixando isso de lado, quando soube que estava em cartaz aqui no Rio corri para assistir, e adorei saber mais da vida do polêmico diretor.
O ator/ diretor repleto de atos antipáticos - como o de não dar entrevistas e detestar lançamentos de filmes - abriu uma exceção e conversa durante muito tempo sobre sua infância, seus 4 casamentos , seus filmes e algumas polêmicas.
Conhecido no mundo todo por filmes como A Rosa Púrpura do Cairo, A Era do Rádio, Meia-Noite em Paris, Vicky Cristina Barcelona , entre outros , vê-lo cru, diante das câmeras, para mim que sou fã de carteirinha foi uma delícia. Amo seus filmes, até hoje não consegui assistir todos, e odeio lembrar da história de que é acusado de abusar de uma das filhas e de que sua quarta esposa é ninguém menos que a filha adotiva de sua terceira esposa. Para título de curiosidade, ele está casado com a moça até hoje e tem com ela dois filhos.
Longe de toda essa vida pessoal que não merece palmas, Woody, ou melhor Allan Stewert Konigsberg, seu nome de verdade, foi um menino judeu que não gostava nada de estudar, feioso, não curtia muito ter aulas, sonhava ser ator mas nem poderia imaginar que faria tanto sucesso, aliás, até hoje, seu filmes que mais rendeu bilheteria foi Meia-Noite em Paris.
Outro ponto alto do documentário são os depoimentos de pessoas que trabalharam com Woody, temos a ex esposa Diane Keaton, além de musas de seus filmes como Penélope Cruz, Mira Sorvino e Scarlett Johansson. Todos admirados com o talento dele para dirigir e atuar. Gênio do cinema, Woody é celebrado por muitos e os críticos costumam estar ao lado dele , o que é raro no ramo.
Atores de todas as idades como  Sean Penn, John Cusack e muitos outros também falam das qualidades de Woody, fica difícil não sair da sala de exibição querendo assistir pelo menos um de seus filmes.















Uma grande qualidade desse documentário é que o diretor Robet B Weide mantem o interesse do público no documentário, não há momentos chatos, todos são partes de uma história de sucesso de um homem amado e odiado por muitos. Não acredito que exista meio termo em se tratando de Woody, precisa dizer que recomendo?

P.S - descobri ontem que o documentário tem no Netflix, sim, isso mesmo, ou seja nem precisava ter ido ao cinema assistir. Bom, se você ainda não viu e se interessou, procure lá que você acha disponível!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Menina que via filmes : A Rosa Púrpura do Cairo [Crítica]

Título Original: The purple rose of Cairo
Título no Brasil : A rosa púrpura do Cairo
Direção : Woody Allen
Elenco: Mia Farrow, Danny Aielo, Jeff Daniels, Dianne Wiest
Ano : 1985
País : EUA
idioma : Inglês
Censura : 10 anos





Em área pobre de Nova Jersey, durante a Depressão, uma garçonete (Mia Farrow) que sustenta o marido bêbado e desempregado, que só sabe ser violento e grosseiro, foge da sua triste realidade assistindo filmes. Mas ao ver pela quinta vez "A Rosa Púrpura do Cairo" acontece o impossível! Quando o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por ela, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme e logo o ator que encarna o herói viaja para lá, tentando contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.   


 Quando Mia Farrow era esposa de Woody Allen,ela era a musa de todos os seus filmes, esse é mais um que Farrow é a protagonista e é um filmes que mais amo dele. 
Nesse, ela é uma garçonete muito humilde chamada Cecilia, ela tem um marido que abusa dela em todos os sentidos, a bate, é um vagabundo e ainda tira todo o dinheiro dela. Monk é interpretado pelo excelente Danny Aielo.
Para piorar Cecilia perde o emprego, com mania de cinema, ela vai quase todos os dias no mesmo local e cisma com o filme " A rosa púrpura do Cairo".
Imaginem você amar um filme e do nada o ator principal ( Jeff Daniels, tão jovem que demorei para reconhecer!) sair da tela e querer sair com você?
Já havia visto o filme há muitos anos mas dessa vez foi diferente, foi ótimo ver os atores mais jovens em um filme que não tem validade , é sonho até hoje de qualquer cinéfila se refugiar no cinema e sonhar com uma vida ao lado do galã , quem nunca?
WOODY ALLEN COM MIA NAS FILMAGENS
 O filme tem um quê de drama sem apelar, mas foca mais no sonho que temos em passar da telona para vida real aquilo que vemos e até onde mesmo acreditamos naquilo?
O papel de Jeff Daniels é duplo, ele é o personagem que sai da tela mas também o  ator que interpreta, para entender melhor só vendo, Allen que também é roteirista arrasa mais uma vez com um roteiro bem amarrado ao tema.

 Para terem ideia, por diversas vezes Allen citou esse filme como o favorito dos que já fez até hoje.
Outra curiosidade é que Jeff Daniels não era a primeira opção de Allen, o ator Michael Keaton chegou a filmar várias cenas mas foi dispensado depois que o resultado não agradou Woody.
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Menina que via filmes: A era do Rádio [ Crítica]

Título original: Radio days
Título no Brasil: A era do rádio
Roteiro e direção : Woody Allen
Elenco : Woody Allen, Mia Farrow, Diane Wiest, Seth Green
Ano : 1987
Gênero : Comédia
País : EUA
Idioma : Inglês
Duração: 1h 28 min
Censura : 12 anos





 Sinopse: No início da Segunda Guerra Mundial em Nova York, uma simples família judia tem seus sonhos inspirados nos programas de rádio da época. Em virtude de ainda não existir televisão, as famílias se reuniam ao redor do rádio e cada membro da família tinha seu programa preferido.


Para mim " A era do rádio" tem um gosto especial, eu tinha 7 ou 8 anos quando meus pais que sempre amaram cinema me levaram para ver esse filme. Lembro que na época algumas coisas me marcaram como uma pessoa no filme que imitava a Carmen Miranda .
Com os anos acredito que só tenha visto esse filme mais uma vez e mesmo assim em VHS. Essa semana ganhei de presente um box com exatos 20 filmes do mago Woody Allen, então se preparem que vão chover comentários sobre os filmes do abençoado!
O filme se passa um pouco antes da segunda guerra mundial, o narrador é o próprio Allen interpretado pelo ator Seth Green ( Joe). O menino judeu passa por poucas  e boas com sua complicada família que vive as brigas mas no final do dia terminam fazendo as pazes; o pai que não tem coragem de dizer qual seu trabalho, a mãe que se lamenta ter casado com o pai e ainda está grávida, a tia solteirona Bea ( a ótima Dianne Wiest) que não se acerta com homem nenhum, um tio que tem mania de pescar ...enfim, todos vivem ao redor de um rádio, cada um com seu programa favorito mas esquecem do mundo quando estão perto do rádio.
 Também conhecemos a história de Sally White ( Mia Farrow, a ex mulher do diretor que estrelava quase todos seus filmes) uma cantora com sonho de fazer sucesso no rádio mas que só consegue dormir com os homens sem que cumpram as promessas de lhe conseguirem uma carreira de sucesso como ela quer.
Sally rende boas risadas com seu jeito ingênuo mas interesseiro , vai entender, só vendo mesmo!
Muitas cenas arrancam risos como quando a tia imita Carmen Miranda ou quando a tia ganha um concurso de adivinhas peixes na rádio.
" A era do rádio" é um retrato de Woody sobre muitas famílias judias que não eram ricos no início da segunda guerra e que passaram muito aperto em NY.
 O filme é uma delícia e é um daqueles clássicos que não tem prazo de validade, podem ser vistos para sempre!