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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Menina que via Filmes: Batman Lego [Crítica]

Título Original:
The Batman Lego Movie
Título no Brasil: Batman Lego: O Filme
ata de lançamento 9 de fevereiro de 2017 (1h 45min)
Direção: Chris McKay
Elenco: Duda Ribeiro, Marcio Simões, Andreas Avancini mais
Gênero Animação
Nacionalidades EUA, Dinamarca  

#34assistido #35criticado
 Batman é meu super herói predileto. Não posso ver nada dele que quero levar para casa. Imaginem um filme dedicado a ele em formaro de LEGO? Agora imaginem que você vai ver esse filme achando que é bom mas ele na verdade é maravilhoso?
Sim, a animação nos apresenta um Batman super metido, ele é rico, faz sucesso com as mulheres e sabe que sempre ganha dos inimigos.

domingo, 9 de outubro de 2016

Menina que via Filmes: Gênios do Crime [Crítica]

Título Original: MasterMinds
Título no Brasil: Gênios do Crime
Data de lançamento 29 de setembro de 2016 (1h 34min)
Direção: Jared Hess
Elenco: Zach Galifianakis, Kristen Wiig, Owen Wilson mais
Gêneros Comédia , Suspense

Nacionalidade EUA








Eu não sei o que impressiona mais nesse filme: 1- terem gasto dinheiro para filmar algo tão sem sentido ou 2- eu ter aceito pagar para ver isso. 
Que era comédia pelo elenco eu já sabia, mas caí no conto de que poderia ser algo que me animasse, e ando precisando. Mas ao passar 10 minutos de filmes já dava para ver que me meti em uma furada com poucos momentos que valessem a pena a entrada.
David (  Zach Galifianakis)é um segurança de uma agência de carros blindados nos Estados Unidos, noivo de uma  moça muito estranha, mas como ele também não é muito normal, no final ela combinava com ele.
Acontece que ele é apaixonado por sua colega de trabalho, Kelly ( Kristen Wiig) mas ela não o vê como namorado. Então algo acontece que ela pede demissão - ou é demitida, em uma cena que de engraçado não tem absolutamente nada!- e ao morar na casa de amigos sem ter para onde ir, topa seduzir David para roubar um carro forte. 
O amigo dela é Owen Wilson no papel de Steve Chambers. Ele consegue que seu plano mal feito seja executado por David, e ela finge que o ama e que está fazendo tudo isso para ficar com ele mas que precisam de grana.
São 17 milhões de dólares roubados, bizarramente essa história é verídica, e as piadas que contam no filme  são patéticas e preconceituosas.

Quando David foge para onde que ele vai? Pro México, claro. Mas em seguida qual o próximo lugar? Rio! Em um bate-papo ele fala que é ótimo porque as mulheres tem bunda grande.
Tudo isso e muitas outras piadas imbecis fazem o roteiro de um filme e o espectador sente vergonha alheia. 
Eu lamentei bastante ter visto algo tão fraco no cinema.  E se o cartaz dá a entender que os bandidos são amigos, ledo engano. Eles se odeiam, e o papel de Owen Wilson é o mais horrível de todos. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Menina que via Filmes : Se Enlouquecer, Não Se Apaixone [Crítica]

Título Original : It´s Kind Of A Funny Story
Título no Brasil : Se Enlouquecer Não se Apaixone
Baseado na obra de Ned Vizzini
Dirigido por Ryan Fleck, Anna Boden
Com Keir Gilchrist, Zach Galifianakis, Emma Roberts mais
Gênero Comédia dramática , Romance

Nacionalidade EUA
Formato visto : dvd
Ano  : 2010







Sabe aquele filme que você deveria ter assistido há muitos anos e sabe-se lá porque só foi assistir hoje? Pois é, não há explicação plausível para eu só ter pego no dvd essa semana quando o ganhei de aniversário em 2012! Se enlouquecer, Não se Apaixone é aquele filme sensacional sobre estar deprimido ou sobre ser depressivo, sim, acreditem, há diferença!
Craig ( Keir Gilchrist) é um adolescente de 16 anos que tem muita vontade de se matar, os motivos, ele mesmo parece duvidar . Pode ser porque sua irmã é a garota mais fofa e nerd que existe e seus pais são muito legais com ele e isso irrita, pode ser porque ele seja completamente apaixonado pela namorada de seu melhor amigo ( interpretada por Zoe Kravitz)  ou também pode ser porque ele ache que os pais não o entendem e fazem as perguntas erradas o deixando muito estressado, e quando isso acontece ele vomita muito.
Prestes a terminar o ensino médio, com uma mãe amorosa e um pai que lhe dá atenção quando pode já que trabalha muito, Craig se sente muito mal por ter uma vontade imensa de se jogar da ponte. É em uma dessas noites desesperadoras de dizer adeus ao mundo que ele entra em um hospital e fala para a recepcionista que quer se matar, como quem pede um bilhete do cinema a senhora pede que ele preencha uma ficha e ele aguarda ser atendido. 
Ao médico ele vai contar o como se sente mal, a princípio o especialista vai achar que são coisas da idade e libera-lo, mas um pedido de ajuda do próprio Craig de que  o dê algo forte para passar a sensação de vazio o faz decidir interna-lo. 
No segundo andar do hospital há uma ala psiquiátrica onde ele vai ter os amigos que nunca pensou ter. 
Falando assim o filme pode  não parecer tão importante quanto realmente o é, mas como citei acima há uma diferença imensa entre estar deprimido e entre ser depressivo. O deprimido é momentâneo . Não há qualquer vontade mais forte do que o próprio indivíduo para acabar com a própria vida. O depressivo age como Craig, tem alguma fobia a comida - ele vomita toda hora - e sente uma vontade incontrolável de se matar, o que ele quase o faz algumas vezes.
Na companhia de Bobby ( Zach Galifianakis) , um homem que sente falta da filha de 8 anos mas que nunca revela porque está internado, ele vai fazer amizades e se relacionar com pessoas que não tem uma família estruturada como a dele. Bobby lhe lembra o tempo todo que gostaria muito de ter o que ele tem e isso faz de certa forma com que Craig reveja seus conceitos sobre as pessoas que o cercam.
Como a psiquiatra Minerva ( a sempre ótima Viola Davis) lhe dando conselhos de como superar seus problemas, o local se torna uma forma do adolescente aprender a dar valor e a conhecer um outro mundo, bem distante do seu.
Há personagens que fazem a diferença como Noelle ( Emma Roberts) , ao mesmo tempo que ela carrega marcas de tentativas de dar fim à vida, ela tem um carinho com ele que impressiona desde que eles começam a se falar. A gente fica torcendo para os dois ficarem juntos e não curti muito o título em português, mesmo enlouquecendo se apaixonar é sempre uma delícia e ajuda muito em qualquer tratamento.
Envolto nos problemas alheios, Craig acaba esquecendo os seus e olha que é apenas uma semana que ele passa na companhia dessas pessoas,  entendo que o autor quis focar que a cura aos depressivos não vem de uma hora para outra, como viciados, temos recaídas, mas a felicidade de novas amizades , de um amor e uma nova meta para a vida ( a de Craig é ir para faculdade) o faz esquecer completamente a vontade de se matar para viver ao lado de quem ele ama e o ama momentos que o fazem feliz.

Não há romantismo exagerado do depressivo e de quem tem problemas mentais, e isso é ótimo, porque ali os que precisavam de mais tempo para a melhora ou de acompanhamento para sempre de especialistas não tem alta, mas os que tem sabem que o tempo que passaram ali aprenderam muito, e a frase de Craig para o espectador de que não se sente  curado é a mais pura verdade. Ele pode voltar a ter a doença se a menina terminar com ele, senão passar na faculdade...mas os dias tem e devem ser vividos.

 O filme é baseado no livro de Ned Vizzini , o autor sempre foi depressivo, tirou sua vida em 2013 e escreveu poucos livros. Seu melhor amigo fez uma bonita homenagem que vocês podem conferir aqui 
Ned pulou do telhado da casa de seus pais em Dezembro daquele ano, próximo ao Natal , deixando esposa e um filho muito pequeno, ele tinha apenas 32 anos! O autor baseou-se em suas experiências com a depressão para escrever o livro que  encantou tanta gente que acabou virando o filme que adorei.
É triste saber que Ned não venceu a luta contra a depressão, no filme há um jogo entre a personagem de Emma Roberts e outros internados de falarem nomes de famosos que se mataram, o assunto morte é constante para quem sofre com a doença.
Não pensem que o filme tem uma mensagem triste como a da história do autor, é um alerta somente, um jeito de chamar atenção para a questão que ele o fez brilhantemente. 

























As atuações em sintonia também ajudam esse filme a ser o sucesso que foi. Assistam. Vale muito a pena!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Menina que via Filmes : BirdMan ou A Inesperada Virtude da Ignorância

Título Original : Birdman 
Título no Brasil : Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância
Dirigido por Alejandro González Iñárritu
Com Michael Keaton, Zach Galifianakis, Edward Norton mais
Gênero Comédia , Drama

Nacionalidade EUA
Censura : 16 anos
Duração  : 1h 49 min






No passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) fez muito sucesso interpretando o Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway. Entretanto, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.






Quando soube que Birdman estava concorrendo em várias categorias do Oscar 2015 me animei muito. Sou fã de Michael Keaton, obviamente por causa do papel em Batman, e sofri junto com ele a cada filme médio que ele optou em fazer, como um Nicolas Cage menos famoso, Keaton apostou em filmes dramáticos como Minha Vida ao lado de Nicole Kidman e recentemente participou do péssimo remake de Robocop . Porque contei tudo isso? Porque tenho certeza que muitos verão em Birdman um filme se pé nem cabeça e nem ousarão entender o como ele é brilhantemente crítico . 
Riggan Thomson ( Keaton, fenomenal, valendo a indicação ao Oscar) é um ator que já fez muito sucesso em Hollywood interpretando Birdman, uma espécie de Batman já vivido pelo ator que o faz. 
No entanto, já se passaram 20 anos da última atuação como o homem pássaro e ele não conseguiu mais nenhum papel de destaque o que ganhou é de te vivido o personagem e no presente sofre quando as crianças nem sabem quem ele é, somente as mães.
Riggan é um astro em busca do seu reconhecimento, alguém que sente imensa falta do passado de glórias e que precisa ter novamente esse envolvimento com o público . Seria normal se o tal ator não ouvisse a si mesmo como um diabinho lhe dando ideias do que precisa fazer para voltar a ter sucesso, ou seja, o Birdman fica lhe falando o que fazer, em cenas que valem uma salva de palmas para Keaton.

Prestes a estrear uma peça que lhe valeu as últimas economias que possuía, ele ainda tem que lidar com um ator ótimo mas completamente doido ( Edward Norton, outro monstro atuando como sempre no papel de Mike) , uma atriz que sofre com o relacionamento com Mike ( Naomi Watts), e uma filha muito doida ( Emma Stone, que está tão magra e de olhos esbugalhados que achei que tinha vindo de Grandes Olhos) que luta contra o vício de drogas mas que clama por atenção paterna.
Nos bastidores sofremos com ele, é tanta gente louca que o espectador passa a ter pena do ex Birdman. 
Para completar também temos Zach Galifianakis ( de Se beber, não case) como o agente que só pensa em se dar bem em cima do ator que tenta ter mais momentos de glória.
De verdadeiro na vida de Riggan sobra somente sue ex esposa que mesmo traída inúmeras vezes é quem sempre está do seu lado quando tudo parece mal.
Os diálogos são interessantes, a maior preocupação do protagonista em um voo que quase caiu era saber que se o avião caísse a manchete do jornal do dia seguinte seria que George Clooney morreu e não ele, é exatamente uma crítica ao mundo de celebridades e busca da fama que temos inclusive em nosso país, onde deixar de ser notícia é sofrido para alguns.
Michael Keaton talvez tenha feito tão bem o papel porque se identificou, em um mundo de aparências onde quando se está lá no alto faturando somos rodeados de falsos amigos e quando não fazemos mais sucesso todos somem, o ator parece entender bem do que se trata o filme e até as ilusões dele parecem reais para gente.
A cena em que ele ganha muita fama e os ingressos da peça se esgotam porque ele sem querer ficou de cueca em plena Times Square é sensacional, como não viralizar  um vídeo do You Tube? 
Sua filha vibra com as milhões de curtidas e compartilhamentos, e ele agora tem twitter com milhares de seguidores em um dia! Isso é ser atual. 

Fica difícil não ter raiva da crítica de teatro que destrói montagens de peça em um único dia e sente prazer nisso, e claro que ele se pergunta o que faz mesmo alguém virar um crítico? A frustração de não ter virado ator ou diretor? O poder de ter influência sobre o que será sucesso ou não?
A cena é sensacional, assim como todo o filme e o final inesperado. Keaton merece cada indicação, está soberbo, e que venham mais filmes com o eterno Batman, aos 63 anos ele tem gás para muito filme bom!