Título Original: The Lost City
Título no Brasil: Cidade Perdida
País: Estados Unidos
Ano: 2022
Roteiro: Seth Gordon, Oren Uziel
Elenco: Sandra Bullock, Channing Tatum, Daniel Radcliffe
Nota: 4/5
Por Amanda Gomes
Loretta Sage é uma escritora que se encontra vivendo o pior pesadelo de quem trabalha com criação: a falta inspiração. Após perder o marido, ela se fechou para o mundo e a escrita que antes era algo que fluiu de forma natural, passou a ficar em segundo plano. Loretta também se percebe frustrada ao perceber que os leitores dão mais importância ao romance de seus livros, do que aos fatos históricos que ela acrescenta durante a narrativa.
Mas é justamente pelo romance e um modelo de capa bonitão, que fazem com que os livros sejam um sucesso. E agora pressionada por sua agente, Loretta é obrigada a finalizar o livro que estava escrevendo, mesmo que não goste dos rumos que a história está levando, ela possui um prazo a cumprir.
No entanto, ela ainda é obrigada a comparecer em uma tour de divulgação do livro junto com Alan, o modelo bonitão da capa. Mas o que parecia ser uma excelente ideia para voltar a alavancar a carreta de Loretta, acaba culminando em um sequestro. Um bilionário excêntrico acredita que pelo conteúdo dos livros, a autora é a única que poderia levá-lo ao tesouro da cidade perdida. Enquanto Alan é o único que presenciou os ocorridos e logo se prontifica a salvá-la.
“Cidade Perdida” é o típico filme de comédia que poderíamos facilmente esperar que passasse na sessão da tarde. Sem prometer muito, ele entrega cenas hilárias e mirabolantes, que divertem e entretêm em suas quase duas horas de duração.
Este filme foi uma excelente oportunidade para vermos Channing Tatum de volta às telas em um papel que parece que foi feito para ele, em que engloba os clichês vivido pelo ator ao longo de sua carreira, em achar que ele combina apenas com o rostinho bonito e sexy. E também para o hiatus de tempo indeterminado de Sandra Bullock, já que lembramos o quanto a atriz é excelente quando o assunto é comédia romântica.
O longa é um filme caricato e previsível, apenas pela sinopse somos capazes de deduzir todo o desenrolar da trama. E ao contrário do que possa parecer, isso não é um ponto negativo, já que o roteiro foi montado de uma forma que se torna gostoso acompanhar o desenrolar da aventura dos protagonistas e do romance que fica implícito logo de cara.
É notório o quanto Sandra Bullock se encontra confortável no papel de Loretta e o quanto é possível notar que essa personagem é uma representação gráfica de tudo que a atriz já experimentou em sua carreira.






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